4. SONUÇ VE ÖNERİLER
4.2. Öneriler
4.2.2. Yapılacak Araştırmalara Yönelik Öneriler
1.4.1 Definição
Por definição, caracteriza-se o quadro de bronquite sendo um processo inflamatório da mucosa brônquica, com produção recente de escarro e com tosse, geralmente precedida por uma infecção das vias aéreas superiores sem, contudo presença de pneumonia e sinusite (FELDMAN, 2004).
1.4.2 Sinais e Sintomas
A bronquite aguda caracteriza-se pela manifestação de desconforto respiratório, especialmente tosse seca irritativa, com sensação de desconforto retroesternal, oclusão óculo-nasal, lacrimejamento e dificuldade respiratória. No início da doença não se acompanha de sinais físicos (GRGI´C et al., 2008). A tosse é o principal sintoma por ser fator motivador da consulta médica, uma vez que está presente numa intensidade alta e de forma constante o que perturba o próprio paciente, bem como aqueles que o cercam (FELDMAN, 2004).
A tosse dura aproximadamente 3 semanas em 50% dos pacientes, mas há mais de 1 mês em 25% dos pacientes (WORRALL, 2008). A tosse é um reflexo fisiológico que tem a finalidade de proteger as vias aéreas dos efeitos adversos de partículas inaladas, eliminando-as juntamente com o muco produzido na luz bronquial. Por vezes há intercorrência inflamatória, o que faz com que se agregue a essa mistura debris teciduais e exsudatos. Quanto mais alta é a origem do estímulo tussígeno, maior é a intensidade da tosse, o que faz com que algumas afecções graves do parênquima pulmonar nem mesmo a produzam (COCKCROFT, 1988). A caracterização clínica da tosse é fundamental para o diagnóstico de sua causa (WEINBERGER, 1996).
Desde que o processo se estenda além da traquéia, atingindo os brônquios, pode-se ouvir roncos e sibilos difusos. Aumento de secreção mucosa é observado na cavidade nasal e na região da traquéia. Numa fase mais avançada, surgem escarros de início mucoso e depois mucopurulentos. Nessa ocasião, o doente apresenta manifestações gerais de infecção respiratória (GRGI´C et al., 2008)
1.4.3 Etiologia
Entre as causas mais comuns estão os agentes químicos irritantes como: poeira, fumo, solventes, carvão, cálcio, tinta. Outras causas frequentes são devido à exposição a agentes biológicos do tipo bactérias e vírus (FELDMAN, 2004). Vírus causam 85% a 95% dos casos de bronquite aguda em adultos saudáveis. Os vírus mais comuns são o rinovírus, coronavírus, adenovírus, influenza A e B e parainfluenza. Já as bactérias, são geralmente comensais da orofaringe e podem causar doenças em pacientes com comprometimento sistêmico. Streptococcus pneumoniae, Chlamydia pneumoniae, Bortella pertussis, Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis são comumente envolvidos. A bronquite aguda raramente é causada por fungos (FELDMAN, 2004; WORRALL, 2008).
A fisiopatologia das doenças respiratórias está relacionada com aquelas que afetam as vias condutoras, o parênquima pulmonar e a musculatura respiratória,
onde estão envolvidos diversos mediadores químicos como histamina, cininas (bradicinina), prostaglandinas e serotonina (BARNES, 1998; WEINBERGER, 1996). Essas doenças afetam de maneira obstrutiva, interferindo com a resistência à passagem do ar pelas vias aéreas. Como consequência pode ocorrer espasmos da musculatura lisa, hiperprodução de secreção viscosa, edema de mucosa e tosse. (ALTOSE & NETTER, 1979; WYNGAARDER & SMITH, 1990; SPILKER, 1991).
