2. YİYECEKLERİ İNGİLİZ USULDE SERVİS YAPMAK
2.4. Yemeğin ve Garnitürlerin Tabaktaki Dizaynı
Em ata, no dia 18 de janeiro de 1893, registrava-se o primeiro concurso do ano, talvez o primeiro ocorrido em plena reorganização do Estado republicano. Embora tenha ocorrido em solo republicano, esse concurso aconteceu ainda sob as leis do Império, pois o edital de concurso, publicado no Diário Oficial, dia 10 novembro de 1892, estava em conformidade com o artigo 78, de 22 de agosto de 1887 e, em virtude da Lei nº 13, de 15 de fevereiro de 1889, apresentava, ainda, o programa do concurso.
A referida ata compunha uma série de documentos incorporados a um processo administrativo, apresentando: as provas escritas, bem como o tecido usado para a realização das provas de prendas domésticas; edital de concurso, publicado no Diário
Oficial, apresentando as inscrições realizadas por escola em 03 de janeiro de 1893;
edital de convocação dos inscritos (manuscrito); as inscrições de cada candidato e os documentos que atendiam aos critérios de inscrição.
Registrou-se, em ata, que o concurso teve início no dia 18 de janeiro de 1893, às 11 horas, em uma das salas da escola normal. Terminou no dia 25 de janeiro de 1893, às
43 Há de se levar em conta que os analfabetos só puderam ser reconhecidos como cidadãos em 1988 e as
12 horas, na sala da Diretoria Geral da Instrução Pública, cuja comissão, composta pelo diretor geral da Instrução Pública; Arthur Cezar Guimarães, como presidente; Alfredo Moreira de Barros e Oliveira Lima e Henrique João Lacerda, como representantes do governo e dos cidadãos; Francisco Silvério Gomes dos Reis, Libero Braga e Brasília Ilidro da Silva, como examinadores, sendo esta última a examinadora da prova de prendas domésticas.
O concurso tinha como opositoras para a escola mista do bairro Alegria, junto à 4a. parada da estação de Ferro Central do Brasil, Clélia Franco de Almeida Adalgisa de Azevedo Segundo e Francisca Carneiro Ferreira. Para a escola do sexo feminino do bairro da Bela Cintra, da capital, Alice Raggio Nóbrega, Eliza de Almeida, Amélia Augusta Furrelini e Elisa Rachel de Macedo. Para a escola mista do bairro da Luz, Geraldina Correa Borges Bandeira e Etelvina Nunes.
Por ordem de inscrição, Alice Raggio Nóbrega retirou da urna, que continha os pontos a serem sorteados para a prova escrita, uma cédula. Era a de número 1, referente a uma descrição de um passeio escolar. Elas começaram a dissertar às 11h15. As provas foram devolvidas, devidamente datadas e assinadas, na seguinte ordem: às 12h49, Etelvina Nunes, Geraldina Correa Borges Bandeira, Eliza de Almeida e Amélia Augusta Furellini; às 13h35, Eiza Rachel de Macedo; e às 13h45, Alice Raggio Nóbrega.
As candidatas foram convidadas a se retirarem da sala e a comissão tratou de apreciar o mérito das provas já exibidas, declarando notas sobre elas, a saber:
• Amélia Augusta Furellini, regular;
• Eliza Rachel de Macedo, regular, mas deficiente; • Etelvina Nunes, menos que regular;
• Geraldina Correa Borges Bandeira, menos que regular; • Eliza Rachel de Macedo, sofrível e deficiente;
• Alice Raggio Nóbrega, sofrível e deficiente.
No dia 19 de janeiro, no mesmo lugar e hora, foram chamadas as candidatas inscritas para escola feminina do bairro Bela Cintra: Alice Raggio Nóbrega, Eliza de Almeida, Amélia Augusta Furrelini e Elisa Rachel de Macedo, tendo todas comparecido. A primeira, Alice Raggio Nóbrega, retirou da urna de prova oral a cédula de nº 3. A urna continha dez cédulas equivalentes ao número de pontos organizados pela
comissão. Foi concedido à primeira candidata o espaço de meia hora para reflexão, enquanto as outras três executavam os trabalhos de prendas domésticas, distribuídos pela examinadora Brasília Ilidro da Silva, das 11h15 às 11h45. Seguindo à argüição da primeira inscrita, Eliza de Almeida dissertou durante uma hora e doze minutos. Posteriormente, Amélia Augusta Furellini, durante cinqüenta e dois minutos; e Eliza Rachel de Macedo, durante cinqüenta e seis minutos. Foram, então, adiados os trabalhos para o dia 20.
