D. Konunun Kaynakları
1. BÖLÜM
2.10. Won Budizmi Yeni Bir Din Midir?
Fomos buscar em Carl Rogers o embasamento para a direção no ensino, calcado em princípios humanistas, que procura centrar o homem como objeto próprio e, fundamentalmente, que permite expressar uma atitude diante do fenômeno humano, visando tão somente nos apropriar de sua experiência e opções teóricas e metodológicas para o exercício da docência.
Segundo este autor, acreditar no ser humano significa aceitar sua capacidade de dirigir-se a si mesmo, como um modo de funcionamento que cada um traz consigo, como parte integrante do seu equipamento natural. Não
é fruto de treino, da aprendizagem ou da educação. Neste aspecto, encontramos um enunciado básico rogeriano, que considera que todo organismo possui uma tendência inerente para desenvolver suas potencialidades, de modo a favorecer sua conservação e desenvolvimento.
No entanto, com vistas ao exercício desta capacidade, é preciso, como condição imprescindível, um clima permissível, onde a pessoa possa fazer simbolizações corretas e tenha liberdade experiencial para suas elaborações interiores.
No contexto educacional, entendemos que compete ao professor favorecer tais condições, permitindo que o estudante aprenda, tornando a aprendizagem relevante para a sua pessoa integral, e não aquela que envolve apenas a mente, sem considerar sentimentos ou significados pessoais.
A esse respeito, Rogers (1985) diz que existe uma aprendizagem significante, cheia de sentido e que é experiencial, na medida em que tem uma qualidade de envolvimento pessoal, com toda a pessoa, em seus aspectos sensórios e cognitivos, achando-se dentro5 do ato da aprendizagem. Desta maneira, a aprendizagem é auto-iniciada, pois mesmo quando o estímulo provém do exterior, o senso de descoberta, de apreensão e compreensão vem de dentro. Para ele, a essência da aprendizagem é o significado decorrente da combinação do lógico e do intuitivo, do intelecto e dos sentimentos, do conceito e da experiência, envolvendo a pessoa como um todo.
Enquanto educadores, nosso papel é facilitar a aprendizagem, ajudando nossos alunos a aprender a maneira de aprender, ficando implícita a crença de que somos seres de possibilidades, e que precisamos tão somente encontrar recursos que favoreçam nosso desenvolvimento. A partir dessa idéia,
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negamos o papel do professor como sabedor de conhecimentos, e o aluno na condição passiva de receptor. A postura do professor humanisticamente orientado, valoriza a dimensão interacional com os alunos, que favorece o processo educacional e dá sustentação ética aos sujeitos nele envolvidos.
Caso contrário, a relação professor-aluno perderia a qualidade do encontro, onde se valoriza a dimensão pessoal, permanecendo numa confusa rede de normas, limites e objetivos exigidos e não propriamente sentidos (ROGERS, 1985).
No entanto, assumir atitudes que contemplem esta orientação implica em se mostrar também como ser humano, facilitando a interação de pessoa a pessoa. Implica em abandonar o papel convencional de professor, para primeiramente, compreender e aceitar a si próprio, tendo clareza dos objetivos que quer atingir. É preciso engajamento e confiança na capacidade do ser humano, na sua própria potencialidade e na do aluno, postura que demanda envolvimento, quando pensamos numa perspectiva de ensino centrado na pessoa.
Rogers (1978) discute as bases das atitudes facilitadoras da aprendizagem norteadas num relacionamento interpessoal compreensivo. Afirma que a abordagem humanística não é um método ou uma técnica, na medida em que envolve:
Uma maneira de ser centrada na pessoa, numa situação educacional é algo que se desenvolve dentro da gente. Trata- se de um conjunto de valores, difíceis de atingir, que dão ênfase à dignidade do indivíduo, à importância da escolha pessoal, à significação da responsabilidade, à alegria da criatividade. É uma filosofia, construída sobre os fundamentos do modo de vida democrático, ao dar poderes para todo indivíduo (ROGERS, 1985, p.102).
O autor considera ainda que a abordagem é tão aplicável num curso de ciências exatas como nas chamadas disciplinas humanísticas, mantendo independência também com o nível de ensino que se pretende experienciá-las.
Neste cenário, o papel do professor é relevante na tarefa de ensinar. Aliás, o termo “ensino” foi também questionado por Rogers (1985), na medida em que o compreende como uma função pretensiosa, sem importância e superestimada. Em contrapartida, sua contribuição, adquirida ao longo da sua experiência no campo da psicoterapia, permitiu estender suas descobertas à educação, enaltecendo desta maneira, a atuação do professor na facilitação da aprendizagem, o que requer algumas qualidades nas atitudes do relacionamento pessoal entre o facilitador e o estudante.
A esse respeito, Rogers (1985) destaca algumas características imprescindíveis para o desenvolvimento de uma relação saudável no processo ensino aprendizagem: autenticidade, aceitação e compreensão empática.
A autenticidade do facilitador da aprendizagem é a mais básica das atitudes essenciais, pois na medida em que se mostra presente como realmente é, constitui-se para os estudantes em uma pessoa, e “não uma corporificação anônima de uma exigência curricular ou um tubo estéril através do qual o conhecimento é passado de uma geração para outra” (ROGERS 1985, p.128). Acolhendo como seus os sentimentos de interesse dos alunos, de entusiasmo ou mesmo de descrença, o facilitador terá maiores condições de ser eficiente, pois, colocando-se como uma pessoa real, que entra na relação com o outro, disponibilizando-se a si mesmo, torna-se um ser humano existente e ativo na relação, caracterizada de pessoa a pessoa (ROGERS, 1978).
Outra atitude a que Rogers (1985) faz referência é a aceitação do estudante, da sua maneira de ser, seus sentimentos, enfim, da sua pessoa, constituindo uma expressão de fé e confiança essenciais na capacidade do organismo humano. Assim, o professor pode aceitar as dificuldades, a apatia e esforços do aluno como manifestações de um ser humano imperfeito, com muitos sentimentos e potencialidades. É, portanto, uma condição positiva incondicional pelo ser do outro, como pessoa separada, com valor próprio e merecedor de crédito.
A compreensão empática, por sua vez, contribui no estabelecimento de um clima adequado para a aprendizagem, quando o professor, ao compreender internamente as reações do estudante, tem uma consciência sensível da maneira pela qual o processo de educação e aprendizagem se apresenta ao estudante, aumentando as possibilidades de uma aprendizagem significativa. Essa atitude implica em colocar-se no lugar do aluno, de encarar o mundo através do seu olhar, posição que revela um caráter não avaliativo e de percepção do quadro de referência interna de uma outra pessoa. Em princípio, a empatia denota o reconhecimento da alteridade, de perceber o outro diferente de si próprio.
O pensamento rogeriano com relação ao clima de atitudes para promover o processo de aprendizagem, propõe condições que consideram adequadas para o professor frente ao seu aluno, dispondo-se a uma abertura total de uma pessoa para com outra pessoa, onde a relação professor-aluno configura-se no espaço das relações interpessoais.
A respeito da contribuição de Rogers, Holanda (1998) diz que ele se mostra um terapeuta que transcendeu a simples situação terapêutica para
estabelecer um modelo antropológico de consideração da natureza humana, um modelo sociológico de relações humanas, e também um modelo fenomenológico e existencial da totalidade do ser humano.
3.2.3 Tendências na formação do enfermeiro: o ensinar/cuidar