C. İdareye İlişkin Bilgiler
5. Sunulan Hizmetler
5.1. Eğitim Hizmetleri
5.1.6. c. 2014 Yılı DGS Lisans Programları Öğrenci Kontenjanları ve Doluluk Oranı
A abordagem dos assuntos aqui tratados e os resultados alcançados permitem a conclusão de que a reserva legal é uma criação da lei com intenções conservacionistas avançadas. Como espaço especialmente protegido requer um tratamento diferenciado não só como previsto em normas, mas sob a ótica da sociedade. Observou-se que foi um assunto amplamente tratado e debatido nas esferas do poder legislativo e judiciário do país e que também é alvo de políticas públicas e atuação das autoridades competentes, embora um tanto falhas.
Contatou-se que o emprego da reserva legal no município de Irauçuba é pouco expressivo diante da quantidade de propriedades ali existentes, por isso os benefícios trazidos pela conservação desses espaços mal podem ser sentidos no município que sofre com a degradação ambiental contínua, inclusive com a presença do processo de desertificação. Além disto, a falta de cumprimento do formal procedimento acerca da implantação da reserva legal em áreas públicas é intrigante. Isto porque se pressupõe ações de estrita legalidade envolvendo o ente estatal. Nesse sentindo, partindo do entendimento que os projetos de assentamento são resultado de políticas públicas para reforma agrária, pressupunha-se que nestes espaços a reserva legal estaria estabelecida, mas as análises mostraram que não há diferença quando comparadas a área de dentro e de fora da reserva nas propriedades. A situação é análoga no imóvel particular apreciado.
A respeito da degradação, viu-se que Irauçuba, por ser rota de passagem do gado, desde o século XIX aporta animais em transumância de outras regiões. Os relatos de jesuítas que cruzaram o município no início do século XVII registram o lugar com vegetação fechada e densa. Diante disso, é possível afirmar que nem sempre Irauçuba teve um ambiente inóspito e com características severamente adversas. O quadro atual se deve às intervenções antrópicas sem técnicas apropriadas para o desenvolvimento de atividades econômicas em conjunto com as características de um meio semiárido. Essas atividades geralmente abrangem culturas de subsistência praticadas recorrentemente no mesmo lugar, sem o pousio necessário do solo que por sua vez não é tão rico em nutrientes em decorrência dos desmatamentos e queimadas.
Pela caracterização da área de estudo pôde se verificar que seus atributos envolvem solos pouco profundos, de baixa permeabilidade e baixo teor de matéria orgânica. O clima é o semiárido, onde há baixa pluviometria e temperaturas em torno dos 28ºC e a vegetação é caatinga nos tipos arbustivos e herbáceos, excepcionalmente o arbóreo, por causa da degradação.
Os resultados mostraram que os índices de NDVI nas propriedades analisadas apontam um grau de semelhança de até 94% entre dentro e fora da área da reserva legal, pelo que se pode inferir 2 suposições:
1) A reserva legal existe somente em nível documental e não no local apontado dentro do imóvel;
ou
2) A reserva legal existe, mas está com a cobertura vegetal bem semelhante à de fora da sua área, de maneira que pode estar tão degradada quanto ou tão conservada quanto;
Partindo para a segunda suposição, os índices de NDVI constatam sim que a cobertura vegetal apresenta um grau elevado de semelhança entre os dois espaços e que, em 4 dos 6 imóveis, ambos diminuíram de 1993 a 2007. Desta forma, não há como afirmar que a reserva legal no estado em que se encontra nas propriedades analisadas é um meio de combater a degradação ambiental. Contudo, nos casos em que real e verdadeiramente for aplicada, por certo trará ganhos ambientais, mas isto deve ser alvo de mais e maiores estudos acerca do assunto.
É curioso que mesmo Irauçuba sendo um núcleo de desertificação e, por isso, alvo de estudos, pesquisas, projetos e políticas públicas envolvendo degradação, recuperação e conservação ambiental, a situação aparentemente não progride em termos de melhorias. Ao contrário disto, constata-se cada vez mais a deterioração do meio ambiente, a ocupação e a utilização indevida dos recursos naturais.
Encerrando a abordagem do assunto tratado, assevera-se que a reserva legal já é um instituto consolidado em lei, não justificando quaisquer argumentos quanto ao seu descumprimento. Inclusive a não observância do bendito mandamento é considerada crime, e nesse sentido não há uma atuação maciça do Estado em termos de fiscalização, pois se assim existisse, não se estaria diante de uma constatação tão séria acerca do pequeno número de imóveis que apresentaram a reserva legal, mesmo que documentalmente. Essa estatística diminuiu ainda mais quando se analisou a diferença na vegetação, sendo possível concluir que o caráter conservacionista da reserva legal e ela própria não estão alcançando o fim para que foi criada.
Por fim, acredita-se que a reserva legal, se cumprida, é um instrumento conservacionista capaz de auxiliar na recuperação ambiental e arrefecer os processos de
degradação e desertificação criticamente manifestos no município de Irauçuba. Indo mais além, vê-se que pela ótica do referido instituto, o desenvolvimento sustentável é possível, pois, mesmo de encontro a interesses particulares, ele consegue reunir e harmonizar o viés econômico, o social e o ambiental.
REFERÊNCIAS
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