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İhale Kanunu Çerçevesinde Yapılan Alımlar

A. Mali Bilgiler

A.2.1. İhale Kanunu Çerçevesinde Yapılan Alımlar

(1973)

NOMENCLATURA DOS SOLOS NAS ASSOCIAÇÕES % DO SOLO

NA ASSOCIAÇÃO

JACOMINE (1973) EMBRAPA (2006)

PE6

PODZÓLICO VERMELHO AMARELO EQUIVALENTE EUTRÓFICO moderado

ARGISSOLO VERMELHO

AMARELO EUTRÓFICO 40 PODZÓLICO VERMELHO AMARELO

EQUIVALENTE EUTRÓFICO chemozênico

ARGISSOLO VERMELHO

AMARELO EUTRÓFICO 30 SOLOS LITÓLICOS EUTRÓFICOS NEOSSOLO LITÓLICO 15

AFLORAMENTOS DE ROCHA - 15

PE42

PODZÓLICO VERMELHO AMARELO EQUIVALENTE EUTRÓFICO

ARGISSOLO VERMELHO

AMARELO EUTRÓFICO 70

REGOSOL EUTRÓFICO NEOSSOLOS

REGOLÍTICOS 30

NC7 BRUNO NÃO CÁLCICO LUVISSOLO 40

BRUNO NÃO CÁLCICO vértico LUVISSOLO 25

NC15

BRUNOS NÃO CÁLCICOS

INDISCRIMINADOS LUVISSOLO 40

SOLOS LITÓLICOS EUTRÓFICOS NEOSSOLO LITÓLICO 25

PLANOSOL SOLÓDICO PLANOSSOLO 20

SOLONETZ SOLODIZADO PLANOSSOLO 15

PL6

PLANOSOL SOLÓDICO PLANOSSOLO 45

SOLONETZ SOLODIZADO PLANOSSOLO 35

SOLOS OTÓLICOS EUTRÓFICOS NEOSSOLO LITÓLICO 20

Re6

SOLOS LITÓLICOS EUTRÓFICOS NEOSSOLO LITÓLICO 65 PODZÓLICO VERMELHO AMARELO

EQUIVALENTE EUTRÓFICO

ARGISSOLO VERMELHO

AMARELO EUTRÓFICO 35

Re25 SOLOS LITÓLICOS EUTRÓFICOS NEOSSOLO LITÓLICO Não foi possível

estimar

AFLORAMENTOS DE ROCHA -

Re26 SOLOS LITÓLICOS EUTRÓFICOS NEOSSOLO LITÓLICO Não foi possível

estimar

AFLORAMENTOS DE ROCHA -

Fonte: Jacomine et al (1973) e EMBRAPA (2006)

Por fim, a figura 27 apresenta os quatro grandes grupos de solo encontrados em Irauçuba e sua distribuição no município, sendo eles: Podzólico vermelho amarelo equivalente eutrófico (PE), Bruno não cálcico (NC), Planossolo (PL) e Solos litólicos (Re).

Figura 27: Grupos de solos que formam associações pedológicas em Irauçuba.

3.2.3.3Clima

“O clima na área do núcleo de Irauçuba é, conforme classificação de Köppen (MILLER, 1971), do tipo Bshw', semiárido, megatérmico, com curta estação chuvosa no verão-outono e com concentração das precipitações pluviais nos meses de março e abril.” (ARAÚJO FILHO e SILVA, 2013, p. 2). Anualmente, o município apresenta pluviometria média abaixo dos 700 mm, mas existe maior incidência de chuva em outras regiões de Irauçuba. É o que demonstra a figura 28.

Figura 28: Precipitação média anual de Irauçuba.

“A região apresenta um dos mais baixos índices pluviométricos do Estado do Ceará com média histórica de 540 mm. Isto porque, a área encontra-se a sotavento da serra de Uruburetama, constituindo-se em uma “sombra de chuva”, causada pela interceptação pela serra dos ventos úmidos oriundos do oceano.” (ARAÚJO FILHO e SILVA, 2013, p. 2).

O município passa a maior parte do ano sem chuva, aproximadamente dez meses e apesar da pouca pluviosidade, a evapotranspiração é maior que a precipitação. Sem poder ser diferente, as temperaturas variam de 25 a 28 graus, sendo que na maior parte da área incidem temperaturas de 26 a 27 graus centígrados e a umidade aponta a incidência do clima semiárido em Irauçuba. As figuras 06, 29, 30, 31 e 32 ilustram as informações declaradas.

Figura 29: Distribuição de meses secos em Irauçuba.

Figura 31: Temperatura média anual de Irauçuba.

Figura 32: Índice Efetivo de umidade em Irauçuba.

3.2.3.4Vegetação

A caatinga é um dos maiores biomas brasileiros e significa mata branca. Por ser uma vegetação xerófila, é capaz de suportar vários anos de estiagem, recuperando com rapidez suas atividades logo nas primeiras chuvas após a seca. A adaptação da vegetação ao clima semiárido é impressionante, como por exemplo, as cascas claras ou reluzentes servem para diminuir o aquecimento do tecido vivo da planta. Por causa da falta de água, são caducifólias, isto é, as folhas caem durante a estação seca para evitar excesso de perda d‟água pela evapotranspiração, além disto, os caules são projetados para armazenar água. (MAIA, 2012).

