MİLLÎ EĞİTİM BAKANLIĞI
6.YÖNETİCİLER VE ÖĞRETMENLERİN REHBERLİKLE İLGİLİ GÖREVLERİ Bölüm Hedefi
A palavra “sustentável” tem sua origem do latim sustinere, que significa aguentar, apoiar, suportar. Sustinere é derivação da palavra citare, que significa encorajar, promover.
Citare, por sua vez, tem sua origem na palavra citus (rapidez, movimento rápido).
Sustentabilidade, portanto, carrega em seu significado dois comandos bastante explorados pelo movimento ecológico: apoiar e promover, com o senso de urgência muitas vezes estabelecido pelos diferentes agentes do movimento – empresas públicas e privadas, Governos, Organizações Não Governamentais, instituições educacionais, entre outros.
O termo “desenvolvimento sustentável” começou a ser utilizado em 1987, quando a Comissão Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, formada pela Organização das Nações Unidas (ONU), lançou o documento Nosso Futuro Comum, conhecido também como Relatório Brundtland9. Esse documento estabeleceu um marco quando definiu desenvolvimento como “um processo que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades” (RELATÓRIO Brundtland, 1987, p. 9).
A abrangência do termo desenvolvimento sustentável, quando tratado pelo Relatório
Brundtland, é enorme e não se restringe às questões ambientais que são habitualmente
exploradas na mídia. Na primeira parte do relatório, denominada “Preocupações Comuns”, o texto mostra o cenário de ameaça ao futuro e introduz a expressão. A definição do termo está baseada na constatação de que o desenvolvimento tem relação direta com satisfazer as necessidades básicas das populações e esse processo só é sustentável quando garante que as aspirações humanas serão atendidas sem prejuízo para as gerações futuras:
9 O Relatório Brundtland é o documento intitulado Nosso Futuro Comum (Our Common Future), publicado em
1987. O Relatório, elaborado pela Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, faz parte de uma série de iniciativas que assumem uma visão crítica do modelo de desenvolvimento adotado pelos países industrializados e reproduzido pelas nações em desenvolvimento, e que ressalta os riscos do uso excessivo dos recursos naturais sem considerar a capacidade de suporte dos ecossistemas. O nome do relatório tem origem no nome da primeira-ministra da Noruega, Gro Harlem Brundtland, chefe da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Relat%C3%B3rio_Brundtland >. Acesso em 20 dez. 2011).
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Em essência o desenvolvimento sustentável é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender às necessidades e aspirações humanas (RELATÓRIO Brundtland, 1987, p. 49).
Nesse contexto, as preocupações arroladas no Relatório da ONU abordam as condições sociais e econômicas da sociedade, erradicação da fome e da pobreza, preservação dos direitos humanos, planejamento urbano, entre outras questões. Vale situar a condição internacional em que o Relatório foi elaborado. Nos anos 80, o mundo passou por crises econômicas, principalmente nos países da África e América Latina. O alto crescimento populacional com baixo crescimento econômico abaixo da linha do Equador fez com que os países do “Primeiro Mundo” olhassem para o hemisfério sul com os olhos de quem precisa garantir seu próprio futuro. O texto do relatório se esforça para colocar suas constatações de forma abrangente, ressaltando a preocupação com os países do chamado “Terceiro Mundo”. No entanto, as entrelinhas demonstram que, se necessário, os países desenvolvidos estão dispostos a garantir seu futuro por meio de intervenções nos países menos desenvolvidos.
O levantamento da ONU feito em 2010 mostra que em 1980 a população dos países tidos como desenvolvidos representava 24,3 % da população mundial. As projeções mais recentes para os anos de 2050 e 2100 mostram queda nesse percentual e o grande aumento que ocorre na população dos países pobres. Nas previsões mais conservadoras, com baixa taxa de natalidade, a África passa a representar 23,8% da população mundial em 2050 e 38,5% no ano de 2100. Cada vez mais, os países desenvolvidos encontram-se frente à situação de estabelecer políticas internacionais que garantam o desenvolvimento dos países pobres. No entanto, o que encontramos no cenário mundial são ações guiadas por interesses econômicos ou pontuais, no sentido de minimizar situações emergenciais.
Anterior ao surgimento da definição para o desenvolvimento sustentável proposta pelo Relatório Brundtland, é preciso registrar a realização da Conferência das Nações Unidas sobre o Homem e o Meio Ambiente em 1972, na cidade de Estocolmo, Suécia. O objetivo do encontro era reunir os lideres das nações para a discussão de um caminho de preservação do meio ambiente. Na base da discussão, estava o estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT)10, sob encomenda de um grupo de empresários americanos, com
10 O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (em inglês, Massachusetts Institute of Technology, MIT) é um
centro universitário de educação e pesquisa privado localizado em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos. O MIT é um dos líderes mundiais em ciência e tecnologia. O MIT já produziu mais de 70 Prêmios Nobel, oito dos quais são membros do seu corpo docente atual. Disponível em: < http://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_de_Tecnologia_de_Massachusetts> . Acesso em 13 ago. 2012.
32 objetivo de definir os impactos ambientais causados pela industrialização. Ficou estabelecido que o grande vilão, responsável pelas mazelas da humanidade, era o desenvolvimento econômico perseguido pelo capitalismo. Conclusão inequívoca, até o desdobramento das discussões em que os países do primeiro mundo afirmaram que seria necessário adotar o rumo do 'desenvolvimento zero', principalmente nos países em desenvolvimento ou de terceiro mundo. Esse discurso imperialista fez com que os países mais pobres, incluindo o Brasil, se posicionassem contrários a essa recomendação. O impasse ficou conhecido como 'desenvolvimento zero' versus 'desenvolvimento a qualquer custo'.
O conceito 'desenvolvimento zero', que surgiu durante o encontro de Estocolmo, era baseado na paralisação dos investimentos em industrialização principalmente para os países que se encontravam em estágio inicial de desenvolvimento de seu parque industrial. Nesse grupo estavam o Brasil, China e Índia, que, comparados aos Estados Unidos e Europa, estavam em processo de industrialização menos avançado. A ideia de desenvolvimento zero, caso tivesse sido levada adiante, seria responsável por maximizar as desigualdades sociais e econômicas no contexto mundial.
A matéria da edição 197 da Revista Veja (junho de 1972), sob o título “A Poluição da Pobreza”, mostra a posição defendida pelos países chamados de desenvolvidos e questionada pelos demais. A participação de José Costa Cavalcanti, Ministro do Interior e chefe da delegação brasileira, colocou a posição do Brasil em destaque através de seu discurso no qual defendia que “a proteção do ambiente humano não se pode fazer a expensas dos países em desenvolvimento, aos quais não cabe a responsabilidade pela atual poluição sofrida pelo mundo” (A POLUIÇÃO DA POBREZA, 1972, informação eletrônica).
Diferente da tônica do Encontro de Estocolmo, que foi marcado pelas posições radicais dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, o Relatório Brundtland surgiu com um discurso conciliador.