I. BÖLÜM
4.7. Uygulamanın Değerlendirilmesi
Com relação à economia municipal, os três municípios que abrangem a maior parte da área de estudo (Ouro Preto, Ouro Branco e Mariana) mostram tendências semelhantes com relação ao Produto Interno Bruto - PIB, com predominância das atividades industriais que representam aproximadamente 60% do PIB, seguida pela área de serviços representando entre 24% a 31% do PIB e logo após a agropecuária com menos de 1% (Tabela 3.4). Tal tendência difere do PIB do Estado de Minas Gerais que possui predominância na área de serviços (58,23%), seguida por Indústrias (32,46%) e agropecuária (9,31), conforme dados do IBGE (2007).
Tabela 3.4 – Representação do Produto Interno Bruto Municipal do ano de 2007 Produto Interno Bruto (PIB 2007)
Setor
Ouro Preto (%) Ouro Branco (%) Mariana (%)
Indústria 64,31 60,45 63,22
Serviços 28,57 24,42 31,18
Agropecuária 0,57 0,26 0,78
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Entre as principais atividades industriais ressaltam-se a extração de minerais metálicos e não- metálicos e a metalurgia básica, concentrando-se na região siderúrgicas e mineradoras de grande porte. São várias as reservas minerais encontradas na região, com destaque para o ferro, alumínio (bauxita), manganês, ouro, quartzito, calcário, talco e pedras ornamentais. A Tabela 3.5 mostra como estão divididas as atividades industriais dos três municípios (IBGE 2005).
Tabela 3.5 – Caracterização industrial dos municípios de Ouro Preto, Ouro Branco e Mariana (2005) N.° de unidades locais
Tipo de Indústria
Ouro Preto Ouro Branco Mariana
Extrativas Transformação 52 119 04 142 16 58
Fonte: IBGE 2005 (adaptação).
Ainda com relação às atividades industriais, nas quais a mineração e a metalurgia se destacam na região de estudo, torna-se imprescindível recordar alguns aspectos históricos que ajudarão na compreensão dessas principais vocações de ocupação econômica.
De acordo com Gutersohn (1954), o desbravamento e ocupação das terras da região central de Minas Gerais efetuado pelos colonizadores luso-brasileiros tiveram como fator orientador a abundância de riquezas minerais, diferentemente de outras regiões brasileiras onde a preferência era obter áreas aproveitáveis para a agricultura. Sendo assim, o desenvolvimento da economia, do povoamento, das comunicações e mesmo da política se tornaram peculiares, influenciando de maneira especial a paisagem cultural da região.
Não se sabe exatamente como surgiu a primeira descoberta de ouro no centro de Minas Gerais. O certo é que a primeira grande corrida mineradora do Brasil se deu na última década do século XVII com sucessivas descobertas de ouro de aluvião nos córregos e ribeirões da região de Ouro Preto, Mariana, Sabará e Caeté. A partir do século XVIII as descobertas continuaram e se expandiram em todas as direções. As técnicas utilizadas para a extração do ouro eram bastante rudimentares, deixando morros inteiros completamente lavados e desnudados com grandes prejuízos à paisagem natural da região, além de exigir numerosa mão-de-obra, tendo como seu pilar de sustentação a força de trabalho escrava que também era aproveitada na prática da agricultura (Martins & Brito 1989, Fonseca 1998).
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A exploração das datas auríferas, no período colonial, havia sido regulamentada pela coroa e as empresas mineradoras eram chamadas de “lavras”. Nessa época houve deslocamento em massa para a região aurífera gerando grande concentração demográfica e problemas tradicionalmente atrelados às corridas do ouro. Minas Gerais havia se tornado, no final do século XVIII, o maior núcleo populacional da colônia, inclusive com auto-suficiência na produção de alimentos. A fase ascensional do ciclo do ouro durou até meados do século XVIII, a partir daí foi caindo continuamente em virtude do esgotamento dos depósitos superficiais e das práticas rudimentares de extração. Nos primeiros anos do século XIX, o setor se encontrava em profunda crise, a população havia se dispersado voltando-se para outras atividades e Vila Rica (Ouro Preto) que já havia sido considerada como o lugar mais rico do mundo se encontrava decadente e em ruínas. Em 1817 a coroa portuguesa estabeleceu decreto que incentivava a formação de companhias para atuar na mineração do ouro. Como conseqüência desta legislação foi fundada a Sociedade Mineralógica (1819), primeira empresa de mineração do Brasil, que começou suas operações na mina da Passagem, em Mariana. Nos anos de 1820 – 1830 várias Companhias Inglesas, com maior nível tecnológico do que o então empregado, se instalaram em Minas com o propósito de explorar as jazidas que consideravam não esgotadas. Assim, no século XIX, Minas Gerais foiresponsável pela quase totalidade da produção brasileira de ouro (Martins & Brito 1989).
