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1.5.1.1 Espaços

Como afirma Zabalza (1998), “uma das variáveis fundamentais da estruturação didáctica da escola infantil é a organização de contextos adequados de aprendizagem, de espaços que promovam alegria, o gostar de estar na escola, e que potenciam o desenvolvimento integrado das crianças que neles vão passar uma parte importante do

seu tempo diário.” (p.119)

Figura 4 - Perspetiva da sala do Bibe Azul

16 Uma das preocupações dos Jardins-Escolas, e este não é exceção é que o espaço seja adequado, próprio e esteticamente bonito para que as crianças se sintam bem, seguras e protegidas.

1.5.1.2 Método de Leitura e Escrita – Cartilha Maternal

De acordo com Marques (1986), “aprender a ler é ser capaz de construir as regras da escrita e, nesse sentido, a criança precisa de descobrir activamente o que são

as letras e as palavras.” (p.25)

Segundo Sim-Sim (2008), defende que “ ensinar a ler é, acima de tudo, ensinar explicitamente a extrair informação contida num texto escrito, ou seja, dar às crianças as ferramentas de que precisam para estratégica e eficazmente abordarem os textos, compreenderem o que está escrito e assim se tornarem leitores fluentes.” (p.7)

Nos Jardins-Escolas utiliza-se um método de leitura que transmite excelentes resultados. Deus (1997), afirma que:

“O desenvolvimento mental que apresentam as crianças que aprendem, ou

aprenderam, pelo Método João de Deus é facilmente comprovado e tem um reflexo muito positivo no seu prosseguimento de estudos. Este é um aspecto

muito importante que devemos marcar como resultado positivo.” (p.9)

E ainda refere que, “a Cartilha Maternal, analisada à luz do saber actual,

demonstra uma riqueza surpreendente de intuições científicas, confirmadas posteriormente, que só um pensamento e uma sensibilidade excepcionais poderiam

conceber.” (p.16)

De acordo com as OCEPE (ME, 2009) podemos perceber o quanto é importante a atitude do educador e a forma como promove a aprendizagem da leitura, “a atitude do educador e o ambiente que é criado devem ser facilitadores de uma familiarização com o código escrito. Neste sentido, as tentativas de escrita, mesmo que não conseguidas, deverão ser valorizadas e incentivadas.” (p.69)

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1.5.1.3 Diálogo e Comunicação

Todos os seres humanos desde que nascem que têm uma enorme necessidade de comunicar. A maior parte das aprendizagens que realizam, processam-se através da comunicação verbal e não verbal.

O papel do educador é muito importante para que a criança aprenda a falar corretamente.

“O ser humano é, por natureza, um comunicador, pelo que comunicar constitui uma experiência central no desenvolvimento da criança.” (Sim-Sim, Silva, e Nunes,

2008, p. 29)

Para Estanqueiro (2010): “ o diálogo na aula é, além de mais, uma oportunidade para o aluno desenvolver duas competências de comunicação oral, necessárias para toda a vida: saber escutar e saber falar. Aprende-se a escutar, escutando. Aprende-se a falar,

falando.” (p.40)

Sim-Sim, Silva, e Nunes (2008) defendem que:

“A interacção diária com o educador de infância é uma fonte inesgotável de

estímulos para a criança. É importante que o educador tenha consciência de que é um modelo, de que há muitas palavras que são ouvidas pela primeira vez ditas pelo educador, que há regras de estrutura e uso da língua que são sedimentadas na sala de jardim-de-infância. Nesse sentido, é importante que a atitude conversasional/adulto criança se paute por parâmetros que facilitem o processo de desenvolvimento da linguagem. As crianças precisam de opurtunidades para conversar, o que requer tempo e espaço por parte do adulto para ouvir e para

falar com ela.” (p.27)

Cabe ao educador ajudar a criança a desenvolver a linguagem criando situações onde ela possa dialogar e mostrar o que aprende de novo.

1.5.1.4 Materiais Manipulativos Matemáticos

Outro aspeto interessante que gostaríamos de referir prende-se com o facto da utilização dos materiais estruturados para o ensino da matemática em todos os Jardins Escolas pertencentes à Associação.

Todas as semanas as crianças do Pré-Escolar contactam com os materiais estruturados.

