3.4. Temel Siyasal Sorunlar ve Doğu Perinçek
3.4.3. Ulusalcılık
A tradição literária narra que Ulisses foi enfeitiçado pela divindade Calipso, deusa da beleza. Ao ver Mentor, ele recorda-se da sua determinação superior e atira-se às ondas do mar e está livre da deusa que o prendia.
A capacidade de sentir o belo e o sublime encontra-se depositada em todas as pessoas. A natureza se faz pródiga nessa disposição. Ambos se desenvolvem de modo distinto. A arte facilita o encontro da beleza. A beleza é
a nossa guardiã na infância e dela se espera que nos conduza do rude estado natural para o refinamento. [...], embora a nossa capacidade de sentir principie por desenvolver-se em relação a ela, a natureza providenciou, porém, que ela amadureça mais lentamente esperando pela formação completa do entendimento e do coração para atingir pleno desenvolvimento (TBST: 225).
Se a beleza, os gostos (gosto) nos fossem disposicionados antes da maturidade e do conhecimento da verdade e da ética em nosso coração, “então o mundo dos sentidos permaneceria eternamente como sendo o limite das nossas ambições. Não o transcenderíamos nem nos nossos conceitos nem nas nossas maneiras de pensar, e o que a faculdade da imaginação não pudesse expressar também não teria para nós realidade” (TBST: 225). Embora o gosto floresça em primeiro lugar, sob os auspícios da natureza, ela acaba “por dar os seus frutos sob a ação da capacidade do ânimo” (TBST: 225) na maturidade moral. Este período de maturação é necessário para desenvolver a capacidade de sentir o que é grande e sublime a partir da razão.
Como prisioneiro do estado de natureza, não suspeita da sua liberdade demoníaca (espírito interior) no peito, pois ali a natureza lhe era incompreensível. A faculdade de representação lembra-lhe a carência e o limite, e ele a considera depravadora na sua impotência física, narra o mito grego sob lavra da pena do poeta, o que é comum no coração e na interioridade de todo homem. O poeta sente a Musa e revela o que é constante no modo sensível e objetivo.
Logo, porém, que a livre contemplação da natureza o liberta da pressão cega das forças naturais, e logo que ele descobre, nessa torrente de fenômenos, algo de constante no seu próprio ente, então as massas selvagens da natureza a sua volta principiam a falar ao seu coração uma linguagem inteiramente diferente: a grandeza relativa dentro dele. Sem pavor e com prazer arrepiante, ele aproxima-se agora dessas imagens terríveis da sua imaginação, convocando intencionalmente toda a força dessa capacidade para apresentar o que é sensivelmente infinito, a fim de, contudo, soçobrar-se nessa tentativa, sentir de maneira tanto mais viva a superioridade das suas idéias acerca da coisa mais elevada que a sensibilidade pode realizar. [...], tudo isso se arrebata o seu espírito da esfera restrita do real e do cativeiro opressor da vida física. [...], enquanto a mentalidade de nômada permanece aberta e livre, como o firmamento sob o qual ele se abriga (TBST: 225).
A determinação recebida no sentimento do sublime rompe com a nômada do belo e o lança a objetividade e vida no mundo, ou seja, a determinabilidade.
Para conferir ímpeto ao ânimo, o sublime da grandeza, quantidade em qualidade, que é inatingível para a faculdade de imaginação e incompreensível para o entendimento, a
desorientação deve sempre tender para a obra da natureza no seu conteúdo. Se assim não for, será desprezível ou quimérico. Temos diante de nossos olhos os acidentes geográficos, como montanhas, oceanos, lagos, cataratas, vulcões, planícies, que “o entendimento quer compreender e ordenar, vê os seus interesses mais tidos em conta numa exploração de energia regular do que numa paisagem natural bravia” (TBST: 226). Contudo, o entendimento separa, mas o homem tem ainda outras necessidades para além da vida e do bem-estar, “e outra determinação para além de entender os fenômenos a sua volta” (TBST: 226).
Mesmo em meio ao esgotamento físico e frente à bizarria natural e moral, o ânimo é capaz de entusiasmo. Ele é fonte de prazer muito próprio, para além do precário facho do entendimento, que intenta dissolver em harmonia a ousada desordem do mundo onde o mérito e a fortuna se contradizem mutuamente. Em tal acepção parece que o curso universal em tudo esteja organizado e “se sentir a falta dessa regularidade, então nada mais lhe resta do que a expectativa de obter uma existência futura e uma natureza distinta a satisfação que a natureza presente e passada lhe ficam a dever” (TBST: 226), num desejo de auto-abnegação no gosto amolecido, carente de princípios na sua natureza. “Se ela, porém, pelo contrário, renunciar de bom grado a reduzir a uma unidade de conhecimento esse caos de fenômenos sem lei, então ela ficará, por outro lado, a ganhar se sobra o que por este lado dará por perdido” (TBST: 226). Contudo:
É precisamente esta falta integral de conexões teleológicas nessa profusão de fenômenos, pela qual estes ultrapassam o entendimento e se tornam inúteis para ele, que tem de ater-se a tal forma de conexão, que a torna num símbolo tanto mais adequado à razão pura, indo esta justamente encontrar nessa liberdade selvagem da natureza a expressão de sua própria independência face a condicionamentos naturais. Pois quando se retira a uma série de coisas toda a conexão entre elas, obtém-se então o conceito racional da liberdade (TBST: 227).
Entretanto, a natureza oferece a direção e a fonte do sublime em permanente disposição real, como também fora da mesma pelas conexões conceituais, se possuir a experiência do sublime e ainda se der um passo atrás para poder avançar nas conexões teleológicas do conceito.