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2.2. Yenilikçi Davranış

2.2.7. Yenilikçi Davranış ile İlgili Kavramlar

Quanto aos aspectos avaliados, o relato da escola traz uma concepção de avaliação ampla, que vai além do aspecto cognitivo:

Sabemos que os alunos trazem bagagens de vidas com inúmeros conhecimentos e concepções que ultrapassam os limites dos planejamentos das etapas propostas. Sendo assim, a avaliação na Escola Municipal Antônia Freire tende a ser um processo interativo, que procura captar os aspectos humanos, políticos, culturais, sociais e éticos envolvidos neste processo. Com objetivos definidos, acreditamos fazer da própria avaliação uma aprendizagem e, em vez de propor armadilhas, permitir ao aluno expor livremente suas concepções e avanços (Rede de Trocas).

Em uma das fichas de avaliação, identificamos aspectos relacionados ao desenvolvimento social, à participação, à autonomia, à construção de seu conhecimento e ao conhecimento das diversas disciplinas. No modelo de um outro grupo, os aspectos avaliados se referem à participação e ao envolvimento; ao desenvolvimento em relação aos projetos trabalhados, à cooperação com o grupo, ao desenvolvimento da autonomia e ao envolvimento com o projeto da EJA.

Para os(as) professores(as), a avaliação contempla não só o aspecto cognitivo, já que a formação social, a autonomia, a visão crítica e a sua capacidade argumentativa são aspectos fundamentais e que são levados em consideração na avaliação e certificação.

Eu acho que é tudo. Ó, a gente pega a questão da formação social, por exemplo, a questão das habilidades, dá conta de trabalhar em grupo, dá conta de resolver problemas, ter iniciativa, isso tá dentro da escola plural inclusive que a EJA, é... a questão da autonomia, e cognitivo, o cognitivo não tá na questão do cognitivo porque as duas coisas têm que tá junto. O que a

gente sempre discutiu no cognitivo é a questão da leitura, cê dá conta de ler e escrever um texto com clareza e entender o que tá lendo, tentar dar uma opinião, aquela coisa assim quantitativa. Não tem como, né? É mais as habilidades mesmos, competência em relação à leitura e à escrita (trecho da entrevista com a professora Maria).

Eu acho que, principalmente a dimensão da oralidade, da capacidade argumentativa do aluno, eu acho que essa é uma dimensão importante, uma outra dimensão é... a dimensão da autonomia, em que medida ele construiu a autonomia no processo de aprendizagem. Aí, eu acho que a argumentação é muito importante, porque, se ele aceita passivamente a nossa avaliação, o nosso veredicto, eu que a gente tem... assim, isso indica pra gente que ele não construiu nenhuma autonomia e continua recebendo e aceitando o que a gente coloca. Então, eu acho que isso indica que a gente tem que trabalhar esse campo, porque eu acho fundamental pro aluno do ensino fundamental em EJA é que ele tenha desenvolvido autonomia suficiente pro debate que ele precisa e para além do debate, pra construir a sua aprendizagem, porque ele sai daqui necessariamente sem ver coisas que ele vai precisar no ensino médio (...) assim e ele sai daqui sabendo que o ensino médio vai ser um dos desafios que em certa medida ele vai ter que ser autônomo na construção da sua aprendizagem ou pelo menos vai ter que dá conta de procurar ajuda se ele não se sentir capaz de construir sozinho. Então, a direção da autonomia é muito importante, eu acho que a avaliação capta bem isso, em que medida ele construiu essa perspectiva. Então, eu acho que ela avalia essa capacidade de oralização, ela avalia a autonomia, nessa ordem, e em terceiro lugar ela avalia também a posição do rendimento do aluno, mas acho que isso, se pôr numa escala, é a terceira, terceiro elemento (trecho da entrevista com a professora Rita).

Tanto alunos quanto professores consideram que a avaliação contempla até mesmo os aspectos que aprenderam fora da escola.

(...) eu acho que, quando a gente considera na avaliação a capacidade argumentativa, tá colocado aí um repertório de saber e experiência, ultrapassa uma escola. Eu acho que quando essa avaliação, por exemplo, incorpora os relatos, as experiências de vida, é... a forma como esse aluno, adquiriu conhecimento... dele, essa avaliação então que é da argumentação, da capacidade oral, eu acho que ela considera saberes que vão além do universo escolar, acho que também é o momento da avaliação que estão... na questão da autonomia. Normalmente, os alunos, os mais bem-sucedidos nesse aspecto da avaliação, esse sucesso tem muito a ver com a experiência fora da escola e tem muito a ver com as experiências de liderança, com a experiência comunitária, com as experiência de construção de estratégia de sobrevivência no universo, normalmente um universo árido, né? (trecho da entrevista com a professora Rita).

(...) eu acho o seguinte, do dia a dia, da vida da gente, né, eu acho que... a gente é avaliado aqui no colégio, né, na sala e também do que... a gente é lá fora também assim, de matérias, de... conhecimentos, de coisas assim, né, que diz respeito ao estudo (trecho da entrevista com o aluno Eduardo).

Muitas vezes, esses conhecimentos adquiridos fora da escola servem para incorporar a argumentação do aluno e ainda para confrontar com os conhecimentos escolares.

Eu acho que são avaliados, porque a... de vez em quando a professora pergunta sobre uma coisa, que não tá dentro da escola, mas cê sabe que tá lá fora, aí cê fala assim: “Ó professora, num é assim não, é assim, assim e assado, que eu já... eu faço assim, isso já fiz isso, é assim pá... negócio num é assim, num é professor”. “Ó, aluno é [muito bão], tá [concluino], com atenção, [presta atenção na rua, lá ele traz pra dentro da escola], porque a gente... num é só [ ] aprender dentro da escola, é aprender fora da escola e trazer pra dentro da escola. Aí é... sendo avaliado até fora da escola também (trecho da entrevista com o aluno André).

Os alunos também consideram importante o espaço que alguns professores abrem para que eles possam se expressar sobre os conhecimentos adquiridos fora do espaço escolar.

Tem coisa que a gente chega aqui, às vezes, assim, por exemplo, é um assunto que a professora nem chegou a comentar, mas a gente chega e fala: “Ah, professora, eu vi isso na televisão”. Aí, você acaba comentando um assunto que de repente nem ia ser abordado na sala. Essa também é uma questão de avaliação, né? Que a professora acaba te dando, te dando, não uma brecha, te dando um espaço pra você falar, acabar de dizer o que você sabe, o que você aprendeu, o que você conhece. Ela nunca fala: “Ah, vão estudar isso depois”. Ela fala: “Ah, então, vão como se for dentro da matéria, vamo comentar sobre isso”. Aqui, a gente, aí, ela fala vão estudar isso, não vão estudar aquilo, porque você viu lá fora e achou interessante, não. Você chega e expõe o assunto. Elas estão sempre dando oportunidade para que você fale, a gente tem um exemplo, a [ ], ela tá sempre falando de um assuntos diferentes, nem por isso, ela sempre tem um espaço pra falar, né? (trecho da entrevista com a aluna Selma).

Benzer Belgeler