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FİNANSAL RİSKİN YÖNETİMİ (DEVAMI) Gerçeğe uygun değer gösterimi

KAR DAĞITIM TABLOSU

4. SİGORTA VE FİNANSAL RİSKİN YÖNETİMİ (DEVAMI)

4.2 FİNANSAL RİSKİN YÖNETİMİ (DEVAMI) Gerçeğe uygun değer gösterimi

Para organizar a estrutura operacional da Freguesia de Vila Franca de Xira, consideraram-se três eixos fundamentais de atuação: Capacitar, Desenvolver e Qualificar, que implicam, ao mesmo tempo, a capacitação individual dos colaboradores autárquicos e a capacitação institucional, numa adequada atenção às realidades

concretas do terreno, dando contributos para (re)criar a autarquia ‘freguesia’ e torná-la

mais adequada aos desafios da globalização e da sustentabilidade. Para esse objetivo foi essencial fixar a missão, visão, valores e postura da organização, a partir dos quais se orientaria toda a atuação seguinte:

Missão: Ter uma dinâmica de intervenções, de forma a contribuir e promover o desenvolvimento local integrado e sustentável da comunidade.

Visão: Ser referência local, regional, nacional e internacional na promoção de soluções locais sustentáveis; procurar conhecimento e inovação; desenvolver a qualidade de vida da população.

80 Valores: Com base em princípios de ética, transparência e integridade, defender,

preservar e promover valores, orientando continuamente as suas estratégias e ações para a responsabilidade sócio-ambiental, pluralidade e cooperação, para a valorização das pessoas e para a valorização Institucional; comprometimento com a partilha de Informação e Excelência na ação.

Postura: A postura da autarquia é ser ‘facilitadora’ do relacionamento entre cidadãos, entre empresas e entre associações locais, para influir nas capacidades e estímulos, de forma a valorizar o papel distintivo da sua comunidade, numa lógica de competitividade e de abertura à inovação, à qualidade e à gestão cuidada dos recursos.

Apostar na mudança de paradigma para a sustentabilidade, assente nos recursos naturais únicos existentes, seria a forma de combater a crise social e a cise económica e de incentivar a fixação de jovens na freguesia. Por outro lado, impunha-se reorganizar os serviços da Junta, promover um planeamento atempado das tarefas, adquirir novos equipamentos, assentes nas novas tecnologias que potenciassem o aumento da rentabilidade e aproximassem os serviços dos cidadãos e das organizações da freguesia, oferecendo serviços complementares aos já existentes que fossem considerados necessários pela população.

Entendeu o Executivo, seguir a via da autonomização da Freguesia face à Câmara Municipal e torná-la mais competitiva com as restantes freguesias do concelho. De forma a fomentar a articulação com a sociedade civil e envolver os atores locais, entendeu como mais adequado promover ações incentivadoras à participação da população, numa atitude direcionada para o desenvolvimento e para a mudança que refletisse o propósito de criar uma comunidade com enfoque nos objetivos comuns.

A nível interno, a aposta recaiu na formação, nomeadamente em informática básica, internet, contratação pública, concurso de pessoal, legislação laboral, contraordenações,

entre outras. Da formação realizada, para além da metodologia “formação-ação no posto de trabalho” seguindo o sistema CAF, foram também realizadas ações de formação mais

específicas, de entre as quais se destacam as afetas ao Empreendedorismo, Alterações Legislativas na Administração Pública, Contrato de Trabalho na Administração Pública, SIADAP e POCAL.

81 Quanto a investimento na área administrativa, a aposta recaiu em hardware e software,

bem como no investimento do ambiente de trabalho (instalações e sua disposição), conforme o acordado individualmente e com toda a equipa operacional. As antigas instalações foram adaptadas para oficinas, criaram-se estaleiros operacionais, investiu- se em equipamento mecânico e de proteção que proporcionaram aos trabalhadores condições de realização adequadas.

