SOLFEJ EĞITIMI IÇIN IKI SESLI EZGI OLUŞTURMA BIÇIMLERI
Nota 14. La minör polifonik stilde iki sesli ezgi
A ação do policial militar na função de educador em sala de aula é uma das especificidades do PROERD, sendo inclusive citado pelas professoras entrevistadas como um ponto positivo, principalmente para tratar das temáticas drogas e violência. Balestreri (1998, p. 8) chamou o policial de pedagogo da cidadania e,
3ª - Há, assim, uma dimensão pedagógica no agir policial que, como em outras profissões de suporte público, antecede as próprias especificidades de sua especialidade. Os paradigmas contemporâneos na área da educação nos obrigam a repensar o agente educacional de forma mais includente. No passado, esse papel estava reservado unicamente aos pais, professores e especialistas em educação. Hoje é preciso incluir com primazia no rol pedagógico, também outras profissões irrecusavelmente formadoras de opinião: médicos, advogados, jornalistas e policiais, por exemplo. O policial, assim, à luz desses paradigmas educacionais mais abrangentes, é um pleno e legitimo educador. Essa dimensão é inabdicável e reveste de profunda nobreza a função policial, quando conscientemente explicitada através de comportamentos e atitudes.
Segundo o manual do educador e do facilitador do programa (2012), o policial PROERD tem a função de agir como facilitador na construção coletiva do conhecimento sendo um mediador para que o educando adquira os conhecimentos sobre a temática. Conforme o manual o facilitador tem o papel de:
166 Um facilitador é uma pessoa que ajuda um grupo a alcançar um determinado propósito, tal como aprender um conceito ou um objetivo, demonstrando a habilidade, avaliando necessidades, examinando questões, fazendo planos ou chegando a decisões;
É tarefa do facilitador é extrair dos membros do grupo o fundamental da aula e tornar o trabalho mais fácil. Facilitar significa tornar menos difícil. Um facilitador desenvolve a capacidade de escutar a si próprio e, ao mesmo tempo, escutar quando a palavra é dada aos outros.
O facilitador deve estar disposto a abrir mão de um pouco de seu poder , a confiar no processo e a ter fé no fato de que os participantes podem dar continuidade ao trabalho com sucesso sem terem que serem gerenciados a cada passo.
O facilitador eficiente usa as habilidades que forem necessárias para ajudar o grupo a alcançar o propósito da aula.
Partindo para a análise da ação educativa dos Policiais Militares junto ao PROERD, os professores demonstram uma visão democrática dos profissionais na atuação em sala de aula. As expressões que as profissionais ressaltaram em relação ao policial educador foram: responsabilidade, parceria, credibilidade, diálogo, carinho, autoridade, interessante e significativo. As falas apontam que o trabalho do educador suscita entre a escola a o policial um elo de interação e respeito. Os relatos dão conta que a forma lúdica como os policiais realizam as suas atividades, tornam o momento do policial na escola prazeroso e esperado pelos os alunos. Conforme Cardoso, Gomes e Santana (2013, p. 695) contatos duradouros e cotidianos entre policiais, educadores e educandos pode polir uma série de arestas do comportamento formal, abrindo possibilidades de um relacionamento social menos categórico e mais simpático.
Contudo, através da análise dos documentos normativos do programa, verificamos que uma das exigências para a escola é o acompanhamento dos professores durante as aulas do policial, entretanto, em duas entrevistas de PMs, o não cumprimento desta exigência foi citado como uma das dificuldades em realizar o trabalho em sala, algumas profissionais aproveitam o momento em que o policial assume a sala e se ausentam da sala de aula.
Além dos aspectos já elencados, para as profissionais, a ação educativa dos policiais possibilitou que as temáticas drogas e violência fossem abordadas de maneira mais natural em sala de aula. A entrevistada (A2) falou da mudança no que concerne as temáticas após o contato com o programa.
Depois que o PROERD entrou na escola, nós educadores passamos a ver a coisa mais maleável, como tratar com o aluno também. O aluno que tem em
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casa família no mundo das drogas, pai, até mesmo em presídio, uma série de coisas, eu noto que nós professores passamos a atender melhor estes alunos. O contato com o policial educador melhorou até a forma de ver os lados das drogas, talvez antes eu não tivesse essa serenidade. (A3)
As falas nos sugestiona a afirmar que a convivência com o policial militar suscitou maior interesse pelo tema entre os profissionais. Uma das professoras (A3) relatou que antes da chegada do programa na escola o assunto era considerado um tabu, não era abordado por medo e insegurança. Noventa por cento ( 90%) das professoras afirmaram que acredita que o assunto deve ser abordado por um profissional preparado.
