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(ULUSAL) TAHKİMDE HAKEMLİK

Belgede Bursa Barosu D E R G İ S İ (sayfa 92-97)

Uma característica única da PI ocidental é a presença de uma massa de água relativamente quente e salina, a profundidades intermédias (cerca de 1.000 m), resultado da mistura entre a água atlântica e MO, que escoa através do estreito de Gibraltar (e.g. Ambar e Howe, 1979). Esta massa de água é única quando comparada com as outras massas de água provenientes de mares marginais adjacentes ao oceano Atlântico, mais densas devido à sua menor temperatura. A intrusão da MO induz uma dinâmica complexa nas camadas superiores do oceano, que será apresentada de seguida.

O principal efeito da MO é o de gerar a deriva de uma pluma de densidade com grandes salinidades (em excesso de 2,4 ups). Esta pluma é advecionada pelo fundo e, poucos quilómetros para lá do estreito, acelera para velocidades na ordem dos 1 m s-1. A esta altura, ocorre forte mistura e o volume da pluma cresce significativamente de cerca 0,7 Sv, à saída do estreito, para 2 Sv na parte leste do golfo de Cádis (baseado em estimas de Baringer e Price, 1997). A oeste, o arrastamento da água central do Atlântico continua, embora a taxas mais reduzidas (e.g. Serra et al., 2005).

De acordo com resultados de modelos, este processo tem impacto na circulação de todo o Atlântico Norte Oriental. Jia (2000) propõem que o arrastamento da água central do Atlântico Norte como uma alternativa ou mecanismo complementar para além da Corrente dos Açores. Mais, Ozgokmen et al. (2001) apresentaram um estudo orientado por processos em que a ligação entre a saída do Mediterrâneo e a Corrente dos Açores é investigada. Os autores demonstram que os processos de arrastamento no golfo de Cádis podem ser aproximados a uma fonte de vorticidade potencial constante na camada superior do oceano. A resposta da camada superior, à perda de massa que corresponde ao arrastamento, é a formação ciclónica de eddies limitados meridionalmente mas que cresce

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para ocidente, até que seja delimitada pela margem ocidental. Este processo explica a Corrente dos Açores e é associado à Contracorrente dos Açores também frequentemente referido na literatura (e.g. Ríos et al., 1992; Alves et al., 2002).

Mauritzen et al. (2001) indicam que a mistura entre as duas massas de água é o fator crucial para o desenvolvimento da ENACW. Estudos laboratoriais descritos pelos mesmos demonstram que a MO está propensa a fortes instabilidades de Kelvin-Helmoltz, que melhoram a difusão vertical e mistura com a água central. Nestas condições, esta mistura induz a geração de uma água central menos densa, embora mais salina. Os autores

designam este processo como “detrainment” e especulam que no oceano real ambos os processos (i.e., entrainment e detrainment) podem coexistir. Os autores julgam que água mais salina no golfo de Cádis ocidental é advecionada para o largo pela recirculação da Corrente dos Açores e alimentam a anormal água central, de maior salinidade.

Algumas observações por Mauritzen et al., 2001 evidenciaram a recirculação e um escoamento para oeste, a sul de Portugal. Contudo, são poucos os dados e os estudos que apontam para esta característica circulação. Por outro lado, o transporte para dentro do Mediterrâneo (escoamento para o interior vindo do Atlântico) é também alvo de presentes estudos. Estimas recentes (Baschek et al., 2001) demonstram um escoamento relativamente estável com cerca de 0,8 Sv à entrada do Mediterrâneo. A ligação deste escoamento com a circulação do golfo de Cádis é desconhecida. Medições recentes reportadas por Garcia-Lafuente et al. (2006) demonstram uma circulação anticiclónica contínua ao longo do talude para norte do golfo de Cádis, sugerindo uma ligação entre o talude ocidental do golfo de Cádis e o estreito de Gibraltar. Modelos desenvolvidos por Peliz et al. (2006) sugerem que a água que origina o escoamento para o interior do Mediterrâneo possa ser oriunda de norte e não do oceano profundo ocidental, como alguns estudos de larga escala sugerem (Paillet e Mercier, 1997).

