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UZLAŞMA KOMİSYONLARININ YETKİSİ

BÖLÜM II....................................................................................................................................... 16

B) Uzlaşma Talebinde Bulunabilecek ve Uzlaşma Oturumlarına Katılabilecek Kişiler

II- UZLAŞMA KOMİSYONLARININ YETKİSİ

Tipo de Reunião: Reunião Local: Instalações ABP Data: 16/11/2016

Horário: 18:30 às 20:40h Presentes:

Clara Vaz – Assistente Projetos AIDGlobal

Manuel Mendes – Presidente ABP e Presidente Federação Associações Baboque em Portugal Elaborada por: Clara Vaz

Ordem de Trabalhos:

1. Apresentação AIDGlobal e do projeto AMITIE CODE. 2. Apresentação ABP e dos seus projetos.

3. O Associativismo Guineense e desafios relacionados com a comunidade migrante. 4. Desafios a nível nacional e internacional e recomendações.

No Ponto Um, Clara Vaz apresentou a AIDGlobal referindo o trabalho desenvolvido pela organização. Procedeu-se à apresentação do projeto AMITIE CODE em curso, referindo o trabalho da AIDGlobal como entidade formadora e as expetativas referentes à participação de Associações de Migrantes, assim como dos próprios migrantes em relação à formação.

No Ponto Dois, Manuel Mendes deu a conhecer a associação referindo que esta é o produto de uma rede das associações que, ao longo do tempo, foram criadas nas aldeias da comunidade Manjaca, que se foi alargando, sendo promovida pelos imigrantes espalhados em vários países da Europa. A Associação Baboque tem parcerias com o CIDAC. Entre alguns projetos incluísse um para a construção e reabilitação de escolas nas aldeias do Sector de Canchungo, que se concluiu com uma totalidade de 24 escolas construídas. O CIDAC e a Associação Baboque levaram a cabo uma primeira missão conjunta de avaliação e identificação dos projetos, concluída positivamente, embora das 24 escolas construídas três delas estejam encerradas por falta de professores, sendo que o Ministério da Educação salienta não dispor dos meios financeiros para garantir o funcionamento de todas as escolas construídas em geral e em particular do Sector em epígrafe, dando assim prioridade às escolas das aldeias mais distantes do centro (Canchungo neste caso). Relativamente à segunda missão, foram identificados muitos projetos relativamente aos quais ficou para uma fase seguinte - a manutenção e construção das latrinas nas escolas primárias e construir ou recuperar as escolas encerradas para fazer funcionar os cursos profissionais, sendo este último ponto considerado o mais importante na formação e capacitação dos jovens que, após a conclusão do secundário, ficam sem qualquer tipo de formação/ocupação. Este último objetivo não foi possível atingir devido aos constantes golpes de Estado na Guiné-Bissau. Manuel Mendes refere que as Associações têm como objetivo ajudar os outros. Manuel Mendes informou que tudo é pago com o dinheiro das quotas dos associados, servindo para diversas questões como funerais e envio do corpo; como para pagar viagens entre os dois países para familiares de falecidos ou doentes, etc. Apesar do foco dado a projetos de desenvolvimento na Guiné-Bissau, Manuel Mendes referiu que a ABP começou, nos últimos anos, a dar mais relevo à questão dos imigrantes da Guiné-Bissau em Portugal visando a sua integração, pois só assim se “pode contribuir para o desenvolvimento”. Para Manuel Mendes a abordagem inicial de olhar só para a Guiné é contraproducente, pois o equipamento é comprado com a ajuda da Câmara, no entanto

vai ser utilizado em projetos na Guiné. Alguns exemplos de projetos feitos em Portugal visando a integração foram a criação de torneios de futebol e do concurso “Miss” na Apelação, explicando que estes são criadores de autoestima.

No Ponto Três, Manuel Mendes explicou o processo da criação de associações guineenses, expondo que este é similar em todos os pontos de diáspora da Guiné-Bissau. Num primeiro momento procede-se à união de guineenses que adquirem um espaço (normalmente uma barraca) onde recebem imigrantes. Seguidamente criam-se fundos, normalmente através de quotas, e a partir daí iniciam-se projetos de desenvolvimento nas comunidades de origem. Para Manuel Mendes os maiores desafios correlacionam-se com os descendentes de imigrantes, em que muitos, apesar de terem nascido em Portugal, não detêm de nacionalidade sendo-lhes negadas muitas oportunidades e criando um sentimento de desmotivação e de falta de confiança.

No Ponto Quatro, foi referido que o fenómeno que mais abalou a comunidade migrante em Portugal foi a crise entre 2008 até cerca de 2014. Apesar de ter afetado toda a população nacional, prejudicou em maior medida as comunidades mais vulneráveis, como é o caso dos migrantes. Comparando a ação de Portugal com outros países em relação à migração, Manuel Mendes considerou que Portugal é um país onde existe flexibilidade em termos da integração de migrantes. Referiu o exemplo da criação do Alto Comissariado para as Migrações, expondo que os Governos têm tido políticas de migração, independentemente do executivo ou partidos que estão no poder. No entanto Manuel Mendes considera que a lei portuguesa de nacionalidade deveria mudar, pois alguém que nasce no território devia ser considerado como um cidadão português, isto porque o Governo acaba por gastar recursos com as crianças e jovens e depois “abandona-os só porque não são portugueses”. Manuel Mendes fala da necessidade de articulação entre as associações de imigrantes, as ONG e as entidades estatais, referindo que as ONG deveriam incluir as associações nos seus projetos como fontes de conhecimento e de contato. Por último Manuel Mendes referiu a importância dos Deveres Humanos como complemento aos Direitos Humanos pois “a sociedade civil continuará sem cabeça se não se atender aos deveres”. E nada mais havendo a tratar, foi dada por encerrada esta reunião, da qual se lavrou esta ata, dada a ler aos presentes para sua aprovação.

Realizado por: Clara Vaz