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TUTKUYLA YÜRÜYENLERİN YOLU

Para este propósito colocou-se uma bateria de perguntas, por um lado, para identificar: (1) a atividade económica mais influente no território da autarquia; (2) os objetivos operacionais e (3) a representação de cada uma deles no contexto orçamental; (4) os mecanismos de controlo sobre a gestão; (5) os mecanismos de controlo sobre medidas orientadas para a sustentabilidade; (6) que medidas orientadas para a sustentabilidade estão implementadas no terreno.

(1) Em primeiro lugar, procurou-se perceber qual a perceção do autarca sobre o sector de atividade, de caráter estruturante no território administrativo, com mais influência para a definição de estratégias e políticas locais para o desenvolvimento local. Considerou-se que a intensidade da tomada de decisão corresponde a: (i-n)/(y-n)=x,

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sendo que ‘i’ é o número de opções dos inquiridos, ‘n’ o número de inquiridos, ‘y’ é

o valor máximo possível de atingir pela quantificação de respostas, ou seja, o número de resposta vezes a quantificação máxima de 4.

Gráfico 1: Intensidade da tomada de decisão por atividade económica

Legenda: Sector primário: Agricultura, avicultura, pesca, pecuária, silvicultura, mineração, agronegócio, etc.; Sector secundário: Transforma matéria-prima em produtos de consumo – indústria, construção civil, etc.; Sector terciário: Serviços e comércio – transportes, distribuição, venda, restauração, etc.; 4º Sector/economia solidária: Produção, consumo e comercialização de bens e serviços não lucrativos (associações/cooperativas).

Fonte própria

De acordo com os inquiridos (Gráfico 1), percebe-se que o sector do comércio e serviços com 76% é o mais relevante. A Indústria de transformação com 41%, a Economia solidária com 38% e a Agricultura com 30%, mostram a sua força de intensidade para a tomada de decisão, para a elaboração de estratégias políticas, conforme o expresso pelos autarcas do Distrito de Lisboa.

(2) De seguida, procurou-se saber quais os objetivos operacionais das freguesias do distrito de Lisboa. Pretendia-se saber quais os objetivos operacionais, balizados entre quatro possibilidades (Conservação de bens no espaço público; Atividade social e comunitária; Comemorações, festas e feiras e Serviços administrativos) e outra, de espaço em aberto, para o caso de existir mais algum implementado.

Todas as freguesias respondentes, de acordo com os seus registos, estão enquadradas na baliza de objetivos colocados no inquérito. Nenhuma respondeu a pergunta em aberto (Outro). De onde se pode concluir que as freguesias do distrito de Lisboa têm como objetivos operacionais: a Conservação de bens no espaço público; a Atividade social e comunitária; as Comemorações, festas e feiras; e os Serviços administrativos.

30% 41% 76% 38% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80%

Sector primário Sector secundário Sector terciário 4ºsector/Economia

52 (3) Depois de perceber quais os objetivos operacionais, procurou-se saber qual a

importância relativa de cada um deles, no orçamento da autarquia. Solicitou-se que valorizassem, de 1 a 4 a importância de cada objetivo no contexto do seu orçamento global. Os resultados foram conforme o gráfico 2 a seguir explana:

Gráfico 2 – A importância relativa de cada objetivo político no contexto orçamental

Fonte própria

Da leitura dos resultados (Gráfico 2) percebe-se que, no âmbito dos objetivos operacionais, as freguesias do distrito de Lisboa, dão prioridade por ordem decrescente de importância relativa no contexto orçamental, à ‘conservação de bens no espaço público’, ‘atividade social e comunitária’, ‘serviços administrativos’ e ‘Comemorações, festas e feiras’, para a elaboração dos seus orçamentos.

(4) Para análise dos objetivos de gestão, considerou-se necessário perceber quais os sistemas informatizados existentes, para controlo do desempenho da organização. Desenhou-se uma bateria de possíveis: POCAL - Contas de gerência; Tratamento de reclamações; Gestão Documental; e Gestão de obras. Por outro lado, deixou-se espaço em aberto, para outros eventuais em uso nas freguesias. Colocou-se, ainda, a questão da existência de mecanismos de participação para os funcionários apresentarem sugestões de trabalho. No gráfico 3, a seguir, são explanados os resultados obtidos.