No dia 20, no mesmo horário e local, presentes comissão e concorrentes, deu-se início aos trabalhos, sendo convidada a tirar pontos a segunda inscrita, Eliza de Almeida. Ela retirou a cédula de nº. 5. Antes da argüição, dispôs de meia hora para reflexão, enquanto as outras três executavam alguns trabalhos de prendas domésticas, distribuídos pela examinador, das 11h10 às 11h40. Terminado o tempo, seguiu-se à argüição de Alice Raggio Nóbrega, durante vinte e três minutos. Em ato contínuo, foram argüidas Amélia Augusta Furellini, durante dezesseis minutos; e Eliza Rachel de Macedo, durante dezesseis minutos. Adiaram-se, então, os trabalhos para o dia 23, tendo em vista serem feriados nos dias 21 e 22.
No dia 23, no mesmo horário e local, presentes comissão e concorrentes, foi convidada a terceira concorrente, Amélia Augusta Furellini, a tirar o ponto. Extraiu da urna a cédula de nº. 9. Concedeu-se à concorrente o espaço meia hora para reflexão, enquanto as outras três executavam alguns trabalhos de prendas domésticas, distribuídos pela examinadora específica, das 11h20 às 11h50. Foram argüidas Alice Raggio Nóbrega, durante cinqüenta e dois minutos; Eliza de Almeida, durante vinte e sete minutos; Eliza Rachel de Macedo, durante trinta e seis minutos, até às 13:35 horas, encerrando-se, assim, os trabalhos.
No dia seguinte, presentes a comissão e as quatro concorrentes, os trabalhos foram retomados, quando a quarta concorrente, Eliza Rachel de Macedo retirou da urna de prova oral a cédula de número 2. Concedeu-se à concorrente o espaço meia hora para reflexão, enquanto que as outras três executavam alguns trabalhos de prendas domésticas, distribuídos pela examinadora específica, das 11h25 às 11h55. Foram argüidas Alice Raggio Nóbrega, durante uma hora e dez minutos; Eliza de Almeida, durante cinqüenta e oito minutos; e Amélia Augusta Furelini, durante cinqüenta e oito minutos, até às 15 h, concluídas, assim, as provas do concurso.
No dia 25, na Secretaria Geral da Instrução Pública, ao meio-dia, foram declarados suspensos os trabalhos do concurso em relação à escola mista da Luz, visto que, por despacho do governo, havia sido determinado que se informasse sobre o despacho de Etelvina Nunes, que, como opositora, alegara moléstia superveniente para justificar o pedido de adiamento do concurso. Só depois de sabido pelo governo desse incidente, em respeito à jurisdição sobre o caso, poder-se-iam continuar os ditos trabalhos. O que era anunciado por edital.
No referido dia 25, manifestou, em primeiro lugar, a examinadora de prendas domésticas seu juízo sobre os trabalhos de costura simples, executado pelas concorrentes, nas seguintes notas:
• Boa, nas provas das candidatas Alice e Amélia;
• Regular, nas provas das candidatas Eliza de Almeida e Eliza Rachel;
Em seguida, apreciado pela comissão o conjunto das provas, foi decidida a classificação, declarando-se:
• 1o. lugar, em igualdade de circunstâncias, Amélia e Eliza Rachel, por quatro votos, tendo opinado o examinador Francisco Silvério Gomes dos Reis pela classificação de Alice Raggio Nóbrega em 1o. lugar, igualmente com as outras duas. • 2o. lugar, em igualdade de circunstâncias, Alice Raggio Nóbrega e Eliza de Almeida, por três votos, contra o do examinador Francisco Silvério Gomes dos Reis, que opinou pela classificação de Alice Raggio Nóbrega, em 1o. lugar, e o do presidente, que opinou pela classificação de Eliza Almeida em terceiro lugar.
Fez-se aqui questão de detalhar os procedimentos burocráticos dos concursos a fim de ressaltar o verdadeiro ritual no qual se constituíram. Tais procedimentos parecem ser ajustar, como exemplos da genealogia do poder, ao pensamento crítico de Michel Foucault. O relato acima apresenta, segundo Foucault (2002), um ritual que teve suas origens na Idade Média e fazia parte das práticas judiciárias. Trata-se do inquérito, que
aparece, então, como uma forma de pesquisa da verdade no interior da ordem jurídica e que pôde, posteriormente, ser utilizada nas ordens científica e de reflexão filosófica.44
O termo usado para a realização desses concursos remete a antigas práticas, que, em um primeiro momento, estabelecia os “opositores” (palavra que, já na sua raiz, diz respeito à concorrência). Os concursos só se realizavam mediante à oposição, caso contrário, o candidato único só precisaria provar ser formado pela escola normal.
