1.6. PAZARLAMA KARMASI VE TÜKETİCİNİN MARKA DEĞERİ
1.6.1. Pazarlama Karması ve Marka Değeri İlişkisi
1.6.1.4. Tutundurma ve Marka Değeri İlişkisi
A criação do protocolo de atendimento em ATENFAR-EPW16 foi embasada na prática clínica da farmacêutica pesquisadora e educadora em diabetes17 (SFLC), certificada pela Federação Internacional de Diabetes em: (a) atendimentos ambulatoriais de pessoas com DM, realizados no Hospital de Olhos de Araraquara (CRFSP, 2007); (b) seguimento farmacoterapêutico e educação em DM em consultório particular ou atendimento domiciliar; e (c) educação participativa no Grupo de Apoio ao Indivíduo com Diabetes de Araraquara (GAIDA) (CAVALHEIRO, 2003; CAMPOS, 2003).
O protocolo envolveu um processo intensivo, sistemático, contínuo, documentado, gravado e fotografado.
5.3.1. Características do protocolo de Atendimento Farmacêutico
Os indivíduos com DM2, maiores de 18 anos, que por indicação médica aleatória procuraram o atendimento farmacêutico (AF), no mesmo dia, foram informados e esclarecidos sobre o protocolo de estudo e suas características. Para tanto, foi elaborado um roteiro de orientação de como proceder na apresentação da pesquisa. Após TCLE assinado, 33 indivíduos com DM2 foram encaminhados para:
(1) responder ao questionário de caracterização (no mesmo dia do encaminhamento); (2) fazer os exames laboratoriais e
(3) a avaliação da qualidade de vida (em data pré-agendada, de acordo com disponibilidade de dia e horário do paciente).
Após analise dos resultados laboratoriais e do questionário foram observados os critérios de inclusão e exclusão, e realizamos o pareamento em GAF e GAU. Após o pareamento todos os selecionados foram notificados sobre os resultados dos exames e para os integrantes do GAF foi marcado o primeiro atendimento com o farmacêutico-pesquisador, que de preferência foi o atendimento domiciliar.
O atendimento farmacêutico (AF) propôs as seguintes características:
16 Nota: O modelo de ATENFAR desenvolvido reconhece os três componentes da prática clínica baseada em evidências que
são: a evidência de pesquisa propriamente dita, a experiência clínica do profissional que conduzirá os atendimentos clínicos e as preferências do paciente. Tal prática foi recomendada pela Sociedade Brasileira de Diabetes no acompanhamento de indivíduos com DM2 pelos médicos (SBD, 2009b).
17 Educadores em diabetes são parte integrante da equipe de saúde que cuida do indivíduo com diabetes. O papel do educador
é o de capacitar as pessoas com diabetes para cuidar e controlar o diabetes da melhor maneira possível, permitindo-lhes escolher e tomar decisões baseadas em parâmetros definidos e documentados para melhorar sua saúde e qualidade de vida. Embora os educadores de diabetes possam vir de diferentes profissões, espera-se que cada membro que integra a equipe de saúde exerça o papel de educador em diabetes em sua prática profissional (IDF, 2002).
(a) atendimento domiciliar ou por telefone ou ambulatorial, respeitando a preferência do paciente;
(b) duração: 12 semanas;
(c) individual e, se desejável, com familiares ou cuidadores; (d) periodicidade: um atendimento a cada 15 dias ou menos; (e) intervenções de 10 a 60 minutos;
(f) análise da situação objetivamente (através de instrumentos de acompanhamento e avaliação, com indicares de processo e resultado) e subjetivamente (prática clínica);
(g) desenvolvimento do plano de ação;
(h) prática da filosofia educacional de empoderamento para ou autocuidado e autocontrole;
(i) avaliação objetiva e subjetiva dos indicadores de processo e resultado antes e depois das intervenções.
O presente estudo clínico translacional de ATENFAR-EPW seguiu a postura de humanização do atendimento, participação dos envolvidos no processo e busca de maior autonomia da pessoa com DM.
O atendimento adotou a filosofia do empoderamento para o autocuidado e foi construído com a participação do indivíduo com DM e/ou sua família, de acordo com os problemas enfrentados ou dúvidas trazidas ou situações de risco identificadas pelo pesquisador. Seguiu orientações da IDF (IDF, 2002, 2005), da Associação Americana de Educadores em Diabetes (PEEPLES et.al., 2007), da SBD (SBD, 2009a), de pesquisadores da área (FUNNELL, ANDERSON, 2004; CYRINO, 2005; GROSSI, 2009) e de modelo
adaptado de Educação Participativa (CAVALHEIRO, 2003);
Para seguimento farmacoterapêutico educacional foi utilizada uma adaptação da abordagem adotada comumente na área médica, onde foi realizada uma análise subjetiva e objetiva da situação, com planejamento de ação e intervenção durante cada atendimento.
As intervenções farmacêuticas educativas individualizadas foram iniciadas no primeiro encontro, após a triagem e randomização.
As medidas da glicemia capilar, da pressão arterial e do peso foram feitas durante os atendimentos de ATENFAR-EPW como instrumentos educativos e de monitoramento (CAVALHEIRO, 2003).
Os médicos foram informados sobre a pesquisa e o acompanhamento, por via de cartas entregues pelos sujeitos da pesquisa, onde estavam contidas explicações e formas de contatos
para qualquer esclarecimento. Caso fosse percebido algum problema médico, o paciente foi orientado a procurar atendimento com encaminhamento por escrito.
Todos os AF foram registrados por gravador portátil modelo ICD-PX820 da Sony, e foram arquivadas para posteriores consultas quando necessárias. As informações mais importantes foram transcritas, usando as palavras dos próprios pacientes, e analisadas nos prontuários de cada paciente. Também foram registradas e/ou fotografadas todas as documentações fornecidas pelos mesmos, como por exemplo, prescrições e exames.
5.3.2. Características diferenciais do protocolo
O projeto foi inovador porque (1) realizamos um estudo translacional fase 1, estudo clínico controlado e randomizado, com vistas a melhorar o tratamento de indivíduos com DM, bem como de possível implementação na área de saúde pública; (2) somou ATENFAR com metodologia educacional de empoderamento no atendimento de pessoas com DM; (3) investiu num novo paradigma, ou seja, na inserção do profissional especialista em medicamentos no cuidado da pessoa com DM; (4) buscou melhorar a adesão ao tratamento prescrito; (5) investiu na melhoria dos comportamentos de autocuidado através da educação em diabetes; (6) foi conduzido por um farmacêutico capacitado em educação em diabetes; (7) teve apoio de equipe médica, que encaminhava os adultos com DM2; (8) foi desenvolvido numa cidade do Brasil, um país onde há grande interesse na área por parte do governo, dos profissionais e estudantes universitários, e principalmente das pessoas com diabetes que desejamos que sejam os maiores beneficiados; (9) foi avaliado previamente para possível financiamento pela linha de fomento BRIDGES-IDF 2th round, e entre 148 projetos de pesquisa enviados do mundo, ficou entre os 50 projetos passíveis de financiamento para pesquisas translacionais.