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2.2. Ġlgili AraĢtırmalar

2.2.1. YurtdıĢında Yapılan ÇalıĢmalar

Em cada uma das séries dos cursos de Enfermagem e Medicina, os formatos de avaliação do desempenho do estudante foram elaborados pelos professores e coordenadores das séries e das Unidades de Prática Profissional (UPP), para serem utilizados nos vários momentos de avaliação: EAC, EABP, EAPP, entre outros. Esses formatos foram validados pelo grupo de avaliação e pelo Comitê de Prática Profissional, aprovados pelo colegiado da FAMEMA e passaram a constar dos manuais de avaliação.

A avaliação do EAPP na 1ª série dos cursos de Enfermagem e Medicina é registrada no mesmo formato - F3, para ambos os cursos. Na primeira série, o formato destina-se ao registro da avaliação do desempenho do estudante no cuidado individual e tem uma escala de desempenho em cada uma das tarefas propostas.

A primeira tarefa é a história clínica e, nessa atividade do estudante os aspectos a serem considerados durante a entrevista são: situações que impossibilitam ou dificultam sua realização, a forma como o estudante apresenta-se ao paciente simulado, a maneira como solicita seu consentimento, as medidas de biossegurança que utiliza e a atitude empática que adota e que serve de estímulo para que o paciente exponha suas necessidades.

Outro aspecto avaliado na execução da história clínica é a investigação das necessidades de saúde, com base na história e no contexto de vida do paciente, e que prevê a investigação cronológica de sinais e sintomas, nas dimensões biológica, psicológica, cultural e social. Contempla ainda a investigação sobre a evolução do quadro clínico e a manifestação associada identifica o conhecimento que a pessoa tem sobre sua saúde e seus determinantes, além de expectativas, crenças,

sentimentos e repercussões das necessidades de saúde em sua vida. Também avalia se o estudante consegue realizar uma síntese dos dados coletados e apresentá-la ao paciente. Ainda na história clínica, os docentes observam o desempenho do estudante nas relações interpessoais que estabelecem com o paciente, a formação do vínculo entre ambos e o uso de linguagem clara, acessível, identificando barreiras de comunicação e desenvolvendo estratégias para superá-las.

A próxima atividade discriminada no F3 é o exame clínico, que tem início com a obtenção do consentimento livre e esclarecido da pessoa a ser examinada, respeitando seus valores, sua cultura e seu grau de autonomia. Outro elemento avaliado é a postura profissional, considerando o conforto e a privacidade dos pacientes, assim como os aspectos éticos, ergonômicos e as medidas de biossegurança durante todo o procedimento.

Segue-se a avaliação do estado mental e o exame físico geral, que inclui inspeção geral, avaliação do estado nutricional, com a verificação do índice de massa corpórea, verificação dos dados vitais, que incluem frequência cardíaca e respiratória, temperatura, pressão arterial, freqüência do pulso, presença dos pulsos periféricos e sensibilidades térmica, dolorosa e tátil.

Outra tarefa é a formulação dos problemas, que envolve o raciocínio clínico, e na qual se avalia se o estudante consegue organizar os dados da história e do exame clínico segundo um eixo e uma sequência lógica, se formula o problema da pessoa segundo suas necessidades, contextualizadas e integradas às dimensões biológica, psicológica, cultural e social, fundamentadas nas ciências da saúde.

A tarefa seguinte é a elaboração do plano de cuidados, com orientações e encaminhamentos tanto para a paciente, como para a família e a equipe de saúde, considerando o grau de autonomia da pessoa, os princípios éticos, os valores morais, as evidências da literatura, as condições socioeconômicas da família e os recursos de saúde disponíveis.

Para finalizar, há o fechamento do caso, no qual se verifica se o estudante identifica as possíveis dúvidas do/a paciente sobre o que foi acordado com o profissional em relação a orientações e encaminhamentos.

O formato dispõe ainda de um campo para o professor anotar aspectos que requerem atenção do estudante e outro para comentários. Por último, há o registro do conceito final, satisfatório ou insatisfatório, a data da realização do EAPP e a assinatura dos envolvidos no processo de avaliação, ou seja, professores e estudante. Em cada uma das tarefas propostas, encontram-se campos abertos para o professor registrar o desempenho do estudante.

Na 3ª série de Enfermagem, a tarefa inicial, ou seja, a realização da história clínica, apresenta os mesmos elementos previstos da primeira série, inclusive o mesmo detalhamento. Já no exame clínico, além do previsto na 1ª série, espera-se que o estudante realize a inspeção detalhada dos diversos segmentos e aparelhos como cabeça e pescoço, tórax, abdome, mamas, membros superiores e inferiores e o sistema endocrinológico, linfoganglionar, circulatório, cardíaco, respiratório, digestório, neurolocomotor, urinário e genital. Nos diversos sistemas a serem examinados estão previstas a inspeção geral, a palpação, a ausculta e a percussão.

