3.4. Temel Siyasal Sorunlar ve Doğu Perinçek
3.4.2. Kürt Meselesi
O sentimento do sublime é um sentimento misto. O seu modo de apresentação faz-se em dois estágios: um estado dorido – exprime-se como um arrepio –, e o estado alegre – pode-se intensificar até o encanto, não é necessariamente prazer. Nesse ponto, a concepção schilleriana argumenta sobre a determinabilidade da sensibilidade.
Esta associação de duas sensações contraditórias num só sentimento comprova a nossa autonomia moral de um modo incontestável. Pois, uma vez que é absolutamente impossível que o mesmo objeto tenha conosco duas relações opostas, daí resulta que nós próprios nos encontramos em duas relações distintas com o objeto, que, por conseguinte, tem de estar reunidas em nós de duas naturezas opostas, que na representação do mesmo objeto revelam interesses de espécie oposta. Através do sentimento do sublime, experimentamos, portanto, de o nosso estado de espírito não se orientar necessariamente pelo estado dos sentidos, de as leis natureza não serem também necessariamente as nossas e de termos em nós um princípio autônomo que é independente de todas as comoções sensíveis (TBST: 222).
O sentimento sublime é de natureza dupla em seu modo relacional com a nossa
faculdade de apreensão e nela sucumbimos na tentativa de tomar do objeto uma imagem ou
um conceito, ou com a nossa faculdade vital. “Considerando-o como um poder contra o qual o nosso desaparece no nada. Mas, embora ele provoque em nós, tanto num caso como em outro, o penoso sentimento dos nossos limites” (TBST: 222), algo no objeto nos atrai, não fugimos, muito ao contrário, somos por ele, objeto, atraídos, tragados por um poder a que nosso poder não ousa opor-se, resistir. Schiller pergunta-se e levanta hipóteses:
Será que gostaríamos que nos recordassem a onipotência das forças naturais se não tivéssemos ainda qualquer outro recurso para além do que elas podem roubar-nos?” Argumenta: (Responde) Deleitamo-nos com o que é sensivelmente infinito porque podemos pensar o que os sentidos já não apreendem e o entendimento já não compreende. Entusiasmamo-nos com o que é pavoroso porque podemos querer o que os impulsos repelem e rejeitar o que eles desejam. De bom grado deixamos que a imaginação encontre o seu mestre no reino dos fenômenos, mas o que em nós próprios possui uma grandeza absoluta não pode ser atingido pela natureza, em toda a sua ausência de limites. De bom grado submetemos à necessidade física, o nosso bem-estar e a nossa existência, pois isso vem precisamente lembrar-nos de que ela não pode comandar os nossos princípios (TBST: 222).
A tensão entre a natureza e a razão manifesta-se nas relações objetivas da sensibilidade e da vontade, que segue abaixo.
A determinação física do ser humano está na mão da natureza, “mas a vontade humana está na mão do homem” (TBST: 223). A natureza dispôs de meios sensíveis para ensinar-nos “que somos mais do que meramente sensíveis; assim ela soube mesmo usar sensações para nos fazer descobrir que não estamos de todo escravizados pelo poder das sensações” (TBST: 223). Não estamos determinados pelas sensações, nomeadamente o belo da realidade, “pois no belo ideal também o sublime tem de perder-se. No belo sintonizam a razão e a sensibilidade, sendo apenas por causa desta sintonia que ele tem encanto para nós” (TBST: 223).
No mundo sensível puro, por meio da beleza, não teríamos a possibilidade de experimentar a determinação e de ser capazes de manifestarmo-nos com inteligência pura. “No sublime, em contrapartida, a razão e a sensibilidade não sintonizam, e é precisamente nesta contradição entre ambos que reside a magia com a qual ele se apodera do ânimo”. (TBST: 223). Neste ponto, na contradição, o homem físico e o homem moral separam-se perante esses objetos, ao homem físico o sublime mostra os seus limites e ao homem moral faz a experiência de sua força e eleva-se ao infinito, agora na infinitude.
Se uma pessoa está de posse de todas as virtudes reunidas num belo caráter, ela sente vivo o exercício da justiça, caridade, temperança. Constância, fidelidade, todos os deveres levam-nos à leveza de um jogo. Nele vive a bela sintonia entre a diretriz da razão e os impulsos naturais, podemos nomeá-la de virtuosa. No mundo da empiria, nele, explica-se toda a sua virtude como fenômeno e não temos motivos ou necessidade de buscá-la para além dele, ou seja, da determinação da vontade no homem. Levantamos nova hipótese: “pode ser que a fonte de seus atos seja pura, mas terá que negociar com o próprio coração; nós nada vemos a esse respeito. Nada mais vemos fazer do que também teria de fazer o homem meramente inteligente que faz do prazer o seu deus” (TBST: 223).
Na eleição de tal homem determinado pela vontade, a tradição literária teológica oferece Jó. Em Jó não é
suficiente qualquer explicação que parta do conceito de natureza (segundo o qual é absolutamente necessário que o presente se funda em algo passado como sendo a sua causa), uma vez que nada pode ser mais contraditório do que constatar que o efeito permaneceu o mesmo quando a causa se transformou no seu oposto (TBST: 224).
Se o homem firma os pés na causalidade e renuncia a toda a explicação natural a partir da situação em que se encontra, ele não vai além dela para chegar a algo inteiramente distinto, “ordem essa que a razão poderá, decerto, atingir com o vôo das suas idéias, mas que o entendimento não pode apreender com os seus conceitos” (TBST: 224). Descobre o homem a sua capacidade moral absoluta, não ligada a qualquer condição natural. Ao olhar para a pessoa de Jó, somos tomados pelo sentimento de melancolia, e uma atração irresistível, inconfessável e particularizada poderia negar o sublime.
Já que o belo tende a manter-nos prisioneiro de seu domínio, no entanto “o sublime proporciona-nos uma evasão do mundo sensível. Não é gradualmente, mas sim subitamente e por meio de um abalo que ele arranca o espírito autônomo à rede que a sensibilidade requintada teceu a sua volta” (TBST: 224). E qual um aparente palácio de vidro o retém. Assim, a falta de caráter
veste-se sob manto sedutor do belo espiritual, penetra no mais íntimo da residência da legislação moral, envenena na própria fonte a sacralidade das máximas, basta muitas vezes uma única comoção sublime para rasgar esse tecido do engano, para restituir ao de uma só vez ao espírito cativo toda a sua agilidade, revelando a este a sua verdadeira determinação e impondo-lhe um sentimento da sua dignidade, pelo menos nesse momento (TBST: 224).
Os ardis elaborados pela natureza visam a amolecer o gosto, na aparência de dignidade, entretanto a comoção do sublime, ou entusiasmo, é suficiente para libertá-lo e apresentar-lhe a direção e o sentido.