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4. GENEL BİLGİLER

4.1. Ayak Tabanı Anatomisi

4.2.2. Ayak rahatsızlıklarının sebeplerine göre sınıflandırılması

4.2.2.4. Vasküler bozukluklar

Estabelecemos anteriormente que nossas diretrizes para um modelo de tratamento didático do texto literário teriam como prioridade o desenvolvimento da habilidade leitora, e para este fim teríamos que levar em consideração o despertar do prazer estético, já que estamos falando de texto literário. Além disso, precisamos considerar outra questão muitíssimo importante que é o desenvolvimento de estratégias de leitura que facilitem o acesso a esse e a outros tipos de texto.

Parece-nos impossível trabalhar com a leitura sem mencionar o uso de estratégias que viabilizem esse processo. O ato de ler exige uma série de escolhas a serem realizadas, e estas dependerão do tipo de texto que será lido, dos conhecimentos prévios do leitor e em grande medida das orientações do professor.

É importante evidenciar que as estratégias a que nos referimos são pistas importantes para que possamos selecionar, ou refutar determinados significados para que assim nossos objetivos de leitura sejam conseguidos. Isso não significa que essas servirão como receitas a serem rigorosamente seguidas a fim de chegar ao sucesso. A aplicação

adequada das estratégias exigirá que se leve em consideração sua contextualização em problemas de leitura concretos. De acordo com Solé (1998: 70), podemos considerar as estratégias de leitura a partir de dois pontos de vista. O primeiro parece ser mais visível e nos propõe a seguinte reflexão: “Se as estratégias de leituras são procedimentos e os procedimentos são conteúdos de ensino, então é preciso ensinar as estratégias para a compreensão dos textos”. Do segundo ponto de vista, a autora nos propõe outra reflexão: “Se considerarmos que as estratégias de leitura são procedimentos de ordem elevada que envolvem o cognitivo e o metacognitivo, no ensino elas não podem ser tratadas como técnicas precisas, receitas infalíveis ou habilidades específicas”.

Podemos perceber, pois, que a utilização de estratégias está relacionada à capacidade de identificar e analisar os problemas encontrados durante a realização da leitura e a flexibilidade para encontrar as soluções desses problemas. Por isso, acreditamos ser tão relevante priorizarmos, também, o ensino de estratégias de leitura.

Contudo, verificamos por meio da aplicação dos questionários que nem todos os professores tiveram acesso no Curso de Letras ao estudo de estratégias de leitura e, portanto, nem todos eles costumam preparar seus alunos, previamente, para a recepção de textos literários através da apresentação ou do desenvolvimento de estratégias, cabendo ao aluno chegar sozinho à compreensão de um texto cuja estrutura, vocabulário e aspectos culturais são muitas vezes desconhecidos por ele.

Percebemos que dos quinze professores que receberam alguma orientação dentro da universidade, 33% não tiveram acesso ao estudo das estratégias de leitura, o que acaba por dificultar o trabalho de orientação à leitura em todas as suas fases, pré-leitura, leitura e pós- leitura. A exemplo disso, percebemos que praticamente apenas metade dos professores (53%), prepara seus alunos para a recepção de textos literários, utilizando para este fim o auxílio das estratégias.

A situação se agrava quando comparamos os dados dos professores com os dados provenientes das respostas obtidas dos alunos de segundo, quarto e sexto semestres. No segundo semestre constatamos que somente 15% dos alunos afirmaram que os professores sempre trabalham com estratégias de leitura. Já no quarto semestre, observamos que somente 23% dos alunos afirmam que seus professores sempre trabalham com estratégias de leitura. No sexto semestre, esse número sobre para 33%. O que se torna claro é que os textos literários são utilizados nas aulas de espanhol do Núcleo de Línguas Estrangeiras com orientação insuficiente, e que as estratégias de leitura, se são trabalhadas, isso ocorre de forma descontínua, ou ainda dependendo da formação do professor.

Como pudemos observar, há uma necessidade urgente de implementar no Núcleo de Línguas Estrangeiras o trabalho com as estratégias de leitura. Por essa razão, julgamos ter encontrado elementos suficientes que justificam o desenvolvimento dessas estratégias como uma das ramificações do nosso enfoque.

Conforme nossas crenças, faz-se imprescindível que a leitura em língua estrangeira seja trabalhada de modo que os alunos se tornem conscientes dos processos que podem ser utilizados para obter prazer naquilo que se lê.

O mais provável, como pudemos verificar nos questionários, é que o professor utilize ou recomende a seus alunos o uso de algumas estratégias de leitura, mas não tenha consciência de que aquilo que recomenda levará o aluno à leitura mais clara do texto.

O que pretendemos com a formulação das nossas diretrizes é tornar os professores conscientes dos usos que fazem de estratégias de leitura, e apresentar-lhes outras estratégias que ainda não conhecem e que são capazes de tornar a leitura do texto literário muito mais interessante. Isso é importante para que o professor possa auxiliar seus alunos a trabalharem além das estratégias cognitivas, que utilizamos quase intuitivamente para melhorar a leitura, empregando também estratégias metacognitivas, que são aquelas de que lançamos mão, conscientemente, para sanar possíveis problemas de leitura, ou seja, estratégias que consistem em refletir sobre o processo de leitura e avaliar a qualidade da compreensão do texto.

O aluno leitor precisa ser dotado de entendimento suficiente para perceber quando a compreensão de um texto lido é total, parcial ou mesmo quando não há compreensão alguma. Isso se faz necessário porque sabemos que a probabilidade de encontrarmos problemas na leitura em língua estrangeira é muito mais alta do que a de probabilidade de encontrarmos problemas com a leitura em língua materna. Por essa razão, é benéfico que o aluno tenha consciência dos caminhos que pode seguir para solucionar seus problemas com a leitura literária em E/LE.

Acreditamos que fora da sala de aula o aluno lê obras literárias porque se sente motivado pelo texto e, conseqüentemente, tem expectativas antes e durante a leitura. Isso sugere que façamos a leitura sabendo de antemão alguma coisa sobre o texto e que esperemos as respostas de alguns questionamentos prévios, conscientes ou não. Acontece o mesmo processo em sala de aula, ou seja, o aluno precisa ser preparado para receber o texto literário para que assim possa se interessar por aquilo que irá ler e, para isso, o auxílio das estratégias de leitura colaborará para que o aluno se sinta motivado, antes do momento de ler, por meio da utilização de atividades de pré-leitura; durante a leitura, porque estará refletindo sobre as

escolhas realizadas no decorrer da atividade; depois da leitura, virá a satisfação por ter chegado à compreensão do texto.

Atentamos para a preparação da leitura do texto literário porque verificamos no questionário dos professores que estes não costumam realizar atividades de pré-leitura.

Ao trabalhar o texto literário por meio da atenção ao desenvolvimento de estratégias de leitura, os professores irão ter preocupações além da atividade de decodificação de seus alunos. Com o conhecimento das variadas estratégias de leitura e do momento mais oportuno de utilizá-las, o professor trabalhará a formação leitora de forma mais completa, estando atento aos preparativos que precedem a leitura, além de ter mais ferramentas que possam ajudar seus alunos a sanar as dificuldades que surgem durante a leitura e finalmente compartilhando os resultados da leitura, advindos da compreensão global do texto.

Como podemos verificar, nos enfoques aqui sugeridos, o professor desempenhará um papel muito importante e muito mais ativo na realização do trabalho com textos literários nas aulas de espanhol do Núcleo de Línguas Estrangeiras. Discutimos mais profundamente a responsabilidade do professor no item a seguir.

Benzer Belgeler