4. DEVLET HAVA MEYDANLARI İŞLETMESİ’NİN (DHMİ) TANITIMI VE
4.4 VZA ile Değerlendirilecek Karar Birimlerinin Seçilmesi…
4.4.2 Ele alınan hava meydanlarının tanıtımı
A abordagem adotada nessa pesquisa será a do pensamento sistêmico. Dentre os principais cientistas que contribuíram para uma visão de mundo sistêmico Capra (1992) distingue os químicos Iliá Prigogin e Manfred Eigen, os biólogos Conrad Wadigton e Paul Weiss, o antropólogo Bateson e os teóricos de sistemas Erich Jantsch e Ervin Laszlo. Por sua vez, Esteves de Vasconcellos (2002) destaca como personagens mais importantes na constituição das teorias sistêmicas os biólogos Bertalanfly e Humberto Maturana, o matemático Wiener, o físico Foerster, além do antropólogo Bateson já citado anteriormente. Diversos autores das mais variadas áreas de conhecimento contribuíram para o desenvolvimento do pensamento sistêmico, no entanto, destacam-se duas teorias: a Teoria Geral dos Sistemas e a Cibernética.
Em relação à Teoria Geral dos Sistemas, idealizada por Bertalanfly, a partir dos escritos de Esteves de Vasconcellos (2002) e Grandesso (2000) destacamos as seguintes características básicas definidoras do sistema:
Globalidade ou totalidade: o sistema existe a partir das inter-relações entre seus componentes que confere a eles um caráter de interdependência, sendo assim, o sistema não deve ser visto como uma mera soma de suas partes e sim como um todo coeso. Isso implica dizer que se ocorre uma mudança em uma das partes, haverá necessariamente mudanças nas outras partes do sistema.
Não-somatividade: como o sistema não é a soma de suas partes, deve ser considerado um todo integrado, na sua complexidade e organização. Os elementos do sistema existem em relações e seus comportamentos ficam restritos pelo fato de eles integrarem um sistema.
Circularidade: os elementos do sistema influenciam uns aos outros de forma bidirecional. Circularidade ou causalidade circular diz respeito a esse tipo de influência bidirecional, na qual os componentes de um sistema interagem como em uma seqüência circular.
Homeostase: processo de auto-regulação que mantém a estabilidade do sistema e o protege das mudanças que podem vir a destruir sua organização. Morfogênese: caracteriza-se pela capacidade dos sistemas abertos (sistemas que mantém a si mesmos em contínua troca de matéria com o ambiente) em absorver os inputs do meio e alterar sua organização.
Equifinalidade: Nos sistemas fechados (aqueles em que não há intercâmbio de matéria com o ambiente) o estado final é determinado pelas condições iniciais e só será alterado se houver mudanças nas condições iniciais ou no curso do processo. Os sistemas abertos apresentam uma organização que garante os resultados de seu funcionamento independentemente de suas condições iniciais ou tempo.
Retroalimentação ou feedback: os mecanismos de feedback garantem a
circulação da informação entre os componentes do sistema garantindo assim seu funcionamento circular.
Na cibernética, proposta inicialmente por Norbert Wiener, distintos períodos marcam seu desenvolvimento (Grandesso, 2002). A Cibernética de primeira ordem considera que há no sistema um processo de retroalimentação no qual ocorre uma correção de desvios na busca de manter-se estável, apesar das mudanças do meio, rumo à meta. Em outro momento, a Cibernética propõe que esse processo de retroalimentação além de manter a estabilidade do sistema, também é capaz de modificar sua estrutura básica, ou seja, ocorre uma ampliação, uma transcendência do desvio, uma nova organização que dê conta das demandas do meio. Até esse momento, a Cibernética pressupõe a existência de uma independência entre o observador do sistema e o sistema
observado. Na Cibernética de segunda ordem os sistemas são considerados autopoiéticos7, auto-organizadores e auto-transcedentes nos quais a mudança
ocorre a partir de dentro. Outra característica essencial do sistema é ser auto- referente, ou seja, o observador é parte do sistema e tudo que faz e descreve é feito a partir do próprio ponto de vista. Outros dois conceitos fundamentais são o determinismo estrutural, no qual a resposta do sistema em relação ao meio depende de sua organização e estrutura, e o acoplamento estrutural que pressupõe um ajuste recíproco entre as ações estruturais determinadas de um sistema a as de outro.
Essas teorias sistêmicas foram essenciais para a formação de uma epistemologia sistêmica. Para Esteves de Vasconcellos (2002), compreender o mundo a partir de uma perspectiva sistêmica implica necessariamente em assumir as três dimensões que a constituem:
1. Paradigma da complexidade: manter um pensamento complexo. Isso significa reconhecer a complexidade organizada do universo e pensar as relações em todos os níveis da natureza buscando compreender os fenômenos em relação aos contextos em que ocorrem. O foco de observação deve ser ampliado e ao contextualizar o fenômeno será possível também observar suas interações recursivas e daí perceber não apenas o fenômeno, mas uma rede de fenômenos recursivamente interligados. Em pensando os fenômenos como sistemas amplos, cujas relações se estabelecem de maneira recursiva e circular, a complexidade do sistema será considerada.
2. Paradigma da instabilidade: pensar as relações presentes no sistema em termos de seu dinamismo. O mundo é visto sempre a partir de uma perspectiva processual, ou seja, um sistema auto-organizador em constante processo de mudança e evolução no qual os fenômenos físicos, biológicos e sociais não podem ser previstos e nem controlados. Portanto, o sistema deve ser pensado a partir de suas características de instabilidade, imprevisibilidade e incontrolabilidade.
3. Paradigma da intersubjetividade: acreditar que não existe uma realidade
a priori. Nós construímos a “realidade” em espaços consensuais à
medida que, em nossa interação com o mundo, vamos definindo situações que se tornam constituintes de nossa realidade, que por sua vez, age recursivamente sobre nossas interações com essas situações. Implica necessariamente na inclusão do observador no sistema distinguido por ele, sabendo que o observado só existe em relação a um observador.
Esteves de Vasconcellos (2004) aponta a objetividade entre
parênteses, ou seja, a condição do observador como sujeito da situação de
observação distinguida por ele, como componente essencial no pensamento sistêmico novo paradigmático. Na verdade, as três dimensões (paradigma da complexidade, o paradigma da instabilidade e o paradigma da intersubjetividade) são constituídas de relações recursivas e articuladoras, sendo que, não há como pensar em termos de complexidade sem considerar a instabilidade e a intersubjetividade e assim por diante. A autora coloca que as teorias e técnicas da ciência tradicional são resgatadas e transformadas com um novo olhar do cientista novo-paradigmático.