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2. KURAMSAL BİLGİLER VE LİTERATÜR TARAMASI

3.4 Veri Toplama Araçları

A inserção definitiva das questões ambientais na agenda da Construção Civil, dentro do enfoque de desenvolvimento e Construção Sustentável, trouxe a necessidade de se definir mais claramente, no nível do projeto, a vida útil dos sistemas, elementos e componentes. Essa informação passou a ser importante para a avaliação ambiental das edificações e do seu custo ao longo do ciclo de vida, e o próprio setor da Construção Civil, atualmente, no mundo desenvolvido, está demandando pesquisas e informações sobre como prever, com maior confiabilidade, a vida útil dos sistemas, elementos e componentes das edificações.

As perguntas descritas abaixo, que de certa forma já tinham sido respondidas implicitamente nas soluções construtivas tradicionais, passaram a ter outra dimensão na Construção Sustentável, e precisam ser respondidas com a inclusão das novas variáveis ambientais:

• Qual é a vida útil adequada para as edificações em uma determinada sociedade ou país, levando-se em conta os aspectos técnicos, econômicos, ambientais e a obsolescência dos imóveis?

• Qual a expectativa dos usuários de imóveis em relação à vida útil de seus bens, dentro dessa nova ordem mundial?

• Que informações o projetista precisa ter para projetar edificações e sistemas com uma determinada vida útil potencial, e como tais informações podem ser fornecidas pelos fabricantes de materiais?

• Quais são as soluções ambientalmente mais corretas e qual a sua implicação na vida útil dos sistemas, elementos e componentes? Como a reciclagem de componentes afeta a sua durabilidade e a dos sistemas que os contêm?

Assim, a partir da década de 90, houve várias ações para a definição e planejamento da vida útil de materiais e produtos como reflexos das questões

ambientais. A Construção Sustentável forneceu, e ainda fornece, a estrutura contextual e a razão filosófica para se trabalhar com o tema vida útil.

Dentre as várias ações efetuadas para o tratamento da vida útil, uma delas foi a realizada em 1999 pela EUCPD (European Construction Products Directive), que elaborou um guia objetivando a harmonização e padronização de produtos para utilização no mercado europeu, e definiu seis requisitos essenciais para que um produto possa ser aceito. Um desses requisitos está baseado na avaliação de sua durabilidade para a obtenção de uma vida útil considerada razoável.

A Norma Internacional ISO 15686, cuja primeira edição foi publicada no ano de 2000, desenvolveu uma metodologia para a previsão da vida útil de componentes. De uma forma simples, tal metodologia consiste na definição de uma vida útil de referência para componentes, e uma adaptação desta vida útil para um projeto em particular, considerando as suas condições especificas. Após essa análise, que é feita pelo método chamado “método dos fatores”, define-se a vida útil estimada para o projeto em questão. A vida útil dos componentes das edificações não é o item de maior preocupação, mas uma parte integrada da vida útil dos sistemas e construções, que é realmente o que interessa aos usuários dos imóveis.

Os produtos inovadores, que são constantemente desenvolvidos para o setor da Construção Civil, podem ter duas origens: ou serem demandados pelos clientes, ou serem oferecidos pelos fornecedores ao mercado. No primeiro caso, os fornecedores precisam desenvolver soluções para atender a demanda requerida; já no segundo caso, precisam convencer quem demanda a aplicar as soluções inovadoras. Em ambos os casos, a comunicação sobre os aspectos relacionados à vida útil dos produtos passou a ser essencial. Esta é a visão da EOTA para requerer informações sobre a vida útil, e que motivou a elaboração do guia geral baseado em conceitos de previsão de vida útil, como expressos na ISO 15686, conforme já citado.

A rede temática PeBBu, já citada anteriormente, criou o Domínio Científico 1 – Vida do Desempenho de Materiais e Componentes (Life Performance of Materials and Components) com o objetivo de elaborar um modelo de apoio à pré-padronização da

vida útil de materiais e produtos para a construção civil, também utilizando os conceitos da ISO 15686. A visão conceitual dessa rede é que as informações sobre a vida útil dos produtos precisam ser padronizadas dentro de um cenário referencial (situação interna da construção, condições de aplicação e de exposição do produto e os agentes de degradação) e disponibilizadas de forma transparente e abrangente para os principais agentes do setor da construção civil. Este é um grande desafio.

Outra metodologia para a previsão da vida útil é a metodologia FMEA (Failure Modes Effects Analisys), desenvolvida na década de 60 para a Indústria Aeronáutica, que consiste numa análise de risco para o teste do tempo de duração de um produto. Esta metodologia é utilizada na indústria espacial, nuclear, química e automobilística, e há uma tentativa de adaptá-la para a Construção Civil. O que se deseja é avaliar o risco de falhas de um produto de construção ao longo do tempo e, a partir destas informações, fornecer um suporte aos agentes envolvidos para as decisões no processo de gerenciamento e projeto de construções.

Os padrões internacionais no campo temático da vida útil estão sendo desenvolvidos neste momento pelas seguintes entidades:

• ISO TC 59 SC 14 – Design Life

• ISO TC 59 SC 17 – Sustainability in Building Construction • ISO 16739 – Industrial Foundation Classes

• CEN TC 350 Integrated Environmental Performance of Buildings (adaptação da ISO 15686 às condições européias)

• CEN TG Durability

Fica claro mais uma vez, pela análise das entidades que estão trabalhando com o tema no mundo desenvolvido, a ligação fundamental entre vida útil e construção sustentável. Como a previsão da vida útil envolve ainda muitas pesquisas e desenvolvimento para que possa ser feita com confiabilidade, é importante realçar o princípio que é adotado pela EOTA (European Organization of Technical Approval) que diz o seguinte: “Faça o melhor com as informações disponíveis”.

Benzer Belgeler