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A. Yapısalcı Paradigma Ve Kalkınma Đktisadı

1. Walt W Rostow (Gelişme Aşamaları)

Em geral, existe unanimidade entre os autores quanto à importância da crise de 1929 como um marco no processo de industrialização no Brasil. Recentemente, no entanto, à medida que se aprofundam os estudos sobre o tema se reconhece também o significado da década de 1920 para o crescimento industrial.

Neste item examinam-se alguns aspectos mais relevantes aos objetivos do trabalho: o ritmo do crescimento industrial e os principais elementos dinamizadores.

Em sua análise sobre o impacto da crise de 1929 e da depressão da década de 30 sobre a economia brasileira, Furtado (1968) destaca a importância da política de defesa do café, das alterações nos preços relativos das importações e da existência de capacidade ociosa na indústria como os principais fatores para a recuperação industrial. As políticas de defesa da renda interna que tinham como conseqüência a sustentação da demanda em níveis mais firmes do que a demanda externa explicam por que os setores que produziam para o mercado interno tornaram- se, a partir dessa época, mais atrativos para investimentos do que o setor exportador. A demanda interna, na análise de Furtado, configurou-se como o fator dinâmico fundamental do crescimento econômico nos anos 30.

Quanto ao investimento, Furtado sugere a ocorrência de transferência de recursos financeiros do setor cafeeiro, cuja lucratividade declinou, para outras atividades, possibilitando assim investimentos na agricultura (algodão, por exemplo) e também em atividades urbanas, tal como a indústria (Furtado, 1968).

A recuperação da produção industrial, especialmente no Estado de são Paulo, a partir de 1931, é analisada por Villela & Suzigan (1973). Mostram esses autores que, a partir de 1931, a recuperação da produção industrial de 8,9% com relação ao ano de 1928 deveu-se aos efeitos da política de defesa do café sobre a demanda e ao aumento da produção decorrente da proteção da taxa de câmbio e da elevação do imposto de importação. No entanto, a partir de 1933, em são Paulo, a produção industrial acelerou-se, atingindo taxas anuais de crescimento da ordem de 10% durante o per¡odo 1933-1936 e de 6% durante 1937-1939.

Outro comentário a respeito das condições para o desenvolvimento industrial na década de 1930 refere-se à utilização da capacidade de produção e ao investimento no setor industrial no período. No que se refere ao primeiro ponto destacam-se as posições de Cardoso de Mello (1982) e Aureliano da Silva (1976), segundo as quais o crescimento da produção industrial durante os anos 30 deveu-se à utilização da capacidade ociosa instalada nos anos anteriores à crise de 1929, principalmente na indústria têxtil. A restrição à importação de máquinas e equipamentos para algumas indústrias consideradas em superprodução (têxtil, calçados, chapéus, fósforo e papel) permitiu recursos em moeda estrangeira para importação de bens de capital para as "novas" indústrias de bens intermediários.

Nessa linha cabe mencionar, também, o estudo de Versiani (1987), para quem o rápido crescimento da produção industrial durante a década de 1930 deveu-se à diversificação da capacidade ociosa existente na indústria têxtil.

No que se refere ao investimento industrial no período, destaca-se o já mencionado estudo de Suzigan (1986) sobre as exportações de maquinário industrial para o Brasil, que, por sua vez, não confirmam inteiramente os pontos de vista anteriormente citados. Os dados de Suzigan indicam que o investimento industrial recuperou-se em 1933-1934, alcançando entre 1935-1939 praticamente os mesmos níveis atingidos em 1925-1929. No entanto, os níveis atingidos pelo investimento industrial no final da década de 1930 eram bem pouco superiores ao nível verificado no final da década de 1920. A grande diferença entre essas duas décadas está, em sua análise, na diversificação industrial ocorrida nos anos de 1930 e na ocupação da capacidade ociosa. Nesse ponto aproxima-se da análise de Furtado (1968).

Finalmente, há a "questão" da década de 1920, época em que, segundo alguns autores, iniciou-se a diversificação da produção industrial. Em especial os autores que julgam o período da Primeira Guerra Mundial importante para a industrialização entendem a década de 1920 como um período de diversificação na produção industrial. Nesse caso destacam-se os estudos de Versiani (1987) e, particularmente, os estudos de Cano (1977), ambos já citados neste trabalho.

Para Versiani, a base do crescimento dos anos 1920 está no crescimento da indústria têxtil. Para Cano, conforme referência anterior, a década de 1920 representou para são Paulo um novo "salto" de sua estrutura produtiva. Agora, porém, não era apenas quantitativo, mas também significava grande avanço na diversificação estrutural de sua indústria, com inclusão de novos produtos e novos segmentos produtivos. Essa superinverção dos anos de 1920, resultando, mais tarde, em alto grau de capacidade ociosa, provocam um acirramento da luta intercapitalista inter- regional, de onde saiu vitoriosa a indústria paulista, que lançava, assim, bases mais sólidas para a definitiva conquista do mercado nacional. Em 1900, são Paulo concentrava 13% da produção nacional e, em 1907 (primeira data em que se têm estatísticas industriais mais completas), concentrava 15,9% dessa produção; em 1914 estima-se que tal participação tenha saltado para 30,7%, para em 1919 atingir cerca de um terço do total da produção industrial nacional.

Suzigan admite o início da diversificação industrial brasileira na década de 1920. Segundo suas análises, no entanto,

o rápido crescimento durante a década de 1930 da produção de cimento, ferro e aço, papel e celulose, artigos de borracha, produtos metalúrgicos,

químicos, tecidos de seda e raions, etc., não poderia ter-se baseado apenas na capacidade de produção instalada durante a década de 1920. De fato, a capacidade ociosa dessas indústrias foi rapidamente absorvida na fase de recuperação, e a partir de 1933 os investimentos aumentaram consideravelmente (1986, p. 66).

No caso de algumas atividades industriais, os dados sobre exportação de maquinário industrial para o Brasil obtidos pelo autor oferecem uma evidência concreta do aumento de investimento. As m quinas para a fabricação de metais exportadas para o Brasil quase que duplicaram em 1935-1939 em relação aos níveis de 1925-1929. As máquinas para fabricação de papel e celulose mais que dobraram no mesmo período. Em especial as m quinas para a fabricação de óleos vegetais aumentaram aproximadamente doze vezes no per¡odo 1925-1929 a 1935-1939. A capacidade de produção de cimento em 1939 expandiu-se três vezes em relação à capacidade no final da década de 1920. Dessa forma, Suzigan admite que, apesar da diversificação industrial ter se iniciado na década de 1920, o crescimento da indústria nos anos 30 deveu-se principalmente à capacidade de produção instalada na própria década de 1930.