1.4.4 Epidemiologia
As doenças respiratórias constituem importante causa de morte em adultos e crianças no mundo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, estes agravos representam cerca de 8% do total de mortes em países desenvolvidos e 5% em países em desenvolvimento. Além disso, mensurada em disability-adjusted life years (DALYs – anos de vida perdidos ajustados por incapacidades), a carga das doenças respiratórias crônicas em 2005 correspondia a 4% da carga total de doenças no mundo e a 8,3% da carga de doenças crônicas. As doenças respiratórias são ainda causa freqüente de absenteísmo na escola e no trabalho, além de exercerem enorme pressão sobre os serviços de saúde (BERNAT et al., 2009; LORR, et al., 2009). Possuem maior frequência nos períodos do inverno devido aos frequentes surtos de viroses. Cerca de 5% dos adultos relatam pelo menos um episódio de bronquite aguda por ano e até 90% deles procuram aconselhamento médico. Os casos de Bronquite aguda acometem por ano aproximadamente 2 milhões de pessoas na Inglaterra (FELDMAN, 2004).
No Brasil, tais agravos também ocupam posição de destaque. Entre as principais causas de internação no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2001, as doenças respiratórias crônicas e agudas ocuparam o segundo lugar em frequência, sendo responsáveis por aproximadamente 16% de todas as internações do sistema. (BERNAT et al., 2009).
1.4.5 Diagnóstico
O diagnóstico é feito baseado na ausculta pulmonar, na qual o médico observará roncos e outras alterações. A avaliação clínica da bronquite se faz pelas características da história clínica que são peças-chave, sendo que uma boa anamnese deve ser sempre realizada. Métodos auxiliares de diagnóstico, como tomadas radiográficas de tórax podem ser utilizada para afastar possibilidade de pneumonia e a cultura do escarro servirá para o conhecimento do agente etiológico (WORBOYS, 2007).
1.4.6 Tratamento
O tratamento geralmente é sintomático e visa o alívio da febre, dores no corpo e a fluidificação da secreção para facilitar a eliminação. O antibiótico poderá ser usado quando a infecção for bacteriana. Algumas das revisões sistemáticas não têm encontrado benefício no uso de antibióticos, outros encontraram algum efeito quando os antibióticos foram comparados com placebo. O consenso parece ser que os antibióticos têm um benefício modesto para apenas uma minoria de pacientes e não são necessários para tratar a maioria dos pacientes (WORRALL, 2008; MACFARLANE & WORBOYS, 2008).
A inalação com broncodilatadores podem aliviar a dificuldade respiratória nas afecções obstrutivas, sendo usados fármacos broncodilatadores como os agonistas beta-adrenérgicos, as metilxantinas, cromoglicato de sódio e os glicocorticóides, porém, seu uso apresenta resultados conflitantes (WORRALL, 2008).
O tratamento da tosse pode ser feito através de medidas não medicamentosas, de substâncias que deprimem o reflexo da tosse (antitussígenos), de substâncias que facilitam o fluxo do muco (expectorantes) e/ou de substâncias que diminuem a viscosidade do muco (mucolíticos) (SPILKER, 1991; BARNES, 1998).
Os agentes fluidificantes e que aumentam a produção de líquidos do trato respiratório são frequentemente utilizados para evitar o ressecamento das secreções catarrais e a obstrução das vias aéreas com muco, bem como para aumentar a produtividade da tosse (ALTOSE & NETTER, 1979).
A tosse dado seu caráter defensivo, não deve ser suprimida indiscriminadamente. Se houver complicação respiratória subjacente à tosse, tais como infecção, líquido nos pulmões ou alergia, não é indicada a supressão total do sintoma tosse per si, senão apenas sua moderação, para evitar agravar a doença básica (BARNES, 1998). Prioriza-se a supressão da tosse nos casos em que a mesma é preferencialmente seca (sem expectoração), emetizante (provoca vômitos) ou nas ocasiões em que se transforma num transtorno, irritando o paciente ou impedindo seu repouso e sono. Em tais situações, o médico deve prescrever um medicamento que reduza a frequência e intensidade da tosse (WYNGAARDEN et al., 1998).