Em se tratando de um policial trabalhando na função de educador dentro da escola e não um profissional da educação, observamos que as professoras acreditam que ele está mais preparado para lidar com o assunto, por saber explicar melhor a temática e tirar as dúvidas dos alunos. As educadoras acreditam que independentemente de ser um profissional da educação, ele tem como lidar melhor com o assunto, já que é algo rotineiro na sua prática profissional.
A diferença é que ele é uma pessoa que tem a credibilidade de conversar com o aluno, é bem diferente de uma pessoa que está em sala de aula, ele passa aquele período e já vai para outra escola no outro semestre, você já tem o convívio de sala de aula, é diferente daquele que não tem o convívio para chegar ao aluno. (A3)
As falas analisadas nos remetem ao entendimento de que para a escola droga diz respeito ao domínio da polícia, traduzindo a concepção de que a temática está vinculada em ato de criminalidade. Entretanto concordo com o pensamento de Soares e Jacobi (2000, p.214) ao afirmar que a escola é
[...] o melhor lugar para se debater este assunto, por ter a possibilidade de acesso às crianças, jovens e adultos. Todavia o despreparo e a resistência por parte das instituições escolar para lidar com assuntos relacionados a problemas sociais e transformações culturais, ainda é considerado tabu, assim como o tema droga.
O PROERD se apresenta como uma ação que abre espaço na instituição escolar para tratar à temática da prevenção às drogas e violência. Entretanto, o programa como é implementado define temas e tempo determinado na escola, demandando reforços em relação
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a outras ações preventivas que demandam trabalho contínuo e integrado. Nesse sentido, concordamos com Cardoso, Gomes e Santana (2013, p. 695) ao afirmarem que ― é indispensável cautela para não permitir que, com o estresse profissional, educadores abram mão das suas funções típicas e as transfiram para profissionais da segurança pública. Espera- se que o policial exerça um papel educativo informal.
Quanto aos PMs, observamos que em relação ao trabalho na Escola Lócus da pesquisa, aconteceu sem contratempos durante a realização do trabalho. 100% dos entrevistados informaram que a escola os acolhe de forma satisfatória e que a interação com as crianças é muito significativa, sendo esta a maior motivação para a realização do trabalho.
Quando estou com as crianças é maravilhoso, por mais trabalho que eles possam dar, me sinto motivada a oferecer o melhor de mim, porque é no contato com eles que o Programa acontece, é pensando neles que realizo meu trabalho. Já as questões institucionais aborrecem, desmotiva, e prejudicam o programa. (B2)
Entretanto, as falas dos entrevistados policiais militares revelaram alguns problemas pontuais como: a falta de acompanhamento do trabalho realizado por parte dos coordenadores; os recursos metodológicos deixam a desejar; a formação oferecida deveria assumir uma função mais pedagógica, intervenção hierárquica que acaba por privilegiar alguns e ―escantear‖ outros e falta de apoio institucional.
Os aspectos relatados nos remetem ao entendimento de que apesar dos policias militares considerarem o trabalho educativo importante, os mesmos não recebem apoio da instituição Polícia Militar para motivá-los. O apoio institucional apareceu como um dos maiores entraves para o trabalho como educador em ação de segurança comunitária.
Deveríamos ter um suporte técnico bem maior, recursos como data show e outros que pudéssemos usar em sala de aula para fixar o conteúdo, chamar atenção das crianças do adolescente e do jovem. (A4)
Quanto ao nosso trabalho, temos dificuldades institucionais, pois até a Polícia Militar não conhece o que é o PROERD, em alguns casos a instituição dificulta, não fornecendo materiais necessários, apoio necessário, para que o programa seja aplicado com êxito. (B3)
A formação oferecida também foi um ponto importante para os policias militares, uma vez que cinquenta por cento (50%) dos que foram entrevistados consideraram que o curso preparatório e as atualizações deveriam ter uma dimensão mais pedagógica.
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Acho que o tempo de curso deveria ser maior. Deveríamos ser melhor preparados para atuar em sala de aula e deveríamos ter um melhor treinamento para as palestras solicitadas por escolas e instituições.(B5) Nesse sentido enfatizamos que apesar do entendimento de que a ação educativa do PROERD na escola proporciona benefícios tanto para a escola como para a Instituição Policia Militar, a dimensão da ação preventiva realizada pelos policiais educadores ainda não foi internalizada por parte da instituição militar, o que provoca dificuldades para que o programa seja implementado de forma efetiva. A dimensão educativa do trabalho policial vem sendo construída como parte do exercício profissional, não como parte da formação e da cultura policial.