Para poder se inscrever no concurso relatado acima, Alice Raggio Nóbrega, professora normalista, apresentou os seguintes documentos: folha corrida, na qual atestava seu procedimento civil e moral ao juiz de direito da Comarca de Ribeirão Preto, ao delegado de polícia, ao vigário da paróquia e ao juiz de paz.
A segunda concorrente, Elisa de Almeida, professora normalista, nascida em Piracicaba, em 27 de janeiro de 1873, era diplomada pela escola normal da capital, em 12 de dezembro de 1890. Ela apresentou como prova documental: pública-forma e folha corrida, do juiz de direito da 1a. Vara da Capital, juiz de paz da Sé e o subdelegado
da Sé.
Amélia Augusta Furellini, professora normalista, nascida em Bairro Alto, no dia 07 de fevereiro de 1872, diplomada pela escola Normal da capital, em 05 de dezembro de 1891, cujo diretor da Escola Normal era diretor bacharel, Jose Estácio Correa de Sá e Benevides. A candidata apresentou os documentos: pública-forma e folha corrida, do juiz de direito da 1a. Vara da Capital, juiz de paz da Sé e do subdelegado da Sé.
Eliza Raquel Macedo, professora normalista, nascida em São Paulo, em 24 de janeiro de 1869, diplomou-se pela Escola Normal da capital, em 30 de novembro de 1899, época em que era diretor o bacharel José Estácio Correa de Sá e Benevides. Ela apresentou como prova documental os seguintes atestados: pública-forma e folha corrida, do juiz de direito da 1a. Vara da Capital, juiz de paz da Sé e do subdelegado da Sé.
Como se pode notar, as candidatas acima concorriam, de certo modo, em condições de igualdade. Eram formadas pela escola normal e possuíam um diploma que
44 Da mesma forma, no século XIX, também se inventaram, a partir de problemas jurídicos, judiciários,
penais, formas de mais de análise bem mais curiosas que chamaria de exame (examen) e não mais inquérito. Tais formas de análise deram origem à Sociologia, à Psicologia, à Psicopatologia, à Criminologia, à Psicanálise. Tentarei mostrar como, ao procurarmos a origem dessas formas, vemos que elas nasceram em ligação direta com a formação de um certo número de controles políticos e sociais no momento da formação da sociedade capitalista, no final do século XIX (Foucault, 2002 , p. 12).
lhes conferia um certo prestígio social. Credenciadas, então, para os exames, as candidatas foram para a segunda fase do concurso a “disputa”. Segundo Foucault, esse momento diz respeito ao “afrontamento de dois adversários que utilizavam a arma verbal, os processos retóricos e demonstrações baseados essencialmente no apelo à autoridade: apelava-se não para as testemunhas da verdade para as testemunhas de força” (Foucault, 2002, p. 76-77).
Como autoridades que testemunhavam o que estava sendo dito e, muito mais que testemunhar, julgavam a veracidade do que era dito, estava a comissão julgadora. Neste caso, ela era composta pelo diretor geral da instrução pública; Arthur Cezar Guimarães, como presidente; Alfredo Moreira de Barros e Oliveira Lima e Henrique João Lacerda, como representantes do governo e dos cidadãos; Francisco Silvério Gomes dos Reis, Libero Braga e Brasília Ilioro da Silva; como examinadores, sendo a última de prendas domésticas. Portanto, era essa comissão quem estabelecia a relação entre o que era conhecido e as formas políticas, sociais ou econômicas que serviam de contexto a esse conhecimento.
Fato que fica claro na disputa entre Alice Baggio Nóbrega e Adelina Goursand, concorrentes em oposição à escola da Bela Cintra, cujo resultado demonstrava falta de uniformidade no julgamento dos membros da comissão. Foi assim que o inspetor geral fez prevalecer a vontade da maioria da comissão. O relatório acima deixa claro toda a relação de saber e de poder instituída em uma situação de disputa, como no caso dos concursos.
