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YOKSULLUK HALĠ

Belgede Türk medeni hukukunda nafakalar (sayfa 115-118)

A seleção de sujeitos para a amostra coletada respeita três critérios: (a) ser surdo antes do domínio da fala; (b) ter idade entre 8 e 11 anos completos, na data da coleta de dados ; c) ser usuário da língua de sinais.

Para a identificação dos sujeitos que se enquadram nos critérios da pesquisa recorremos primeiramente a uma entrevista com a Coordenadora Pedagógica dessa instituição, com a professora ouvinte e com a instrutora surda, depois aos registros da Secretária Escolar, ao Setor de Fonoaudiologia para o levantamento dos dados audiológicos, aos questionários aplicados aos pais para cruzamento de dados e, finalmente, à análise dos informantes em relação ao uso da Língua de Sinais Brasileira, através de episódios filmados em vídeo.

A pesquisa apresenta doze informantes surdos, selecionadas segundo os critérios mencionados acima e de acordo com o parecer abalizado de lingüista proficiente em língua de sinais, após levantamento prévio e filmagens investigando diversas classes do Ensino Fundamental, nas duas instituições de educação especial para surdos. O grupo selecionado cursa 2ª, 3ª, 4ª séries do Ensino Fundamental em Escola Especial para Educação de Surdos, pertencente à Rede Estadual de Educação.

Todos são filhos de pais ouvintes, embora este não seja critério para seleção. A faixa etária dos alunos, no início do trabalho (2000 e 2001), era de 8 anos, alguns passando para 11 anos no final da coleta de dados (2002). A situação dos pais é heterogênea quanto à condição socioeconômica e ao nível de escolaridade.

A seguir, passamos a uma exposição sucinta relatando as características de cada sujeito, os pareceres indicando serem usuários da língua de sinais e os níveis socioeconômico e educacional das famílias. Antes, porém, convém ressaltar alguns pontos em comum a todas as crianças.

Todas elas dialogam em Língua de Sinais Brasileira e já é possível contar com a presença da instrutora (professora) surda, monitores e intérprete. Entretanto, cabe esclarecer que as crianças demostram efetivo domínio de comunicação e desempenho em língua de sinais compatível com o nível de suas faixas etárias e que continuam ainda em processo de aperfeiçoamento dessa língua. Segundo o parecer de Quadros (comunicação verbal por meio de mensagem eletrônica, maio,

2001), referindo-se aos informantes da segunda instituição pesquisada: este grupo é

muito bom.

Todos os informantes não apresentam, em geral, produções de fala no convívio em sala de aula, como se pode notar nas transcrições das gravações em vídeo, observando-se em raras ocasiões emissão lingüística oral de itens lexicais isolados, geralmente o nome da professora. Sempre se comunicam por meio de sinais e pela datilologia quando não há sinal específico para a palavra em LS ou quando têm dúvida sobre a forma de escrever. Nas ocasiões de produção escrita, às vezes, recorrem também à escrita na lousa do termo ou expressão que têm dúvida. Portanto, as interações em sala de aula se dão através dos sinais, predominantemente. Desta forma, a comunicação não é difícil, uma vez que as crianças interagem em sinais e a professora também; além disso, conta-se com a ajuda da instrutora e monitora de língua de sinais para a interação e a presença da intérprete, quando necessária. Segundo análise de Quadros “a professora produz os sinais com influência da estrutura do Português. Inclusive, isso pode ser percebido através da sua produção oral concomitante” (QUADROS, maio, 2001). “A instrutora e a monitora dominam língua de sinais.” (id.).

