2.4. Öneriler
2.4.2. Yapılacak Çalışmalara Yönelik Öneriler
O risco de um projeto, conforme apresentado no capítulo 5, pode ser calculado a partir da fórmula abaixo:
R=PF x Consequências
Onde: R= Risco
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A probabilidade de falha já foi calculada por três métodos probabilísticos distintos conforme apresentado nos itens 7.2, 7.3 e 7.4 deste capítulo.
As consequências de uma ruptura de talude de uma mina a céu aberto envolvem vários fatores que devem ser levados em consideração, como por exemplo, a infraestrutura ao redor do talude, que já é considerada na análise determinística. Uma baixa PF, não significa um baixo risco, é preciso verificar as consequências para defini-lo. É viável criar um critério de aceitação de projeto que deverá ser estudado para cada situação, e/ou estrutura geotécnica, levando em consideração o FS, PF e as consequências, conforme o exemplo das tabelas 5.1, 5.2 e 5.3, apresentadas no Capítulo 5.
O talude da mina de Alegria avaliado é um talude de cava em que não há nenhuma infraestrutura ao seu redor, portanto sabe-se que as consequências são menores, no interior da cava. Assim sendo, pode-se dizer que se tem um risco tolerável para o talude estudado, visto que a probabilidade de falha é baixa e as consequências também não são exorbitantes.
Diante do valor do risco em mãos, é possível gerenciá-lo dentro dos critérios de aceitabilidade do projeto utilizados. Várias decisões podem ser tomadas para a mitigação dos riscos, por exemplo, algumas modificações nos projetos, como a adequação de uma geometria de uma cava, deslocamento de estruturas circunvizinhas, dentre outros.
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CAPÍTULO 8
8.1- CONCLUSÕES
O objetivo deste estudo foi analisar a estabilidade de um talude da mina de Alegria utilizando a abordagem probabilística e verificar qual a sua probabilidade de falha, apresentando dessa forma as vantagens desta abordagem nas análises de estabilidade de taludes bem como os métodos probabilísticos que permitem este cálculo. Como conclusões e vantagens deste estudo, alguns pontos podem ser citados:
O talude da Mina de Alegria em estudo apresentou FS considerado satisfatório (FS ≥ 1.30) na análise determinística e baixa PF pelos métodos probabilísticos utilizados. As consequências de uma possível ruptura do talude estudado se resumem em danos no interior da cava, pois não há interferências externas próximas, sendo dessa forma menor quando comparadas às consequências de um talude com infraestrutura ao seu redor. Logo, consequências relativamente menores aliadas a uma PF baixa, pode-se dizer que o risco também o seja, visto que o risco é a PF versus a consequência. Dessa forma, é possível dizer que esta geometria garante a estabilidade da cava final da região estudada que será executada daqui a alguns anos, sem necessidade de adequações/intervenções no projeto. Vale ressaltar que, conforme já explicitado pelas figuras 4.6 e 4.7, deve-se ter em mente que um alto fator de segurança não corresponde necessariamente a uma baixa probabilidade de falha e vice versa. A relação entre o fator de segurança e probabilidade de falha/ ruptura depende do grau de incerteza.
A abordagem probabilística incorporada à análise de estabilidade do talude da mina de Alegria permitiu considerar a variabilidade dos parâmetros dos materiais, o que não ocorre em análises que consideram somente a abordagem determinística. O uso da covariância padrão para os principais parâmetros de entrada (principalmente c e ϕ), que vem sendo utilizada mundialmente, permitiu a aplicação da abordagem probabilística neste estudo.
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Neste estudo, foram apresentados três métodos probabilísticos: FOSM, Monte Carlo e Método das Estimativas Pontuais, que foram utilizados para o cálculo da probabilidade de falha. Como resultado, obteve-se uma PF considerada pequena por qualquer um dos métodos, o que implica um risco tolerável.
O método de Monte Carlo pelo programa Slide permite avaliar uma única superfície de ruptura (dita como superfície mínima global e correspondente à superfície crítica determinística), ou todas as superfícies probabilísticas de ruptura possíveis. No talude em questão, as superfícies probabilísticas críticas apresentaram uma PF maior que a superfície determinística, porém elas têm uma menor representatividade nas análises, pois o número de superfícies geradas correspondentes à superfície crítica determinística é maior que o número de superfícies geradas correspondentes às superfícies probabilísticas críticas. Além disso, a superfície determinística crítica representa uma possível ruptura inter-rampa, enquanto as superfícies probabilísticas críticas representam rupturas menores, de menor impacto. Ademais, para fins de cálculo de consequência, a superfície crítica assumida é aquela obtida com as variáveis médias, pois é a mais provável, independentemente do método probabilístico. Portanto, a PF pelo Método de Monte Carlo é a obtida pela superfície crítica determinística, correspondente a 0,002%.
O programa Slide permite o cálculo da probabilidade de falha e também do índice de confiabilidade, além de possibilitar a apresentação dos resultados do Método de Monte Carlo através de histogramas e gráficos, como por exemplo, a visualização da distribuição de probabilidade das variáveis, permitindo diversas correlações, viabilizando assim uma interpretação mais apurada e detalhada dos resultados.
Os métodos probabilísticos conseguem aperfeiçoar as análises de estabilidade de taludes, sendo uma complementação das análises determinísticas, contabilizando o grau de incerteza das variáveis, tendo como resultado final uma probabilidade de falha, imprescindível para uma análise de risco.
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A sequência de estudos, bem como os softwares utilizados para aplicação da abordagem probabilística realizada neste trabalho, aplica-se para taludes de ruptura do tipo circular. Para taludes que apresentem outros modos de ruptura, a abordagem probabilística também deve ser aplicada, porém utilizando, quando necessário, outros programas de análise de estabilidade de taludes.
O método FOSM, além de calcular a probabilidade de falha, permitiu verificar que a coesão e o ângulo de atrito dos materiais possuem maior relevância na variância do fator de segurança, desconsiderando o peso específico como variável aleatória na aplicação dos métodos de Monte Carlo e Estimativas Pontuais. Este processo simplifica a abordagem probabilística nos demais métodos. Diante disso, sugere-se que as análises de estabilidade com abordagem probabilística iniciem pelo Método FOSM e sejam complementadas pelo método Monte Carlo e/ou Estimativas Pontuais, conforme realizado neste trabalho. A vantagem do Método de Monte Carlo é que ele permite um número muito maior de simulações realizado em uma única análise, porém tem como desvantagem o tempo de processamento maior, em torno de algumas horas.
O principal resultado da abordagem probabilística é a probabilidade de falha (PF), que associada às consequências da mesma, permite calcular o risco envolvido no projeto. Neste sentido, sugere-se que os estudos considerando a abordagem probabilística sejam realizados em fases que antecedem a implantação da geometria, como por exemplo, na avaliação geotécnica da geometria proposta para os planos de lavra. Dessa forma, há a possibilidade da adequação da geometria sem necessidade futura de mitigação dos riscos, onde geralmente envolve obras, acarretando no aumento considerável do custo.
Concluindo, o FS deve ser analisado em conjunto com a PF e as possíveis consequências, de forma a possibilitar uma avaliação do risco do projeto. O ideal é que seja criado um critério de aceitação de projeto dentro dos limites de tolerância da empresa e das normas técnicas, levando em consideração as especificidades de cada estrutura, retro análises e experiência do geotécnico.
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