Um fato a ser observado nesses concursos era a forma de argüição, já que os candidatos argüiam uns aos outros. A comissão só testemunhava e julgava o domínio do conhecimento demonstrado por cada um dos candidatos: tal prática de argüição, segundo Foucault (2002), representa o disputatio, um ritual que incidia na disputa verbal entre dois adversários. Consistia em um tipo de manifestação do saber, da “autentificação” do saber que obedecia ao esquema geral de uma prova.
Uma série de outras disputas foram anunciadas, nesse período, como no caso do concurso publicado em edital do dia 21 de outubro, no Diário Oficial de 11 de novembro de 1893. Inscreveu-se a candidata, Isolina Pedroso de Mello, normalista, nascida em São Paulo, em 02 de novembro de 1872, diplomada pela escola normal da capital, cuja carta, a de habilitação para o magistério primário, foi apresentada com data de 30 de novembro de 1889. Nela constava como diretor bacharel José Estácio Correa
de Sá e Benevides. O processo foi enviado no dia 13 de dezembro de 1893, dirigido ao secretário do Interior, Cesário Motta Junior, pelo diretor geral da instrução pública. O texto informava sobre a realização do concurso para provimento das escolas preliminares vagas. O concurso foi realizado em conformidade com o art. 82, do regulamento, de 27 de novembro. Os exames não aconteceram, já que não havia opositores. Diante desse fato, foi nomeada a referida candidata. (Arquivo Público do Estado de São Paulo, CO 6692.)
O concurso foi dado como prejudicado por não haver outro candidato que pudesse criar uma situação de disputa. Levou-se em conta também o fato de a candidata possuir o diploma que lhe facultava garantias de passagem da condição de professora formada pela escola normal à professora primária efetiva. No entanto, a condição para exercer o magistério público primário não era apenas o diploma, mas a sua inscrição em um concurso como qualquer outro cidadão comum que pleiteasse a vaga. Não se quer, nesse caso, menosprezar o valor social e econômico atribuído ao diploma, mas esclarecer que, nesse momento histórico, a passagem pelo ritual de concurso de provas e títulos era primordial, embora tivesse sido alterado, em parte, em 1904.
O concurso para as escolas preliminares, registrado em ata com início em 19 de março e término em 26 de março de 1894, ocorreu já sob as bases da Lei nº. 88 e de seu regulamento. Teve como comissão examinadora: Arthur César Guimarães, diretor geral da instrução, como presidente; Alonso Guayanaz da Fonseca, como representante do Governo; e dos examinadores, Virgilio de Rezende e Brasília Ilidro da Silva.
Como opositoras, no concurso acima referido, estavam Gertrudes de Camargo Barros, Josefa Cortez Branco e Geraldina Correa Borges Bandeira. O procedimento, de acordo com o edital do concurso, no dia 19, às 11 horas da manhã, em uma das salas do Liceu de Artes e Ofício da capital, lugar indicado pelo edital. Foram chamadas as candidatas inscritas: Gertrudes de Camargo Barros, Ana de Camargo Barros, Josefina Cortez Branco e Geraldina Correa Borges Bandeira. Todas compareceram. A opositora Ana de Camargo Barros renunciou ao direito que lhe conferiu a inscrição.
Organizada, então, a urna de prova escrita com três cédulas equivalentes aos pontos formulados pela comissão, foi distribuído o papel rubricado pelo presidente. Foi convidada a primeira das concorrentes, de acordo com a ordem de inscrição, Gertrudes, a extrair da referida urna uma cédula que indicasse, por sorte, o número do ponto de prova escrita. Ela retirou a cédula nº. 1, correspondente ao ponto: vantagens para a
criança do ensino da ginástica. Começaram a dissertar às 11 horas e dezoito minutos, sem interrupção. A primeira a entregar foi o texto foi Geraldina, às doze horas e trinta e sete minutos; em segundo, Gertrudes, às doze horas e quarenta e oito minutos; e, em terceiro, Josefa Cortez, às doze horas e cinqüenta minutos. Terminadas as provas, foram as opositoras convidadas a retirarem-se, dando-se início à apreciação das provas. Foram classificadas como regulares as avaliações de Gertrudes e Josefa, e sofrível, a de Geraldina, conforme notas lançadas nas provas.
