1.2. Türkiye’de Turizm Alanındaki Bibliyometrik Yayınlar
2.4.11. Tezlerin Temel Bulguları
2.4.11.5. Turizmin Bölgesel Kalkınmaya Etkisinin Yerel Halk Açısından
Isabaté, 2005). Oferece dados sobre vandalismo, delinquência comum, percepção de segurança, valorização da polícia. Por outro lado, náo aprofunda outras quesotes como os delitos de colarinho branco, os valores e a tolerância, as incertezas vitais dos cidadãos, seus níveis de vurnerabilidade, as demandas por segurança.
vandalismo com base na porcentagem de pessoas que declaram na ESPC terem sofrido, pelo menos uma agressão com danos em alguma propriedade. Existem, contudo, diversos problemas com esse indicador. Em primeiro lugar os danos constituem tão somente uma parte das condutas anti-sociais. Em segundo lugar, referem-se exclusivamente a propriedades particulares e não a públicas. Neste último caso, já que as vítimas são coletivas, não se podem avaliar tais prejuízos mediante uma pesquisa com as vítimas. Pelo contrário, podem, sim, produzir-se apreciações subjetivas por parte das pessoas pesquisadas. Um terceiro problema radica no fato de que, apesar de que na maioria dos casos os estragos sejam pequenos, às vezes podem chegar a constituir infrações com prejuízos.
A extensão da delinqüência comum (quer dizer, a que se produz no espaço público e a que gera maisconsciência de vítima) se calcula com base no índice global de incidência e prevalência. Já que se trata de um indicador global e que mistura delitos diferentes, os dados são separados em seis âmbitos delituosos (veículos, domicílio, segunda residência, estabelecimentos comerciais, rural e pessoal). Os danos se expressam em forma de perda e custos econômicos ocasionados às vítimas, assim como o impacto psicológico declarado por estas.
O crime organizado e o de colarinho branco, evidentemente, causam um grande mal à sociedade, mas, geralmente, acabam pouco visíveis para os indivíduos. É por isso que as pesquisas com suas vítimas não podem oferecer bons dados a respeito. Por outra parte, as estatísticas policiais não distinguem quais crimes são considerados como crime organizado, quais de colarinho branco e, finalmente, como crime comum. O indicador proposto pelo Observatorio del Riesgo a fim de medir a extensão do crime organizado – apesar de que mede mais a eficiência da polícia do que a dimensão real deste tipo de criminalidade – se baseia na média de presos a cada detenção policial. Lamentavelmente, esta informação não aparece nos registros dos Mossos d´Esquadra (a Polícia Autônoma da Catalunha). O crime de colarinho branco refere-se às infrações cometidas por profissionais e organizações governamentais, assim como aos comportamentos passíveis de punição por parte daqueles em cargo público (quer se trate de pessoal em cargos de confiança ou de cargos oriundos de eleição). A dificuldade para revelar indicadores radica, obviamente, na extremadamente baixa visibilidade e
percepção social de ditas condutas, inclusive para a própria polícia. O único indicador factível são os dados de auditorias especializadas como as do Ministério da Fazenda ou as fiscalizações de trabalho ou consumo, entre outras. O problema consiste em que, por um lado, a capacidade para detectar esses casos é limitada, especialmente, em certos tipos de situações; e, por outro, as estatísticas produzidas por essas agências registram tão somente os casos que foram processados e, portanto, não permitem revelar o número total de casos sucedidos.
Os indicadores do risco percebido (insegurança subjetiva) refletem a percepção de insegurança ou ameaça que a população sente. Uma dificuldade é que, quando uma pessoa declara sentir-se insegura, não fica claro o que exatamente entende por isso. Quer dizer, não se sabe com certeza o quê sua declarada insegurança reflete: pânico, medo ou prudência. Atendendo a essa limitação, propõem-se dois tipos de indicadores de segurança percebida: por um lado, a avaliação do nível de segurança num bairro e num município e, por outro, o nível de civismo que percebe no lugar em que mora. Ambos os indicadores são extraídos da ESPC.