“A caatinga se assemelha a arbustos tropicais ou bosques de espinhos. Eles contêm pequenas árvores de madeira dura, grotescamente retorcidas e com espinhos; as folhas são pequenas e caem durante a estação seca.” Odum e Barret (2008, p. 453). Fisionomicamente, é possível diferenciar os tipos de vegetação, o arbóreo que está nas superfícies mais conservadas, sendo o pau branco, o angico, o pereiro, dentre outras, suas espécies mais representativas, o arbustivo que é sinal de áreas já degradadas pelo desmatamento, uso agrícola e pecuária e o herbáceo, figurado por gramíneas presentes somente durante o período chuvoso e explorado pela pecuária extensiva. (DANTAS et al., 2007).

“O Bioma Caatinga está inserido no quadro dos Ecossistemas da Região das Caatingas e Florestas Deciduais do Nordeste. Abrange as especificidades do Domínio Morfoclimático das Caatingas, sejam elas arbustivas ou arbóreas.” (BRASIL, 2004, p. 68). Os frutos amadurecem ao fim da época das chuvas, quase que generalizadamente, na maioria das espécies arbóreas e herbáceas, permanecendo pendentes dos ramos durante algum tempo. Ao se desprenderem e caírem no solo, não germinam de imediato, pois a resistência da casca e outros artifícios da natureza impedem a germinação pronta. Se germinassem, morreriam quase em seguida, não resistindo à longa estação seca e quente da estiagem, com interrupção brusca e total das chuvas. A germinação, porém, processa-se rapidamente logo ao caírem as primeiras chuvas, pois os indumentos foram intensamente desgastados pelo intemperismo.” As queimadas realizadas para a preparação de novos terrenos de cultivo desempenham papel de grande poder destruidor do ambiente. “Compreende-se, pois, que a restauração da cobertura vegetal depende da preservação desses estoques de sementes”26.

“A vegetação da área do núcleo de desertificação de Irauçuba espelha os efeitos dos fatores físicos, mormente os de natureza hídrica e edáfica e da ação antrópica. Assim, as áreas dos solos argissolos, litólicos e luvissolos apresentam uma cobertura arbustiva-arbórea, formando um verdadeiro mosaico de diferentes estádios sucessionais, em virtude das práticas agrícola ambientalmente agressivas.” [...] “As áreas sobre os planossolos estão recobertas por uma caatinga assavanada e, esporadicamente, com afloramentos rochosos e com cobertura arbustiva arbórea média abaixo de 20% e densidade de cerca 200/plantas/ha. A camada herbácea de biodiversidade inferior ao das áreas de luvissolos ou argissolos, é rica, no entanto, em espécies forrageiras, destacando-se a erva de ovelha (Stylosanthes humilis), vassourinha (Stylosanthes angustifolia), urinana (Zornia bracteata) e capim açu (Paspalum milegrana). O capim panasco, no entanto, predomina nas áreas sobrepastejadas.” (ARAÚJO FILHO e SILVA, 2013, p. 3/4).

A figura 33 espelha a composição vegetal de Irauçuba. Segue claro que a Caatinga Arbórea Sem Palmeira (Cas) predomina, seguida da Caatinga Arbórea Com Palmeira (Cap) e da Caatinga Parque Sem Palmeira (Cps). A Floresta Ombrófila Aberta (Acc1) e as Áreas De Formação Pioneira (Acc2) representam uma área menor do município.

Figura 33: Composição vegetal de Irauçuba.

3.2.3.5Recursos Hídricos

O núcleo de Irauçuba está situado na bacia hidrográfica do rio Curu contando com o aporte dos rios Aracatiaçu e Caxitoré, além de vários riachos, destacando-se o Aroeira, o )

Gabriel e o Cachoeira. A ausência de barragens de porte representativo faz com que a pequena açudagem assuma um papel relevante. Destacam-se dentre essas, os Açudes São Gabriel, do Mocó. (IRAUÇUBA, 2009).

Por conta da irregularidade das chuvas que contribui para favorecer o escoamento de superfície, junto às condições geológicas, predominantemente cristalinas, favorecem o escoamento rápido das águas pluviais, inviabilizando o acúmulo de águas subterrâneas em quantidades razoáveis (IRAUÇUBA, 2009), existem no município cerca de 28 pequenos açudes, nomeando-se o Nogueira Ramos, o Cairu, Santo Antônio do Aracatiaçu e o Jerimum que abastece a cidade de Irauçuba. “Uma estrutura muito comum no município é o barreiro da salvação, constituindo-se em um sistema temporário de armazenamento de água para atender à demanda dos rebanhos durante boa parte da estação seca.” (ARAÚJO FILHO e SILVA, 2013, p. 3).

3.2.4 Características geoambientais das propriedades em estudo

A partir da abordagem feita no item 3.2.3, passa-se a analisar a realidade de cada propriedade estudada. Visando apontar os aspectos geoambientais dos imóveis, construiu-se um quadro síntese, conforme tabela 15 abaixo.

Tabela 15 – Análise Geral das propriedades estudadas

Análise