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10 Yönetim ve bakım
Nassif: É o pensamento diferenciado. Tem alguém – desde que não seja algum maluco – que coloca uma visão, vamos dizer.... Eduardo: Tanto os seus (posts), quanto os dos
leitores, que você publica. É. E aí às vezes choca, por parte dos leitores... Outro dia eu
coloquei uma avaliação - (de) um dos leitores mais preparados que eu tenho – descendo o cacete na política externa brasileira para a América Latina. Eu não concordava não. Acho que o trabalho que está sendo feito na América Latina, do Brasil, é... O Brasil está ficando aqui a “potência amada”, que é uma coisa muito rara. Está virando a “potência regional amada”. Tanto que a aproximação com a Argentina se deu quando o Cavallo (Ministro da Fazenda argentino no governo Menem em 1997) desmoraliza as relações com os Estados Unidos. Hoje a Argentina... Mas eu publiquei o texto lá, porque era um texto muito instigante, com muito boas informações, numa visão totalmente contrária do que eu pensava. Deu um baita quebra-pau e tudo mais lá, mas... Essas visões diferenciadas são... o ponto central lá.
5) Qual é o tipo de relação que tem com os leitores do blog? Você oferece espaços para opiniões complementares ou contrárias às suas? Quais são os limites e dificuldades dessa relação?
Nassif: Você tem alguns leitores agressivos lá... Quando você tem... Você tem alguns
leitores fiéis, que colaboram e tudo, mas que se sentem, às vezes, donos do pedaço. Então, começam a agredir outros leitores. É um ponto que você tem que colocar. Hoje, é muito mais fácil ter comentaristas “de fora” chegando sem serem mal recebidos por “panelinhas” lá. Você tem alguns casos de leitores que entram para atazanar. Eles tentam te monopolizar, te questionando. Questionam uma vez, questionam duas, questionam três, questionam quatro. Esse aí é o pior tipo (de leitor/comentarista), é o que dá mais trabalho. São questionamentos, em geral, educados, mas... Quando é o agressivo você já corta.
Eduardo: Mais teimosia do que outra coisa. É, mais teimosia. Mas aí você tem alguns
leitores difíceis de... Agora, eu me dou bem com os leitores. Você tem alguns, por exemplo, que tem uma posição de admiração, defesa do blog, até a hora em que entra alguma coisa com que eles discordam. Então não tem nenhuma... Por exemplo: eu publiquei, umas duas semanas, informações que vieram de Brasília para mim, de que teria havido uma acordo entre Lula e Veja para abafar essa Operação Satiagraha. Eu publiquei isso aí porque a fonte é... Eu nem sei se a fonte estava correta agora, mas é uma fonte bem situada, que me deu detalhes e tudo mais. Isso aí provocou um carnaval de leitores antigos, de agressão. Eduardo: Contra? Não contra a nota. Alguns deles, contra mim mesmo. Depois vieram pedir desculpa e tudo. Você tem... Eu estou numa trincheira hoje. Eu tenho parte de leitores que têm essa posição crítica aí de não se alinhar com grupos políticos. Agora, eu tenho uma parte dos leitores que, hoje, nós estamos juntos porque eu faço essa crítica à mídia. Mas amanhã, se tiver uma mudança, um outro tema em que haja... Eduardo: Eleição, por exemplo. Eleição, em que haja uma... Eduardo: Se você
tomar uma posição, que não agrade uma boa parte, eles vão... É. A parte mais
aguerrida lá, é uma parte que... Eles só querem ver aquilo que lhes agrade. E faz parte do jogo. Você tem que... Eduardo: É que normalmente o leitor do blog não vai procurar
o contraditório. Vai procurar uma coisa mais ou menos na linha do pensamento dele.
Mas você vê: lá no blog nós conseguimos uma diversidade bem interessante. Eduardo:
Quem não gosta sai. Quem não gosta da diversidade sai, procura um negócio com pensamento mais fechado. Claro, claro. Por isso que quando tem alguns momentos de
impacto, como a (Operação) Satiagraha, tem uma certa contaminação por um pessoal que passa a frequentar porque quer ouvir aquilo. Eduardo: Você vê um comentário sobre a
Satiagraha, a favor do Juiz De Sanctis, mas não necessariamente a favor do governo, ou das posições que o governo toma e... Mas aí que a imprensa se queimou. Eu vou te
falar o seguinte: essa insensibilidade da imprensa em relação a esse tema... Veja bem, vamos pegar a Época. A Época está... faz hoje o melhor jornalismo, dentro das 3 grandes revistas. Eu tiro a Carta Capital, porque ela é diferenciada, está bem acima aí, mas tem uma tiragem menor. E a Época, ela precisa do grande tema. Vamos pegar a Folha (de S. Paulo). A Folha se diferenciou nos anos 80 pegando as Diretas (campanha pelas eleições diretas para Presidente da República, cujo lema era “Diretas Já!”), e saindo sozinha. Se ela pegasse agora a defesa da Satiagraha... Eduardo: Sozinha? Sozinha. Eduardo: Ela
virava... Agora, você acha que os caras não percebem isso? Por que estão todos dentro (na
postura de condenação)? Porque tem interesses extra-jornalísticos nisso. Tem medos, receios. Eduardo: Não foi à tôa que a Andrea Michel fez a reportagem lá (que
antecipou, em abril de 2008, a realização da Operação que seria deflagrada em julho e alertou Daniel Dantas). Andrea eu ainda tenho minhas dúvidas, mas a Janaína (Leite),
o período que ela ficou lá, em que a fonte preferencial era Heráclito Fortes (senador do DEM-PI), e se sabia que ela era ligada ao Dantas, e que assassina a reputação de uma juíza a serviço do Dantas, e tudo. O que explica isso? A Folha tinha a melhor jornalista do setor aí, que era a Elvira Lobato. Ela é afastada e entra essa moça aí, com todo... o editor sabendo que ela era ligada ao Dantas! Como é que faz isso?
6) Você pensa que os sites e blogs (e, por extensão, as novas tecnologias de informação e