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As cores azul, branca, vermelha e suas nuances presentes no fundo e nas letras das palavras ―Na hora certa‖ indiciariam uma relação com a identidade da marca da empresa de comunicação, que se utiliza do azul e do branco em sua logomarca. Além disso, o quadro mostra a marca d água 7 da empresa na parte

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Imagem utilizada para dificultar a falsificação de documentos, para atestar a autenticidade de origem do papel, como adorno ou como diferenciação entre diferentes fornecedores. As emissoras de televisão usam para ser a detentora das imagens veiculadas.

inferior direita da tela. Nesse sentido, o quadro alia sua identidade à imagem da marca da RPC, que seria a responsável pela veiculação do vídeo do internauta. O interagente havia concordado com o termo de compromisso de cessão das imagens em favor da RPCTV, que poderia utilizá-las nos espaços dos telejornais em TV e na Internet.

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Imagem 03 – Quadro ―Na Hora Certa‖ Fonte: www.rpc.com.br

A RPCTV ao desenvolver o quadro ―Na Hora Certa‖ e os outros quadros em seus telejornais expressaria de forma simbólica, a fixação e a fidelização da marca perante o seu público nos três principais telejornais da emissora: BDPR, Paraná TV Primeira Edição e Paraná TV Segunda Edição. De acordo com Perez (2004, p. 47), as marcas se apresentam por meio do nome, do logotipo, da forma, do design dos produtos, do rótulo, da cor, do slogam, do jingle, da personalidade, além do contexto organizacional que representa suas relações com o meio social.

Logo abaixo, a vinheta do quadro Na Hora Certa (NHC) foi analisada quadro a quadro para a análise da construção simbólica da identidade audiovisual. Estão relacionados nove quadros com imagens, que mostram o início da vinheta de abertura em movimento até a exibição do vídeo do interagente:

Imagem 01

Fonte: www.rpc.com.br

Imagem 02

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Fonte: www.rpc.com.br

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Fonte: www.rpc.com.br

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Fonte: www.rpc.com.br

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Fonte: www.rpc.com.br

O nome ―Na Hora Certa‖ é um designativo, um sinal, que prenuncia um caminho, dá uma idéia ao interagente sobre o que está se referindo. A vinheta do quadro, quando apresentada nos telejornais como uma lente de câmera de gravação, imita os movimentos de zoom in e zoom out, ao se afastar e se aproximar até o enquadramento final com o nome do quadro NHC. Uma maneira de gerar expectativas e alerta o público do programa para o início da transmissão das imagens na apresentação do telejornal.

Segundo, o telespectador Clayton Duarte, que teve um vídeo de sua autoria publicado no telejornal, o ato de gravar foi realizado pensando em enviar o vídeo ao quadro ―Na Hora Certa‖ da RPCTV e afirmou que sempre gostou de filmar fatos do dia-a-dia e viu na imagem de sua autoria uma excelente possibilidade de tentar alertar a população sobre os problemas envolvendo as relações entre o cidadão e os órgãos públicos. Ele afirmou que sempre carrega uma câmera de gravação em seu automóvel e a qualquer fato visto, grava na hora e o envia à televisão. Ou seja, a imagem colaborativa, nesse caso, possui uma intencionalidade, que supõe uma comunicação, por parte do interagente, com vistas à transmissão da representação do fato pela emissora de TV.

Em relação à forma e o design do quadro, as linhas são retas, e geralmente estão associadas à rigidez e à firmeza. Quando a vinheta do quadro inicia, as linhas com o nome ―Na Hora Certa‖ percorrem em ziguezagues até ser emoldurado e centralizado na tela. Estes movimentos desconcertados imitando a gravação de um fato inusitado por uma câmera filmadora se reportariam, por analogia, à própria imprevisibilidade do cotidiano flagrado e ao amadorismo do próprio interagente.

O ângulo reto nas bordas do quadro carrega algumas associações importantes ligadas ao conflito (flagrantes) e dureza. As formas são retas, abruptas e instáveis, como as mostradas na vinheta de apresentação imitando a lente de uma câmera de gravação. A imagem cria um equilíbrio, importante fator de apelo visual do objeto ao organizar uma ordem, além da imagem possuir um efeito assimétrico, criando agitação e tensão ao flagrante noticiado.

O autor Washington Dias Lessa (1995, p.76) explica que a simetria, ―é uma correspondência em grandeza, forma e posição relativa de partes ou elementos situados em lados opostos de uma linha ou distribuídos em volta de um centro‖. O autor afirma ainda, que o conceito de simetria se diferencia em duas formas: espelhamento e rotação. Na simetria por espelhamento, as partes ou os elementos encontram-se rebatidos entre si como figura e sua imagem refletida em espelho.

A simetria por rotação seria a utilizada para analisar o movimento que o enquadramento da vinheta faz ao anteceder a exibição do vídeo. Os elementos visuais dispõem-se ao redor de um eixo central com variações na rotação à direita, à esquerda até centralizar ao final da trilha musical que compõe a vinheta de abertura do quadro.

Esta ligeira tensão da vinheta do quadro quando inicia, aliada a uma trilha musical com um ritmo acelerado em movimentos rápidos, quebra a monotonia do objeto audiovisual. O relógio mostrado na vinheta acelera os ponteiros ritmados pelos movimentos de enquadramento da lente até emoldurá-la.

O áudio do tique taque do relógio até o final da exibição da vinheta é explorado na linguagem audiovisual e age como instrumento narrativo associando a música a determinadas seqüências visuais para ressaltar o fato. O enunciador tem consciência de que essa associação entre sons e imagens será entendida pelo receptor quanto aos códigos jornalísticos utilizados pelo telejornal, e possibilita a participação do público por meio dos vídeos dos interagentes.

Benzer Belgeler