3. SAFEVİ DEVLETİ’NİN KİMLİĞİ VE RESİM SANATI
3.3. YAYGINLAŞAN TEK YAPRAK RESİMLER
Duração: de 30 minutos a 1 hora
Local: Sala de convívio e espaço físico da Unidade II- Santa Isabel
Participantes: 5 a 6 utentes no total, que após explicitação dos objectivos, após motivados e incentivados, se mostrarem disponíveis para a realização desta actividade, distribuídos em grupos variáveis, se necessário, ao longo dos vários dias. (Independentemente do diagnóstico base todos os interessados na actividade poderão participar, tendo em conta os objectivos da mesma, procurar-se-á criar um grupo não muito extenso por forma a evitar dispersões e permitir maior interacção entre os elementos presentes – nota: privilegiar-se-á os 1ºs internamentos e 1ºs surtos tendo em conta os objectivos de estágio (delineados no projecto)). Recursos: Mesas, cadeiras, papel autocolante, papel de lustro, cola, cartolina, papel crepe, fita
adesiva de cor, tesouras, lápis, borracha, réguas, tintas, barro, purpurinas, lãs, palhinhas, cordel, recortes de revista, entre outros.
Objectivos:
É importante que os utentes, perante a situação de internamento, sejam estimulados por vários factores, sendo o espaço físico muito importante para a sua recuperação no seu modo de estar e agir. Um espaço físico sem cor, ou com cores neutras à primeira vista pode transmitir alguma tranquilidade, o que constitui um aspecto positivo, porém também induz o próprio ser humano à melancolia do dia-a-dia. Se habitarmos num meio colorido e expressivo o nosso dia-a-dia é diferente.
Segundo Lilian Verner-Bonds, “quando estamos bem podemos gostar da maior parte das cores, mas os problemas físicos e emocionais tenderão a evidenciar preferências por diferentes cores de que necessitamos, como um vermelho-vivo quando estamos exaustos, por exemplo. Do mesmo modo, somos naturalmente atraídos para os azuis quando precisamos de descansar e recobrar a saúde. Uma pessoa demasiado excitável beneficiaria com os azuis, mas a depressão precisa de amarelos e dourados.”
A cor reflecte e influencia o nosso humor, os nossos sentimentos, e determina a prática de todos os nossos relacionamentos. Pode então ser usada como meio de tratamento no sentido de conferir harmonia e equilíbrio à nossa psique e ao nosso corpo.
Ao analisar o espaço físico desta clinica deparei-me com espaços muito neutros e vazios que circundam o meio por onde os utentes deambulam e passam muito tempo, nomeadamente, o corredor e os quartos. Após conversarmos com alguns enfermeiros e utentes, verifiquei, que tal não se deve a nenhuma restrição imposta pelas regras hospitalares, e que os utentes apresentam total disponibilidade para a realização desta actividade em diferentes momentos. Foi portanto uma necessidade diagnosticada, que se prende essencialmente com a necessidade de expressão de sentimentos e emoções recorrendo a outros meios como a expressão plástica: “para mim é-me mais
fácil me explicar, e explicar o que sinto através da pintura” (sic) Assim pretende-se contribuir não só com cor na Unidade, mas fundamentalmente permitir a exploração de vivências através da expressão, personalização, unicidade e proporcionando maior acolhimento aos presentes e futuros utentes. Daí o nome atribuído a esta actividade – “Missão Pincel”, que também poderia denominar de “Recuperação pela cor”.
Olhar e ser confrontado pela espiritualidade das cores é um modo de nos descobrirmos sem constrangimentos ou imposições. O poder da cor acentua a dualidade do transcendente e intuitivo. Deste modo com ênfase nas relações interpessoais e na dimensão especifica do ser humano proponho-me a:
- Desdobrar a essência das cores com os utentes; - Estimular a imaginação e trabalho de grupo;
- Proporcionar momentos de interesse pela decoração do espaço físico ou simples criação de um objecto que será pessoal;
- Promover um ambiente mais terapêutico, acolhedor, expressivo e personalizado; Descrição:
A base desta actividade consiste na expressão livre de vivências (nomeadamente a vivência actual) através da produção individual ou em grupo (se assim o desejarem) através da pintura, da criação de objectos, por meio do recorte, da escrita, etc. A interacção com os utentes será sempre mantida de forma a dar interpretação ao que é criado e facilitar a expressão emocional.
Os trabalhos realizados poderão serão guardados pelo doente, quando criação pessoal, se em grupo e de acordo com o objectivo do criado poderão ser expostos na Unidade.
