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Yanaşık ve alterasyonlu ezgi örneği

SOLFEJ EĞITIMI IÇIN IKI SESLI EZGI OLUŞTURMA BIÇIMLERI

Nota 5. Yanaşık ve alterasyonlu ezgi örneği

Dentre os pontos vulneráveis apontados pelos entrevistados realça-se a insatisfação dos professores em relação ao tempo de realização do programa. Como podemos perceber nas citações: ―tempo insuficiente; um curso de doze aulas é muito pouco; o tempo poderia ser maior; acho que o tempo do programa deveria ser revisto‖. Existe um

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entendimento entre as profissionais de que um trabalho mais contínuo surtiria maior efeito entre os educandos. Entre os policiais, 60% acharam que o tempo é suficiente.

A realização do programa na escola é de 12 (doze) aulas, divididas em uma ou duas aulas por semana, dependendo da disponibilidade do policial educador, com isso, a média de trabalho com os alunos dura aproximadamente de dois a três meses. Diante do tempo, somos do entendimento de que se a escola não se preocupar em abordar o assunto em outros momentos, à sistematização da temática é prejudicada. A possibilidade da não continuidade do trabalho pela família ou mesmo pela escola preocupa as professoras entrevistadas, que têm o entendimento que a temática deveria fazer parte do currículo da escola e discutidas com toda comunidade.

Cabe a comunidade também se voltar mais sobre a temática, tomar mais conhecimento, isso é tão importante, porque não fica tão vago, os alunos também são muito jovens, por isso, eu reforço que eu acho que deveria entrar no currículo escolar, como disciplina, mereceria mais, não ficaria em nível de um programa, só as aulas, seria contínuo. O governo deveria olhar com mais amor, mais carinho e rever essa possibilidade. (A2)

Compartilhamos do entendimento da professora entrevistada que as temáticas drogas e violência na escola, não deve se reduzir apenas a programas, deve ser um assunto que faça parte do quotidiano das atividades escolares, conforme preceitua os PCNs. Para Aquino (1998, p. 89),

[...] repensar o programa das disciplinas implica, de certo modo, considerar as drogas como uma temática social, que integre e, ao mesmo tempo, seja integradas às diferentes áreas do conhecimento. Assim considerando as drogas como um problema social emergente, podemos relacioná-las diretamente, mas sem restringi-las apenas, com a saúde, tema social e transversal, consolidado nos Parâmetros Curriculares Nacional.

A complexidade de uma ação preventiva sobre a violência exige ações articuladas em níveis diferenciados de ação. Diante disso observamos a necessidade da continuação do trabalho preventivo, pois conforme adverte Pinsky (2004), trabalhos preventivos tendem a se perder em dois anos, se não tiverem reforço nas suas atividades, nesse sentido, sabe-se da importância de se trabalhar a prevenção e o auxilio da polícia militar nas escolas é importante, mas não se pode deixar restrito somente a este.

Também merece destaque sobre os postos vulneráveis do programa, como a falta de sistematização quanto à realização nas escolas, pois, segundo observamos, as escolhas das

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escolas são feitas por conveniência, a relação de escolas são apresentadas e os policiais escolhem embasados por afinidades, proximidades com a residência, horários mais adequados, etc. Não constatou-se um processo fundamentado numa análise da realidade, conforme a necessidade de continuidade do trabalho na escola. Pelo que observamos a dificuldade se dá também pelo pequeno número de policiais em relação à quantidade de escola, mesmo o programa já contando com 13 (treze) anos de implantação em Campina Grande, o número de policiais ainda é pequeno, não houve aumento significativo de PMs formados para educação preventiva durante este tempo.

Entre os policiais militares, 90% dos entrevistados destacaram como maior entrave para uma boa realização do programa, a falta de apoio da Instituição Policial Militar, que ainda não compreendeu a importância da realização de trabalhos voltados para a prevenção. O que fica claro na fala do entrevistado (B1)

A principal dificuldade é que a instituição Polícia Militar não entendeu ainda o que é o PROERD, um dia que eles entenderem o programa vai ter outra dimensão, acho que o primeiro passo por incrível que pareça. A resistência maior é dentro da Instituição e nos poderíamos até, se nós fossemos fazer um passeio na história a gente vai verificar que não somos um país de tradição preventiva [...] o programa já foi abraçado pela sociedade, só falta um pouco de apoio da Instituição e dos Governantes. A resistência da Instituição quanto ao trabalho do programa, conforme estudos de Nogueira (2008, p. 103), ―é que o PROERD é considerado trabalho de ensino e não de Policiamento Escolar‖. Para os demais integrantes da Corporação, quem atua no programa pode significar uma fuga das escalas de serviço. Esta concepção se constitui um empecilho para que ocorra um apoio institucional mais efetivo da atuação dos PMs nas escolas.

Outro ponto citado nas falas dos 05 (cinco) PMs entrevistados diz respeito às questões pedagógicas, como: ―problemas relacionados a escrita dos alunos; não acompanhamento das atividades; problemas na educação do Brasil; o nível intelectual da turma, apareceram relatando as dificuldade na realização do programa‖. Os educadores observam que o nível de leitura e escrita dos alunos, em alguns momentos, dificulta a realização das atividades.

Os recursos metodológicos, também foram citados como pontos negativos, pois alguns policiais citaram que as adaptações do DARE América Internacional para o PROERD ainda não foram suficientes, o que pode dificultar o trabalho educativo em sala de aula em

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realidades e culturas distintas. Na opinião de 90% dos PMs, o programa ainda precisa fazer alterações para adapta-lo a realidade local. O material didático também foi apontado pelos por 02 (dois) entrevistados como insuficientes, ficando na dependência das escolas obterem, caso a instituição não disponha, o trabalho fica prejudicado.

Observamos que as dificuldades percebidas pelos educadores podem estar relacionadas ao nível educacional das crianças, mas também, nas atividades oferecidas, ainda inspiradas no DARE internacional. No caso das cartilhas usadas em sala de aula, percebemos algumas adaptações nas imagens, que remetem ao Estado do Nordeste, mas as atividades são as mesmas para todo o Brasil, a diferenciação da cultura, costumes e outros pontos não são levados em conta.

5.2.3 A ação educativa dos Policias Militares em uma Escola Estadual de Campina