• Sonuç bulunamadı

1.2. Türkiye’de Turizm Alanındaki Bibliyometrik Yayınlar

2.4.11. Tezlerin Temel Bulguları

2.4.11.1. Genel Anlamda Yerel Halkın Turizmin Etkilerine İlişkin

depoimentos na delegacia de polícia. O encontro involuntário das jovens, inclusive uma estudante de classe média, foi marcado por brigas entre elas. Todas haviam conhecido Pedro Dom em bailes funk na maior favela da zona Sul, a mais rica da cidade.

As políticas sociais e a prevenção da violência

Para entender mais completamente o etos guerreiro ou da masculinidade violenta é preciso, entretanto, estender a perspectiva e voltar ao plano macro (Elias, 1993). Nesse caso, não é tanto a dominação de classe nem a dinâmica centro-periferia na vida doméstica e no mundo do trabalho que importa, mas o processo de constituição de uma formação social no tempo longo da história, processo este que mobiliza várias agências e está sempre sujeito a tensões e retrocessos. É neste contexto que ele interpreta a formação subjetiva do etos guerreiro.

O que descrevemos ao longo deste texto não tem nada a ver com a ética calvinista do trabalho nem com a ética do provedor, mas com o crime negócio, empreendimento capitalista organizado transnacionalmente. Nele, a liquidez é fundamental para facilitar os negócios rápida e secretamente, evitando movimentação de cheques, empréstimos e pagamentos a longo prazo. Tudo é feito com rapidez e pouca flexibilidade no pagamento, como se não houvesse confiança entre os parceiros. Por isso dívidas têm que ser pagas quase que imediatamente, o que provoca o uso da sentença de morte tão comum, mesmo em casos de dívidas relativamente pequenas como acontece no varejo. Estamos falando da Economia Subterrânea ou das Trevas, na era da globalização.

Também não descrevemos nenhuma nova cultura política de convivência tolerante que deveria presidir a diversidade cultural hoje existente nas principais cidades brasileiras. A formação subjetiva predominante entre os jovens atuantes nas quadrilhas é a do orgulho de ser homem por ser capaz de destruir fisicamente os que se opõem a eles, ou, nas palavras deles, de ter a “disposição para matar“ sem vacilação o inimigo. Qualquer política pública de prevenção da violência tem que considerar como fazer para desmontar ou desconstruir tal constelação de personalidade, cujo traço principal é a oposição a tudo que possa ser identificado com o feminino: compreensão, cuidado, empatia com o sofrimento alheio, traços da civilidade.

Portanto, a violência acentuada com que jovens traficantes resolvem seus conflitos deve ser procurada mais profundamente na falta de socialização na civilidade e nas artes da negociação, próprias do mundo urbano cosmopolita mais diversificado, menos segmentado em grupos fechados de parentesco ou localidade, onde não predominam papéis sexuais contrastantes. Esta socialização na civilidade e na mediação de conflitos deveria estar presente em quaisquer programas sociais financiados pelo Estado, que também deveria coordená-los pela sua agenda e pelas suas prioridades. Só assim é possível desmontar o etos guerreiro ou a hipermasculinidade que levam os jovens a se destruir mutuamente.

Pois, do outro lado da moeda da globalização, está a possibilidade de termos culturas cada vez mais híbridas e criativas, assim como cidades cada vez mais cosmopolitas por conta da interação mais rápida e permanente entre pessoas nos quatro cantos do planeta. Para que a cultura tolerante do cosmopolita se torne realidade em todos os segmentos da população de países desiguais como o Brasil, é preciso atentar para os processos de construção de identidades, principalmente a masculina. Jovens pobres também podem e devem sentir orgulho por serem homens civilizados e não machos viris que destroem seus rivais e oponentes. Não se trata de “dar a palavra” a eles, fórmula de quem tem o poder, mas de educá-los na civilidade e na capacidade de negociar conflitos e de reunir-se para obter bens comuns. Ou seja, não dar a palavra, fórmula do dominador condescendente, mas preparar cada um desses jovens para dar a palavra aos outros, mesmo que estes não sejam do pequeno grupo de pares com os quais se identifica e interage. Nessa empreitada, não basta a formação de grupos musicais de identidades globais sob os holofotes do consumo massivo de estilos. É preciso que tradições locais, que reúnem pessoas de diferentes gerações, venham a conquistar espaço no mundo público de cada país e do planeta. Só então a promessa de um mundo interativo, global e cosmopolita poderá vir a se cumprir.

ARENDT, Hannah. (1963) Eichmann in Jerusalem: A report on the banality of evil. Nova Iorque: Vicking Press.

ARLACHI, Pino. (1986). Mafia Business, the Mafia Ethic and the Spirit of Capitalism, Londres.

BATAILLE, George. (1967). La Notion de Dépense, Ed de Minuit: Paris.

(1985): Visions of Excess: selected writings, Manchester: Manchester University Press. BAUMAN, Zigmunt. (2007) Miedo Líquido, la sociedad contemporánea y sus temores. Barcelona: Paidós.

BETTANCOURT, G. & GARCIA, M. (1994). Contrabandistas, marimberos y

mafiosos. Historia social de la Mafia Colombiana. Bogotá: TM Editores.

BOURDIEU, Pierre. (1984) Distinction, Londres: Routledge & Kegan Paul.

BOURDIEU, Pierre WACQUANT, Loïc. (1992) An invitation to reflexive sociology. Chicago: The University of Chicago Press.

BOURGOIS, Phillipe. (1996) In Search of Respect, selling crack in el barrio. Cambridge e New York: Cambridge University Press.