Na parte ocidental do golfo de Cádis, na proximidade do canhão de Portimão, o escoamento do Mediterrâneo suspende a sua fase descendente e dá origem à Corrente Subsuperficial do Mediterrâneo, estabilizada a uma profundidade de 1.200 m. Os autores demonstram que, uma vez passado o cabo de São Vicente, a Corrente Subsuperficial do Mediterrâneo torna-se mais fraca (cerca de 0,06 m s-1) e mais ampla, quando comparada com o fluxo a montante (cerca de 0,2 m s-1).

39 Inicialmente interpretado como sendo o resultado da advecção e/ou por processos de difusão de eddies (Needler e Heath, 1975), a descoberta de vórtices isolados contendo água mediterrânica, origina os denominados meddies (McDowell e Rossby, 1978), interpretado como sendo a forma clássica de como a MO se propaga no Atlântico (e.g. Mazé et al., 1997).

Os meddies são resultado da água densa e salina que entra no Atlântico oriunda

do estreito de Gibraltar e que é gravitacionalmente instável fora deste. Consequentemente ocorre convecção, incorporação e afundamento até profundidades de cerca de 1.000 m, onde porções de água mediterrânica diluída ficam estáveis. Estas misturas de água, com elevadas anomalias de salinidade e de temperatura, sofrem um processo de ajustamento geostrófico e adquirem um movimento, de circulação anticiclónica. Isto protege a massa de água do núcleo dos meddies de se soltar e difundir pela circulação geral, que transporta por advecção os meddies para o interior do Atlântico.

Como resultado de numerosas observações durante a década passada, a principal região para a geração de meddies é amplamente aceite ser junto ao cabo de São Vicente. Mas outros pontos, como o canhão de Portimão, o promontório da Estremadura, ou até a parte noroeste da PI, entre o cabo Finisterra e o cabo Ortegal (Serra e Ambar, 2002), dão também origem a meddies. Depois da sua geração, diferentes trajetórias têm sido observadas, incluindo movimentos, em primeiro lugar, para noroeste (perto do banco Gorringe) e giram, depois, para sul/sudoeste (para o monte submarino Horseshoe) (Richardson et al., 2000).

Um reduzido número de eventos a norte do promontório da Estremadura têm sido observados. Sparrow et al. (2002) separam meddies de outras estruturas que “não

meddies”, por forma a demonstrar que a sul dos 36° N o escoamento de fundo é fraco e

incoerente, ao contrário das áreas a norte desta latitude, onde o fluxo é significativo e orientado para noroeste. Por outro lado, os meddies propagam-se para sul e não para norte, conforme observado. Os autores sugerem como hipótese a água mediterrânea espalhar-se para sul dos 36° N devido à propagação dos meddies e de um escoamento de fundo a norte dessa latitude. Estes autores especulam que os dois regimes da MO são separados pela Corrente dos Açores.

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Conclusão

A presente dissertação pretendeu contribuir para o estudo e compreensão da circulação costeira Portuguesa, contudo, podem ainda ser identificadas um vasto número de questões em aberto.

A aplicação deste estudo à Costa Portuguesa foi de grande importância pois, por um lado permitiu aproximar à real complexidade dos processos que ocorrem na plataforma e oceano costeiro e, por outro lado, compreender de que forma os modelos e análises propostos, por vários autores, descrevem a circulação da região.

Neste contexto, identificaram-se e analisaram-se as principais estruturas de circulação na Costa Oeste Ibérica, desde o cabo da Finisterra até ao estreito de Gibraltar, visto existir influência sobre a plataforma portuguesa, com especial ênfase para a Corrente da Vertente, a dinâmica de afloramento costeiro e inclusive sobre o influxo do Mediterrâneo.

Assim, e para concluir, temos como assente as seguintes caraterísticas da circulação costeira da Costa de Portugal, conforme se segue.

