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BÖLÜM IV BULGULAR VE TARTIŞMA

4.1 Yatay Farin Değirmeni

4.1.1 Yatay farin değirmeni ana tahrik motoru harcadığı güç tahmini

As gramáticas italianas adotadas para este trabalho são para estudo de gramática pura, em sua maioria, estudo aprofundado da língua italiana. Não são, portanto, direcionadas a estrangeiros, mas sim aos próprios italianos, para serem usadas em escolas de níveis que corresponderiam ao nosso Ensino Fundamental e ao nosso Ensino Médio. Assim, na coleta e análise dos dados da pesquisa, foram utilizadas cinco gramáticas com características bem diferentes. Justifiquemos esse número de gramáticas.

Acreditamos que, para identificarmos a correspondência entre uma determinada oração italiana e uma oração do português, quanto mais frases com a oração italiana analisarmos melhor. Há caso de correspondência identificada a partir de exemplo apresentado por um único gramático italiano. É o que acontece na correspondência entre a proposizione subordinata sostantiva oggettiva indiretta e a oração subordinada substantiva completiva nominal; identificamos essa

correspondência a partir de um exemplo apresentado por Francesco Sabatini. Um outro exemplo é a proposizione subordinata sostantiva soggettiva como oração subordinada adjetiva: somente Dardano e Trifone e Luca Serianni dão exemplos que levam à identificação dessa correspondência. Por isso escolhemos cinco gramáticas italianas: para analisarmos um número grande de exemplos das orações coordenadas e subordinadas italianas.

Vejamos agora com mais detalhes quais foram essas cinco gramáticas.

1) Grammatica italiana con nozioni di linguística, de Maurizio Dardano e Pietro Trifone (2003)

Esta foi a gramática adotada para as turmas de oitavo período do Curso de Letras em Português-Italiano da Faculdade de Letras da UFRJ em 2005 e 2006. Como explicamos na introdução desta tese, na ocasião, lecionamos sintaxe do período composto às referidas turmas nesses anos. Foram três grupos diferentes de alunos, com os quais utilizamos esta gramática. Vale destacar o que diz o prefácio de sua terceira edição (DARDANO; TRIFONE, 199558, tradução nossa):

As estruturas da nossa língua59 são objeto de uma descrição clara, exaustiva e atualizada. Os dois capítulos iniciais e os parágrafos internos de aprofundamento (“intertextos”) permitem ao estudante aproximar-se dos principais temas da linguística histórica, da linguística teórica e da sociolinguística modernas. Uma seção muito ampla do volume é dedicada à sintaxe e à análise do texto.

A contracapa da referida gramática traz ainda as seguintes declarações (DARDANO; TRIFONE, 2003, tradução nossa):

Em síntese, um manual que descreve em termos exaustivos e atualizados o italiano contemporâneo; de máxima clareza expositiva e de fácil consulta; com

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A edição desta obra é de 2003, mas a data que consta no prefácio é março de 1995, que é, na verdade, a data da primeira edição da obra, e não a terceira.

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um conjunto de exercícios muito rico. Uma gramática de referência que, pela racional exposição da matéria, consente uma programação flexível do ensino do italiano, propondo-se, ao mesmo tempo — pela sua completude — ser instrumento confiável e respeitável de consulta.

A nosso ver, essa gramática cumpre aquilo a que se propõe, conforme exposto no seu prefácio e na sua contracapa. Traz mais de 600 frases, entre as quais, trechos de obras de autores de várias épocas, porém privilegia frases do dia-a-dia da comunicação entre as pessoas, destacando o nível informal da língua. A matéria é muito bem organizada e os exercícios são bastante objetivos e claros. Não traz quase nada de ilustração, o que é coerente com o tipo de gramática que é. Essa terceira edição tem 789 páginas.

2) La comunicazione e gli usi della lingua, de Francesco Sabatini (1994)60

Esta é uma obra de 816 páginas. Traz na página I, o complemento do seu título, que é “Prática de textos, análise lógica, história da língua” e a informação “Escolas secundárias superiores”, que corresponderiam ao atual Ensino Médio das escolas brasileiras. Estas são duas informações muito importantes, que indicam os assuntos a que esta obra dá mais destaque, e o seu público-alvo. O seu prefácio é longo, dividido em 7 partes:

“Um endereço já consolidado”; “Um modelo muito imitado. Vamos dar passos além”; “O desenvolvimento da ‘competência textual’ e a variedade dos textos”; “Por uma análise realmente ‘lógica’ ”; “A língua e a literatura, em particular a poesia”; “O ‘livro da língua’ e a antologia”; e “O italiano, as outras línguas, a história”.

A parte que mais nos interessa é a de título “Por uma análise verdadeiramente ‘lógica’ ”. Sabatini explica esse título inusitado, quase irônico:

O ‘estudo da gramática’ não é um mero subsídio para desenvolver o uso da língua: a este objetivo, ao contrário, é de limitada utilidade (como a experiência demonstra desde sempre), enquanto é muito mais produtivo o trabalho que se

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realiza em outro terreno, o da competência textual, fortemente impregnado de ‘pragmática’. O ‘estudo da gramática’, ou melhor, o estudo reflexo da língua, é uma operação de conhecimento que tem um altíssimo poder de

desenvolvimento cognitivo geral: é verdadeiro jogo de inteligência, que se

exercita sobre o objeto de mais alto interesse que nos foi dado para observar61.