Os indicadores de tolerância ao risco medem as atitudes e as condutas dos indivíduos em resposta àqueles atos e àquelas pessoas que se associam com a insegurança. Essas respostas podem ser muito diversas. As pessoas podem experimentar maior ou menor empatia em relação aos outros e aos seus comportamentos. Também podem adotar procedimentos que consideram apropriados para aumentar sua segurança (instalar mecanismos de proteção, mudar de hábitos etc.) Os indicadores podem refletir, portanto, avaliações subjetivas sobre a gravidade ou sobre a inaceitabilidade de certos comportamentos, a percepção de ameaça procedente de certos grupos, ou a confiança nas medidas de autoproteção adotadas, entre outras. A ESPC, infelizmente, não reúne muita informação sobre isso; assim sendo, no sistema de indicadores proposto pelo Observatório del Riesgo, se incorporam os dois únicos indicadores disponíveis. O primeiro se refere à tolerância em relação às pessoas e o segundo em relação às condutas. O primeiro reflete a avaliação do pesquisado sobre a imigração. O segundo consiste na porcentagem de incidentes sofridos que não foram consideradas como dolosas pelas pessoas pesquisadas.
Também desta forma figuram outros indicadores que medem as desigualdades na segurança, ou se preferirmos, as diferenças nos níveis de proteção e vulnerabilidade das pessoas. Esta questão é importante porque a segurança objetiva e subjetiva dos cidadãos se correlaciona com a presença ou ausência de incertezas e vulnerabilidade nos diversos campos da vida dessas pessoas. Além de diferentes grupos se acharem mais expostos do que outros a certos riscos, os incidentes que lhes acontecem têm um impacto diferente em função de seu nível de vulnerabilidade. Desta forma, a saúde, a solidão, a situação econômica, a estabilidade no emprego ou a exclusão ou integração das pessoas são determinantes; como também o são o nível de bem-estar e de proteção social que recebem por parte do Estado. Da mesma maneira tanto o nível de agressões sofridas como de medo experimentado são maiores nas pessoas socialmente excluídas. Contudo, lamentavelmente, a conexão entre a insegurança social e a insegurança pessoal (insegurança cidadã) é um dos aspectos dos quais se dispõe de menos informação rigorosa.
Por sua parte, os indicadores de demandas de segurança reúnem as solicitações dirigidas a agências e organizações especializadas, quer sejam públicas ou privadas. Algumas dessas demandas de segurança são formais – como é o caso das denúncias ou os contratos de serviços particulares – e outras informais – quando se trata de simples contatos. Distinguem-se, nesse grupo de indicadores, os que tratam da satisfação com o serviço recebido, daqueles que permitem inferir a “predisposição à demanda” a partir da imagem social das instituições de segurança. A limitação desses indicadores é que, à exceção da denúncia penal, não tratam da natureza do serviço solicitado. Seja qual for o caso, as demandas por seguranças são múltiplas e nem todas requerem um resposta formal.
Finalmente, cabe ressaltar que os indicadores sobre políticas públicas de segurança fornecem os parâmetros básicos relativos aos objetivos e às prioridades na prática das instituições públicas em matéria de segurança, assim como o volume de recursos financeiros e humanos determinado nesse âmbito, assim como o grau de eficácia e eficiência obtidos. As prioridades são obtidas analisando os programas e as normativas desenvolvidas, mas sobretudo identificando como os recursos públicos são empregados. Tais recursos podem ser humanos e materiais, mas também organizativos e
informacionais. Os quadros das organizações policiais e as prestações orçamentárias constituem os indicadores relativos aos recursos humanos e materiais; dimensionar os recursos organizativos e informacionais obviamente se torna bastante mais complexo. Por outra parte, a quantidade e a natureza das intervenções costumam considerar-se como indicadores de eficiência, embora isso não seja de todo certo, já que medem mais a atividade realizada do que os resultados obtidos. Assim sendo, os melhores indicadores de eficiência medem os resultados e não as atividades das organizações. O problema radica em saber o nível de responsabilidade que cabe atribuir às atuações das organizações na variação dos resultados registrados. Diante dessa dificuldade, habitualmentente, se opta por usar indicadores de eficácia e eficiência nos quais se relacionam dados sobre a atividade da polícia com os recursos existentes.
Claro está que um elemento crucial para a devida compreensão do conjunto de indicadores que pretendem refletir a evolução da insegurança pessoal associada à delinqüencia é a possibilidade de compará-los entre as diversas cidades, regiões e estados. É com este propósito que no ano de 1989 teve lugar uma iniciativa internacional: Encuesta Internacional a Víctimas del Delito (a seguir, EIVD), Pesquisa Internacional a Vítimas da Criminalidade – da qual já se produziram cinco edições –, atualmente promovida pela United Nations Interregional Crime and Justice Research Institute (UNICRI) com o objetivo de uniformizar o questionário e o lay-out das pesquisas sobre vitimização a fim de facilitar as comparações internacionais (Mapa 1).
