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A. Yapısalcı Paradigma Ve Kalkınma Đktisadı

2. Dengeli Kalkınma

No desenvolvimento industrial do Estado de São Paulo, o processo de produção fabril mecanizado independentemente da natureza dos motores difundiu-se, de forma diferenciada, nos vários gêneros da indústria de transformação, quer em termos de ritmo, quer no que se refere à intensidade e grau de irradiação das transformações.

Em geral, o processo de mecanização implica produção em larga escala e aumento da produtividade. No entanto, esse fato nem sempre ocorreu de forma homogˆnea. Na própria história da mecanização industrial, o processo de produção mecanizada difundiu-se

diferentemente nos vários gêneros da ind£stria de transformação76. Alguns gêneros têm, mesmo, uma longa tradição de mecanização. No caso da indústria têxtil, madeireira e beneficiamento de cereais, a mecanização antecedeu a própria Revolução Industrial. Em outros gêneros, a mecanização, elevada às vezes, convive com formas artesanais de produção.

Dessa forma, não se pode pensar em uma elevação constante e homogˆnea da mecanização em todos os gêneros da atividade industrial.

Na Tabela 27 pode ser observada a oscilação do nível de mecanização em alguns gêneros industriais nos anos de 1920, 1928 e 1937. Por nível de mecanização entende-se a presença de estabelecimentos com motores elétricos. Entretanto deve-se destacar, antes do exame da tabela, que esse indicador fica sujeito às seguintes ressalvas: primeiro, pode haver vieses quanto à própria agregação das informações, dado o perfil muito diferenciado no interior de cada gênero; segundo, uma vez que o indicador - presença de m quinas motrizes - não especifica o número de máquinas, mas apenas a presença ou a ausência das mesmas, não se pode avaliar exatamente a composição dos estabelecimentos em cada gênero; finalmente, acentuando o segundo viés, tem-se o caso de que a indicação da presença de máquinas é tomada a partir do número de estabelecimentos. Assim sendo, quanto maior a presença de estabelecimentos no gênero, independentemente do porte, maior é o viés no que se refere ao nível de mecanização. De qualquer forma, esse ‚ o indicador de que se dispõe.

Nota-se, na Tabela 27, que os gêneros minerais não-metálicos, perfumaria, sabões e velas e química apresentam, a partir do conceito de nível de mecanização adotado, um grau mais baixo de mecanização. Os gêneros têxtil, metalúrgica, madeira, papel e papelão apresentam níveis mais elevados. A indústria alimentar situa-se entre os dois grupos.

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Sobre a história da mecanização industrial cita-se: Fourasti‚ (1955); Du Boff (1967); Landes (1969); Rosenberg (1976); Gama (1985).

TABELA 27

Utilização de energia elétrica em gêneros selecionados Estado de São Paulo

(1920, 1928, 1937) Gêneros de indústria Estabelecimentos com motores

elétricos % 1920 1928 1937 Min.não metálico Metalúrgica Madeira Papel e papelão Química Sabões e velas Têxtil Alimentar 14,0 65,4 85,3 75,4 38,0 25,4 80,7 61,2 45,3 82,4 89,3 80,2 44,3 31,4 92,7 64,6 48,3 90,2 87,2 81,4 41,3 31,9 86,9 63,2

Fonte: Estimativas obtidas a partir do Censo Industrial de 1920 e Estatísticas Industriais do Estado de São Paulo, 1928 e 1937.

Nos gêneros têxtil e madeira, apesar do elevado nível de mecanização observado, não se pode considerar que exista tendência constante e homogênea de crescimento da mecanização. São conhecidos os casos de indústrias têxteis e de madeiras, quase artesanais, que sobrevivem justamente por esta condição77.

O exemplo mais clássico da convivência de indústrias mecanizadas e não mecanizadas dentro de um mesmo gênero ‚ o caso das cervejarias, já relatado no item anterior. Outro exemplo é o caso da atividade madeireira. Artigos nitidamente artesanais como a fabricação de moldes, artigos de carpintaria, artefatos de bambu e junco, são agrupados junto com produtos tais como fabricação de móveis e de estruturas de madeira, que são produzidos em fábricas nas quais a mecanização ‚ fator decisivo no estabelecimento da concorrência.

O caso da indústria têxtil ‚ um pouco diverso. Há, sem dúvida, neste gênero, a convivência de indústrias altamente mecanizadas com pequenos estabelecimentos quase artesanais. No entanto, no caso do gênero têxtil, a qualificação mais interessante ocorre com a organização de subsetores específicos dentro do gênero têxtil: fiação e tecelagem de juta, lã malha e seda. Embora não existam informações específicas sobre a mecanização em cada subsetor, sabe-se que eram altamente mecanizados. Nesse caso, pode-se dizer que, sem levar a

77 Para o estudo da indústria têxtil foram consultados especialmente os trabalhos de Albuquerque (1982), Negri

uma homogeneização no padrão tecnológico do gênero têxtil, o aumento da mecanização provocou diversificação e diferenciação internas.

No gênero metalúrgico o grau de mecanização em geral ‚ crescente. No Estado de São Paulo, apesar da metalurgia não constituir a mais importante atividade industrial foi, sem dúvida, a atividade mais mecanizada. Durante o período 1920-1928 houve um incremento de 24,80% no nível de mecanização do ramo. Entre 1928-1937 o incremento foi de 7,8%.

Outros gêneros tais como minerais não-metálicos e química permitem maior oscilação no grau de mecanização. Na indústria de minerais não-metálicos, a grande maioria dos estabelecimentos que produzem tijolos, telhas, artigos de barro cozido, gesso, amianto, etc., em geral empregam m quinas motrizes em seu processo produtivo. Existem, também, muitos estabelecimentos com baixa mecanização que, nesse caso, está associada, ou ao pequeno tamanho do estabelecimento (que os Censos consideram como estabelecimento fabril) ou, a restrições impostas pela distância dos centros produtores de energia. Essa constatação pode ser inferida a partir de informações sobre a evolução histórica do referido gênero (Suzigan, 1986, p. 236-46). Ainda no que se refere ao gênero minerais não-metálicos merece destaque o grande incremento da mecanização ocorrido entre 1920-1928, de 31,3%, configurando-se no maior incremento havido. É possível que tal crescimento se deva à indústria do cimento, consolidada nessa época e utilizadora de elevado número de motores Elétricos (Suzigan, 1986, p. 249-55).

No caso da indústria química, a natureza da atividade pode permitir baixa mecanização em diversos casos onde a produção pode ser artesanal. O baixo nível de mecanização revelado indica que este gênero era bem pouco desenvolvido durante o período analisado.