Dentre as opções terapêuticas de que dispomos para combater a tosse estão a codeína (analgésico narcótico que inibe a tosse a nível central, podendo causar sedação, náuseas, vômitos e constipação) e o dextrometorfano (também de ação central, mas com menos reações adversas). Os expectorantes e mucolíticos visam expulsar e fluidificar o muco bronquial, respectivamente, e entre eles está os iodados, a Guaiafenasina, o Ambroxol e outros. Os anti-histamínicos são úteis nas fases iniciais do resfriado comum e principalmente quando há componente atópico, sendo contra-indicados nos demais casos por aumentarem a viscosidade da expectoração. Os broncodilatadores, como os beta-adrenérgicos, glicocorticóides, cromoglicato de sódio e as metilxantinas, são indicados nos casos de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, mas também apresentam uma gama de reações adversas (GILMAN et al., 2006).
A grande maioria da população tem fácil acesso às ervas e plantas medicinais, enquanto que os medicamentos industrializados apresentam como principal obstáculo, além dos efeitos colaterais ocasionado pelo seu uso extensivo, o alto custo tanto para o consumidor individual como para as entidades previdenciárias. Diante disso, é de fundamental importância que se faça, o mais
rápido possível, a comprovação de que ervas e plantas medicinais são realmente eficazes no tratamento das doenças para as quais estão indicadas e, principalmente, a verificação de que as mesmas não apresentam toxicidade significativa que possa inviabilizar o seu uso terapêutico.
É bastante comum o uso de plantas pela população para o tratamento de afecções das vias respiratórias, na forma de chás e xaropes utilizados isoladamente ou associados a medicamentos tradicionais como antiinflamatórios, analgésicos e antitérmicos (SIMÕES et al., 1999; SPILKER, 1991; MATOS, 2000). Plantas como a Eucalyptus globulus Labill. (eucalipto), Menta x piperita L (hortelã), Nasturtium officinale. (agrião), Sambucus nigra L., Sambucus australis Cham. Et Schlecht. (sabugueiro), entre outras, são usadas pela população para combater afecções das vias aéreas (PIO CORRÊA, 1978; SIMÕES et al., 1999; TESKE & TRENTINI, 1997; MATOS, 2000).
Seguindo as normas da Anvisa esse trabalho avaliou a segurança e eficácia terapêutica do fitomedicamento Melagrião®, comprovando cientificamente
seu uso popular como terapia para bronquite aguda e garantindo legalmente seu direito de registro e comercialização junto ao Ministério da Saúde.
2 JUSTIFICATIVA
Apesar de a cultura popular fazer uso de plantas medicinais há milênios, apenas nas últimas décadas a ciência tem se preocupado em industrializá-las na forma de fitoterápicos e em descobrir quais os seus princípios ativos, seu modo de ação, bem como, seus possíveis efeitos adversos. Os medicamentos sintéticos industrializados são, geralmente, de custo elevado e difícil acesso a população de baixa renda. Esses fatores, aliados a uma cultura milenar do uso de recursos naturais, fazem com que uma grande parcela da população busque nos fitoterápicos a eficiência terapêutica para o tratamento das suas doenças. Na cultura popular afirma-se "o que é natural não faz mal", o que induz muitas pessoas a usarem o fitoterápico como medicamento de primeira escolha em substituição aos medicamentos convencionais ou, como adjuvantes, numa terapia complementar. Entretanto, não podemos esquecer que os fitoterápicos quando usados de forma incorreta, podem agravar o estado de saúde do paciente quando não apresentarem eficácia, em função de efeitos adversos ainda não elucidados ou quando indicados incorretamente. Portanto, é necessário que se faça, o mais rápido possível, a comprovação de que os fitoterápicos são realmente eficazes no tratamento das doenças para as quais estão indicadas e, principalmente, verificar se os mesmos apresentam reações adversas a medicamentos, que possa inviabilizar o seu uso terapêutico (MATOS, 2000).
A grande invasão do mercado sul-americano pelas indústrias farmacêuticas multinacionais veio facilitar a distribuição dos medicamentos oriundos da síntese química, distanciando assim, os profissionais da área de saúde dos conhecimentos populares regionais (CALIXTO, 1996). O desinteresse pelo desenvolvimento de pesquisa, produção, controle e dispensação de plantas medicinais contribuiu para a expansão do comércio de medicamentos produzidos por síntese com consequente elevação de preços, deixando a população de baixa renda excluída do uso desses fármacos e tendo que optar pelo uso de produtos naturais sem nenhum conhecimento científico de seus reais efeitos farmacológicos e/ou toxicológicos (GOLDFRANK,1982).
