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5. YÖNTEM

5.4 Verilerin Analizi

Lançando mão das duas categorizações detalhadas nesse capítulo, foi iniciada a etapa de entrevista com os usuários, terceira e última fase do presente trabalho.

Foram realizadas 20 entrevistas. A escolha dos entrevistados foi definida a partir das categorias indicadas pela análise observacional (correr, caminhar, pedalar e usuários em atividade estática) e pela análise de behavior setting, que detalha as categorias anteriores pela indicação do número de participante e o tipo de atividade desempenhada (Figura 31).

Categorias viés observacional Categorias viés teórico N°

Caminhar sozinho 02

Caminhar Caminhar com cia 02

Caminhar com cachorro 02

Correr sozinho 02

Correr Correr com cia 02

Correr com cachorro 02

Pedalar Pedalar sozinho 02

13

Esperar ônibus 02

Atividade estática Usar bancos em atividade estática 02

Usar bancos em atividade dinâmica 02

Total 20

Figura 31. Quadro numérico de entrevistas, por categorias

A transcrição das entrevistas foi feita de forma a manter a maior fidelidade possível, levando em conta, inclusive, as reações dos entrevistados no momento da fala. A entrevista com gravação de áudio facilitou a conexão entre as respostas e as onomatopéias utilizadas a contento pelos respondentes, bem como os silêncios, gírias, hesitações, sorrisos e os momentos em que o entrevistado precisava pensar no que responder. Devido a isso e às diferentes lógicas de discurso, foi necessário ouvir repetidas vezes as entrevistas até que a transcrição dos principais comentários progredisse de modo satisfatório. Durante algumas falas, foi necessário interrogar ao respondente o significado literal do que estava sendo dito para não prejudicar a clareza do relato. Descrever seus comportamentos e suas percepções foi uma atividade difícil para a maioria dos entrevistados, o que exigiu um esforço adicional no momento da entrevista. Além disso, uma vez que o interesse era identificar o maior número de sensações e percepções possíveis, fez-se necessário incentivar o entrevistado a ser menos sucinto ao falar sobre alguns temas.

13 De acordo com a categorização prévia, pertencem a um mesmo BS os usuários de uma mesma parada, que a utilizam num mesmo horário. O presente trabalho teve como preocupação entrevistar pessoas sob essas condições. Para efeito prático, a categoria “esperar ônibus” será assim chamada sem a ressalva de horários e localização, no entanto, é importante saber que se trata do BSs indicado pela análise.

As entrevistas foram realizadas nas mais diversas situações, propositalmente. Por vezes, a conversa era marcada em outros espaços públicos distantes do CAERF. Em outras ocasiões, após a execução de suas atividades habituais, as pessoas eram convidadas a participar da entrevista no próprio calçadão ou próximo a ele - como na residência do entrevistado, por exemplo. A opção por um local próximo, ao invés do CAERF, foi tomada algumas vezes devido ao fato de que, no calçadão, a qualidade da gravação ficava comprometida por ruídos, como já havia sido constatado em entrevistas-piloto. Numa primeira análise, a memória a respeito do espaço do calçadão parecia melhor preservada quanto mais próxima do CAERF a entrevista ocorresse. Essa constatação surgiu da preocupação em escolher, propositadamente, locais diversos para a feitura da entrevista. No entanto, no decorrer da aplicação das mesmas, foi percebido que o fator com o qual estava lidando era mais temporal do que espacial.

De modo geral, as entrevistas realizadas com pessoas que haviam acabado de utilizar o CAERF eram mais ricas em detalhes, tanto espaciais como comportamentais, em detrimento às entrevistas realizadas com pessoas que, por exemplo, usaram o CAERF no turno da manhã e estavam sendo entrevistadas à tarde ou à noite.

