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Ahlâki Zekâyı Keşfetmek - Ahlâk Kurallarının Uygulanmasına Doğru Bir Adım Ahlâki sistemin karmaşık yapısını inceleyerek, bir Ahlâki kodun uygulanmasındaki

Belgede Cilt Vol. 2 Sayı No. 1 (sayfa 116-135)

Hilmizâde İbrahim Rıfat ve Esâsü’l-Ahlâk

5. Ahlâki Zekâyı Keşfetmek - Ahlâk Kurallarının Uygulanmasına Doğru Bir Adım Ahlâki sistemin karmaşık yapısını inceleyerek, bir Ahlâki kodun uygulanmasındaki

As deficiências dos sistemas policial e judicial influem bastante no insucesso de investigações e processos, para a impunidade, mas a falta de colaboração da população e, em especial, da vítima para com a polícia e órgãos judiciais, também. Por exemplo, nos crimes de

103 NUCCI, 2002, p. 62-63.

104 Todo esse item é síntese do pensamento de: FERNANDES, Antonio Scarance. O papel da vítima no processo

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ação penal privada e de ação penal pública condicionada à representação, a investigação criminal só se inicia após requerimento ou representação do ofendido (art. 5°, §§ 5° e 4°, respectivamente, do CPP).

Os interesses da polícia e da vítima se conjugam, se relacionam e se interpenetram. Um bom e pronto atendimento da polícia, com a devida atenção e consideração, faz com que a vítima colabore ao máximo para uma investigação segura e produtiva da polícia. Descontente, ela omitirá dados relevantes, relutará em auxiliar, por fim, nem aparecerá mais.

Nos casos dependentes de queixa e representação, só a vontade da vítima permitirá a prisão daquele que é pego em flagrante delito. O comportamento do agente em relação à vítima é, por vezes, determinante para demonstrar a necessidade de uma prisão cautelar, como quando, v.g., o agente ameaça a vítima. Inclusive, a concessão da liberdade provisória ao réu preso em flagrante pode ser negada se houver risco para a vítima.

Também há certas diligências, nesta fase, que buscam satisfazer interesse pecuniário da vítima. Assim, num furto de veículo, a vítima espera a apreensão e devolução do mesmo.

Nos crimes de ação penal pública a vítima tende a se afastar da investigação criminal, enquanto que nos delitos de ação penal privada seu interesse e participação são sensivelmente maiores.

É bom lembrar-se que a investigação criminal destina-se a colher elementos para esclarecer a autoria e o fato, preparando uma acusação bem fundada, evitando, assim, ações penais sem justa causa.

Em resumo: 105

“(...) pode-se afirmar que, na história, a vítima, quando não esteve encarregada de trazer testemunhas e produzir outras provas em crimes de ação penal privada, devia por fontes próprias investigar o fato, podendo também se utilizar de órgãos oficiais de investigação. Mas, passando o Estado a considerar o crime como de interesse público porque coloca em risco a segurança social, devendo, assim, ser reprimido, não só criou órgãos próprios para acusar, como também produziu organismos dirigidos à investigação, ficando a vítima com o papel de mera testemunha, sendo ouvida sobre os fatos, pouco podendo influir no encaminhamento das diligências. Quando quer acusar depende em regra da investigação a ser feita pela polícia judiciária”.

A vítima, quando se dirige ao órgão policial, nutre várias expectativas quanto ao serviço que lhe será prestado. Normalmente, se frustra, pois, para o órgão policial, ela é só mais uma vítima, mais um caso em sua rotina diária. As atenções maiores estão sempre voltadas ao investigado, gerando aquilo que estudos recentes chamam de vitimização secundária do ofendido. É um problema universal. Desestimulada, a vítima não mais retorna

para saber do andamento do seu caso e, se atingida por novo delito, não mais o noticia. E mais, difunde a notícia da ineficiência do sistema, desacreditando a polícia.

Outrossim, estimulando-se as vítimas a comunicarem os fatos criminosos, incentivando-as a participar da investigação criminal, isso poderá acarretar novas e maiores desilusões, pois não há aparato estatal suficiente para atender toda a demanda. Deve-se, pois, paralelamente, melhorar os recursos e a infra-estrutura do sistema, bem como desburocratizá- lo, permitindo um melhor atendimento às vítimas.

Papéis que poderá exercer no inquérito policial: a) o ofendido poderá noticiar a infração através de uma delação simples, mera comunicação do delito, ou de uma delação postulatória, em que, além de noticiar o fato, requer ou representa à autoridade policial para que esta instaure o competente inquérito policial (art. 5°, §§ 5° e 4°, CPP); b) poderá solicitar diligências durante o inquérito policial (art. 14, CPP), que serão realizadas ou não a juízo da autoridade policial, não cabendo qualquer recurso se esta indeferir o pedido de realização da diligência. Porém, sendo caso de ação penal pública, a vítima poderá requerer a realização da diligência ao Ministério Público que, se convencido de sua necessidade, a requisitará diretamente à autoridade policial.106

A vítima poderá influir e muito na investigação, contribuindo para o seu sucesso. Por exemplo: depondo sobre circunstâncias do crime, sua autoria e provas que possa indicar (art. 201); realizar o reconhecimento de pessoas e coisas (arts. 226 e 227); etc.

Da sua recusa haverá o confronto de dois valores relevantes: de um lado o interesse público em apurar e punir, que tende a forçar a vítima a colaborar, inclusive com medidas coercitivas; de outro, o interesse da vítima que pretende proteger sua intimidade, honra e sua integridade corporal. Na lição de Antonio Scarance Fernandes, “na essência dessa orientação está o receio de novas vitimizações a quem já sofreu com o crime”.107 V.g. exames vexatórios, temor a represálias etc.

Ademais, a vítima quer superar os prejuízos sofridos com o delito, v.g. a apreensão e restituição da coisa obtida com o crime. Nos casos de infrações de menor potencial ofensivo, desde o advento da lei 9.099/95, é possível a conciliação entre agente e vítima, evitando o processo e a condenação, representando vantagem para a vítima que pode ter seu dano reparado rapidamente e para o réu que pode não se ver processado, ou transacionar a pena, ou

106 Nos casos de ação penal privada, em que há o risco da decadência, o ideal seria que a autoridade policial realizasse a diligência, quando esta não se revelar inteiramente destituída de fundamento, inclusive em casos de ação penal pública em que muito importante é a colaboração da vítima para a sua apuração.

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sofrer sanções mais de ordem educativa que punitiva (restritivas de direitos) ou haver a suspensão condicional do processo.

Por fim, relacionam-se alguns melhoramentos que poderiam ser úteis para a vítima, dentre os quais: a) deve ser avisada do andamento das investigações; b) da situação do suspeito ou indiciado; c) sobre o encerramento do inquérito policial e envio dos autos ao Fórum para que possa acompanhar a atuação do Ministério Público (se inerte, abre-se a possibilidade de queixa subsidiária – art. 29, CPP; se pedir o arquivamento, a vítima poderá trazer novos elementos para reabrir as investigações; se houver denúncia, poderá se habilitar como assistente), ou no caso de ação penal privada, para que possa exercer seu direito de queixa tempestivamente (art. 19, CPP).

Belgede Cilt Vol. 2 Sayı No. 1 (sayfa 116-135)

Benzer Belgeler