1.5. MARKA DEĞERİNİN BOYUTLARI VE MARKA DEĞERİ
1.5.4. Marka Çağrışımları
O autocuidado e gerenciamento adequado são pedras fundamentais para o tratamento do DM. O conhecimento e desenvolvimento de habilidades necessárias ao autocuidado e ao gerenciamento do DM são obtidos através da educação em diabetes (IDF, 2002; SBD, 2009a). Segundo GROSSI, 2009, “a educação em DM foi vista, durante muitos anos, como uma forma de transmitir conhecimentos, ensinar habilidades para o autocuidado e exigir o cumprimento às recomendações terapêuticas. Os conhecimentos eram transmitidos por meio de mensagens geralmente teóricas e com pouca utilidade prática para a resolução dos problemas da vida diária com segurança. Esta forma de abordagem educacional, que perdura ainda nos dias de hoje, enfatiza o controle metabólico e a adesão ao tratamento como medida da efetividade dos programas educacionais. Nela, os profissionais são considerados os “experts”, os pacientes permanecem em estrita colaboração com os profissionais de saúde no sentido de bons resultados na terapêutica . O processo educativo é passivo e centrado no educador. Por esses motivos, tem sido considerada inadequada para o indivíduo com DM.
Considerando que 99% dos cuidados diários necessários ao tratamento do DM são realizados pelo paciente ou familiar, o preparo do paciente para tomada de decisões, a respeito do seu DM, durante todas as atividades e intercorrências da sua vida diária, tem sido o enfoque de uma abordagem moderna, denominada Empowerment Approch (empoderamento).”
As estratégias de intervenção que permitem aos pacientes tomar decisões sobre os objetivos, as opções terapêuticas e comportamentos de autocuidado, permitindo assim, assumir a responsabilidade pelo cuidado diário do diabetes são eficazes em ajudar os indivíduos com DM a cuidarem de si adequadamente e a melhorar sua qualidade de vida (IDF, 2002).
A estratégia educativa comportamental de empoderamento é destacada por diversos autores em decorrência do caráter de inovação diante da educação para o controle e autocuidado do DM (FUNNELL, 2004; IDF, 2005; CYRINO, 2005; SBD, 2009a; GROSSI, 2009). Segundo CYRINO, 2005, o processo de empoderamento terá sido bem sucedido quando resultar num “indivíduo empoderado”, ou seja: “aquele que tem: conhecimento suficiente para tomar decisões racionais, com capacidade de controle, recursos suficientes para implementar suas decisões e experiência suficiente para avaliar a efetividade de suas escolhas”.
A idéia subjacente a essa noção, é de que a pessoa com diabetes seja habilitada com o apoio de profissionais de saúde capacitados em educação em diabetes (IDF, 2002, 2005, SBD, 2009a, NCCCC, 2008).
FUNNELL e col., 2004, relatam que o empoderamento é uma abordagem colaborativa, centrada no paciente, adaptada para atender as realidades fundamentais do cuidado do diabetes. Afirmam que um paciente empoderado é definido como aquele que descobre e desenvolve uma capacidade inerente para ser responsável por sua própria vida.
Em diabetes, tem havido um crescente reconhecimento de que, embora os profissionais de saúde sejam especialistas no tratamento do DM, os pacientes são os peritos em suas próprias vidas. Esta abordagem reconhece que o conhecimento sobre a doença de um não é o mesmo que saber sobre a vida de uma pessoa e que, por padrão, os pacientes são os principais tomadores de decisão no controle diário e na auto-gestão do seu DM. Abraçar esta filosofia exige que a prática dos profissionais de saúde seja coerente com esta abordagem.
O empoderamento não é uma técnica ou estratégia, mas sim uma visão que orienta cada encontro com o paciente e exige que os profissionais e os pacientes adotem novos papéis. O papel dos pacientes é de estar bem informado e ser colaborador e parceiro ativo do seu próprio cuidado. O papel dos profissionais de saúde é ajudar os pacientes a tomar decisões acertadas para alcançar seus objetivos e superar as barreiras através da educação, das recomendações de cuidados adequados, dos conselhos e apoio. Os profissionais de saúde precisam desistir de sentir-se responsável por seus pacientes e torná-los responsáveis por eles (FUNNELL et. al, 2004).
A experiência da utilização de metodologia educacional de empoderamento no diabetes foi relatada por CAVALHEIRO, 2003a, no Grupo de Apoio ao Indivíduo com Diabetes (GAIDA), tendo obtido resultados satisfatórios como a melhora dos conhecimentos básicos sobre DM. As pessoas com DM aprenderam a solucionar complicações agudas, relataram que aumentaram a prática de atividade física e que melhoraram a qualidade de vida.
A Associação Americana de Educadores em Diabetes (AAED) recomenda, dentro de uma prática baseada em evidências, que as mudanças de comportamento de autocuidado devem ser consideradas como a única medida de resultados de educação em DM e estabeleceu os sete comportamentos do autocuidado (AADE7TM) como referência para avaliação da efetividade do um programa educativo em diabetes (PEEPLES et.al., 2007), que estão apresentados na Tabela 18.
GROSSI, 2009, afirma que no Brasil, assim como em muitos países que praticam a educação em DM, informações divulgadas cientificamente acerca do impacto de programas e atividades educativas no controle do DM são escassas. E conclui: “sabe-se que muitos esforços são despendidos, principalmente por enfermeiros, para que os pacientes tenham adesão ao tratamento e melhorem seu controle. Atividades educativas são realizadas o tempo todo em consultas individuais, em trabalhos de grupo e em programas educativos. Mas muito
deste esforço se perde porque estas atividades não têm um fim em si mesmo. Elas têm o propósito de provocar mudanças nos pacientes, mudanças essas que precisam ser mensuradas, por meio de indicadores objetivos em curto, médio e longo prazo. Esses resultados é que irão direcionar as novas estratégias educativas e motivar os profissionais que poderão perceber as evidências concretas da efetividade de seu trabalho ao longo do tempo”.
Tabela 18. Os Sete comportamentos do autocuidado (AADE7TM). Recomendações da
Associação Americana de Educadores em DM – AADE7 Self-Care Behaviors AADE7 – comportamentos de autocuidado Autocuidado no DM
1. Being active Ser ativo Incorporação de atividade física regular no estilo de vida
2. Healthy eating Alimentação saudável Incorporação do manejo nutricional no estilo de vida
3. Monitoring Monitoração Monitorar e interpretar a glicemia e outros parâmetros e usar os resultados na tomada de decisões 4. Taking medication Tomar a medicação Usar a medicação com segurança e
para obter máxima efetividade terapêutica
5. Problem solving Resolução de problemas Prevenir, detectar e tratar complicações agudas
6. Healthy coping Enfrentamento saudável Desenvolver estratégias personalizadas para acessar problemas psicossociais
7. Reducing risks Redução de riscos Prevenir, detectar e tratar complicações crônicas
Após a discussão anterior sobre diabetes e as abordagens atuais de tratamento, iremos abordar a situação do DM em relação ao número de pessoas afetadas por esta alteração metabólica e como está o controle destas pessoas.