2.11 VAc Emülsiyon Homopolimeri Ve Kopolimerleri
2.11.3 VAc Kopolimer Lateksleri
Neves – MG
Nesta parte da tese serão apresentados alguns dos resultados da investigação supracitada, no período de 2007 a 2010 entre alunos, professores e gestores do PEP/MG. Como já dito, procurou-se entender o PEP/MG. Para isso, foram definidos os seguintes objetivos: organizar um mapa dos cursos de capacitação ofertados pelo PEP/MG, em Minas Gerais; caracterizar o grupo de municípios selecionados para a investigação; identificar progressos e dificuldades das instituições em realizar os cursos ofertados pelo PEP/MG, nos municípios selecionados para a investigação; identificar a trajetória educacional dos estudantes que concluíram uma das capacitações profissionais oferecidas pelo PEP/MG; e investigar as possibilidades de inserção dos egressos dos cursos pesquisados na atividade produtiva.
O autor da presente investigação participou dessa pesquisa como doutorando pesquisador e auxiliou na elaboração dos instrumentos de pesquisa de campo (questionário e entrevista), na aplicação desses instrumentos nas escolas, na análise quantitativa e qualitativa dos instrumentos de pesquisa. Além disso, ministrou palestra sobre o ensino profissionalizante no Brasil, ao grupo de pesquisadores participantes da investigação.
A referida pesquisa foi realizada com 412 alunos, 49 professores e 11 gestores que atuavam no PEP/MG, durante a aplicação do questionário e das entrevistas, em onze instituições particulares de ensino profissionalizante de nível médio, conveniadas com a SEE/MG, através do PEP/MG.
Quanto às escolas participantes dessa pesquisa, se localizam nas cidades de Belo Horizonte, Contagem, Betim, Juatuba, João Monlevade e Muriaé. Essas instituições de ensino foram escolhidas após um percurso de contato direto por parte dos pesquisadores para a anuência dos responsáveis em participar da pesquisa. Foi delimitada a Região Metropolitana de Belo Horizonte para a pesquisa de campo, devido à disponibilidade dos pesquisadores e dos recursos obtidos para o financiamento da investigação. A cidade de Muriaé foi uma exceção, devido à residência de um pesquisador naquela cidade mineira.
Quanto à análise descritiva do PEP∕MG, ofertado pelo Governo Aécio Neves – MG, originalmente não havia previsto um sistema de avaliação e acompanhamento que mensurasse a qualidade dos cursos ofertados e os
problemas pedagógicos e logísticos que poderiam surgir na efetivação desse Programa. Tal medida surgiu com a instituição do Comitê Gestor da Rede Mineira
de Formação Profissional Técnica de Nível Médio71, cujas atribuições eram:
revisão de normas de organização e funcionamento do Programa; a proposição de melhorias e acompanhamento geral do fluxo de cursos e alunos, com base em dados e informações obtidas dos alunos e das escolas. Foi organizado, para tal finalidade, o SYSPEP, um sistema de processamento e estatística de banco de dados oficiais para o monitoramento do PEP/MG e geração das parcelas de pagamento às instituições que ofertavam os cursos.
De acordo com a Análise Descritiva da pesquisa realizada pela PUC e FaE/UFMG, procurou-se investigar o que levava os alunos a se inscreverem no PEP/MG, escolherem a área que cursariam e, ainda, o que esse Programa representava na vida profissional e pessoal deles. De acordo com a maior parte dos depoimentos, o Programa lhes proporcionaria uma oportunidade de capacitação gratuita para o mercado de trabalho e melhoraria da condição financeira. Além disso, o Programa foi considerado uma alternativa para que muitos estudantes, sem condições financeiras, ingressassem no ensino superior.
Em relação ao discurso dos professores das escolas privadas que foram contratadas para o PEP/MG, quanto à opção por trabalhar com educação profissional e os desafios como professor dessa modalidade de ensino, percebeu- se que a maioria dos docentes entrevistados ainda encaravam o magistério como sacerdócio e vocação. Percebeu-se, também, que os professores tinham dificuldades em usar as novas tecnologias da informação como metodologia de ensino.