Para melhor compreensão apresentamos as especificidades de cada sujeito e os pareceres (comunicação verbal por meio de mensagem eletrônica em março- 2000, 14-03-2001, 10-05-2001 e 26-05-2001) emitidos pela lingüista mencionada, após análise de fitas de vídeo com gravações de episódios. Referindo-se ao segundo grupo pesquisado, diz: “todos estes alunos apresentam proficiência na LS. Alguns são mais hábeis nos seus relatos, mas acontece com quaisquer pessoas.” (Quadros, maio, 2001)

FEL1: aluno surdo, com 9 anos e 5 meses no início da pesquisa. Apresenta surdez provocada por rubéola materna, no 2º mês de gestação. Com seis meses foi detectada a sua surdez. Matriculado na instituição desde 14/03/93, com 1 ano e 10 meses de idade. É bastante comunicativo e solidário com os colegas, utiliza sinais; quase não emite sons e não faz uso da oralidade nem mesmo com interlocutores ouvintes no contexto escolar.

FEL1 é mais displicente, mas domina a LS. Estabelece o olhar com o seu interlocutor. Utiliza a direção do olhar para marcar a concordância verbal e as relações gramaticais. Apresenta as expressões faciais gramaticais. Utiliza o espaço para o

estabelecimento das relações gramaticais e dos referentes que retoma ao longo do discurso de forma consistente. Utiliza classificadores. (QUADROS, 2001)

A mãe está com 32 anos e o pai com 35 anos, possuem o segundo grau, sendo que o pai exerce a profissão de pedreiro e a mãe cuida da casa. FEL1 tem um irmão e, segundo seus pais, já fizeram curso de língua de sinais na escola do filho, comunicando-se com ele em sinais e de todas as formas possíveis, inclusive escrita.

MAY2: aluno surdo, com 8 anos e 8 meses no início da pesquisa. A etiologia provável da surdez é a rubéola. Foi detectada a surdez com um ano de idade. Matriculado na escola desde 17/05/94, com 1 ano e 10 meses de idade. Não faz uso da oralidade nem mesmo com interlocutores ouvintes, comunicando-se somente através de sinais.

MAY2 estabelece o olhar com o seu interlocutor. Utiliza a direção dos olhos para evidenciar a concordância verbal e as relações gramaticais. Utiliza expressões faciais gramaticais. Utiliza o espaço para o estabelecimento das relações gramaticais e dos referentes que retoma ao longo do discurso de forma consistente. Utiliza classificadores. MAY2 é um contador de histórias. (QUADROS,2001)

O pai está na faixa dos 37 anos e a mãe 32 anos, têm nível superior incompleto, sendo que a mãe é do lar e o pai agricultor. Possui uma irmã ouvinte. Atualmente mora com os avós, até os pais voltarem do Japão. Os pais e familiares comunicam-se com ele por fala e gestos caseiros, pois não fizeram curso de língua de sinais.

VI3: aluno surdo, com 9 anos e 9 meses no início da pesquisa, apresenta surdez congênita, não identificada a causa. Seus pais têm dois filhos, ambos surdos. A surdez foi detectada aos 10 meses de idade. Matriculado na instituição desde 16/09/92, com 1 ano e 3 meses de idade. Comunica-se em sinais, até na interlocução com ouvintes.

VI3 estabelece o olhar com o seu interlocutor. Utiliza a direção dos olhos para evidenciar a concordância verbal e as relações gramaticais. Utiliza expressões faciais gramaticais. Utiliza o espaço para o estabelecimento das relações gramaticais e dos

referentes que retoma ao longo do discurso de forma consistente. Produz estruturas com tópico-comentário muito comum na LS. Utiliza classificadores. ( QUADROS, 2001)

Os pais estão na faixa dos 35 anos, a mãe tem segundo grau completo e o pai, curso superior completo. Quanto à profissão, a mãe é do lar e o pai é professor do Ensino Médio, na mesma instituição em que estuda o filho. VI3 tem uma irmã mais nova que também é surda. Os pais dizem ter feito curso de língua de sinais na escola dos filhos e comunicam-se com eles nesta língua.