Avaliação:
Foi notória a receptividade desta actividade por parte dos utentes. Foram realizadas 2 sessões com 2 utentes que realizaram produção individual como forma de expressão relativamente ao que vivenciam no aqui e agora. Uma das utentes realizou 2 telas – “expressão da minha raiva” – em que desenhou um caixão – símbolo da morte do pai, luto complicado que vive, e que segundo a doente estará na base da sua doença actual. A segunda tela elaborada, intitulava-se “o que me faz feliz” – a importância da família foi notória, a doente foi capaz de identificar sentimentos positivos, e aspectos
positivos sua vida. Foi efectuada exploração de sentimentos e estratégias de cooping. (trabalho desenvolvido com “Sr.ª Fátima – plano de cuidados”. A outra utente desenvolveu uma tela de expressão livre, onde desenhou flores e livros. Segunda a mesma, as flores simbolizavam o que ela procurava “o amor, e a paz”, os livros representavam os seus objectivos futuros “continuar a estudar e tirar o meu mestrado” (sic). (plano de cuidados – “Sr.ª Mafalda”) O entusiasmo e a dedicação que transmitiram, o feedback positivo sobre o trabalho desenvolvido no final de cada dia, com as perguntas cada vez mais frequentes no início de cada turno “Hoje vamos continuar o nosso trabalho?”, “Ontem estive a olhar para o efeito, e foi importante para mim”(sic), etc, desta forma foi relevante dar continuidade a esta actividade, quer individualmente, quer numa acção de grupo desenvolvida no dia 16 de Novembro, que resultou numa expressão de sentimentos e vivências, face às perdas agora vividas, houve partilha e interajuda.
O feedback dos profissionais de saúde também foi muito positivo, alguns demonstrando agrado e outros observando a sua elaboração.
A avaliação das sessões tem em conta os sentimentos presentes em cada utente, a expressão verbal e não-verbal durante a actividade, a capacidade de criar e descrever os sentimentos, emoções, estratégias usadas – discutir e explorar estes aspectos. Foi pertinente a expressão de tristeza, de raiva, de momentos de choro, mas também de alegria face aos apoios prestados, às descobertas que os próprios utentes foram fazendo de si mesmos e do grupo onde estavam inseridos. A capacidade de identificarem um sentimento presente, a exploração do porquê, e de que forma se pode actuar foi o aspecto mais verbalizado e valorizado pelos utentes.
C – Actividade “ Pensamento da Semana”
Dias: Outubro e Novembro (trabalho desenvolvido com Sr.ª Ana, Sr.ª Mafalda e Sr.ª Fátima e Sr.ª Filomena – planos de cuidados)
Duração: cerca de 1 hora
Local: Sala de Convívio da Unidade II
Recursos: Cartão, cola, revistas, mola, canetas, tintas, imagem/frase; cordel, tecido, folhas coloridas, esferográficas.
Participantes:
2 a 4 utentes que após explicitação dos objectivos, após motivados e incentivados, se mostrarem disponíveis para a realização desta actividade. (Independentemente do diagnóstico base todos os interessados na actividade poderão participar, tendo em conta os objectivos da mesma, procurar-se- á criar um grupo não muito extenso por forma a evitar dispersões e permitir maior interacção entre
os elementos presentes (grupos poderão ser rotativos) – nota: privilegiar-se-á os 1ºs internamentos e 1ºs surtos tendo em conta os objectivos de estágio (delineados no projecto)).
Objectivos:
Todas os actos que se revelam mediadores de expressão de afectos, emoções, pensamentos e desejos, são formas de perceber o “mundo” que rodeia cada ser humano.
Decidi proporcionar, a construção de uma “caixa de correio” que servirá como um meio de entrega de pensamentos de cada utente, identificando-se este ou não, baseado numa imagem/frase.
Esta actividade é desencadeada várias vezes por semana, numa 1ª fase a proposta da escrita com estímulo de uma imagem/frase; e numa 2ª fase a proposta da verbalização, de modo a proporcionar a identificação do seu pensamento, auto-reconhecimento, defesa e reconhecimento do outro.
Deste modo os objectivos a que proponho incidem no desenvolvimento pessoal e social: - Proporcionar o desenvolvimento da capacidade criativa da construção e seguimento de
projectos;
- Proporcionar o desenvolvimento da capacidade de expressão, organização do pensamento e das capacidades motoras;
- Estimular o aumento da confiança;
- Estimular a experiência da partilha e da vivência em grupo; Descrição:
1ª Fase:
Esta primeira fase consistirá na construção, pelos vários utentes, de uma caixa de correio, com prévio molde; Será aberto o debate relativamente às frases, expressões, imagens, escolhas que surgiram, se possível.