A EIVD é a pesquisa internacional mais ambiciosa conduzida de forma sitemática e padronizada (empregando uma metodologia comum) num grande número de países, que examina a experiência de cidadãos com o delito, o serviço policial, a prevenção ao delito e os sentimentos de insegurança. Nas EIVD, pergunta-se aos sujeitos selecionados se foram vítimas nos últimos cinco anos de uma das oito formas de delito contra a propriedade: roubo de carro, roubo no carro, ataque ao carro, roubo de motocicleta, roubo de bicicleta, roubo dentro de residências, tentativa de roubo nas casas, roubo de objetos (bens) pessoais e/ou de uma das três formas de delito contra as pessoas (assalto, abusos sexuais, agressões e ameaças).
Índice de prevalência delituosa na Europa (2004)
Fonte: International Crime Victims Survey (The Hague: Ministry of Justice of Netherlands and National Institute for the Study of Criminality and Law Enforcement, La Haya, 2007).
Nota: A taxa de prevalência expressa a porcentagem da população vítima de um delito ao menos uma vez durante o ano de 2004. É baseada em dez delitos: agressão, abuso sexual, assalto, roubo de objeto pessoal, roubo de motocicleta e bicicleta, roubo de automóvel, roubo de objetos do interior do veículo, vandalismo no veículo, roubo em residência e tentativa de roubo na residência.
A razão para instaurar a EIVD foi a insuficiência de outros instrumentos, comparáveis internacionalmente, que medissem a natureza e a magnitude do delito. A quantidade de delitos registrados pela polícia é problemática em função dos diferenças modos em que ela os define, arquiva e contabiliza. E uma vez que a polícia obtém quase toda a informação acerca dos delitos através dos informes das vítimas, enquanto as
vítimas não reportem todos os delitos, a cifra manipulada pela polícia pode variar de país a país em função do comportamento das vítimas na hora que fazem a denúncia. É também difícil fazer comparações das pesquisas de vítimas realizadas de forma independente em cada país por diferentes organizações, pois estas diferem no formato e no alcance. Até hoje as pesquisas foram realizadas em 24 países industrializados e em 46 cidades em países em vias de desenvolvimento e em países em transição. Nos países industrializados, cinco foram objetos da EIVD (1989, 1992, 1996, 2000 e 2004).
Uma segurança sustentável
Mas então, que espécie de segurança é possível? Ou, dito em outras palavras, o que podemos fazer para conseguir uma segurança que não implique arrasar a Liberdade e a Justiça? Sobretudo, como condição prévia e indispensável, nos urge submeter à crítica a própria noção de segurança. Trata-se de um mero refinamento intelectual? Cabe considerá-lo como uma obsessão doentia pelo diagnóstico? E em todo caso, somente corresponde aos acadêmicos esta responsabilidade? Quero acreditar que, nas duas seções anteriores, se tenham fornecido elementos suficientes para, pelo menos, compreender melhor a necessidade de questionar estes lugares-comuns, tão mal intencionalmente difundidos. Agora, contudo, deveríamos mergulhar na desconstrução da noção dominante de segurança como primeiro passo na produção de uma nova visão de segurança capaz de enfrentar, eqüitativamente, a gama completa das inseguranças sociais contemporâneas:
1 . Por que, então, problematizar a noção mesma de segurança? No meu entender, as razões principais são quatro. Em primeiro lugar, porque se por um lado a idéia de segurança é certamente um valor – já que anuncia algo desejável –, contudo, como adverte Trías, trata-se de um valor peculiar, problemático, pois tende a engolir, de forma voraz e canibal, os outros valores (liberdade, justiça, qualidade de vida; igualdade, fraternidade), se considerado como máximo valor; seu efeito contaminante, então, pode ser desastroso: os arruina e termina arruinando-se a si mesma. E apesar disso, está idéia
está, como nenhuma outra, implantada na consciência da modernidade (Trías, 2005). Em segundo lugar, porque a segurança não é – contrariamente à concepção dominante – um termo politicamente neutro, mas, sim, o resultado da hegemonia social de uns valores, interesses e visão de mundo que se apresenta como a mais conveniente, como a única razoável (Subirats, 2007). Assim sendo, a segurança e, seu correlato, a ordem, tão necessários em qualquer sociedade, não podem continuar sendo considerados como mera conservação do status quo. Por uma parte, porque este status quo é inestável; e por outra , e principalmente, porque é injusto (Panikkar, 2002), radicalmente injusto; até o ponto que acaba insustentável “a distinção entre um assassinato como resultado de um