5.3.1 Perfil dos usuários entrevistados

A maioria dos respondentes reside em bairros vizinhos ao CAERF, como Ponta Negra (60%) e Capim Macio e Conjunto dos Professores (20%). Apenas dois entrevistados relataram morar no Bairro Latino (afastado cerca de três quilômetros de uma das extremidades do CAERF) e um outro, ciclista, é morador do bairro de Petrópolis, zona leste da cidade. Os usuários de paradas de ônibus entrevistados dispõem do transporte para se afastar de seu local de moradia e ir ao local de trabalho e não o inverso. Isso talvez indique o fator “praticidade” do equipamento urbano, ou seja,

conforme foi relatado, a proximidade do calçadão com o local de moradia e a possibilidade de ir à pé até ele o transformam num ambiente atrativo. Essa proximidade, inclusive, é reconhecida como vantagem pelos usuários, como será visto mais adiante.

A faixa etária dos entrevistados ficou entre 21 e 62 anos. Abaixo de 21 anos, pelo que se observou, não há muitos usuários assíduos em práticas de atividades físicas no CAERF. Talvez porque essa faixa etária da população prefira freqüentar academia ou pratica esportes coletivos. Quanto ao uso dos bancos e paradas de ônibus pelos que possuem menos de 21 anos, observou-se que ocorre, primordialmente, no início da manhã, quando estudantes estão indo para o colégio. A maior parte dos entrevistados tem entre 23 e 40 anos, mas pode-se dividir a faixa etária em dois principais grupos: os que estão próximos dos 25 e os que estão próximos aos 55 anos. Apesar de não ter sido preocupação do presente trabalho, a idade média das pessoas entrevistadas reflete o que se observa no CAERF, em termos de proporção. Sendo a faixa etária dos 25 anos a média dos usuários do turno noturno e 55 anos a média dos do turno matutino. No turno vespertino, não se observa predomínio de uma faixa etária específica.

As oito mulheres e os doze homens entrevistados pareciam possuir bom condicionamento físico, não apresentavam indício de limitação de locomoção e demonstraram possuir boa condição econômica, compatível com o perfil dos moradores da zona Sul da cidade, no qual se localiza o CAERF. Ou seja, tanto os homens quanto as mulheres teriam condições financeiras de pagar pelo uso de um local privado para a prática de exercícios, mas parecem optar pelo espaço público. A maioria dos entrevistados possuem curso superior (65%), 25% estão na universidade e apenas 10% possuem nível médio. As profissões variaram: dois médicos, um engenheiro civil, uma dentista, dois engenheiros de computação, um profissional de educação física, três

militares, dois advogados, uma manicure, uma enfermeira, um cabeleireiro e cinco estudantes. A tabela 16 mostra as informações pessoais dos usuários entrevistados.

Número da entrevista

Gênero Idade Profissão Atividade predominante

Estado

Local de Bairro de entrevista civil moradia

Feminino 21 Estudante Corre - cia Outro solteira Capim Macio

1

Feminino 31 Dentista Caminha - só Residência solteira Ponta Negra

2

Eng. computação

Próximo CAERF

Masculino 26 Corre - cão casado Conj.Professores

3

4 Feminino 30 computação Eng. Caminha - cão Residência casada Conj.Professores Próximo

CAERF

Feminino 59 Médica Caminha - cia casada Ponta Negra

5

Feminino 23 Estudante Caminha - só Residência solteira B. Latino

6

Profissional de

Masculino 28 Pedala Outro solteiro Ponta Negra

7

Ed. Física

Masculino 61 Militar Caminha - cia Residência casado Ponta Negra

8

Masculino 27 Advogado Corre - só CAERF solteiro B. Latino

9

Masculino 23 Militar Corre - cia CAERF Solteiro Ponta Negra

10

Corre – Cia + Banco – dinâmico (abdominal)

Masculino 22 Militar CAERF Solteiro Ponta Negra

11

Banco – estático (namorar)

Masculino 26 Estudante Residência Solteiro Ponta Negra

12

Masculino 27 Estudante Corre - só Residência solteiro Ponta Negra

13

Parada de ônibus

Feminino 20 Estudante Residência solteira Ponta Negra

14

Próximo ao CAERF

Masculino 28 Médico Pedala solteiro Petrópolis

15

Masculino 55 Eng. Civil Caminha - cão Residência casado Ponta Negra

16

Benzer Belgeler