• Sonuç bulunamadı

Belgelendirme ve Sertifikasyon

Belgede Raylı Sistemler Sektör Raporu (sayfa 156-0)

8 Ulusal Kurallar, Mevzuat ve Belgelendirme

8.13 Belgelendirme ve Sertifikasyon

De acordo com Marcuschi (2010b), a distinção entre tipo textual e gênero textual é fundamental em todo o trabalho com a produção e a compreensão textual. De fato, especialmente no Ensino Fundamental II, deparamos frequentemente com a “confusão” dos alunos em relação a esses dois conceitos e é essencial identificar com eles essa diferença.

Percebemos que os alunos de Ensino Fundamental, inclusive no 9º ano, são mais familiarizados com a noção de tipo textual (as mais conhecidas por eles são: narração, descrição e argumentação), logo podemos partir dessa definição para esclarecer o que são os gêneros textuais, sendo fundamental compreendê-los como “formas verbais de ação social relativamente estáveis realizadas em textos situados em comunidades de práticas sociais e em domínios discursivos específicos” (MARCUSCHI, 2010b, p. 26), visando mediar a aprendizagem dessa ideia pelos estudantes.

40

(a) Usamos a expressão tipo textual para designar uma espécie de sequência teoricamente definida pela natureza linguística de sua composição (aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas). Em geral, os tipos textuais abrangem cerca de meia dúzia de categorias conhecidas como: narração, argumentação, exposição, descrição, injunção.

(b) Usamos a expressão gênero textual como uma noção propositalmente vaga para referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que apresentam características sociocomunicativas definidas por conteúdos, propriedades funcionais, estilo e composição característica. Se os tipos textuais são apenas meia dúzia, os gêneros são inúmeros. Alguns exemplos de gêneros textuais seriam: telefonema, sermão, carta comercial, carta pessoal, romance, bilhete, reportagem jornalística, aula expositiva, reunião de condomínio, notícia jornalística, horóscopo, receita culinária, bula de remédio, lista de compras, cardápio de restaurante, instruções de uso, outdoor, inquérito policial, resenha, edital de concurso, piada, conversação espontânea, conferência, carta eletrônica, bate-papo por computador, aulas virtuais e assim por diante. (2010b, p. 23-24)

Dispondo dessas duas noções, cada professor pode encontrar a maneira mais simples e compreensível de tornar clara essa diferença para os alunos. O importante é não deixar de fazê-lo, preferencialmente desde o início do Ensino Fundamental II (6º ano), retomando o conceito a cada ano. Os alunos precisam reconhecer, também, que não podemos nos comunicar verbalmente a não ser por algum texto e, consequentemente, por algum gênero.

Convém ressaltar que pode ocorrer que o mesmo gênero realize dois ou mais tipos textuais. Segundo Marcuschi (2010b), um texto é em geral tipologicamente variado (heterogêneo). Os alunos do 9º ano já devem ser orientados a perceber a presença de mais de uma sequência em um mesmo gênero. Por exemplo: uma carta pessoal pode conter uma narração de algum acontecimento e a descrição de alguma situação ou algum lugar.

Desse modo, não há uma dicotomia entre gênero e tipo textual, e sim uma relação de complementaridade: todos os textos realizam um gênero e todos os gêneros realizam sequências tipológicas diversificadas (MARCUSCHI, 2008).

O autor destaca que “entre as características básicas dos tipos textuais, está o fato de eles serem definidos por seus traços linguísticos predominantes. Por isso, um tipo textual é dado por um conjunto de traços que formam uma sequência e não um texto” (2010b, p. 28). Assim, quando designamos a tipologia a qual um texto pertence, não nomeamos o gênero e sim a sequência que é predominante nele.

Acreditamos que através de exemplos concretos dos gêneros, materializados nos textos estudados durante o ano letivo e, principalmente, em sequências didáticas aplicadas de acordo com a realidade de cada turma, essa aprendizagem se torne ainda mais acessível e

41

prática.

Ainda acerca dos tipos textuais, Santos, Riche e Teixeira (2013, p. 35) certificam que “a tradição escolar costuma enfatizar a análise das tipologias textuais, em vez de focar nos gêneros”. Segundo as autoras, apesar das recentes mudanças nos livros didáticos, muitos professores continuam abordando as tipologias como sinônimos de textos; todavia, precisamos esclarecer para os alunos que os textos são organizados conforme uma tipologia predominante, mas podem conter mais de um em sua constituição, conforme mencionamos.

Nesta pesquisa, consideramos o quadro proposto pelas autoras para classificação das tipologias textuais – com destaque para a argumentativa, em virtude do gênero a ser estudado na sequência didática –, cuja síntese apresentaremos a seguir:

Quadro 2 – Tipologias textuais

Características

das tipologias Objetivo e temática Marcas linguísticas em destaque

Descrição

Identificar, localizar e qualificar seres, objetos, lugares, apresentando

características físicas ou “psicológicas”.

Substantivos, adjetivos e advérbios; verbos no presente ou pretérito imperfeito do

indicativo. Narração Relatar fatos, acontecimentos, ações,

numa sequência temporal.

Verbos, advérbios e conjunções; verbos no presente ou pretérito perfeito do indicativo.

Exposição

Discutir, informar ou expor um tema, numa organização lógica, mostrando relações de causa/efeito,

contraposição etc.

Operadores discursivos (conjunções, preposições e expressões denotativas),

modalizadores, verbos no presente do indicativo.

Argumentação

Defender ponto de vista, opinião, por meio de argumentos, numa organização lógica, mostrando

relações de causa/efeito, contraposição etc.

Operadores discursivos (conjunções, preposições e expressões denotativas),

modalizadores, verbos no presente do indicativo.

Injunção procedimentos a serem seguidos. Dar ordens, apresentar regras e

Verbos com valor imperativo (mesmo que não estejam no modo imperativo, mas no

infinitivo), pronomes (você, vocês).

Fonte: SANTOS; RICHE; TEIXEIRA, 2013, p. 36-37.

Destacamos essa proposta de classificação por considerá-la mais acessível e objetiva para ser utilizada pelos professores de Ensino Fundamental II. Em nossa sequência

42

didática, trabalhamos a tipologia argumentativa, visando o estudo da carta de reclamação, assunto da próxima seção.

Belgede Raylı Sistemler Sektör Raporu (sayfa 156-0)