ato individual intencional e o assassinato que é produto da preocupação exclusiva dos cidadãos egoístas dos países ricos por seu próprio bem-estar enquanto outras pessoas morrem de fome” (Dupuy, 2005). A terceira das razões se refere – tal como expusemos na primeira parte deste texto – à redução abusiva da intolerável insegurança social global à mais manipulável – por parte da política neoliberal dentro da lógica do mercado do medo insegurança pessoal diante da delinqüência urbana; posto que, como afirma Wacquant, jurídica e politicamente é uma completa aberração separar a política relativa à insegurança pessoal do aumento da insegurança social que a alimenta tanto na realidade como no imaginário coletivo (Wacquant, 2006). E a última, embora não por isso menos importante, porque quando um conflito inerente a um problema social é catalogado como um problema de segurança, então salta às primeiras posições da agenda política, é tratado prioritariamente e açambarca os recursos públicos – não somente financeiros, mas também de autoridade – que até então lhe tinham sido negados. E, como se isso fosse pouco, a administração dos problemas de segurança, assim entendida, reclama, quase sempre e em boa medida irrefletidamente, alguma redução de liberdade em nome de um supostamente superior direito à segurança que, segundo parece, não seria possível garantir a não ser em contraposição direta com os outros direitos e liberdades. Mas não unicamente. Quando enfrentamos uma crise como um problema de segurança, então somente somos capazes de ver o perigo que contém e, por conseguinte, perdemos de vista a oportunidade que também nos oferece. Reduzindo, pois, a crise a um problema de segurança, tal como temos feito nas amedrontadas sociedades da opulência, não somente desdenhamos imprudentemente o potencial de
evolução que se manifesta em toda crise, mas, ainda por cima, reforçamos cegamente os poderes repressivos em detrimento de possíveis soluções baseadas no diálogo, tolerência e convivência (Curbet, 2007).
2. Acadêmicos e políticos, mas também os meios de comunicação, deveríamos reconsiderar, por sua vez e na medida do possível conjuntamente, tanto nossa forma de pensar como a de atuar. A sábia advertência de Goethe – “Toda reflexão sem experiência nos enlouquece; toda imersão na experiência sem reflexão, nos embrutece” – constitui uma imperiosa urgência a pensar na ação e a agir refletidamente. Assumir esse objetivo, supõe, em primeiro lugar, abordar o desajuste existente entre, por uma parte, os tempos longos e lentos da análise científica e, por outra, os tempos frenéticos e acelerados da política e dos meios de comunicação (Wacquant, 2006); posto que, em lugar de deter-se a refletir, os governos atuam, e se o pensamento sem ação é ineficaz, a ação sem pensamento também demonstra de sobra o ser, quando não se torna ainda mais prejudicial (Bauman, 2007). Em segundo lugar, é claro que esse compromisso fértil entre pensamento e ação também requer superar o esquema mecanicista do pensar próprio da mentalidade tecnocrática, o qual implica procurar sempre soluções sem nunca ir às causas. Bauman descreve plasticamente o beco sem saída ao que nos leva esta estrutura, embora generalizada e neurótica, de raciocínio:
Sendo modernos, estamos condenados a nos movimentar dentro da hélice da detecção e isolamento de um problema, a definição do problema e a solução deste, fases todas essas que são versões especificamente modernas, autopropulsadas e auto-aceleradas dos ciclos tradicionais de ação-reação e, por conseguinte, somos incapazes de conceber uma via alternativa para encarar as adversidades que inevitavelmente surgem, sucedendo-se com grande rapidez. Não conhecemos remédio algum contra os efeitos malsanos de um desvio, salvo o que possa supor outro novo desvio, nem terapia alguma para os perniciosos efeitos secundários de iniciativas administrativas - e manipuladoras da situação - de alcance estreito demais, salvo a implementação de outra igualmente estreita” (Bauman, 2007).
De fato, esta peculiar lógica, aplicada à insegurança pessoal, permite encastelar-se acriticamente em crenças que, apesar de serem desmentidas de forma reiterada e clara pela realidade, se mantêm imperturbáveis ao longo do tempo e através das situações mais diversas: diante de um aumento da criminalidade (ou, ainda mais, da insegurança), mais polícia e mais dureza nas penas; quer dizer, a perpetuação fatal da ancestral lei de Talião (o restabelecimento da ordem à base de infligir um dano eqüivalente). Então, se as armas, os recursos dissuasivos, as medidas físicas e eletrônicas de proteção, os mais