Em primeiro lugar, o sistema de circulação na Costa Portuguesa durante a época de inverno, iniciando-se entre setembro e outubro no final do regime de upwelling, até à transição da primavera em abril e maio, quando os ventos de norte se tornam dominantes, é maioritariamente influenciado pela Corrente da Vertente. Um dos mecanismos de forçamento desta corrente é a interação do gradiente meridional de densidade com a plataforma e o talude ao longo da costa. Para além disso, devido aos ventos dominantes da época, a Corrente da Vertente ganha intensidade, estendendo-se a toda a largura da vertente, podendo invadir a plataforma externa.

Na sua situação normal de verão, com vento dos quadrantes de norte, e consequente jato para sul na camada superficial, a Corrente da Vertente passa a subcorrente e o seu núcleo perde intensidade e afasta-se da costa. Assim, em conjunção com a corrente ao largo, estes fenómenos desenvolvem um sistema de upwelling frontal duplo, com o jato de upwelling intervalando entre o interior da plataforma e a Corrente da Vertente ao largo.

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A Corrente da Vertente, sobre a plataforma interior, também é uma ocorrência característica, embora não permanente, da circulação no oeste da PI. Esta tem sido identificada durante os períodos de enfraquecimento de upwelling pelo seu contraste com a água fria aflorada por imagens SST.

No que respeita ao período de verão, quando os ventos de norte começam a prevalecer, uma banda estreita de água fria de largura relativamente uniforme é evidente ao longo da costa, assim como perturbações de pequena escala (20 a 30 km) ao longo da frente térmica. Aproximadamente um mês depois do início dos ventos favoráveis ao

upwelling, começam a desenvolver-se filamentos para o largo, maioritariamente

associados a cabos proeminentes, especialmente a sul do cabo Carvoeiro, atribuindo a formação de filamentos à tensão do vento. Assim, o forçamento do vento nestas zonas é um importante mecanismo na formação e sustentação de muitos eventos de mesosescala da Costa Portuguesa.

Para além disso, descargas de água pouco salina, com origem no escoamento terrestre para o oceano costeiro, geram uma pluma de águas superficiais de baixa salinidade, a qual se desenvolve para uma corrente costeira estreita (de 5 a 10 km) com grandes velocidades em direção ao polo.

Na parte ocidental do golfo de Cádis, na proximidade do canhão de Portimão, o escoamento do Mediterrâneo suspende a sua fase descendente e dá origem à Corrente Subsuperficial do Mediterrâneo, estabilizada a uma profundidade de 1.200 m e, uma vez passado o cabo de São Vicente, esta torna-se mais fraca e mais ampla. Adicionalmente, é nesta região, junto ao cabo de São Vicente, que existe a principal geração de meddies.

Apesar do relatado, julga-se ser ainda hipotético ou por confirmar vários aspetos. Embora a continuidade da Corrente da Vertente, à superfície ao longo da PI, seja um dado adquirido, é ainda hipotética a sua extensão para sul, até ao estreito de Gibraltar, ou alguma ligação com a Corrente dos Açores.

Quais os impactos ecológicos, devidos aos eventos de upwelling e de mesoescala, durante o período de inverno, na distribuição e sobrevivência da vida marinha é um tópico de discussão. Relativamente aos eventos de mesoescala, é necessário compreender se estes são ou não fenómenos independentes da presença de irregularidades na topografia da costa.

43 Conforme o caso da intensificação da contracorrente para o polo, devido ao escoamento terrestre, é ainda uma questão que precisa de futura investigação se a fonte das contracorrentes no interior da plataforma é ou não vinda de terra.

Por último, resta saber qual a influência da MO sobre a Corrente da Vertente ao largo da PI, conforme o argumento da equação da vorticidade geostrófica.

A presente visão da circulação da Costa Portuguesa é que o comportamento do ecossistema é largamente governado por atividades de mesoescala, sobrepostas à climatologia de larga escala. Correntes intervaladas ao longo do talude, plataforma continentais e junto a costa, interações de eddies com a circulação ao largo, plumas, filamentos de upwelling e frentes, e ainda a circulação de subsuperficie com impacto nos níveis superiores, também têm forte impacto na região.

Embora o cenário apresentado nesta dissertação seja baseado em diversos trabalhos sobre o estudo da região, foi sumarizado o que crê existir ou não na circulação oceânica costeira de Portugal.

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