WAL4: aluno surdo, com 9 anos de idade no início da pesquisa, cuja provável causa da surdez seria a prematuridade, com longo período na incubadora, além de problemas de saúde logo que foi para casa. A criança apresenta também algumas seqüelas motoras leves. Por ser proveniente de família de baixo nível sócio- econômico, a família só comprovou sua surdez aos 2 anos de idade, no exame de BERA, embora já houvesse a suspeita por ele não aprender a falar. Matriculado na instituição em 05/10/95, com 3 anos e 7 meses de idade. Interage basicamente através de sinais, não tendo, praticamente, nenhum apoio na fala. As filmagens evidenciam mais insegurança no desempenho em relação aos outros informantes, embora Quadros tenha comprovado seu conhecimento e uso dos sinais, argumenta que, como todo usuário de uma língua, alguns apresentam mais desenvoltura e segurança para expressar-se que outros.

Seu pai tem 38 anos e 35 anos, a mãe; ambos possuem o primeiro grau, sendo ele tapeceiro e ela do lar. Já fizeram curso de língua de sinais e comunicam- se com o filho através de sinais e também da fala. Tem um irmão ouvinte.

WAL4 é um aluno que não consegue expor suas idéias com facilidade. Pelas poucas vezes que produziu comentários, não lhe foi dada muita atenção. Isso dificultou minha análise de sua produção. Mas me parece que o aluno domina a língua de sinais. (QUADROS, 2001)

SUE5: aluna surda, com 8 anos e 11 meses de idade no início da pesquisa. Apresenta surdez congênita, a causa não é identificada pela família. Foi detectada a surdez com 1 ano de idade. Matriculada na instituição em 05/04/95, com 2 anos e 11 meses de idade. Tende a fazer uso somente dos sinais, mesmo com interlocutores ouvintes. É muito rápida e expressiva na enunciação em sinais.

SUE5 domina a LS estabelecendo o olhar com o seu interlocutor. Utiliza a direção dos olhos para evidenciar a concordância verbal e as relações gramaticais. Utiliza expressões faciais gramaticais. Utiliza o espaço para o estabelecimento das relações gramaticais e dos referentes que retoma ao longo do discurso de forma consistente. Utiliza classificadores. (QUADROS, 2001)

Os pais estão na faixa dos 30 anos e possuem o 1ºgrau incompleto. Quanto à profissão, a mãe cuida da casa e o pai trabalha em um frigorífico. Tem duas irmãs ouvintes. Os pais comunicam-se com ela pela fala e em Língua de Sinais Brasileira, que aprenderam com ela.

KAT6: aluna surda, com 8 anos e 10 meses de idade no início da pesquisa. A causa da surdez, provavelmente, foi rubéola materna no período pré-natal. Detectada a surdez aos 10 meses de idade. Matriculada na escola em 07/04/94, com 1 ano e 11 meses de idade. Comunica-se basicamente em sinais, apresentando às vezes algumas emissões de fala com interlocutores ouvintes.

KAT6 procura produzir palavras do português concomitantemente com os seus sinais confundindo-se na estruturação da LS quando interage com a professora ouvinte. Quando está interagindo com a instrutora surda, sua produção em sinais apresenta um salto qualitativo. Ela estabelece relações gramaticais no espaço, bem como os referentes do seu discurso. Estabelece o olhar com o seu interlocutor e utiliza classificadores. (QUADROS, 2001)

Os pais estão na faixa dos 30 anos e possuem o segundo grau completo. Em relação à profissão, a mãe trabalha numa escola como Auxiliar de Serviços Gerais e o pai é gerente de uma empresa transportadora. A filha mora com a mãe, que já fez curso de língua de sinais. Utilizam-se de todos os meios para comunicar-se com a filha.

AMA7: Aluna surda, com 8 anos no início da pesquisa, atualmente com 9 anos e 10 meses, cursando a 3ª série do Ensino Fundamental. Matriculada na instituição em 03/03/94, com 1 ano e 7 meses de idade. É extremamente comunicativa e interessada em LS e em LP (escrita). A causa da surdez, segundo entrevista com a mãe, é desconhecida, mas os pais são primos de primeiro grau. Às vezes, articula algumas palavras com a professora ouvinte.

