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2. VERİMLİLİK VE VERİ ZARFLAMA ANALİZİ (VZA)

2.2 Verimlilik Çeşitleri

A fim de identificarmos as categorias relevantes para o processo de análise dos dados, passamos para a etapa de identificação dos significados das interações e respostas dos programadores-participantes com vistas à formulação de classes, sempre nos atentando ao quadro teórico de referência que adotamos neste estudo.

A fim de ilustrarmos o material inicialmente resgatado do aplicativo GRUMPS e organizado em ordem cronológica pela pesquisadora, tomemos como exemplo a amostragem a seguir no Quadro 3.

Conforme mencionado anteriormente, as janelas de questionamento sobre o que o programador estava pensando apareciam a cada quinze minutos, e estas reflexões foram compiladas na última coluna do relatório do Quadro 3. Para entendermos melhor a frequência das respostas dada à pergunta “O que você está pensando?”, tomemos como exemplo o participante Prog3.

Neste trecho a seguir extraído do aplicativo GRUMPS, a duração total da sessão do Prog3 foi de cerca de cinquenta e sete minutos (do início no dia 24/11/2010 às 13:01:28 até 24/11/2010 às 13:58:51) e ocorreram três interações de resposta à pergunta “O que você está pensando?”. No caso da ação 2229865 de “Acesso ao programa a ser alterado” foram acumuladas duas interações (uma aos quinze e outra aos trinta minutos) por ter sido iniciada no momento treze minutos e oito segundos (soma dos tempos gastos nas ações anteriores) e finalizada em trinta e oito minutos e dez segundos (duração acumulada até o final da ação).

As respostas e comentários à pergunta “O que você está pensando?” forneceram uma conexão interessante entre a ação (por exemplo, na sessão 158, ação 3253763, do Prog33 no horário entre 12:37pm até 01:35pm como sendo o

horário de almoço da pessoa) e o discurso (como por exemplo, na sessão 158, ação 2229868, no horário entre 1:39pm até 01:57pm, que evidencia que a partir de determinados testes, Prog3 se deparou com algo considerado complexo por ele, decidindo voltar certos passos para trás na tentativa de definir uma melhor solução ao problema dado).

Com base na primeira etapa da GT de Codificação Aberta e apoiados em Charmaz (2000, p.39) que ressalta que “codificar significa categorizar segmentos de dados com pequenos nomes que simultaneamente resumem e descrevem cada parte dos dados” (tradução nossa), iniciamos o exercício de reunir os códigos por suas similaridades ou diferenças conceituais. Após a delimitação das categorias, algumas subcategorias também surgiram.

A dinâmica utilizada em tal processo de delimitação, baseado na metodologia GT, constitui-se primeiramente em analisar os dados das transcrições do aplicativo GRUMPS (principalmente os campos de comentários ou “O que você está pensando?”), iniciando o processo de criação de códigos relacionados a trechos destas interações. Não utilizamos “categorias-semente” (seed categories – um conjunto inicial de códigos para começar a codificação), mas de fato, criamos códigos in vivo (oriundos da análise da própria citação) a partir das transcrições desta fonte de dados. A seguir ilustramos alguns exemplos de trechos extraídos do aplicativo GRUMPS onde identificamos os códigos in vivo entre colchetes ao longo dos comentários:

Quadro 4: Exemplo de registros na fase de Codificação Aberta

Esse conjunto inicial de códigos era revisado diariamente por esta pesquisadora, sempre após as dezoito horas, que correspondia ao final do expediente dos programadores e a entrega dos artefatos por eles produzidos durante o dia. Os códigos encontrados nas transcrições das interações capturadas pelo aplicativo GRUMPS (comentários e ações) foram agrupados de acordo com as suas propriedades, formando assim conceitos que representam categorias. A este processo, conforme a metodologia GT, é dado o nome de Codificação Aberta.