BRETAS, Marcos Luiz. (1988) A Guerra das Ruas; povo e polícia na cidade do Rio de

Janeiro, Tese de Mestrado em Ciência Política - IUPERJ, Rio de Janeiro. Publicada em

1997 pelo Arquivo Nacional, Rio de Janeiro (Prêmio Arquivo Nacional de Pesquisa, 1995).

CALVI, Fabrizio. (1993) La Vita Quotidiana Della Mafia dal 1950 a Oggi, 1a. edição 1986; 3a. edi.: Milão: Biblioteca Universale Rizzoli.

CASTEL, Robert. (1995) Metamorphoses de la Question Sociale, Paris: Ed. Fayard. CASTELS, Manoel & MOLLENKOPF, John. (ed.). (1992) Dual City: Restructuring

New York. Nova Iorque: Russel Sage Foundation.

CHALOUB, Sidney. (1986) Trabalho, Lar e Botequim, o cotidiano dos trabalhadores

do Rio de Janeiro da Belle Époque, São Paulo:Editora Brasiliense.

CORNWALL, A. & LINDISFARNE, N. (1996) Dislocating Masculinity, Londres: Routledge.

DU GAY, Paul. (2000) “Representing Globalization”, Em Gilroy, Paul et al. (ed.),

ELIAS, Norbert & DUNNING, Eric. (1993) Quest for Excitement, Sport and Leisure in

the Civilizing Process, Oxford: Blackwell.

FAGAN, Jeffrey. (2005) “Guns and Youth Violence”, Em Children, Youth, and Gun

Violence, Volume 12, Number 2, www.futureofchildren.org.

FAUSTO, Boris. (1984) Crime e Cotidiano, São Paulo: Editora Brasiliense.

FEATHERSTONE, Mike. (1997) O Desmanche da Cultura, São Paulo: Studio Nobel/ SESC.

FONSECA, German. (1992) "Economie de la Drogue: taille, caracteristiques et impact economique". Em Revue Tiers Monde, n. 131, juillet-sep., Paris.

GEFFRAY, Christian. (2001) “Effects sociaux, economiques et politiques de la penetration du narcotrafic en Amazonie Bresiliene”. Em International Social Science

Journal, UNESCO, v. LIII, no. 3: Londres e Paris.

GUIMARAES, Heloisa. & DE PAULA, Vera. (1992) "Cotidiano escolar e violência", em Zaluar, Alba (ed.) Educação e Violência, Cortez Ed., S. Paulo.

HALL, Stuart. (1980) Resistance through Rituals, Birmingham: Hutchinson, CCC. LABROUSSE, A. & KOUTOUSIS, M. (1996) Géopolitique et Géostratégies des

Drogues, Paris: Economica.

LINS, Paulo. (1997) Cidade de Deus, 1a. edição. São Paulo: Cia das Letras. LUPPO, Salvatore. (2002) História da Máfia, São Paulo: Editora UNESP.

MOSHER, D. L., & SIRKIN, M. (1984) “Measuring a macho personality constellation”, Em Journal of Research in Personality, 18, 150-163.

MYERS, G. P.; MCGRADY, G. A.; MARROW, C.; MUELLER, C. W. (1997) “Weapon carrying among Black adolescents: A social network perspective”. Em

American Journal of Public Health, 1038, American Public Health Association.

OSELLA, Filippo & OSELLA, Caroline. (2000) “Migration, money and masculinity in Kerala”. Em Journal of the Royal Anthropological Institute, 6 (117-133).

REUTER, Peter. (1986) Disorganized Crime: Illegal Markets and the Mafia, Massachusetts: MIT Press.

SALAMA, Pierre. (1993) "Macro-economie de la Drogue", GREITD-CEDI, mimeo. SASSEN, Saskia. (1991) The Global City. Princeton: Princeton University Press.

SCHIRAY, Michel. (1994) "Les filières-stupéfiants: trois niveaux, cinq logiques". Em

Futuribles, no. 185, Paris, mars.

SILVA, Enid Rocha Andrade & AQUINO, Luseni Maria Cordeiro. (2005)

Desigualdade social, violência e jovens no Brasil, Rio de Janeiro/ Brasília: IPEA.

TAUSSIG, Michael. (1997) The magic of the State, Londres: Routledge.

THOUMI, Francisco. (1994) Economia, Política e Narcotráfico, Bogotá: Ed. Tercer Mundo.

TULLIS, LaMond. (1995) Unintended Consequences; Illegal Drugs and Drug Policies

in Nine Countries, Boulder: Ed Lynne Rienner.

UNDCP

1997: World Drug Repport. Londres e Nova Iorque: Oxford University Press.

VAN DER VEEN, H. T. (1998) “The International Drug Complex: When the visible hand of crime fractures the strong arm of the law”, European University Institute, www.unesco.org/most.

WIEVIORKA, Michel, (1997) “Le nouveau paradigme de la violence” Em Wierwoka, M. (ed.), Un Nouveau Paradigme de la Violence, Paris: L´Harmattan.

ZALUAR, Alba (1985) A Máquina e a Revolta, São Paulo: Editora Brasiliense. (1994): Condomínio do Diabo, Rio de Janeiro: Editora da UFRJ.

(1998): “Para não dizer que não falei de samba”, em História da Vida Privada no Brasil

vol.IV, São Paulo: Cia das Letras.

(2000): “Perverse Integration: Drug trafficking and youth in the favelas of Rio de Janeiro”, Journal of International Affairs, , v. 53, n. n. 2, p. 654-671: New York.

(2001): “Violence in Rio de Janeiro: styles of leisure, drug use, and trafficking”

International Social Science Journal, UNESCO, v. LIII, n. no. 3, p. 369-379: Londres e

Paris.

(2006): Relatório Executivo da Pesquisa Domiciliar de Vitimização da Cidade do Rio de

_______________________________________________________________________ ___