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III – MEŞRUTİYET HÜKÜMETLERİ VE OSMANLI KALEM EFENDİLERİ

M. Z.C İ 4 6 Teşrin-i evvel 1327 (19 Ekim 1911) C: 2, 24-48.

Para verificar se o docente aborda a violência de forma sistematizada, sabendo, portanto, quantas horas gasta, especificamente, com o tema em sua disciplina, perguntamos “Dentro da sua disciplina, quantas horas são dedicadas ao tema da violência?”, e encontramos os seguintes agrupamentos de respostas:

IC. A- Não sabe quantas horas.

IC. B- Define horas dedicadas ao tema.

A- Não sabe quantas horas (D1, D3, D5, D8, D9, D11, D12, D13, D14, D15)

DSC: Não é um tema específico, ele pode surgir. Eu não sei te dizer... umas quatro horas?

Três talvez. Não tem horas, a gente não tem temas para voltar para a violência, mas como a gente dá liberdade de conversar, de escolher, muitas vezes leva a isso, pois não existe, realmente, como eu te falei, um tema específico violência na disciplina. Fica muito difícil falar: olha, ele aparece tantas vezes ou não, então não sei precisar, pois depende dos conteúdos que os alunos trazem. Na saúde mental tenho levado umas 12 horas porque eu acabo entrando em contextos, na verdade ela acaba sendo umas 5 horas. Sobre álcool e drogas são quatro horas, violência é muito mínimo, se eu for por num cronômetro não dá nem meia hora. No programa de saúde da mulher existe uma aula, geralmente de 3 a 4 horas, quem está responsável por isso é outra professora. Eu acredito que sejam umas quatro horas,

no máximo, mas acho que três horas de teoria, precisaria conferir no programa, são três dias de quatro ou cinco horas, eu não tenho muita certeza, eu acho que é um pouco menos, é um período da semana, de quatro ou cinco horas, acho que são duas a três horas, mais quatro ou cinco horas de estágio. Na aula de três horas podem vir os riscos, aí que a gente vai direcionando, no máximo, não especificamente com esse título, não tem uma aula que chama violência ocupacional.

IC1. Não sabe, pois não é a docente responsável pela aula de violência. IC2. Não sabe, pois o tema é trabalhado se aparecer durante os estágios. IC3. Não tem certeza.

Fizemos essa pergunta para conhecer, no currículo formal, quantas horas são deixadas para a abordagem da violência. A maior parte dos docentes não conseguiu definir quantas horas são dedicadas ao tema, explicando que o tema ou é trabalhado por outro docente, ou é trabalhado se surgir de discussões ou do estágio.

A violência aparece, muitas vezes, de maneira assistemática, fazendo com que os docentes não consigam definir quantas horas são destinadas, especificamente, ao tema. Entendemos que quando uma temática é inserida no conteúdo programático é porque há um determinado número de horas mínimas destinadas àquele conteúdo, o que em muitos casos não parece ser a realidade.

Alguns docentes disseram que não conseguiam definir o número de horas destinadas ao tema porque a violência só é trabalhada se aparecer como demanda dos alunos, ou seja, pode ou não acontecer uma discussão sobre ela. Mas acreditamos que o conteúdo programático é elaborado para direcionar os assuntos que foram considerados importantes nas discussões do Projeto Político Pedagógico da instituição, ou seja, o que aparece nele foi considerado importante, devendo, portanto, ser trabalhado pelos docentes. A elaboração do conteúdo programático não deve ser apenas mera formalidade da graduação, mas um dos direcionadores do trabalho do docente.

B- Define horas dedicadas ao tema (D2, D4, D6, D7, D10)

DSC: Formalmente a gente tem quatro horas. Não tem estágio em espaço de violência, são

quatro horas, e a parte prática pelo menos numa segunda a tarde, de quatro horas. Então em termos de horas a gente faria 12 horas.

IC1. Entre teoria e prática 12 horas. IC2. Entre teoria e prática sete horas. IC3. Entre teoria e prática oito horas. IC4. Teoria quatro horas.

Defendendo a ideia de que uma preparação educacional adequada é fundamental para que os enfermeiros possam prevenir, avaliar e tratar de maneira competente as vítimas de violência, Woodtli e Breslin (2002) enviaram um questionário com 31 itens (informações demográficas, conteúdo do curso, experiências clínicas, currículo, perfil do docente, entre outros) para os cursos de bacharelado em enfermagem cadastrados pela Associação Americana de Escolas de Enfermagem, com o objetivo de conhecer mais sobre a abordagem da violência. Em relação ao número de horas gastas com a violência, sobre o conteúdo relacionado à violência contra a criança, contra a mulher e suicídio/comportamento autodestrutivo, na maior parte das instituições pesquisadas (62%, 56% e 65% respectivamente) foram gastas entre duas a quatro horas com conteúdo relacionado à violência. O conteúdo sobre violência contra o idoso é ministrado em uma hora ou somente leitura em 46% dos casos, e entre duas a quatro horas em 45% dos casos, similar ao que acontece ao abordar o abuso sexual e estupro, onde gasta-se uma hora ou somente leitura em 46% e entre duas a quatro horas em 47% dos casos.

Os resultados encontrados em nossa pesquisa diferem bastante da pesquisa americana; somente em relação à violência contra a criança nossos dados são corroborados, pois encontramos que são gastas quatro horas com a temátca, assim como na pesquisa citada. Nenhum docente referiu abordar a questão do suicídio ou do comportamento autodestrutivo em nossa pesquisa; em contrapartida, na abordagem ao paciente psiquiátrico violento encontramos que são gastas 12 horas, o que não aparece na pesquisa americana. Na questão da violência contra a mulher, em nossa pesquisa encontramos que são gastas entre sete e oito horas nessa temática, mais do que as quatro horas relatadas na pesquisa de Woodtli e Breslin (2002). Outra diferença que encontramos é em relação à violência no trabalho, que na nossa pesquisa aparecem como sendo direcionadas quatro horas para o tema, mas não é citada na pesquisa americana.

A violência contra o idoso é outro tema que apareceu na pesquisa americana, mas que não encontramos em nossa pesquisa como sendo trabalhada pelos docentes na graduação. Na questão da violência contra o idoso, Florêncio, Ferreira Filho e Sá (2007) discutem que o reconhecimento da violência é relacionado aos valores éticos do indivíduo, sendo que a ética deve ser cultivada inclusive entre os enfermeiros, nos cursos de graduação, pois são os valores morais que irão fazer com que haja percepção dos casos de violência.

Destacamos a fala de um docente, que afirma não haver estágio em um espaço de violência, e que, portanto, o tema só é trabalhado nas quatro horas de teoria. Não concordamos com esta afirmação, pois todos os alunos necessariamente passam por campos de estágio em que a violência está presente, como hospitais, Centros de Saúde e outras instituições. Esse pensamento demonstra que a abordagem da violência pode estar sendo prejudicada por uma visão limitada, pois se o docente não vê todos os campos de estágio como possibilidade de contato com vítimas de violência significa que pode estar deixando de trabalhar a temática durante os estágios, não estando sensibilizado para a questão de maneira ampliada.