2.1. KARADENİZ VE EGE DENİZİ’NDEKİ UYGULAMALAR
2.1.2. Ege Denizi'nde Yetki Alanı Sınırlandırmaları
2.1.2.1. Yunanistan’ın İddiaları
“O projeto é obtido por meio de simulações de forças externas que são aplicadas e geram a forma. Estas forças externas podem ser: conforto termo-acústico, custo, percepção espacial, aspectos culturais, sociais e tecnológicos e perspectivas tecnológicas.” (OXMAN, 2005 p.257)46.
Ajusta-se às duas categorias vistas anteriormente: modelos de formação e gerativos.
O objetivo deste capítulo é apresentar a diversidade de caminhos descobertas nas experiências realizadas no campo do projeto digital E ao contrário das ferramentas da 1ª geração, buscam revolucionar o processo fixando novos conceitos e procedimentos.
Podemos inferir que o CAD prescritivo, de onde se originou o BIM, representa a fase incipiente destas tendências. Entretanto, é aquela que possui mais representatividade entre os profissionais inclusive no Brasil devido dentre outras
46 Formation-based design can be regarded as peformance-based design when digital simulation of
external forces are applied in driving a formation process. Design performance may include among the following parameters: environmental performance, financial cost, spatial, social, cultural, ecological and technological perspectives.
73 coisas a seu apelo comercial. É por esta razão que o escolhemos para um melhor detalhamento.
7. BIM
Apresentamos acima as principais tendências contemporâneas do processo de projeto digital. E, como vimos, o BIM se enquadra em um aprimoramento da metodologia CAD, que representa a continuidade do modelo tradicional de projetar. Então, qual a razão para destacá-lo e dedicar um capítulo para sua investigação? Nos últimos anos, essa metodologia vem ganhando grande projeção, tanto no meio acadêmico quanto na prática profissional. É grande a quantidade de artigos, conferências, concursos e livros que abordam o tema. Também vem crescendo o número de profissionais dispostos a aderir à nova tecnologia. Outro indício que aponta tal influência é o grande interesse da indústria de softwares em desenvolver programas que empregam esta plataforma. O lançamento de novas opções e as constantes atualizações destes programas faz parte de uma guerra para conquistar as maiores fatias do mercado. A abrangência deste movimento é muito ampla. Encontramos autores nos Estados Unidos, Europa, América Latina e nos países asiáticos. Das tendências apresentadas na seção anterior, é a única que tem repercussão concreta no Brasil, tanto na área comercial como na acadêmica.
Não podemos precisar as razões para este fato. Contudo, especulamos que a continuidade da maneira de pensar dos profissionais em relação ao modo de projetar, a disponibilidade de softwares comerciais associado à pressão exercida sobre os projetistas pelos construtores e investidores para obtenção da melhoria da produtividade (principalmente na redução do tempo de projeto e obra e diminuição dos erros de execução) ajudam a entender este fenômeno.
As falhas na metodologia tradicional de projeto já chamavam a atenção nos anos 1960. O aumento da complexidade dos projetos foi proporcional ao surgimento de especialistas. O que fez com que os projetos fossem se subdividindo em „caixinhas‟, que são desenvolvidas separadamente e se unem somente no final do processo. É por este motivo que o gerenciamento de informações se tornou fundamental para o sucesso da tarefa de projetar.
74 O termo BIM de uns anos para cá ganhou projeção e começou a fazer parte do vocabulário de muitos profissionais como se fosse uma novidade recente e às vezes é confundido como um nome de aplicativo. Contudo, ao pesquisar sobre a origem do termo encontramos versões que dão conta que essa terminologia foi cunhada pela indústria de software. Jerry Laiserin no prólogo do livro BIM Handbook (2008) traz uma breve história que nos baseamos para escrever a retrospectiva deste conceito.
“Esta metodologia foi primeiramente empregada com sucesso em indústrias como a automobilística para o aprimoramento qualitativo e quantitativo de seus produtos. Nem sempre foi empregado o nome BIM. Esta terminologia está em circulação há aproximadamente 15 anos e não podemos atribuí-la ao trabalho de única pessoa, mas de uma conjuntura que surgiu ao redor de uma metodologia nos anos 1970. Nos Estados Unidos, o pioneiro neste tipo de pesquisa foi Chuck Eastman, que escreveu, em 1975, um artigo descrevendo um modelo que chamou de „Building Description System‟, com características que atualmente reconhecemos no BIM. Mais tarde, essa abordagem ficou conhecida por „Building Product Models‟. Na Europa, especialmente no Reino Unido, pesquisas nesta direção também foram desenvolvidas durante este período e a nomenclatura utilizada era „Product Information Models‟. A indagação é se a junção de nomenclaturas teria originado o termo Building Information Models (e mais tarde Modeling) – BIM. Paralelamente ao empenho acadêmico, havia um esforço para a comercialização desta tecnologia. Vários softwares de muitos países foram lançados no mercado: RUCAPS, Oxsys (Reino Unido), Cheops e Anchtrion (França), Brics (Bélgica), Intergraph (Estados Unidos). Aplicativos que serviram de base para o desenvolvimento dos programas que conhecemos hoje: AllPlan, ArchiCAD, Audodesk Revit, Bentley Building, Digital Project. Já por volta dos anos 2000, autores como Jerry Laiserin se dedicaram à tarefa de divulgação do termo através de demonstrações práticas que aconteceram especialmente na Finlândia”. Em decorrência da sua origem prolixa, não existe clareza em relação ao conceito a que essa terminologia se refere: a um software ou a um método. No contexto deste trabalho, em consonância com vários autores, consideramos o BIM como uma metodologia para um processo de projeto digital.
O BIM (Building Information Modeling ou Modelo de Informação da Edificação) tem como princípio a construção virtual do edifício. Feita através de um
75 modelamento 3D que utiliza como elemento básico objetos parametrizados, que permitem associações de informações não-geométricas sobre o projeto. Tais propriedades trazem como atributos: extração automática de desenhos 2D e planilhas (quantitativos de material e/ou estimativa de custo), atualização instantânea de informações em todos os aspectos do projeto (por exemplo, pode-se mudar a dimensão de uma janela no modelo 3D e, todas as vistas, cotas, detalhes e planilhas alterar-se-ão na mesma hora) e possibilidade de realizar simulações (estruturais, de conforto térmico, análise energética, etc.).
Alguns guias profissionais sobre BIM foram escritos nos últimos anos: Building Information Modeling: A Strategic Guide for Architects, Engineers, Contractors, and Real Estate Asset Managers (2009, por Dana K. Smith and Michael Tardif), Green BIM: Successul Sustainable Design with Building Information Modeling (2008, Eddy Krygiel, Brad Nies) e BIM Handbook: a Guide to Building Information Modeling for Owners, Managers, Designers, Engineers and Contractors (2008, por Chuck Eastman, Paul Teicholz, Rafael Sacks e Katheen Liston) – este último foi utilizado como suporte para delinear as principais características desta tecnologia nesta pesquisa.