2ª Fase:
Procurar-se-á a expressão verbal relativamente aos pensamentos da semana – explorar situações, expressão emocional, pensar em conjunto em estratégias de cooping.
Avaliação:
Terá em conta a comunicação verbal e não-verbal, a exploração do que foi dito ou realizado, procurar-se-á construir um cartaz com os pensamentos mais relevantes, que ficará afixado na sala de convívio se possível.
Esta primeira fase (27 de Outubro) foi muito importante, na medida em que os vários utentes demonstraram interesse em participar, e que ordeiramente dividiram tarefas, respeitando a tarefa do outro. Revelaram um extremo empenhamento e trabalho de grupo com grande articulação.
Sentimos que foi muito gratificante para os utentes, assim como para mim, devido ao facto de não ter existido nenhum tipo de incidente, e também devido à presença, ao saber estar de utentes, alguns com alterações de comportamento.
Considero que foi uma etapa marcante neste Ensino Clinico, pois sentimos a pairar no ar um grande à vontade, uma confiança, uma aceitação de papéis, uma harmonia social.
Procurou-se debater (nos dias 8 de Novembro, 11 de Novembro e 22 de Novembro) os pensamentos principais que “ocuparam” as semanas, os verbalizados compreenderam:
“Esta semana veio a chuva, tenho tido medo que com ela fique mais fraca…” “Esta semana decidi vou ser capaz, vou seguir o tratamento e ficar bem” “Estou feliz sei que em breve vou ver o meu filho”
“Sinto que preciso de forças”
“Cai aqui num mundo novo, estou a descobrir, mas sei que vão ajudar”
Estas frases foram exploradas e debatidas em conjunto porque assim foi do interesse e manifestação do grupo. Foi importante a exploração da comunicação verbal e não-verbal destas afirmações. Houve expressão de sentimentos e emoções, procurou-se compreender os porquês e delinear em conjunto algumas estratégias de cooping face a sentimentos menos positivos face à vivência actual.
D – Actividade “ Música no Coração – Expressão livre” Dia: Dia 1 de Dezembro
Duração: 30 a 60 minutos
Local: Sala de Convívio da Unidade II – Santa Isabel
Participantes: 6 a 8 utentes que após explicitação dos objectivos, após motivados e incentivados, se mostrarem disponíveis para a realização desta actividade. (Independentemente do diagnóstico base todos os interessados na actividade poderão participar, tendo em conta os objectivos da mesma, procurar-se-á criar um grupo não muito extenso por forma a evitar dispersões e permitir maior interacção entre os elementos presentes – nota: privilegiar-se-á os 1ºs internamentos e 1ºs surtos tendo em conta os objectivos de estágio (delineados no projecto)).
Recursos: Mesas, cadeiras, Cd de Música, tela, pinturas, papel autocolante, papel de lustro, cola, cartolina, papel crepe, fita adesiva de cor, tesouras, lápis, borracha, réguas, tintas, barro, purpurinas, lãs, palhinhas, cordel, recortes de revista, entre outros.
Objectivos:
Por muitas vezes ouvimos dizer que a música dá-nos harmonia, som, ritmo, melodia, um envolvimento de afectos, de atitudes e de comportamentos.
Foi após a 1ª Grande Guerra Mundial, nos Estados Unidos, que grandes estudiosos do comportamento, transmitiram que a música tem efeitos terapêuticos na questão de influenciar o comportamento humano.
A música é captada através do hemisfério direito, que recebe o estímulo das emoções, sensações e sentimentos, sem que seja submetida primeiro aos centros do cérebro que envolvem a razão e a inteligência. O significado deste fato com relação à terapêutica musical, é exposto por Schullian e Schoen:
A música, que não depende do cérebro superior para penetrar no organismo pode estimular através do tálamo - a estação de todas as emoções, sensações e sentimentos. Uma vez que o estímulo seja capaz de atingir o tálamo, o cérebro superior é automaticamente invadido, e se o estímulo continuar por algum tempo, um mais estreito contacto entre o cérebro superior e o mundo ou realidade pode ser assim estabelecido.
