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Yükseköğretim Sektörü Analizi

2. DURUM ANALİZİ

2.8. Yükseköğretim Sektörü Analizi

Pela perspectiva que estou assumindo, então, a energia psíquica é um dos aspectos da Vontade, mãe de todas as objetivações que se realizam dentro ou fora da psique. Ao utilizar essa hipótese, acredito que torno mais clara e mais factível minha ideia de força e movimento para o Self. Essa ideia não exclui o homem da natureza em que se insere; pelo contrário, afirma o homem em sua base ontológica, isto é, a Vontade. Tal ideia finca o homem no terreno de uma realidade que tudo nutre, sustenta, transforma e aniquila. Parto, portanto, de uma Psicologia baseada na Vontade e não em uma energia sexual dissociada de uma força a priori.

somente com representações arquetípicas (e não com a coisa-em-si35), sejam elas

religiosas ou não. Assim, a Psicologia da Religião é a Psicologia das representações religiosas. A psique, quando expressa imagens religiosas, faz, ao seu modo, uma autorrepresentação, sempre correspondente a um arquétipo específico. Por exemplo, os ícones que representam Nossa Senhora nos falam do aspecto feminino do Self. A psique, portanto, tem nela representações simbólicas que são maiores do que ela mesma, símbolos que a antecedem e a estruturam. Daí podermos afirmar que a psique, em si, é religiosa.

Schopenhauer é direto: “fenômeno se chama representação e nada mais”, diz, no trecho abaixo, no qual defende a ideia de que a Vontade gera tudo e está em tudo – e se nos apresenta como fenômenos, ou seja, representações:

Reconhecerá [o sujeito] a mesma vontade como essência mais íntima não apenas dos fenômenos inteiramente semelhantes ao seu, ou seja, homens e animais, porém, a reflexão continuada o levará a reconhecer que também a força que vegeta e palpita na planta, sim, a força que forma o cristal, que gira a agulha magnética para o pólo norte, que irrompe do choque de dois metais heterogêneos, que aparece nas afinidades eletivas dos materiais, como atração e repulsão, sim, a própria gravidade que atua poderosamente em toda matéria, atraindo a pedra para a terra e a terra para o sol, – tudo isso é diferente, apenas no fenômeno, mas conforme sua essência em si é para se reconhecer como aquilo conhecido imediatamente de maneira tão íntima e melhor que qualquer outra coisa que, ali onde aparece de modo mais nítido, chama-se VONTADE. Esse emprego de reflexão é o único que não nos abandona no fenômeno, mas, através dele, leva-nos à COISA-EM- SI. Fenômeno se chama representação e nada mais. Toda representação, não importa seu tipo, todo OBJETO é FENÔMENO. COISA-EM-SI, entretanto, é apenas a VONTADE. Como tal, não é absolutamente representação, mas toto genere diferente dela. É a partir daquela que se tem todo objeto, fenômeno, visibilidade, OBJETIVIDADE. Ela é o mais íntimo, o núcleo de cada particular, bem como do todo. Aparece em cada força da natureza que faz efeito cegamente na ação ponderada do ser humano: se ambas diferem, isso concerne tão-somente ao grau da aparição, não à essência do que aparece. (SCHOPENHAUER, 2005, p. 168).

Ao inserir a psique como fenômeno da Vontade, e também como seu espelho, tenho como finalidade trazer a Psicologia de volta ao seu propósito religioso, isto é, contribuir para que o sujeito reconheça, em si, sua realidade fundante, para que possa, daí, realizar sua vocação: humanizar-se, diferenciar-se, voltar-se para o seu centro e seguir os seus dons. Em suma, realizar a Vontade na singularidade do

sujeito que a encarna.

Busco contribuir com aqueles que acreditam que a Psicologia deve se reconhecer diferente, em essência, do positivismo com que se identificou, pois parece contentar-se em seguir a lógica médica, no que diz respeito a sanar a dor e a adaptar ao ideal da sociedade. No que se refere à vida afetiva, a Psicologia nem sempre está vinculada à realização do Self, mas volta-se à adaptação às ilusões narcísicas idealizadas de uma cultura que perdeu de vista o significado da dor, da angústia e do desespero.

Ao se desenvolver uma Consciência crítica no decorrer de uma análise, abandonam-se, lentamente, os ideias narcísicos e se ganha outro ponto de apoio à reflexão. Esse ponto não é mais o ponto de vista do ego com a sua unilateralidade e seus sofismas. O ponto de vista desloca-se para mais próximo do inconsciente, assim como uma pessoa que morava no centro de uma grande metrópole vai morar numa vila perto do mar. A força da Vontade irracional ou inconsciente pode ser comparada à brisa do mar; os símbolos são os peixes e as marés falam do impoderável e da sua força soberana que nos coloca em nosso devido lugar. Ao sentirmos a brisa e nos alimentarmos dos peixes, colocamo-nos em outro ponto dentro de nós mesmos.

O alto mar é o inconsciente coletivo36, termo cunhado por Jung para denominar a matriz de imagens que a psique produz no decorrer da vida. Enquanto houver vida, lá estarão as imagens que, como dínamos, vão transformar em coragem o percurso da embarcação heroica rumo ao si mesmo.

Algumas imagens são tão carregadas do numinum que nos afetam fortemente. Nossos sonhos produzem imagens que mostram a disputa dos arquétipos pela Consciência. A Psicologia procura estudar a relação dessas imagens inconscientes com a Consciência, em seus aspectos estruturantes e destruidores.

As religiões são verdadeiros arquivos organizados e dinâmicos das imagens mais significativas da humanidade. Elas falam de um poder central, inefável e

36 Jung (2002b, p. 32) diz: “O inconsciente coletivo é tudo, menos um sistema pessoal encapsulado. É

objetividade ampla como o mundo e aberta ao mundo. Eu sou o objeto de todos os sujeitos, numa total inversão de minha consciência habitual, em que sempre sou sujeito que tem objetos. Lá eu estou na mais direta ligação com o mundo, de forma que facilmente esqueço quem sou na realidade”. De outro modo, podemos dizer que o inconsciente coletivo é a soma de todos os arquétipos responsáveis pelo comportamento individual e coletivo. Por esse ponto de vista, o inconsciente coletivo é o pleroma psíquico, a raiz da vida arquetípica, responsável, também, pelas imagens que irão fundamentar o desenvolvimento do ego e da personalidade.

incognoscível, permanente e anterior a todas as formas. Esse poder misterioso é a matriz de todos os outros deuses. Dele, tudo depende e, nele, tudo se mantém e se sustenta. É meta do ser humano, segundo as religiões, aproximar-se dessa força criadora. Tal força pede proximidade. Pede, também, transcendência, compaixão e amor fraterno.