A fisiopatologia das doenças respiratórias está relacionada com aquelas que afetam as vias condutoras, o parênquima pulmonar e a musculatura respiratória, onde estão envolvidos diversos mediadores químicos. Essas doenças afetam de maneira obstrutiva, interferindo com a resistência à passagem do ar pelas vias aéreas. Como consequência pode ocorrer espasmos da musculatura lisa, hiperprodução de secreção viscosa, edema de mucosa e tosse. Para o tratamento das afecções das vias respiratórias são usadas drogas broncodilatadoras como os agonistas beta-adrenérgicos, as metilxantinas, cromoglicato de sódio e os glicocorticóides. O tratamento da tosse pode ser feito através de medidas não medicamentosas, de substâncias que deprimem o reflexo da tosse (antitussígenos), de substâncias que facilitam o fluxo do muco (expectorantes) e/ou de substâncias que diminuem a viscosidade do muco (BARNES, 1998).
É bastante comum o uso de plantas pela população para o tratamento de afecções das vias respiratórias, na forma de chás e xaropes utilizados isoladamente ou associados a medicamentos tradicionais como antiinflamatórios, analgésicos e antitérmicos (SIMÕES et al., 1999; MATOS, 2000).
Dentre as opções terapêuticas de que dispomos para combater a tosse estão a Codeína (analgésico narcótico que inibe a tosse a nível central, podendo causar sedação, náuseas, vômitos e constipação) e o Dextrometorfano (também de ação central, mas com menos reações adversas). Os expectorantes e mucolíticos visam expulsar e fluidificar o muco bronquial, respectivamente, e entre eles está os iodados, a Guaiafenasina, o Ambroxol e outros. Os anti-histamínicos são úteis nas fases iniciais do resfriado comum e principalmente quando há componente atópico, sendo contra-indicados nos demais casos por aumentarem a viscosidade da expectoração. Os broncodilatadores, como os beta-adrenérgicos, glicocorticóides, cromoglicato de sódio e as metilxantinas, são indicados nos casos de asma e doença pulmonar obstrutiva crônica, mas também apresentam uma gama de reações adversas (GILMAN et al., 2006).
No atual quadro econômico das indústrias farmacêuticas, o êxito empresarial depende da capacidade de inovação tecnológica. A parceria entre universidade e empresa constitui um eficiente vetor de inovação e incorporação de
tecnologia aos produtos e serviços, possibilitando maior competitividade e acesso a novos mercados, em particular ao mercado interno. O desenvolvimento de pesquisas com base na demanda de empresas pode ser direcionado para se obter um produto final e a captação de recursos torna-se mais fácil de ser obtida. Além do investimento da própria empresa, o apoio do setor acadêmico confere credibilidade a essas pesquisas. A Unidade de Farmacologia Clínica (UNIFAC) da Universidade Federal do Ceará (UFC) detém larga experiência de mais de 10 anos de colaboração com a indústria farmacêutica nacional e multinacional através da realização de ensaios pré-clínicos e clínicos. Essa interação mostra uma experiência profícua para ambos os setores. Pelo lado da indústria se faz o registro de fitomedicamentos e pelo lado da Universidade a capacitação de recursos humanos em pesquisa clínica e publicações científicas. A avaliação clínica dos efeitos farmacológicos e toxicológicos do Melagrião® deverá contribuir para constatar a sua eficácia terapêutica no tratamento da bronquite, e também determinar a ocorrência de possíveis reações adversas. Os resultados desse estudo repassados à população possibilitarão o seu uso terapêutico com um baixo custo, mas dentro dos padrões de segurança e eficácia farmacológica, que é de grande importância clínica e sócio-econômica.
3 OBJETIVOS
3.1 Gerais:
Avaliar a segurança do Melagrião®em voluntários do sexo masculino e
feminino;
Avaliar a Eficácia Terapêutica do Melagrião® em pacientes com
diagnóstico clínico de bronquite aguda.