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BÖLÜM II: KURAMSAL ÇERÇEVE VE ĠLGĠLĠ ARAġTIRMALAR

3.3 VERĠ TOPLAMA ARAÇLARI

Segundo determinação da PNMA, o licenciamento ambiental é uma exigência prévia à instalação de qualquer empreendimento ou atividade potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente e foi regulamentado pela Resolução CONAMA 237/1987. Como em outros países aqui apresentados, o processo deve ter a participação social na tomada de decisão, por meio da realização de AP, determinado

pelo art. 1O, inciso V, da sua regulamentação. Esta medida também é exigida pela Resolução CONAMA 001/86, art. 11, § 2º.

Segundo o CONAMA, licenciamento ambiental é definido como:

“Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso.”

(Resolução CONAMA 237/1987)

Este procedimento administrativo consiste da emissão, pelo órgão público licenciador, integrante do SISNAMA, de três licenças ambientais e pode ser realizado nas estâncias Federal, Estadual e Municipal (BRASI, 1987). A maior parte das licenças é concedida pelos órgãos estaduais, pois apenas em alguns casos e alguns municípios têm estrutura para realização do licenciamento. O licenciamento federal é em caráter supletivo e em casos específicos definidos pela PNMA e sua regulamentação. Os tipos de licenças emitidos são:

Licença Prévia (LP): concedida na fase preliminar do planejamento do

empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação.

Licença de Instalação (LI): autoriza a instalação do empreendimento ou

atividade de acordo com as especificações constantes da LP, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante.

Licença de Operação (LO): autoriza a operação da atividade ou

empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores.

As categorias de atividades que exigem licenciamento ambiental são determinadas pelo Anexo I da Resolução CONAMA 237/1997 e podem ou não coincidir com as categorias para as quais é exigida a apresentação do EIA/RIMA. A análise e o deferimento do EIA/RIMA faz parte do processo de licenciamento, e é entregue pelo empreendedor ao órgão licenciador na fase de obtenção da LP. Independente da esfera onde o licenciamento seja realizado, os procedimentos são bastante semelhantes e divididos em etapas gerais mostradas na FIGURA 5 e descritas abaixo:

1. O empreendedor solicita a LP ao órgão licenciador, apresentando o pré-projeto e os estudos ambientais cabíveis (variando conforme a localização e tipo de empreendimento), alternativas locacionais e tecnológicas;

2. O órgão licenciador faz a análise preliminar dos documentos apresentados e verifica se é passível de licenciamento. Em caso positivo, emite a LP e faz as exigências de complementação ou estudos específicos, se for o caso;

3. O empreendedor cumpre as exigências, faz as adequações de projeto necessárias e apresenta a complementação dos estudos ou estudos específicos, se for o caso, e solicita a LI;

4. O órgão licenciador faz a análise dos documentos apresentados e inspeciona o projeto. Se for necessário faz novas exigências de adequações ou complementação e emite a LI;

5. O Empreendedor inicia a construção e instalação do projeto, cumprindo as exigências feitas e solicita a LO.

6. O órgão licenciador analisa e inspeciona o empreendimento e estando em conformidade com as exigências e normas, emite a LO com vigência conforme estabelecido pela legislação pertinente e novas exigências, se for o caso;

7. O empreendedor inicia a operação, cumprindo as exigências, faz o monitoramento estabelecido nos planos apresentados e findo o prazo de vigência da LO, solicita sua renovação;

8. O órgão licenciador faz o monitoramento da operação do empreendimento.

FIGURA 5: Etapas gerais do processo de licenciamento ambiental (adaptada de FIESP e CETESB, 2006).

O licenciamento federal é executado pela DiLic do IBAMA nos casos previstos pela PNMA, e que de um modo geral se tratam de grandes empreendimentos,

cujos impactos podem atingir dois ou mais estados, ou outros casos específicos. Para subsidiar o processo de licenciamento, o IBAMA obtém pareceres de outros órgãos ambientais que possam estar envolvidos, tais como:

9 Agências Nacionais de Águas, Petróleo e Energia Elétrica (ANA, ANP e ANEEL); 9 Agências e Comitês de Bacias Hidrográficas;

9 Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e

9 Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), entre outros.