Com o objetivo de promover uma maior afinidade entre e com os seus clientes/cidadãos,

a Junta de Freguesia construiu e criou uma ‘rede de módulos de proximidade’,

designadamente a Sede e Delegações no Bom Retiro, Povos e Lezíria, como postos de atendimento, aos quais acrescentou novos serviços, de acordo com as necessidades expressas pelos respetivos moradores, nomeadamente, o PAC da Loja do Cidadão na Sede, e os Postos de Correios nas Delegações.

De forma a responder quer aos mais distantes, quer aos pequenos aglomerados urbanos,

quer ainda a quintas e casais dispersos pela Freguesia, foi criado o ‘Serviço Móvel’ –

carro estafeta – para responder, de acordo com um conciliar de disponibilidades, às solicitações dos que não tenham possibilidades de se deslocar a qualquer dos pontos de atendimento, ou para situações em que os seus horários não sejam compatíveis com os de funcionamento dos Postos de Atendimento.

A criação do ‘Balcão Virtual www.jf-vfxira.pt’ permite a todos aqueles que em qualquer hora e em qualquer parte, a partir de um simples ‘clique’, possam aceder às

informações e novidades da Freguesia e/ou, para requisitar qualquer dos serviços existentes nos diversos postos de atendimento, bem como, para reclamar, contribuir com sugestões ou, ainda, participar na elaboração do Plano de Atividades e Orçamento da Junta de Freguesia.

Estruturaram a Junta de Freguesia em três unidades orgânicas: Gestão Administrativa, Gestão do Território e Desenvolvimento Sócio Comunitário. Os Centros de Produção, Fomento (oficinas), Sede e Delegações do Bom Retiro, Povos, Lezíria e Serviço Móvel, dependentes das unidades orgânicas, a operarem como frentes de atendimento relacionais com o cidadão e organizações da Cidade e apoiadas pelas Áreas de trabalho operacionais (back office), a responder pelo tratamento e controlo dos processos, conforme descritos na figura 13, a seguir.

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Figura 13 – Áreas operacionais da Junta de Freguesia (back office)

Fonte: Carta de Serviços (2009)

Os serviços foram organizados, através da partilha de responsabilidades, pelas unidades orgânicas e centros de produção. Na mesma linha, assente na valorização dos recursos humanos, promoveu-se a dignificação profissional das pessoas que ali trabalhavam, da função que exerciam, descentralizando e balizando responsabilidades, na expectativa da concretização dos objetivos propostos.

De forma a controlar a atividade da Junta de Freguesia, o Executivo estabeleceu os

níveis de ‘processo’ a monitorizar, encaixados entre a execução da tarefa e o dossier relacional com as partes interessadas, como a forma de atingir os objetivos estratégicos, no âmbito da transição para a sustentabilidade definida.

Figura 14 – Estrutura de interligação e controlo relacional de processos/indicadores

Fonte: Manual de Procedimentos da Junta de Freguesia de Vila Fanca de Xira

Em simultâneo, tendo em vista os três eixos de atuação ‘Capacitar, Desenvolver e Qualificar’, realizou-se uma formação adequada em posto de trabalho, num ambiente de

83 participação ativa, aproveitando os conhecimentos já adquiridos pelos operacionais,

refletindo sobre como se fazia e o que melhorar. Estabeleceram os novos procedimentos corrigidos pelas interligações de tarefas, não na função de cada um, mas sim no seu contributo para a equipa (conjunto de interventores ao longo do fluxo do processo) e o seu enfoque num melhor serviço a prestar ao cidadão/cliente.

A opção pela abordagem por processos, de acordo com o estabelecido na norma NP EN ISO 9001:2000 (Ed. 2), teve como enfoque e preocupação responder aos requisitos legais e à satisfação do cidadão/cliente, controlar o desempenho e eficácia do processo, através de uma análise contínua e continuada.