Cannon, eminente fisiologista de Harvard, defendeu a tese de que a música "libera a adrenalina e, talvez, outros hormônios". Decidi propor esta actividade de modo a estimular as capacidades manuais e mentais, permitir a expressão (na tela, papel, barro, ect) do que sentem ao som de vários timbres, e permitir simultaneamente a prática de exercício físico ao som da música disponível (musica clássica, sons da natureza, som de tambores, etc.) só por si só construtivo. Todo este processo que nos leva ao brotar da música, é algo muito pessoal que sai do interior de cada utente. O manifesto expresso é a alegria, ou a tristeza, em suma, pura expressão de sentimentos.
A musicoterapia é reconhecida pela Organização Mundial de Saúde e segundo Marília Schembri, ela tem excelentes resultados em deficiências físicas, paralisias, distrofia muscular progressiva, amputações, deficiências visual, auditiva, mentais, síndromes genéticas (Down, Turner, Rett), anóxia perinatal, lesões cerebrais, autismo infantil, esquizofrenia, depressões e distúrbio obsessivo compulsivo.
Pretende-se que ao som da música se crie um momento onde se procurará a redução de níveis de ansiedade, libertação da imaginação, mas sobretudo a expressão emocional face à vivência actual, a interacção desenvolvida será outro dos elementos a considerar.
Por outro lado a utilização da expressão plástica no decurso da actividade trará inúmeros benefícios aos utentes.
A Arte terapia é um processo terapêutico que se serve do recurso expressivo a fim de conectar os mundos internos e externos do indivíduo, através de sua simbologia. Variados autores definiram a Arte terapia, todos com conceitos semelhantes no que diz respeito à auto-expressão. É a arte livre, unida ao processo terapêutico, que transforma a Arte terapia em uma técnica especial. Esta distingue-se como método de tratamento psicológico, integrando no contexto psicoterapêutico mediadores artísticos. Tal origina uma relação terapêutica particular, assente na interacção entre o sujeito (criador), o objecto de arte (criação) e o terapeuta. O recurso à imaginação, ao simbolismo e a metáforas enriquece e incrementa o processo.
O uso da arte como terapia implica que o processo criativo possa ser um meio tanto de reconciliar conflitos emocionais, como de facilitar a auto-percepção e o desenvolvimento pessoal, ou seja, melhorar tanto a nível interno como externo.
A Arte Terapia oferece um grande campo de acção terapêutica e pode ser utilizada nos seguintes casos: depressão, stress pós-traumático (após um acidente, doença grave, aborto, parto, etc.), perturbações da personalidade, problemáticas afectivas, stress, ansiedade e fobias, dependências químicas, com álcool e/ou drogas, distúrbios alimentares como a anorexia e a bulimia, crises existenciais resultantes de separação, divórcio, luto, mudança profissional, de país ou de região, procura voluntária de conhecimento de si mesmo ou de desenvolvimento pessoal. Oferece a vantagem de poder ser utilizada em todas as idades, deficientes, psicóticos e também em idosos.
Nesta terapia, os terapeutas são simultaneamente observadores e participantes. Trabalhando em conjunto e discutindo a arte produzida nas sessões, o terapeuta pode ajudar o paciente a dar sentido à sua produção, não implicando isto a interpretação directa, mas sim sugestões e explorações acerca dos seus significados.
A Arte Terapia actua psicologicamente, fazendo uso das artes como meio de comunicação e expressão de sentimentos.
Os objectivos são a auto-conhecimento; o crescimento emocional, o desenvolvimento criativo, o desenvolvimento integral da pessoa, a expressão de sentimentos através da pintura, da escrita, etc.
Aquilo que se pretende desenvolver intitular-se-á “expressão plástica” e não arte-terapia por não possuir formação necessária para realizar a mesma. No entanto, baseia-se na crença de que o processo criativo envolvido na actividade artística é terapêutico e enriquecedor da qualidade de vida das pessoas. As linguagens plásticas, poéticas e musicais, dentre outras, podem ser mais adequadas à expressão e elaboração do que é apenas vislumbrado, ou seja, esta complexidade implica na apreensão simultânea de vários aspectos da realidade. Esta é a qualidade do que ocorre na intimidade psíquica: um mundo de constantes percepções e sensações, pensamentos, fantasias, sonhos e visões. Um desenho consegue, por si só, transmitir sentimentos como alegria, desespero, angústia e felicidade, de maneira única e pessoal, relacionadas ao estado psíquico em que se encontra.
A utilização de recursos artísticos (pincéis, cores, papéis, cola, figuras, desenhos, recortes, etc.) tem como finalidade a mais pura expressão do verdadeiro self, não se preocupando com a estética, e sim com o conteúdo pessoal implícito em cada criação e explícito como resultado final.