Estudos ambientais diversos devem ser apresentados em cada fase específica do licenciamento: EIA/RIMA para obtenção da LP; Plano Básico Ambiental e, se necessário, Inventário Florestal, para a obtenção da LI; Programas ambientais e medidas mitigadoras para a obtenção da LO. As solicitações de licenças podem ser feitas nos núcleos e escritórios regionais do IBAMA, ou em alguns casos específicos, através de solicitação on-line disponível no site do IBAMA (IBAMA, 2008).

No Estado de São Paulo o processo é de responsabilidade da SMA/SP, órgão central do SEAQUA e integrante do SISNAMA, através da CBRN, do DAIA e da CETESB, cabendo a estes a análise dos estudos ambientais e emissão das licenças. Assim como no âmbito federal, outros órgãos e entidades podem ser consultados no processo de licenciamento, tais como:

9 Grupo de Análise e Aprovação de Projetos Habitacionais do Estado de São Paulo (GRAPROHAB);

9 Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE); 9 Comitês e Agências de Bacia Hidrográfica;

9 Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico de Estado de São Paulo (CONDEPHAT); e

9 Instituto Florestal do Estado de São Paulo (IF), entre outros.

O processo envolve a análise de outro documento criado por legislação estadual – o RAP, e em casos específicos, do Estudo Ambiental Simplificado – EAS, geralmente na fase de obtenção da LP, além de outros relatórios ou estudos que podem ser solicitados durante o processo, dependendo do caso. O protocolo de solicitação das licenças pode ser feito na Central Balcão Único, no DAIA ou agências Regionais da CETESB. Dependendo do tipo de atividade a ser licenciada as licenças são emitidas por órgãos diferentes, podendo ser as três pela SMA/SP ou a LP pela SMA/SP e LI/LO pela CETESB, nos casos de empreendimentos considerados fonte de emissão de poluentes, conforme estabelecido pelo Decreto Estadual n° 8.468/76 e suas alterações e mostrado no Quadro 3 (CETESB, 2008; SMA/SP, 2008).

Cabe ressaltar que algumas das atividades que aparecem no quadro, licenciadas no âmbito da SMA/SP e/ou SMA/SP e CETESB, podem ser licenciadas em âmbito federal (IBAMA), tais como: oleodutos, gasodutos, hidroelétricas, subestações e linhas de transmissão. Geralmente estas atividades se caracterizam por grandes empreendimentos que ultrapassam fronteiras estaduais, tanto sua localização, como principalmente, a abrangência de seus impactos. Outro ponto a se notar, se refere aos parques temático e aquático, complexos turísticos e hoteleiro e assentamentos rurais e de colonização, que não constam da lista de empreendimentos considerados fonte de poluição. Tais atividades podem ser tão poluidoras quanto loteamentos e conjuntos habitacionais, que constam como fontes de poluição e são licenciados também pela CETESB.

QUADRO 3: Licenciamento por atividade e por órgão – Estado de São Paulo (www.cetesb.sp.gov.br)

LP na SMA/ SP LI e LO na LP, LI , LO

Em preendim ent o/ at ividade na SM A/ SP CETESB

( font es de poluição)

Parques t em ático e aquático; com plexos turístico e

hoteleiro x

Hidroelétrica x

Linhas de transm issão ou subestação x

Abertura de barras e em bocaduras x

Canalização, retificação, ou barram ent o de cursos

d´ água x

Sistem a de irrigação x

Transposição de bacias hidrográficas x

Sistem a de abastecim ento de água x

Aeroport o x

Portos x

Term inal de carga x

Ferrovias x

Rodovias x

Metropolitano x

Corredor de t ransporte m etropolitano x

Oleoduto x

Gasodut o x

Proj eto agrossilvopastoril x

Proj eto de assentam ento rural e de colonização x

Loteam ento, conj unto habitacional, loteam ento x

m isto com uso indust rial

Distrito ou loteam ento industrial; loteam ento m isto

com uso industrial x

Zona estritam ente industrial x

Agroindústria - destilaria de álcool e usina de

açúcar x

Depósito ou com ércio atacadista de produtos

x quím icos ou inflam áveis

Com plexo industrial x

Aterro industrial e de co- disposição x

At erro sanit ário x

Sistem as de tratam ento de resíduos sólidos x

urbanos

Sistem as de tratam ento de resíduos sólidos industriais, associados ou não a instalações

industriais x

Sistem as de tratam ento e disposição final de x

resíduos de serviços de saúde

Transbordo de resíduos sólidos x

Atividade m inerária x

Sistem a de tratam ento e disposição de esgoto

sanitário x

Benzer Belgeler