Sabatini deixa bem claro que considera a competência textual muito importante. De fato, esta obra traz muitos textos, de diversos tipos, tanto nas explicações das matérias que apresenta, quanto nos exercícios. A parte primeira do livro tem o título “A comunicação e o texto”. Trata, por exemplo, dos vários tipos de linguagens, das situações e objetivos da comunicação, das funções da linguagem, da língua falada, escrita e “transmitida” e de compreensão e produção textual. A segunda parte da obra é dedicada ao estudo dos assuntos gramaticais. Tem o título “A estrutura da língua: morfossintaxe e léxico”. O capítulo 6, intitulado “A frase ‘múltipla’62. Coordenação e subordinação”, é bem detalhista. Os exercícios privilegiam a leitura e análise de textos e a produção de frases e de textos.

O livro apresenta ainda uma terceira parte, cujo título é “A língua e a história”, e um longo apêndice, dividido em 7 partes. O autor apresenta, no final de cada capítulo, um quadro resumitivo da matéria abordada. Escolhemos esta obra sobretudo porque queríamos usar uma gramática com um enfoque diferenciado das outras, o textual.

3) Grammatica italiana – italiano comune e lingua letteraria, de Luca Serianni (1999)

Esta foi uma gramática muito importante para a realização desta tese, porque, em muitas situações, por apresentar seu conteúdo detalhadamente, forneceu informações fundamentais para resolvermos dúvidas que surgiram durante o trabalho, e que as outras gramáticas não forneciam. Um fator negativo que apontaríamos é o fato de que praticamente todas as frases- exemplo são de textos literários. Por vezes, são frases de estrutura e compreensão complexas. Corresponderia, em português, mais ou menos à Moderna gramática portuguesa, de Evanildo

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O próprio autor usou o negrito nas duas expressões destacadas com esse recurso.

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Em italiano, “frase multipla”. Preferimos traduzir “multipla” para o português de forma literal, ou seja, como “múltipla”, porém, a expressão em português “frase múltipla” não é usada. Essa expressão italiana faz referência ao que chamamos de período composto.

Bechara. Luca Serianni é professor de História da língua italiana, membro da Accademia della Crusca63, escritor de inúmeros artigos, ensaios e livros voltados para o público universitário e especialista em história da língua.

Esta sua Grammatica italiana traz, no capítulo XIV, sob o título “Sintaxe do período” (tradução nossa), detalhado estudo sobre esse tema. São 104 páginas de matéria.

No final da obra, há um glossário com termos e expressões próprios da Linguística, da retórica e da Estilística. A gramática tem um total de 750 páginas. Não tem exercícios.

4) Grammatica italiana, de Salvatore Battaglia e Vincenzo Pernicone (1994)64

Trata-se de uma gramática bastante simple, diríamos até enxuta, no sentido de ser resumida demais. A página III traz assuntos de destaque: “A métrica, a estilística, exercícios e leituras lexicais”. Tem 419 páginas. Após o prefácio, a gramática se inicia com dois breves tópicos considerados à parte: “Do latim ao italiano” e “A formação do vocabulário”. Foi dividida em 5 tradicionais partes mais o apêndice. As partes são as seguintes: Fonologia, Morfologia, Sintaxe, Noções de métrica italiana e noções de estilística. O apêndice traz apenas verbos irregulares e defectivos.

A parte sintática foi dividida em “sintaxe da oração” e “sintaxe do período”. Esta última é a que mais nos interessa. A matéria é tratada de modo resumido demais. São apenas 34 páginas com teoria e prática. Os exercícios são basicamente de reconhecimento ou classificação de orações em frases informais e descontextualizadas.

No prefácio da obra, os autores defendem a fidelidade à norma culta italiana:

A aceitação e a observância da estrutura gramatical equivalem ao respeito de nós mesmos, porque, obedecendo à ‘norma’, nós garantimos, sempre que possível, a ‘verdade’ dos nossos pensamentos e dos nossos sentimentos: isto é, confiamos à expressão a mais íntima realidade de nós mesmos, com a confiança de sermos compreendidos e de compreendermos.

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Instituição correspondente à Academia Brasileira de Letras.

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Com um discurso um tanto poético, os autores afirmam que a gramática é “uma forma de educação moral, de disciplina interior” e um instrumento de inclusão social. Declaram também que a mesma “dá sentido e razão às ‘palavras’: tira-as da desordem ou do isolamento em que cada uma se confunde ou se esconde, para harmonizá-las cada vez mais na arquitetura da expressão”.

Enfim, no prefácio, os autores não descrevem a obra, não explicam suas partes. Incluímos essa gramática neste trabalho, porque ela é diferente das outras e porque as frases que os autores apresentam como exemplos são, em sua maioria, do nível informal da língua, típicas da comunicação oral, privilegiada pela gramática descritiva.

5) Grammatica italiana, de Giuseppe Pittano (1974)

Consideramos uma gramática de 1974 antiga. São 38 anos de distância entre a sua publicação e os dias de hoje. Pode parecer que queremos realizar estudo diacrônico, mas, como já afirmamos anteriormente, esse não é o objetivo deste trabalho. Nós a escolhemos, principalmente por causa da maneira como apresenta as orações subordinadas adjetivas, que em italiano são chamadas proposizioni subordinate relative. Apresentamos essa maneira em outro tópico. Além disso, um outro diferencial em relação às demais gramáticas escolhidas, é que esta, apesar de também ser gramática pura e estar voltada para o ensino do italiano língua materna na scuola media (Ensino Médio brasileiro), a apresentação do seu conteúdo é totalmente diferente daquela que as outras gramáticas fazem. Esta parece voltada para crianças, porque tem muitas ilustrações e uma linguagem muito fácil e objetiva.

Utiliza o método indutivo, coerente com o modelo de Análise Contrastiva e seus fundamentos teóricos. Tem 624 páginas de teoria e cerca de 950 exercícios.

Benzer Belgeler