A propósito do processo seletivo realizado para ingresso no PEP/MG de 2007 a 2010, foi criticado por um número significativo dos alunos. Na opinião deles, a prova não agregava conhecimentos que pudessem levar à reflexão dos conteúdos privilegiados.
Sobre essa questão, alguns gestores entrevistados comentaram o acesso ao PEP/MG teria sido facilitado. Para eles, esse fato se devia à reforma ocorrida no processo seletivo do Programa, que passou a selecionar os alunos por meio de duas provas objetivas: de Língua Portuguesa e outra de Matemática, com vinte questões cada. Outros, por sua vez, destacaram a necessidade de um
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processo seletivo mais criterioso, porém, não indicaram como deveria ser esse processo, para que os pré-requisitos necessários à matrícula fossem atendidos. Por outro lado, alguns gestores apontaram fatores que prejudicaram o fluxo normal das aulas, como problemas administrativos que resultaram na desistência de alunos e atraso do início das aulas.
Acerca do material didático, na avaliação dos alunos, era reduzido e precário. Foi citado que algumas instituições exigiam a devolução do material de estudo, ou cobravam pelo fornecimento das apostilas. Isso não era permitido pelas normas do PEP/MG que previa que o aluno teria o curso pago e direito ao material didático gratuito.
Quanto ao problema da evasão escolar examinado nessa pesquisa realizada de 2007 a 2010, na perspectiva dos estudantes, as principais causas se relacionavam com problemas encontrados no decorrer do curso técnico, como: dificuldades de dialogar com a coordenação em algumas instituições; problemas financeiros que dificultavam a permanência na escola; excessivo número de aulas teóricas; falta de disponibilidade de laboratórios para as aulas práticas; conciliação entre trabalho e estudo; dificuldades para a prática do estágio, entre outros. Esses fatores foram explicitados pelos depoentes como determinantes para a evasão dos alunos. No entanto, percebeu-se que, apesar de apontarem as dificuldades enfrentadas no PEP/MG, inclusive em relação à evasão, o maior problema deles era relacionado a conciliar trabalho e estudo, principalmente para os alunos do período da tarde que não podiam fazer estágios ou obterem empregos.
Por sua vez, para os gestores, as causas da evasão eram diversas, como razões financeiras ou a falta de identificação do aluno com o curso. Alguns gestores pesquisados afirmaram que a evasão escolar no PEP/MG era maior que os índices de repetência. Entretanto, não citaram nenhum dado que comprovasse isso.
Quanto à questão abordada da infraestrutura física das instituições pesquisadas, na visão dos alunos, a biblioteca e os laboratórios de informática e aulas práticas de algumas escolas precisavam ser mais bem equipados para a realização do curso. Citaram, como exemplo, a aquisição de maior número de livros e computadores e softwares atualizados. As salas de aula, na opinião de alguns, deveriam possuir mobiliário melhor e serem mais bem conservadas. Já as cantinas e as salas de aula consideraram boas. Lembram, ainda, que a
biblioteca e laboratório de informática, estavam em situações precárias, pequeno acervo, falta de livros e computadores, e assistência técnica e manutenção também precárias.
Essas informações sobre as bibliotecas e os laboratórios de informática contradizem a fala de um número significativo de gestores que afirmaram que a infra-estrutura das instituições pesquisadas atendia às exigências da SEE/MG.
Outro tema analisado nessa pesquisa desenvolvida no governo Neves refere-se às possíveis diferenças de tratamento da escola particular com os alunos do PEP/MG em relação ao aluno regular. Nesse sentido, os depoimentos dos gestores foram divergentes. Alguns afirmaram que não existiam diferenças na estrutura curricular, no corpo docente e entre os alunos (bolsistas ou não). Já outros apontaram nas entrevistas, diferenças entre os alunos do PEP/MG e os não bolsistas quanto à aprendizagem, responsabilizando a deficiência dos primeiros à forma de ingresso no curso. Afirmaram, porém, não haver diferenças em relação ao tratamento entre professor e aluno. Entretanto, em outro momento, referiam-se a disparidades entre os alunos pagantes e não pagantes, principalmente acerca do grau de conhecimentos anteriores, pois os alunos bolsistas tinham mais dificuldades.
