• Sonuç bulunamadı

3. TOPLUMSAL CİNSİYET ROLLERİ TUTUMU

3.2 Toplumsal Cinsiyet Rolleri ile İlgili Kuramlar

Definido por Sommer (1973) como uma área com limites invisíveis cercando o corpo de uma pessoa, na qual intrusos não são admitidos sem permissão, o espaço pessoal é uma zona emocionalmente carregada em torno do corpo de cada pessoa, às vezes descrita como uma bolha de sabão (não necessariamente esférica), e que ajuda a

regular o espaçamento entre os indivíduos (Sommer, 1973). O autor esclarece que o espaço pessoal é portátil, ou seja, acompanha o indivíduo em todas as situações, mesmo quando está em movimento. O tamanho e a forma que essa área assume a cada momento estão relacionados à história individual, às suas condições pessoais na ocasião e à situação na qual se encontra.

O conceito de espaço pessoal assemelha-se com a noção de Hall (1977) para distância íntima. Além disso, segundo Gifford (1997), ele teria duas funções básicas: auto-proteção e comunicação/regulação da intimidade.

2.3.2 Territorialidade

Territorialidade é a associação contínua de uma pessoa - ou pessoas - com um lugar específico, a respeito do qual experimenta-se sentimento de posse e exclusividade no uso, cuja definição implica na necessidade de personalização e defesa do espaço contra possíveis invasões (Sommer, 1974). Esse controle do acesso humano-espacial, envolve, necessariamente, um espaço físico bem delimitado e marcado de alguma maneira, com cercas e muros, ou mesmo com objetos facilmente percebidos como pertencentes ao indivíduo. Por sua vez, essa defesa – que pode ser feita por uma ou mais pessoas – parte da premissa de que a área é vista como exclusiva (Pastalan, 1982).

Sommer (1973) chama a atenção para as diferenças entre as noções de território e espaço pessoal:

x O espaço pessoal é portátil, acompanha a pessoa, enquanto o território é relativamente estacionário.

x As fronteiras do território são marcadas de algum modo, ao passo que as do espaço pessoal são invisíveis.

x O espaço pessoal tem o corpo da pessoa em seu centro, o território não necessariamente.

No espaço público, Lyman e Scott (1967, citado por Valera & Vidal, 1998, p. 138) classificam os territórios em dois tipos: corporais, nos quais o próprio corpo é o elemento a ser preservado de toques, agressões e intervenções dos mais diversos tipos; e os de interação, que correspondem a áreas físicas temporariamente controladas por uma pessoa ou um grupo.

2.3.3 Privacidade

Compreendido como controle seletivo do acesso a si mesmo ou ao seu grupo (Altman, 1975), o conceito de privacidade é definido por Newell (1994) como a regulação da separação física, psicológica, informacional e funcional entre o indivíduo e os demais. Regulando as fronteiras interpessoais, a privacidade possui um caráter dinâmico e representa a contínua mudança das forças sociais de aproximação e afastamento entre o eu e o outro, que se desenvolve a partir de três dimensões: pessoal (eu comigo mesmo), interpessoal (existência de outras pessoas e a possibilidade de relacionar-se com elas) e ambiental (o ambiente modifica as percepções pessoais e delimita parte das opções comportamentais disponíveis – a partir da interação entre três fatores: contexto cultural, sócio-físico e o estágio no ciclo-vital individual e familiar).

Discutindo o conceito, Valera e Vidal (1998) indicam que a noção de privacidade pode ser analisada a partir de quatro perspectivas (Figura 14): o modo como é entendida (regulação da interação com os outros), o modo como se manifesta (que varia da solidão à intimidade), a quantidade de pessoas envolvidas (indivíduo ou grupo), e o modo para ser alcançada (através de múltiplos mecanismos para regulá-la). Para os autores, qualquer que sejam as vertentes assumidas, o objetivo da pessoa ou grupo é o

mesmo: equilibrar o nível de privacidade desejada com a obtida. Assim, quando o obtido é inferior ao desejado, a pessoa passa a se sentir como se houvesse “perdido a privacidade”. Por outro lado, quando o obtido é muito maior do que o desejado, a pessoa se sente “excessivamente isolada”.

Esse tipo de entendimento evidencia a grande correlação entre os vários conceitos aqui apresentados (espaço pessoal, territorialidade, privacidade e aglomeração), os quais, na realidade, muitas vezes se apresentam mesclados, de maneira que sua separação pode ser entendida como artificial, ou simplesmente didática  ressalva que também corroboro, embora, para efeito de escrita, também tenha optado pela definição de diferentes itens.

PRIVACIDADE

Regulação da interação Múltiplos mecanismos Pode ser entendida Pode ser alcançada Verbal Não verb al Ambiental Sócio-cultural Pode se Manis- festar Pode se referir Solidão Isolamento Anonimato Reserva Uma pessoa Um grupo Intimidade Com família Ou amigos Através Contato com os outros Informações

aos outros Objetivo:

Equilíbrio Privacidade de X Privacidade ob sejada tida

Figura 14. Diagrama de integração temática do comportamento sócio-

espacial humano, tendo a privacidade como base.

Nesse sentido, se considerarmos que a privacidade é um conceito tipo “guarda- chuva”3, quase todas as ameaças de intrusão exemplificadas a partir de noções como espaço pessoal e territorialidade também podem ser entendidas como ameaças à quebra da privacidade.

Ressalte-se, ainda, que as condições de privacidade podem ser materializadas pelo design e mediadas pelos elementos construtivos de uma edificação (paredes/portas/janelas) encarados como fatores que propiciam a criação ou eliminação de canais de contato entre pessoas, principalmente se facilmente controlados pelas mesmas. Na ausência de barreiras físicas, as normas sociais (mais ou menos explícitas) ajudam a limitar/regular o contato desejável com outras pessoas.

2.3.4 Aglomeração

O último conceito aqui comentado, a título de contextualizar o direcionamento dessa proposta, é o de aglomeração, estado psicológico que provoca o estresse e que pode motivar a pessoa a retirar-se de uma situação percebida subjetivamente como densa. Estar numa situação de aglomeração subentende que o indivíduo sente-se

observado (Tuan, 1983, p. 69), e suas necessidades de espaço ultrapassam a quantidade

de espaço efetivamente disponível, não podendo, portanto, ser entendida como equivalente à densidade física (número de pessoas por unidade de espaço). Em situações de aglomeração indesejada obrigatória - como ônibus, elevadores e filas - comportamo- nos de modo a compensar essa proximidade.

De acordo com Pinheiro e Elali, (1998), o termo aglomeração, corresponde a

crowding em inglês, ou hacinamiento em espanhol, em português sendo também

3 O termo “conceito guarda-chuva” é usualmente definido como um conceito que possui diversas dimensões e, quase sempre, abarca muitos outros conceitos dentro dele.

traduzido como ajuntamento, superpovoamento (Almeida, 1981) e apinhamento (Hall, 1977; Tuan, 1980).

Benzer Belgeler