18 Os mais utilizados são: o Cuisenaire, os Dons de Froebel, os Calculadores Multibásicos, os Blocos Lógicos e as Calculadoras Papi.

Caldeira (2009) afirma que “a utilização dos materiais manipulativos, através de modelos concretos, permite à criança construir, modificar, integrar, interagir com o mundo físico e com os seus pares, a aprender fazendo, desmistificando a conotação

negativa que se atribui à matemática.” (p.12)

Desta forma todos os profissionais incluem os materiais na sua prática educativa.

1.5.1.5 Educação Física ou Educação pelo Movimento

Nas OCEPE (ME, 2009), podemos perceber como esta área é fundamental para o desenvolvimento da criança. Também observámos que neste Jardim-Escola existe a preocupação de a promover.

“Tendo em conta o desenvolvimento motor da criança, a educação pré-escolar

deve proporcionar ocasiões de exercício da motricidade global e também da motricidade fina, de modo a permitir que todas e cada uma aprendam a utilizar e a dominar melhor o

seu próprio corpo.” (p.58)

As crianças adoram o dia em que estas ocorrem.

1.5.1.6 Jogos

Dada a importância do jogo para todos os níveis de ensino gostaríamos de referir que este tem um enorme valor permitindo que a criança adquira um desenvolvimento equilibrado e estável quer a nível cognitivo quer a nível emocional.

È pois muito importante que a criança aprenda a competir entre pares e adquirir a resiliência necessária para a vida.

De acordo com as OCEPE (ME, 2009)“Os jogos de movimento com regras progressivamente mais complexas são ocasiões de controlo motor e de socialização, de compreensão e aceitação das regras e de alargamento da linguagem.” (p. 59)

Oliveira e Moreira (2004), apontam que “é consensual entre os especialistas que o jogo tem um valor formativo insubstituível desempenhando funções tanto ao nível da

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“Quer Piaget quer Montessori salientam fortemente a importância do jogo no desenvolvimento cognitivo, social e psicomotor da criança.” (Peterson e Felton-Collins,

1998, p. 49)

Estes investigadores reforçam assim a necessidade do educador promover o jogo sempre que possivel no seu dia a dia.

1.5.1.7 Estratégias de Ensino que promovam o Interesse e a Motivação

Vários são os autores que defendem que para aprendermos precisamos de estar motivados, envolvidos de experiências diversificadas e estimulantes.

Quando o educador proporciona às crianças momentos de descoberta e de prazer vai contribuir para motivar criança em querer saber mais.

Segundo Estanqueiro (2010), “a participação dos alunos nas aulas aumenta o seu interesse. O diálogo entre o professor e os alunos é uma estratégia motivadora que dá mais significado aos conteúdos. Em contrapartida, o monólogo é cansativo e

desmotivador.” (p.39)

Hohmann, Banet, e WeiKart (1984) defendem que “uma criança pequena aprende o que é um objecto, explorando-o – segurando-o, agarrando-o, trepando para cima dele, metendo-se por baixo dele, deixando-o cair, tocando-lhe, vendo-o de ângulos diferentes, cheirando-o, tomando-lhe o gosto, ouvindo-o.” (p.178)

Os mesmos autores afirmam:

“Em nosso entender, o papel do professor mantém-se essencial mas muito difícil

de aferir: consiste basicamente em despertar a curiosidade da criança e estimular-lhe o espírito de investigação. Isto é conseguido através do encorajamento da criança para que coloque os seus próprios problemas, e nunca através de imposições de problemas para resolver ou do “impingir” de soluções. Acima de tudo, o adulto deve continuamente encontrar novas formas de estimular a actividade da criança e estar preparado para adaptar a sua abordagem conforme a criança vai colocando novas questões ou imaginando novas soluções.” (p. 32)

O educador nunca pode esquecer que é um modelo para a criança e é ele que está a maior parte do dia com a criança tendo a obrigação de planificar e estruturar atividades que permitam à criança crescer e tornar-se num cidadão completo e ativo.

20 Resumindo, o espaço, a metodologia com a Cartilha Maternal, os materiais manipulativos, o diálogo a comunicação, a educação física e as estratégias de ensino que promovam o interesse e a motivação vão contribuir para um melhor sucesso escolar.

Benzer Belgeler