Os procedimentos da Codificação Aberta estimulam a constante criação de novos códigos e a fusão com os códigos existentes quando novos dados de evidência e interpretação emergem.

As categorias criadas foram analisadas novamente, e subcategorias foram identificadas com o objetivo de proporcionar uma maior clareza sobre o fenômeno em questão. Finalmente, as categorias e subcategorias foram relacionadas entre si, na etapa de Codificação Axial.

Na prática, os passos da Codificação Aberta e Axial se sobrepõem e se unem, devido à interatividade do processo. Os códigos e categorias identificados passaram por sucessivas revisões entre os códigos e as categorias levantadas, sendo que, ao final da presente versão da análise, foram produzidos doze principais códigos associados a quatro categorias:

Categorias Principais Códigos In Vivo Identificados

Busca Sistemática de Padrões

Organização do Pensamento Analogias

Base de conhecimento procedural/rotineiro

Independência

Capacidade de decompor e recombinar

Familiaridade com as estratégias de solução aplicadas Questionamentos sobre os resultados a serem obtidos

Julgamento

Conexões com boas práticas de programação

Decisões baseadas nas experiências profissionais anteriores Percepção das implicações e impacto na solução dada Auto-Regulação

Originalidade

Pensar diferente, "fora da caixa" Ser proativamente oportunista

Quadro 5: Lista de Categorias oriundas dos principais Códigos In Vivo identificados nesta pesquisa

A regra geral em GT é continuar o processo de coletar e analisar sistematicamente os dados até a saturação teórica ser atingida. Segundo Bandeira-de-Mello e Cunha (2006), esse estágio final ocorre quando ganhos marginais no poder explicativo da teoria para mais evidências coletadas é aproximadamente nulo.

contribuição dos mesmos na imersão de novas categorias foi praticamente nula. Obtivemos a confirmação disso, quando na quinta sessão, praticamente todos os dados coletados puderam ser classificados a partir das categorias já definidas nas quatro sessões anteriores. Com o auxilio operacional do aplicativo GRUMPS, o intercalonamento entre a fase de coleta e a validação dos dados no processo de decisão do ponto de parada devido à saturação teórica das categorias foi atingido. Então, uma vez realizadas novas coletas de dados, poderá ser executada a validação das proposições feitas com os resultados das Codificações Aberta e Axial, assim como poderão ser propostos e verificados novos conceitos, categorias e relacionamentos, até o momento de integração de uma teoria substantiva na Codificação Seletiva.

Finalmente, a partir desta terceira etapa aplicada da GT (a Codificação Seletiva), obtivemos o refinamento de todo o processo identificando a categoria central da teoria, a qual todas as outras estão relacionadas. Segundo Charmaz (2000), tal categoria central deve ser capaz de integrar todas as outras e expressar a essência do processo social que ocorre entre os envolvidos.

No caso desta pesquisa, a categoria central identificada foi a “Aproximações do Pensamento Matemático na Resolução de Problemas aplicado ao Processo de Manutenção de Software”, por tangenciar todas as demais, fornecer um poder explicativo e integrar todas as outras classes. Como resultado desta etapa, obteve-se o diagrama da Figura 6 (categorias conceituais ordenadas alfabeticamente):

Figura 6: Síntese da categorização conceitual resultante da etapa de Codificação Axial da GT

Junto com as demais identificadas, tal categoria central foi importante e decisiva no ciclo de saturação teórica, que na visão de Charmaz (2000), corresponde a uma meta que o pesquisador deve perseguir para que, no limite de seus esforços e dos dados disponíveis, nenhum novo dado gere novas descobertas, sendo sempre associada a alguma outra categoria já existente.

Pelo fato de termos alcançado significativo grau de saturação em função das categorias central e conceituais elencadas anteriormente, no próximo capítulo, apresentaremos a análise dos resultados frente à fundamentação teórica adotada nesta pesquisa, dando continuidade à etapa final proposta pela GT: a interpretação dos dados.