Para os gestores, em relação ao desenvolvimento do PEP/MG, os cursos eram bem-sucedidos, o que levava à oferta de novos cursos. Mas assinalaram dificuldades de comunicação administrativa entre as escolas e a SEE/MG. Opinião semelhante apresentaram os professores entrevistados. Para eles, a coordenação do PEP/MG, segundo a pesquisa Políticas Públicas para a Educação Profissional: Estudo do Programa de Educação Profissional ofertado pelo Governo Aécio Neves – MG era satisfatória. Contudo, ressaltaram que poderia haver maior interação entre a gestão e os alunos, pois auxiliaria no andamento do curso.
Sobre a importância da disciplina que lecionavam e a participação dos professores na elaboração da ementa, constatou-se que os docentes tinham ciência da importância e da especificidade de suas respectivas disciplinas, todavia, queixavam-se da carga horária reduzida. De acordo com eles, a participação na elaboração da ementa ficava a cargo da equipe pedagógica, conforme as diretrizes da SEE/MG. Acrescentam, também, que não participavam do planejamento do curso, ficando restritos ao planejamento da aula.
Acerca do perfil das turmas, segundo os gestores entrevistados, não havia um perfil definido, pois não existiam critérios para a enturmação dos alunos. Além disso, às vezes havia uma só turma do PEP/MG em cada turno. Houve ainda alunos bolsistas e não bolsistas em uma mesma classe em algumas instituições pesquisadas.
Quanto à certificação do curso, segundo os gestores, na maioria das instituições eram conferidos após o término de cada módulo. E com relação ao estágio, na maioria das instituições pesquisas não era obrigatório. Ainda nessa pesquisa sobre o PEP/MG, nas entrevistas realizadas com os alunos verificou-se que em sete instituições pesquisadas, a realização do estágio era compulsória, enquanto em três escolas, essa atividade não era obrigatória.
Em última análise, sobre o ingresso dos egressos do PEP/MG no mercado de trabalho, não existia acompanhamento específico por parte das instituições particulares pesquisadas. Alguns gestores chegaram a afirmar que já havia, antes do PEP/MG, uma forma de acompanhamento dos alunos egressos, enquanto outros limitaram-se a dizer que ainda não possuíam turmas formadas do PEP na instituição, e passaram a apontar dificuldades em estabelecer contato com os alunos que já concluíram o curso.
QUADRO 5 – Síntese dos resultados encontrados na pesquisa Políticas Públicas para a Educação Profissional: Estudo do Programa de Educação Profissional ofertado pelo
Governo Aécio Neves – MG, 2011.
Categoria
Resultado
Motivos da escolha do curso técnico pelo PEP/MG.
Por ser gratuito e melhorar sua condição financeira.
Sobre o processo seletivo realizado para ingresso no PEP/MG.
Foi criticado pelos alunos devido ser formal e não agregar conhecimentos. Para gestores a prova apresenta baixo nível
de conteúdo. Em relação ao material
didático que a escola oferece.
Foi avaliado pelos alunos como sendo reduzido e precário.
Os motivos para a questão da evasão escolar no PEP/MG.
Para os estudantes os principais problemas que poderiam levar ao abandono são: a dificuldade de dialogar com a
Categoria
Resultado
financeiros que dificultavam sua permanência na escola; ao excessivo número de aulas teóricas; à falta de disponibilidade
de laboratórios para as aulas práticas; à conciliação entre trabalho com o estudo; às dificuldades para a prática do
estágio.
A avaliação dos alunos sobre a infra-estrutura física das escolas.
A biblioteca e os laboratórios de informática e aulas práticas necessitavam de uma melhoria como a aquisição de maior número de livros e computadores e softwares atualizados. As
salas de aula, na opinião de alguns alunos, deveriam possuir um mobiliário melhor.
Quanto as possíveis diferenças de tratamento da escola particular com os alunos do PEP/MG em relação ao aluno regular.
Não era percebido nenhuma diferença de tratamento entre bolsista do PEP/MG e o aluno regular.
Acompanhamento do ingresso dos egressos do PEP/MG no mercado de trabalho,
Não existia acompanhamento ao aluno quanto a seu ingresso no mercado de trabalho.
Fo te: Pes uisa Políti as Pú li as pa a a Edu ação P ofissio al: Estudo do P og a a de Edu ação P ofissio al ofertado pelo Governo Aécio Neves – MG , .