No dia seguinte, 20 de março, às 10 horas e quinze minutos da manhã, presentes a comissão, menos a examinadora de prendas domésticas e as opositoras, deu-se lugar aos trabalhos. Convidada a primeira inscrita, Gertrudes, a tirar, à sorte, os pontos da prova oral, ela extraiu da urna o ponto de nº. 05 (anexo nº 5). Foi concedido o espaço de meia hora para reflexão. Durante o ato, reclamou Gertrudes de Camargo Barros, contra o fato de não estarem contidos os pontos sorteados no programa publicado. A reclamação foi apreciada pelo presidente da comissão julgadora, mas não foi atendida, já que, segundo ele, o programa era um elenco dos pontos e não a fonte deles. Verificando-se, porém, que o ponto de Aritmética – regra de juros simples – efetivamente exorbitou do programa, cuja base era o ensino preliminar, resolveu o Presidente que poderia deixar de argüir sobre ele, se o quisesse. Embora julgasse que a candidata tivesse condições de responder à questão, tendo em vista ter sido habilitada pela Escola Normal do Estado.
Às onze horas e quinze minutos, começou a primeira inscrita, Gertrudes, a argüir a segunda, Josefa, processo que terminou às doze horas e seis minutos. Em seguida, passou a primeira inscrita, Gertrudes, a argüir a terceira inscrita, até as doze horas e quarenta minutos. Tendo comparecido no ato das provas a examinadora de prendas domésticas. Foi por ela distribuído o trabalho de corte e costura simples, que as concorrentes executaram até a uma hora e dez minutos da tarde.
No dia 21 de março, no mesmo lugar e hora, feita a distribuição de agulha às opositoras, a eles dedicaram-se das 10h05 até às 10h30. A essa prova, em seguida, foi extraída, pela segunda concorrente, da urna, a cédula nº 1 (em anexo), sendo-lhe dado até às 11h05 para reflexão, e iniciada a argüição da segunda inscrita, Josefa, à primeira, Gertrudes, processo que durou até às 12h23. Às 12h30, a segunda inscrita, Josefa, passou a argüir a terceira inscrita, etapa que se prolongou até às 13h20.
Não funcionaram os exames durante os dias 22, 23, 25, em razão dos feriados, e no dia 24, por impedimento de um dos examinadores. No dia 26 de março, na hora e no lugar de costume, presentes a banca examinadora e as opositoras, foram-lhes distribuídos trabalhos de costura simples, executados até às 10h30. Convidada a terceira concorrente, Geraldina, a tirar o ponto, extraiu a cédula de nº 3, com direito a reflexão até às 11h15. Terminado o prazo, passou-se à argüição da terceira, Geraldina, à primeira, Gertrudes, até às 12h30. Às 12h43, passou a terceira inscrita, Geraldina, a argüir a segunda, Josefa, até às 13h57. Terminadas as provas, retiraram-se as concorrentes, passando a comissão à avaliação das provas orais. Os resultados foram os seguintes:
• Nota de prendas domésticas sobre os trabalhos de agulhas: prova da candidata Gertrudes, boa; Josefa Cortes, muito boa; Geraldina Correa, sofrível.
• Por unanimidade dos votos, em primeiro lugar em igualdade de circunstâncias, Gertrudes e Josefa Cortez, e, em segundo, Geraldina Correa Borges.
O ritual do concurso para escolas preliminares, em 1894, em quase nada se diferenciou do de 1893, embora estivessem orientados por leis diferentes. No concurso de 1894, aparece uma polêmica em relação aos conteúdos apresentados em edital e os apresentados no concurso, pois, quando a comissão foi questionada por uma das candidatas, o argumento usado foi a diferença existente entre uma lista de conteúdos e a fonte de onde os mesmos foram retirados. Lista que, no período, era elaborada pelo Conselho Superior45 e publicada em edital, como referência para as bancas examinadoras.
Os conteúdos, entre outros critérios, ditavam o tipo de professor a ser empregado pelo governo nas escolas públicas primárias. Nesse momento, os conteúdos não
45 Em sessão ordinária, em 05 de maio de 1893, registrada em Ata do Conselho Superior da Instrução,
sob a presidência do Dr. Arthur César Guimarães, presentes Sr. Arthur Guimarães, Sá Benevides, Goulart Penteado, Izaias Vilhaça, ficaram encarregados os membros do Conselho, Srs. Goulart Penteado e Izaias Vilhaça, de organizar o programa dos pontos de concurso para o preenchimento das vagas das escolas públicas primárias, devendo esse programa ser apresentado na próxima sessão, a qual ficou marcada para o dia 09 de maio, ao meio-dia. No dia marcado para entrega da lista dos conteúdos, a leitura das teses para o concurso foi feita pelo Sr. Secretário do Interior. A referida lista foi aprovada, ficando à comissão examinadora o encargo de organizar os pontos que dela quisesse tirar. A lista foi aprovada contra o voto