Para atender a tamanha demanda por materiais ferrosos (ferramentas para mineração, utensílios domésticos e artigos de uso nas tropas de mulas) decorrente do auge da extração aurífera, a região das minas havia se tornado no maior mercado de produtos metalúrgicos, sendo que quase todo o ferro era importado. Diante da farta disponibilidade e facilidade de exploração do minério de ferro, surgiram em Minas as primeiras produções do metal, ainda que incipiente. O grande interesse na exploração do minério de ferro manteve-se discreto durante todo o império, tendo em Minas Gerais a sua principal região produtora. Durante a república, estudos geológicos e topográficos colocavam a região central de Minas Gerais entre as melhores do mundo quanto às jazidas de minério de ferro (Martins & Brito 1989, CVRD 1992).
Entre 1930 e 1950 a atividade extrativa mineral brasileira apresentou grande crescimento e diversificação de produtos, tendo o estado de Minas Gerais como o responsável pela quase totalidade da produção de ferro, manganês, ouro, arsênico, bauxita, grafita, diamante, talco, mármore e berilo. A exportação de minério de ferro chegou a mais de 2 milhões de toneladas entre 1947 e 1950, correspondendo a aproximadamente 37% da produção nacional, sendo as principais jazidas situadas no Quadrilátero Ferrífero. Na década de 1970, Minas Gerais respondia por 99% da produção de ferro nacional, dirigida quase que exclusivamente ao mercado externo. Mesmo com o início das explorações de minério de ferro e ouro em Carajás – PA, a partir de 1980, o estado mineiro ainda era considerado o maior centro ferrífero do país e o Brasil o maior exportador mundial de ferro (CVRD 1992).
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Com relação ao ouro, apesar da pequena produção entre 1930 e 1950, o estado de Minas Gerais era responsável por mais de 95% da produção nacional, sendo as minas mais importantes localizadas no Quadrilátero Aurífero, com destaque para a mina de Morro Velho situada em Nova Lima e para a mina de Passagem, em Mariana (CVRD 1992).
A corrida garimpeira de ouro no estado do Pará, nas regiões do Tapajós, Serra Pelada e Tucumã, e a maior industrialização observada no setor foram consideradas as frentes responsáveis pelo extraordinário crescimento na produção aurífera nacional, que saltou de 20 toneladas para mais de 100 toneladas anuais, no final da década de 1980. Minas Gerais passou a ocupar a segunda posição na exploração nacional, atrás do estado do Pará. A maior parte da produção mineira, diferentemente da paraense de origem garimpeira, foi proveniente de mineração industrial, concentrando-se nas minas de Nova Lima, Caeté e Santa Bárbara. Nesta época o ouro extraído no município de Mariana era efetuado pela Companhia Minas da Passagem. A partir de 1988, a produção vinda dos garimpos (região amazônica) começou a decair em decorrência da diminuição do preço do ouro e exaustão das reservas superficiais. No Quadrilátero Ferrífero a produção permaneceu estabilizada, concentrando cerca de 40% da produção nacional, durante o período de 1982 a 1999 (CVRD 1992, Thorman et al. 2001, Porto et al. 2002).
Destaca-se ainda na região, a partir da década de 1950, a exploração da bauxita nos municípios de Ouro Preto e Mariana com a produção de alumínio primário e a exploração de manganês, a partir de 1980, nas minas de Miguel Congo e Conta História, no município de Ouro Preto (CVRD 1992).
Enquanto o desenvolvimento econômico dos municípios de Ouro Preto e Mariana basearam-se na indústria extrativa mineral, o município de Ouro Branco teve como principal atividade econômica a indústria siderúrgica, com ênfase na implantação da usina siderúrgica Aço Minas Gerais S.A. (AÇOMINAS) que iniciou sua operação no ano de 1986, sendo a principal atividade em geração de emprego e renda da população. A partir de 1999 o grupo GERDAU assumiu o controle administrativo da empresa.
Minas Gerais é o líder na produção mineral brasileira com 44% (198 milhões de toneladas) de representação no setor, seguida pelo Pará com 22% (77 milhões de toneladas). O minério de ferro ainda continua sendo o principal produto, com aproximadamente 71% da produção nacional, colocando o Brasil em segundo lugar na produção mundial, atrás da China. Com o declínio da produção de ouro no Pará, o estado de Minas Gerais configura-se como o maior produtor (14,8 toneladas) nacional. A maior parte dos recursos investidos na mineração ainda segue para as tradicionais províncias minerais brasileiras, onde o Quadrilátero Ferrífero ocupa posição de destaque (DNPM 2006).
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De acordo com relatório da Fundação João Pinheiro (FJP 2008), a economia mineira apresentou taxa de crescimento real superior ao desempenho nacional no período de 2005 a 2006, sendo a indústria extrativa mineral o setor que mais contribuiu, com crescimento próximo a 12%.