Na saúde da criança, o estudante não realiza o exame clínico no EAPP, dada a dificuldade e os aspectos legais de expor a criança a uma situação simulada. É utilizado um manequim infantil, que é apresentado nos braços da mãe, reproduzindo a interação entre mãe e criança. A formulação do problema, o plano de intervenção, os campos dos registros e o conceito final são os mesmos da primeira série.

Na 3ª série de Medicina, o formato de avaliação do desempenho do estudante enfatiza a identificação das necessidades de saúde, prevendo a realização das seguintes tarefas: história clínica, exame clínico, formulação do problema e plano de cuidados. Há campos previstos para registro dos comentários do professor, comentários do estudante, data, assinatura e conceito final.

Na história clínica, na apresentação, verifica-se se o estudante identifica situações que requerem intervenção imediata ou que impedem a realização da tarefa, se ele se preocupa em obter o consentimento do paciente, assegurando-lhe sigilo profissional, se identifica e busca identificar quem é o paciente, se adota medidas de biossegurança e se está atento às barreiras que eventualmente podem interferir na comunicação.

Outro elemento verificado é se o estudante identifica o contexto de vida o paciente, as relações familiares e as situações pessoais, familiares e sociais relevantes, a cronologia dos sinais e sintomas referidos e ou percebidos, e alterações do quadro clínico. A linguagem apropriada e a atenção são elementos que devem estar presentes na realização da história clínica. Busca-se verificar se estudante usa linguagem clara e acessível ao paciente, assegurando a compreensão das informações prestadas e o estabelecimento de vínculo afetivo entre ambos. Investiga-se ainda se o estudante faz uso do raciocínio clínico, integrando os dados coletados ou percebidos nas diversas dimensões do contexto de vida da pessoa.

No exame clínico, na formulação do problema e no plano de cuidados, os elementos são os mesmos da 3ª série da Enfermagem. Todas as tarefas apresentam campos disponíveis para o professor registrar suas observações.

Na 4ª série de Medicina, o F3 não se diferencia quanto à história, exame clínico e formulação do problema. No plano de cuidados, espera-se que o estudante registre em receituário médico as orientações e/ou medicamentos necessários para a cura ou prevenção de agravos. Os campos para anotações do professor também estão disponíveis em todas as tarefas.

Na 6ª série de Medicina, a avaliação do desempenho do estudante incide sobre a história clínica, o exame clínico, a tomada de decisão no plano de cuidados e da terapêutica e o raciocínio clínico- epidemiológico.

A história clínica prevê a identificação do paciente, a identificação da queixa principal, a história da doença atual, os antecedentes

pessoais, familiares e pessoais que, no caso da saúde da mulher, incluem menstruais, sexuais, obstétricos e ginecológicos, mamários e a revisão dos sistemas. Também se espera do estudante uma comunicação clara e objetiva, uma relação médico-paciente efetiva, o respeito à autonomia do paciente e capacidade de observação.

No exame clínico, verifica-se se o estudante prepara o ambiente e os equipamentos utilizando medidas de biossegurança, se realiza todas as técnicas do exame físico requeridas nos anos anteriores e, de modo mais detalhado, na saúde da mulher, o exame do abdome gravídico e a coleta da citologia oncológica. Também se espera que reconheça alterações que fujam da normalidade.

Na tomada de decisão no plano de cuidados e da terapêutica, o estudante deve selecionar os recursos para o diagnóstico e a terapêutica considerando o custo-efetividade, com base em evidências da literatura, assim como no contexto sócio-econômico para a tomada de decisão clínica. Também se espera que elabore um plano de cuidados que proporcione a participação do paciente, uma prescrição que permita o entendimento do plano terapêutico e também que discuta com sua equipe sobre os cuidados à paciente.

Espera-se do estudante um raciocínio clínico–epidemiológico sustentado no conhecimento científico, integrado aos conhecimentos fisiológicos, articulando história e exame clínico. Também se espera um raciocínio diagnóstico, que eleja prioridades e reconheça eventuais lacunas de conhecimento para o caso.

Uma diferença marcante entre a sexta série e as demais, dos Cursos de Medicina e Enfermagem é que o formato de avaliação que tem a forma de um check list, em que cada tarefa, esta aparece como item, de modo sucinto com conceitos de não se aplica para a situação, de satisfatório e de insatisfatório ou não se aplica a situação.

4.3 O currículo moldado e posto em ação pelos professores por