Começa a estória com uma preocupação com a fala, mas aos poucos começa a se soltar evidenciando o seu domínio da língua de sinais. A aluna apresenta as expressões faciais gramaticais e utiliza o estabelecimento do olhar com seus interlocutores de forma adequada. Utiliza a direção do olhar para o estabelecimento da concordância verbal. A aluna utiliza o espaço para estabelecer as relações gramaticais. A aluna estabelece os referentes no espaço e utiliza os pontos estabelecidos para retomar tais referentes ao longo do discurso de forma consistente. Utiliza classificadores.(QUADROS, 2000)

NAY8: Aluna surda, com 8 anos no início da pesquisa, completando 9 anos e 9 meses no final da coleta dos dados. Cursa atualmente a 3ª série do Ensino Fundamental. Freqüenta a mesma instituição de educação de surdos desde 10/09/93, com 1 ano de idade. Apresenta como causa da surdez a rubéola materna na gravidez.

Apresenta as expressões faciais gramaticais e utiliza o estabelecimento do olhar com seus interlocutores de forma adequada. Utiliza a direção do olhar para o estabelecimento da concordância verbal. A aluna utiliza o espaço para estabelecer as relações gramaticais. A aluna estabelece os referentes no espaço e utiliza os pontos estabelecidos para retomar tais referentes ao longo do discurso de forma consistente. Utiliza classificadores.(QUADROS, 2000)

ANGEL9: Aluna surda, com 9 anos no início da pesquisa, atualmente com 10 anos e 10 meses, cursando a 3ª série do Ensino Fundamental. Matriculada na mesma instituição de educação de surdos desde 10/02/94, aos 2 anos e 7 meses de idade. É muito tímida e reservada, embora seja interessada. Não faz uso da oralidade nem mesmo com interlocutores ouvintes. A surdez foi causada por meningite. Não articula nenhum som.

Utiliza parcialmente o espaço para o estabelecimento de relações gramaticais. Nem sempre as relações ficam claras, pois o estabelecimento de referentes não é feito de forma clara e consistente. A aluna utiliza classificadores.

Nas intervenções espontâneas iniciais pode-se perceber que as crianças dominam a língua de sinais... (QUADROS, 2000).

GUS10: Aluno com 8 anos no início da pesquisa, atualmente com 8 anos e 6 meses, cursa a 3ª série do Ensino Fundamental. Está matriculado nesta instituição

de educação de surdo desde 27/05/94, com 1 ano e 5 meses de idade. Os pais não sabem qual foi a causa da surdez.

Parece dominar a língua de sinais, mas não há dados suficientes para uma análise.

Nas intervenções espontâneas iniciais pode-se perceber que as crianças dominam a língua de sinais... (QUADROS, 2000).

MAU11: Aluno surdo, com 8 anos e 1 mês no início da pesquisa, completando 9 anos e 6 meses no final. Cursa atualmente a 3ª série do Ensino Fundamental, onde está matriculado desde 04/12/95, aos 3 anos e 2 meses de idade. Faz uso da oralidade com bastante freqüência com os ouvintes. Utiliza da língua de sinais com colegas surdos. É muito interessado e exerce liderança sobre os demais. Os pais desconhecem a causa da surdez.

Faz uso devido do espaço para estabelecer relações gramaticais. O aluno estabelece os referentes no espaço e utiliza os pontos estabelecidos para retomar tais referentes ao longo do discurso de forma consistente. 0 aluno utilizou alguns classificadores. Não foi possível verificar o uso de expressões faciais. (QUADROS, 2000)

DOU12: Aluno surdo, com 8 anos e 11 meses no final da pesquisa, cursando a 3ª série do Ensino Fundamental. Está matriculado na instituição de educação de surdos desde 26/07/95, aos 2 anos de idade. Ficou surdo com 1 ano e 4 meses, causada por meningite.

Parece dominar a língua de sinais, mas não há dados suficientes para uma análise.

Nas intervenções espontâneas iniciais pode-se perceber que as crianças dominam a língua de sinais... (QUADROS, 2000).

Belgede Türk medeni hukukunda nafakalar (sayfa 115-118)