Gráfico 3: Recursos informáticos existentes para controlo do desempenho da autarquia

Fonte própria 82% 67% 77% 43% Conservação de bens no espaço público Serviços administrativos Actividade social e comunitária Festas e feiras POCAL (Contas de Gerência) Reclamações Gestão

Documental Gestão de Obras

0% 50% 100% 100% 45% 55% 7%

53 O controlo é informatizado (Gráfico 3), basicamente realizado de acordo com as

diretrizes determinadas pelo POCAL (Plano Oficial de Contabilidade para as Autarquias Locais), embora um número significativo de autarquias já tenha implementado outros sistemas, nomeadamente de gestão documental e tratamento de reclamações. Apenas 7% dos inquiridos disseram ter ferramentas de gestão de obras. Quanto à pergunta sobre se existem mecanismos de participação para os funcionários poderem apresentar sugestões de trabalho, apenas quatro dos inquiridos respondeu afirmativamente.

(5) Outra questão fundamental, para o desenvolvimento deste trabalho, era perceber se existia alguma bateria de indicadores para avaliação/monitorização de políticas de desenvolvimento sustentável. Em caso afirmativo solicitava-se que indicassem se correspondiam às cinco dimensões apresentadas; Ambiente; Social; economia; Cidadania; e Governança.

Nenhum dos inquiridos respondeu a esta questão. Nenhuma das autarquias definiu indicadores e não realiza qualquer controlo sobre medidas de transição para a sustentabilidade de implementação no terreno.

(6) Perante esta possibilidade achou-se pertinente perguntar, se não existindo mecanismos de controlo, tinham implementado no terreno, medidas orientadas para a sustentabilidade e quais. Esta questão foi respondida e está registada conforme o gráfico 4, a seguir, demonstra.

Gráfico 4: Medidas, implementadas no terreno, orientadas para a sustentabilidade

Fonte própria

A recolha seletiva (69%) e consumos de água (52%) são indicados, como merecendo a maior atenção por parte das autarquias. Na generalidade, as freguesias, têm implementado medidas de transição para a sustentabilidade, sobretudo em ações

0% 50% 100% Eficiência energética Consumos de combustível fóssil Consumos de água Recolha selectiva Orçamento participativo 28% 3% 52% 69% 10%

54 direcionadas para a poupança de água, eficiência energética e recolha seletiva de

resíduos. Do resultado, salienta-se, ainda, os 10% das freguesias inquiridas que já

implementaram o ‘Orçamento Participativo’ (Gráfico 4).

2.2.1.1.1. Resumo da componente de objetivos de gestão:

De seguida (Quadro 7) apresentam-se, elencados de acordo com as questões endereçadas, as principais conclusões, na componente de objetivos de gestão, provenientes do tratamento dos inquéritos dirigidos às Freguesias do distrito de Lisboa.

Quadro 7 – Resumo da componente de objetivos de gestão

(1) O sector do comércio e serviços (76%) apresenta-se como a atividade económica mais influente para a elaboração de estratégias nas freguesias.

(2) Os objetivos operacionais são: a Conservação de bens no espaço público; a Atividade social e comunitária; as Comemorações, festas e feiras; e os Serviços administrativos.

(3) Dos objetivos operacionais, aquele que mais exige esforço orçamental é a ‘conservação de bens

no espaço público’.

(4) O sistema de controlo é, basicamente, realizado de acordo com as diretrizes determinadas pelo POCAL; (7%) de freguesias utiliza a ferramenta de gestão de obras.

(5) Não há qualquer controlo sobre medidas de transição para a sustentabilidade implementadas no terreno.

(6) As medidas mais implementadas no terreno, pelas freguesias, são a recolha seletiva (69%) e consumos de água (52%).

Fonte própria

A gestão é realizada numa ótica da prestação de serviços. As autarquias demonstram vontade quanto à implementação de medidas de sustentabilidade, conforme se constata pelas medidas já implementadas, como é exemplo a ‘recolha seletiva’ e ‘consumos de

água’.

Regista-se uma relação desequilibrada entre a necessidade orçamental para a

‘conservação de bens no espaço público’ (82%) e os (7%) de freguesias que utilizam a

ferramentas de gestão de obras.