• Sonuç bulunamadı

Vakıf kütüphanelerinin kuruluşu ve gelişimi

2. KITABIN TARİHSEL GELİŞİMİ

2.4 Kütüphanelerin Tarihsel Gelişimi

2.4.1 Vakıf kütüphanelerinin kuruluşu ve gelişimi

Ferros

Caicó Natal Santa Cruz Quadro docente Doutor Efetivo 3 0 2 21 1 Mestre Efetivo 11 4 12 22 10 Substituto 0 1 0 3 2 Especialista Efetivo 7 7 3 1 1 Substituto 4 6 6 7 3

Carga horária Obrigatória 4395 h 4425 h 4425 h 4235 h 2055 h Optativa 120 h 60 h 90 h 120 h 90 h

Optativas (Nº) 15 7 15 14 9

Complementar 200 h 210 h 200 h 80 h 1895 h Total 4715 h 4695 h 4715 h 4855 h 4040 h Fonte: pesquisa documental, 2013.

Conforme os dados da tabela 1, podem ser traçadas algumas considerações com relação ao quadro de docentes. Percebe-se que a maioria dos doutores está no curso de enfermagem da UFRN, campus Natal, e na FAEN, com predominância do regime de trabalho de dedicação exclusiva (DE).

Essa concentração se justifica por serem os cursos mais antigos de enfermagem do estado, os quais já titularam doutores os professores em pleno exercício nessas universidades

e também pelo ingresso de professores com essa titulação em concursos recentes realizados nessas instituições.

Existe uma quantidade considerável de mestres como professores efetivos em todos os campi da UERN e da UFRN, ainda predominando o regime de trabalho de 40 horas sobre a DE nessas instituições, exceto no campus Natal, onde a maior parte dos mestres é de 20 horas semanais.

Com a titulação de especialista, alguns cursos ainda têm uma parcela significativa do quadro docente, tanto como efetivo quanto como de professor substituto (nomenclatura da UFRN para o professor horista, não efetivo) ou contratado (nomenclatura da UERN para esse professor).

Nessas universidades, o corpo docente encontra-se em vasto processo de qualificação em nível de mestrado e de doutorado, sobretudo, em programas de doutoramento interinstitucional. Segundo os coordenadores dos cursos pesquisados, o quadro docente foi considerado completo apenas na UFRN Campus Natal e na FAEN.

Ainda na tabela 1, a carga horária obrigatória foi equivalente nesses cursos, conforme as DCN. A carga horária optativa média foi de 96 horas para esses cursos, sendo ofertadas em média 12 disciplinas optativas pelos cursos a fim de contemplar a carga horária mínima proposta nos projetos pedagógicos de cada curso.

Acerca das atividades complementares na UERN e na UFRN envolvem uma carga horária mínima, contabilizada a partir da participação do estudante em: minicursos, eventos e apresentação de trabalhos científicos, publicação em anais de eventos ou em periódicos, palestras ministradas, monitorias, projetos de pesquisa e extensão, entre outras.

Legenda das disciplinas do gráfico: L: licenciatura, ECS: estágio curricular supervisionado, CB: ciências biológicas, CHS: ciências humanas e sociais, DTP: disciplinas teórico-práticas e FTE: fundamentos teóricos de enfermagem.

Fonte: pesquisa documental, 2013.

No gráfico 1, as disciplinas de L são voltadas para o ensino, tais como didática, estrutura e funcionamento do ensino, sociologia da educação, entre outras semelhantes. ECS é um componente curricular obrigatório nos cursos de graduação para os dois últimos períodos. As disciplinas de CB compreendem o chamado ciclo básico, comum a todos os cursos de ciências da saúde, tais como: biologia celular e molecular, bioquímica, anatomia, fisiologia, genética, farmacologia, entre outras equivalentes. Por sua vez, disciplinas como psicologia, sociologia, antropologia e filosofia compuseram as CHS na matriz curricular de enfermagem.

Foram consideradas como DTP somente as disciplinas instrumentais para a prática do enfermeiro, quais sejam: semiologia e semiotécnica de enfermagem, saúde da criança, saúde do adulto e saúde da mulher ou suas equivalentes. Embora outras disciplinas das matrizes curriculares possuam caráter teórico-prático, não demandam extensa carga horária de

componente prático, nem articulações duradouras com os serviços para execução de práticas como as DTP.

As disciplinas de FTE são numerosas porque compreenderam tanto as apenas teóricas, como ética e bioética e história e processo, quanto disciplinas predominantemente teóricas, que podem ter algum componente prático, como administração em enfermagem, saúde coletiva e epidemiologia. Também foram incluídas em FTE as disciplinas que não pertencem especificamente à área de enfermagem, apesar de constituírem o currículo dessa profissão, tais como metodologia científica e trabalho de conclusão de curso.

A partir da análise dos marcos estruturais disposta no gráfico 1, na UERN todos os cursos apresentaram cinco disciplinas de licenciatura como obrigatórias, disponibilizadas ao longo do curso, devido à modalidade de formação ser licenciatura e bacharelado. Já na UFRN, campus central, as disciplinas de licenciatura são ofertadas como optativas.

Os cursos da UFRN possuem dois componentes curriculares de ECS, sendo o ECS I no âmbito da atenção básica e o ECS II no hospital. Nos cursos da UERN, além dos estágios nesses serviços, existem mais dois ECS desenvolvidos nas escolas e na atenção básica.

As disciplinas de CB na UERN acontecem de forma condensada, como, por exemplo, a disciplina de “Processos Fisiológicos” corresponde às disciplinas de fisiologia e bioquímica. Isso diminui a quantidade de disciplinas ofertadas de CB em relação à UFRN. O campus central da UFRN tem um número maior de disciplinas de CB em relação à Facisa, por ofertar algumas como optativas.

As disciplinas de CHS nos cursos investigados são apresentadas como obrigatórias, apenas algumas são optativas. O campus de Natal da UFRN tem muitas disciplinas de CB e CHS que utilizam o espaço destinado ao chamado ciclo básico, embora pertençam aos currículos de enfermagem, essas disciplinas também podem ser oferecidas para cursos de equivalência.

As DTP e as de FTE foram numericamente equivalentes na UERN e na UFRN. Em todos esses cursos, as DTP foram distribuídas uma em cada semestre a partir do quarto até o sétimo período do curso.

Os modelos de formação que orientam os marcos estruturais na UERN e na UFRN são voltados para os diferentes espaços de atuação do enfermeiro, de modo que existe uma distribuição equilibrada entre disciplinas de caráter biológico, técnico, humanista e social nas matrizes curriculares. Esse resultado indica uma consonância com as DCN que defendem tal distribuição, assim como um esforço de contribuir para a transformação da histórica hegemonia das disciplinas clínicas, biológicas e técnicas nas matrizes curriculares de enfermagem.