A base desta actividade consiste na expressão livre de vivências (nomeadamente a vivência actual) através da produção individual ou em grupo (se assim o desejarem) através da pintura, da criação de objectos, por meio do recorte, da escrita, etc. A interacção com os utentes será sempre mantida de forma a dar interpretação ao que é criado e facilitar a expressão emocional.
Face à realidade da perda inerente a qualquer processo de doença (nomeadamente os utentes que se encontram na situação de 1º internamento, 1º surto) a expressão desta vivência, é fundamental para a identificação das necessidades pelo próprio, e se possível a redefinição de estratégias que possam auxiliar a transição desta etapa da melhor forma possível.
Os trabalhos realizados poderão serão guardados pelo doente, quando criação pessoal, se em grupo e de acordo com o objectivo do criado poderão ser expostos na Unidade.
Proponho deste modo os seguintes objectivos:
- Estimular as relações interpessoais – trabalho em grupo;
- Promover comportamentos adequados em grupo e de inter-ajuda; - Proporcionar coordenação psico-motora, estimulação motora; - Incentivar à imaginação;
- Promover a auto-estima e auto-confiança por meio dos elementos criados; - Proporcionar um veículo de expressão de sentimentos, redução de ansiedade; - Explorar os significados dos elementos criados;
-Conseguir transmitir sentimentos, memórias, aspectos da personalidade e do self, alguns dos quais sem representação mental consciente e que necessitam de serem integrados;
-Melhorar ou desenvolvera auto percepção e o desenvolvimento pessoal. - Promover o envolvimento com dedicação e interesse;
- Proporcionar momentos lúdicos de ocupação e recreação; Descrição:
Esta actividade será desenvolvida na sala de convívio por envolver um ambiente mais acolhedor e dinâmico, proporcionando maior interacção interpessoal entre os utentes que participarão na actividade. Previamente será preparada uma mesa de apoio com todo o material necessário, libertando assim as restantes mesas, o que atribuiu mais espaço para os utentes trabalharem e manipularem os materiais e sintam a música. Será pedido que elaborem um desenho, ou um objecto, pintura…; que reflicta a vivência no momento, ou simplesmente que sintam a música e os sentimentos presentes. No final serão explorados os significados do que foi criado, os sentimentos vividos durante a actividade, dificuldades, necessidades, aspectos positivos e negativos, o que foi alcançado.
Avaliação:
Terá em conta a satisfação ou não dos utentes, expressão emocional, expressão corporal, expressão da vivência, redução de níveis de ansiedade. Valorizar-se-á a comunicação verbal e não- verbal.
Os objectos criados compreenderam por exemplo desenhos, onde foi expressa a tristeza que vivenciam, o que os preocupa, aspectos positivos também foram realçados como a presença da família. Houve utentes que optaram por trabalhar o barro e criar com ele objectos da sua preferência – como uma flor, uma letra, um sol, etc. O porque destes objectos foi debatido e expressado livremente por quem quis participar. A exploração das cores utilizadas e dos seus significados também foi algo desenvolvido. Houve utentes que riram e outros até se emocionaram ao som da música ambiente, verbalizando várias recordações que surgiram no momento. Verbalizaram sensação de bem-estar. Senti que deveria inicialmente ter imposto de forma mais assertiva as regras de funcionamento, houve alguma dispersão inicial por parte do grupo, no entanto esta terminou de forma harmoniosa, com o grupo em sintonia, verbalizando satisfação pela actividade, tendo sido capazes de criar algo que tinha significado, foram capazes de explorar esse mesmo significado e associar à vivência actual.
E – Actividade “Passeio pelo Jardim”
Dia: 13 de Outubro e 2 de Dezembro Duração: 30 a 40 minutos
Local: Jardim da Clinica de São José
Participantes: 5 a 6 utentes que após explicitação dos objectivos, após motivados e incentivados, se mostrarem disponíveis para a realização desta actividade. (Independentemente do diagnóstico base todos os interessados na actividade poderão participar, tendo em conta os objectivos da mesma, procurar-se-á criar um grupo não muito extenso por forma a evitar dispersões e permitir maior interacção entre os elementos presentes – nota: privilegiar-se-á os 1ºs internamentos e 1ºs surtos tendo em conta os objectivos de estágio (delineados no projecto)).
Recursos: Jardim da Clínica Objectivos:
A realização deste tipo de passeios não constitui uma actividade inovadora para os enfermeiros e alguns utentes desta clínica.