• Sonuç bulunamadı

Ters Maşa Tutuşu

Belgede Yemek Servis Yöntemleri (sayfa 11-18)

1. YİYECEKLERİ FRANSIZ USULDE SERVİS YAPMAK

1.4. Maşa Servisi

1.4.3. Ters Maşa Tutuşu

Nas últimas décadas do século XIX e nas primeiras do século XX, as cidades assumiram redobrado valor como lugar da atividade civilizatória. Nesse momento, ampliaram-se as redes de comercialização e foram incorporadas à dinâmica da economia internacional vastas áreas do globo terrestre antes isoladas. Época marcada pelo avanço da sociedade capitalista, momento em que ocorreram as conquistas materiais e tecnológicas e quando foi evidenciada a crença de que o progresso material possibilitaria equacionar tecnicamente o problema da humanidade.

Nesse contexto, as cidades tornaram-se espaço privilegiado para se usufruir o conforto material e contemplar as inovações introduzidas pela modernidade. Para tanto,

precisavam, as cidades, renovar-se, tomar novas feições progressistas e civilizatórias, constituir-se a maior expressão do progresso material, cultural, social e moral.

As transformações físicas foram justificadas especialmente pela necessidade de higienizar os espaços citadinos. Tais preocupações tomaram tempo dos administradores públicos no início da República no Estado de São Paulo, momento em que as cidades se transformaram no principal centro de articulação técnica, financeira e mercantil do complexo agro-exportador. Nesse sentido, não só a capital se modernizaria, mas também os centros emergentes do Oeste paulista passariam por um processo de urbanização.

A configuração das cidades e suas mazelas estavam diretamente vinculadas às suas condições de higiene, com suas habitações (os cortiços) e as obras de saneamento. Nesse sentido, o presidente Fernando Prestes, em mensagem de 1900, já mencionava que as medidas higiênicas das comissões higiênicas e das comissões sanitárias deram ótimos resultados (Anais da Câmara dos Deputados de São Paulo, 1901, p. 11). Em 1901, Rodrigues Alves, sucessor de Prestes, dava conta ao Congresso de que os problemas da administração estatal continuavam a ser um dos mais sérios, mas que as municipalidades iam compreendendo a importância do auxílio prestado pelo governo nos serviços de água e esgoto. Tendo a reforma domiciliar sido aceita em todo o Estado, isso graças aos exemplos de municípios de Santos e Campinas (Anais da Câmara dos

Deputados, 1902, p. 30).

A reforma domiciliar, destacada por Rodrigues Alves, começou a ser explicitada no Código Sanitário do Estado a partir do Decreto 233 de 1894, que preconizava as medidas higiênicas de fiscalização, limpeza e lotação das habitações, sendo dedicada maior atenção às casas coletivas, conforme a lei “habitações de classes pobres”.

Durante as primeiras décadas da República (1891–1930), as cidades tiveram considerável autonomia como corpos administrativos, sendo responsáveis por todos os trabalhos nas estradas e pela manutenção da limpeza dos espaços públicos; pela construção e inspeção da infra-estrutura (água-esgoto e iluminação); pela regulamentação do uso e ocupação da terra e pelo trânsito (regras conhecidas como posturas); pelo controle dos mercados e pela inspeção da atividade econômica.

O código de postura das cidades40 determinava não só a organização do espaço público, organização e dimensão de ruas e praças, mas também a dimensão do privado. Como, por exemplo, a regulamentação sobre a abertura de portas e janelas, que não poderia impedir o trânsito.

Fazia-se necessário também intervir no espaço da classe pobre, segundo Piccini (2004, p. 28). Em 1894, conforme relatório da comissão de exame e inspeção das habitações operárias e cortiços do distrito de Santa Efigênia, aconteceu a primeira operação chamada de limpeza urbana, com a demolição dos cortiços dessa região que, por não possuírem infra-estrutura básica, eram consideradas focos de infecções e insalubridade.

Medidas como as acima citadas, de intervenção no espaço urbano, informa-nos Piccini, (2004, p.29), misturavam-se a diferentes conceitos: limpeza, higiene, embelezamento estético da cidade e tinham por finalidade atender às necessidades da elite citadina, sendo usada como suporte a luta contra a promiscuidade e degeneração social, fato que afastava a classe trabalhadora, a cada dia, do centro urbano para os subúrbios da cidade, como Penha, São Miguel, Ipiranga, Vila Prudente, bairros interligados pelas ferrovias41.

Cabe lembrar que não só afastados, mas excluídos da condição de cidadãos, estavam os menores de 21 anos, os analfabetos, os mendigos, os militares não-oficiais, os incapazes física e moralmente, os criminosos e condenados, as mulheres e os estrangeiros.42 Esta última exclusão era uma das mais importantes, pois, nesse período, os estrangeiros eram maioria da população de São Paulo. E, ainda, a exigência da

40 O primeiro código de posturas da cidade de São Paulo data de 1875 e foi revisto e ampliado em 1886.

Segundo Rolnik (2003, pp. 33-34) é errôneo pensar que na sociedade escravocrata não havia uma separação clara entre o público e o privado. O espaço da rua era o lugar da escravaria, libertinagem e da devassidão. O público era considerado como o lugar da imoralidade para mulheres.40 Já para os homens, havia uma

conotação diferente, pois a rua significava o lugar da liberdade. Segundo o autor, na virado do século, o espaço público foi redefinido, iluminado pela recém-instalada iluminação a gás, ruas alargadas, foi redefinida a altura dos prédios, bem como a dimensão de suas janelas e portas. Um cenário geometricamente construído, regular e simétrico ao qual se opunha as irregularidades apontadas por Holanda sobre as cidades coloniais. Era como se todo processo de transformação, ocorrido no espaço burguês, tomasse as ruas, pois a sala de visitas e outros interiores ricamente decorados funcionavam em continuidade com os espaços dos cafés, teatros, lojas e casas de concerto, onde era conduzida a vida social (Rolnik, 2003, p. 35).

41 Não se pode esquecer que o Estado de São Paulo a época não era composto tão somente de grandes

cidades urbanizadas, mas sim, e principalmente por pequenas vilas e distritos rurais, onde a própria forma de se organizar era outra, para tanto a leitura de textos como de Leal ( 1975); Telarolli ( 1981) , são fundamentais para compreensão desses pequenos lugares.

42 Estes eram excluídos do voto até se tornarem cidadãos, um processo que requeria muitos

alfabetização e a ausência das mulheres43 ampliavam, significativamente, a exclusão da maior parte da população da representação política local. Há de se considerar que, na virada do século, uma parcela bastante representativa da sociedade, incluindo os proprietários, era analfabeta.

Nesse contexto, duas questões de fundo destacavam-se: primeiramente, as escolas como sinônimo de prosperidade e privilégios políticos para o município ou vila onde era criada, e, segundo, a educação do povo que precisava abandonar os velhos hábitos de vida colonial e abraçar o novo modo citadino de viver (Costa, 2003, p. 87).Os textos da época apontavam para a necessidade de se desenvolver uma nova mentalidade na população, de erguer uma nação em que o povo tivesse hábitos, modos e condutas civilizadas. Nesse sentido, caberia ao poder público, via educação, promover uma mudança de mentalidade da população.

Belgede Yemek Servis Yöntemleri (sayfa 11-18)

Benzer Belgeler