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BÖLÜM IV BULGULAR VE TARTIŞMA

4.2 Dik Farin Değirmeni

4.2.1 Dik farin değirmeni ana tahrik motoru harcadığı güç tahmini

Para entendermos qual é o corpus desta tese, precisamos lembrar dos nossos objetivos na mesma: realizarmos um estudo de Análise Contrastiva das classificações das orações coordenadas e subordinadas do italiano e do português do Brasil; apresentarmos uma proposta de correspondência entre as referidas classificações — partindo dos tipos de orações italianas; e apontarmos, entre as referidas orações italianas, as que apresentam maior dificuldade para estudantes brasileiros de italiano como língua estrangeira.

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Esclareçamos o que queremos dizer por correspondência. Considerando o nosso estudo, interessa-nos entender o verbo corresponder como “estar em equivalência; refletir” (ABL, 2008). Um dos verbetes da palavra correspondência no dicionário da Academia Brasileira de Letras (ABL, 2008, p. 368) é: “relação de conformidade de algo ou alguém; de certo conjunto ou contexto, com outro, em outro conjunto ou contexto: a correspondência entre o Português do Brasil e o Português de Portugal”.

Assim, quando dizemos que uma determinada oração italiana corresponde a uma certa oração do português, queremos dizer que uma equivale à outra, uma reflete a outra. Por correspondência, portanto, queremos dizer equivalência ou conformidade.

Tratemos agora do corpus da tese. Este é constituído dos seguintes dados: 1) As classificações das orações coordenadas e subordinadas do italiano;

2) As classificações das orações coordenadas e subordinadas do português do Brasil;

3) Frases descontextualizadas, apresentadas pelos autores de cinco gramáticas italiana66 para exemplificar os tipos de orações coordenadas e subordinadas da língua italiana.

Por “classificações das orações” queremos dizer tipos e subtipos de orações. Assim, considerando o português do Brasil, as orações subordinadas, por exemplo, têm as seguintes classificações: substantivas, adjetivas e adverbiais; estas três, por sua vez, têm suas classificações. As orações subordinadas substantivas, por exemplo, classificam-se em subjetivas, objetivas diretas, objetivas indiretas, predicativas, completivas nominais e apositivas.

Consideremos as três partes do corpus citadas acima. Para constituirmos a parte 1, a das classificações das orações italianas, verificamos as classificações que os autores das cinco gramáticas italianas apresentam. Fizemos o mesmo na parte 2, em relação às classificações das orações da língua portuguesa: verificamos como os autores das três gramática do português classificam as orações coordenadas e subordinadas.

A constituição da parte 3 do corpus, a da seleção das frases-exemplo, foi da seguinte forma:

1) Primeiro, selecionamos uma classificação de oração. Consideremos, como exemplo aqui, a primeira classificação que analisamos: a chamada proposizione copulativa;

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2) Em seguida, elaboramos um quadro dividido em cinco partes horizontais e duas partes verticais. Na parte vertical da esquerda, denominada “AUTORES”, incluímos os nomes dos autores das gramáticas italianas utilizadas; e ao lado, na parte vertical da direita, denominada “EXEMPLOS”, incluímos a seleção de frases-exemplo que os autores italianos apresentam para a oração em questão e, entre parênteses, apresentamos a tradução dessas frases para o português. A estrutura do quadro ficou da seguinte forma:

AUTORES EXEMPLOS

Dardano e Trifone (2003) FRASES

Francesco Sabatini (1994) FRASES

Luca Serianni (1999) FRASES

Salvatore Battaglia e Vincenzo

Pernicone (1994) FRASES Giuseppe Pittano (1974) FRASES

3) Selecionamos frases apresentadas pelos referidos autores das gramáticas para exemplificar a oração analisada; esta foi sublinhada na frase. Na seleção, usamos os seguintes critérios:

3.1) as frases deveriam formar um período composto preferencialmente por duas orações. O nosso objetivo é realizar a analise contrastiva das orações coordenadas e subordinadas do italiano e do português do Brasil, então, consideramos que um período composto com apenas duas orações facilitaria o trabalho de análise; seria desnecessário selecionarmos um período com três, quatro, cinco orações, se o nosso foco é sempre apenas uma das orações;

3.2) Procuramos selecionar poucas frases por gramática; quando apresentamos várias frases, em geral, é porque quisemos destacar a diversidade de conectivos ou de estrutura frasal ligada ao tipo de oração analisado;

3.3) Priorizamos a linguagem coloquial atual; assim, evitamos expressões antigas e conjunções raras; não é nosso objetivo realizar estudo diacrônico;

3.4) No caso das orações subordinadas, procuramos selecionar tanto orações italianas desenvolvidas — ditas esplicite —quanto orações reduzidas — ditas implicite. Quando não apresentamos um desses dois tipos, ou é porque o autor da gramática não apresentou, ou porque o tipo de oração analisado não tem uma dessas formas.

Ao término da seleção dos dados, passamos a ter o seguinte corpus:

A) Um quadro — como o que descrevemos acima — para cada tipo de oração coordenada e subordinada da língua italiana;

B) Quatro quadros resumitivos da proposta de correspondência entre as orações do italiano e as do português do Brasil; eles têm, portanto, duas colunas: a primeira para as classificações das orações do italiano e a outra para as do português brasileiro. O primeiro quadro é para as orações coordenadas; o segundo, para as orações subordinadas substantivas; o terceiro, para as orações subordinadas adjetivas; e o quarto quadro, para as orações subordinadas adverbiais. Todos os quatro quadros trazem primeiramente os subtipos dessas classificações das orações italianas; ao final da análise dos dados frasais, esses quadros serão preenchidos na parte do português, com as classificações das orações do português, estabelecendo, então, a correspondência entre as duas línguas.

Em relação ao modo como apresentamos as classificações das orações italianas, na maioria das vezes, nós procuramos fazer como fazem quase todos os autores das cinco principais gramáticas italianas que utilizamos nesta tese: indicando apenas o último termo da classificação, e não como se costuma fazer nas gramáticas do português do Brasil, que dão a classificação completa. Por exemplo, ao invés de dizermos proposizione subordinata sostantiva oggettiva diretta, preferimos proposizione oggettiva diretta. Fazem assim Dardano e Trifone (2003), Luca Seriani (1999), Salvatore Battaglia e Vincenzo Pernicone (1994) e Giuseppe Pittano. Francesco Sabatini (1994) preferiu identificar as coordenadas pelo seu tipo, ou seja, ele diz apenas copulativa, avversativa etc.; esse autor se refere às subordinadas dizendo dipendente soggettiva, dipendente temporale etc.. Em alguns momentos nós preferimos usar a classificação completam sobretudo quando contrastamos oração italiana com oração do português. Com as coordenadas italianas mantivemos a expressão coordinata na classificação.

Em português, mantivemos a classificação completa, como por exemplo oração subordinada substantiva objetiva direta.

No próximo tópico, explicaremos como realizamos a análise dos dados selecionados.

Benzer Belgeler