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1.10. İŞLENME ŞEKİLLERİ

1.10.15. Tuş kaydediciler (Keylogger)

Tendo como referência organizações de saúde como a OMS (2007) e o ACSM (2006), verificamos que as populações pediátricas devem realizar no mínimo 60 minutos de actividade física moderada e/ou vigorosa diariamente. No entanto, no estudo aqui apresentado verificamos que apenas aproximadamente 7% da nossa amostra é que cumpre com esta recomendação. Estes resultados vão de encontro a Neves (2007), que no seu estudo concluiu que a maioria das crianças não vai de encontro às recomendações internacionais de realizar pelo menos 60 minutos de AF diária. A nível europeu, verificou-se que apenas 1 em cada 3 jovens atinge as recomendações diárias (Currie et al., 2004). Em Portugal, o contexto é ainda mais alarmante sendo que mais de metade da amostra não cumpria as recomendações diárias de actividade física (Wang et

al., 2005).

Realmente preocupante é o facto de 37,4% afirmar que no máximo realiza AF recomendada em apenas um dos setes dias da semana. Valores similares são apresentados por Wang et al. (2005), ao constatar que 36,1% afirma cumprir as recomendações (60 minutos diários de AF).

Estes cenários revelam-se preocupantes uma vez que investigações recentes têm comprovado os benefícios sujacentes a uma actividade física regular, nomeadamente em patologias como a obesidade (Ekelund et al., 2004), problemas metabólicos e psicológicos (Nowicka & Flodmark 2007; Bragge et al., 2004).

Um aspecto, que, na nossa opinião, pode estar associado a uma baixa percentagem dos participantes cumprirem as recomendações diárias, é o facto de termos obtido os dados através de questionário, sendo que os participantes podem ter dificuladade em contabilizar actividades físicas que tenham desenvolvido em curtos períodos de tempo, como por exemplo durante os intervalos.

No entanto, face a este cenário de incumprimento das recomendações, Sarmento (2002) salienta a importância das actividades físicas informais em populações pediátricas, e também Fullilove et al. (2011), realçam a importância dos recreios no desenvolvimento de actividades físicas, de modo a potencializar o cumprimento das recomendações diárias para esta população.

Outro aspecto a referir é o facto de termos encontrado diferenças estatísticas entre sexos, o que à semelhança da literatura (Wang et al., 2005) afirma que há uma diferença significativa nos níveis de AF entre os rapazes e as raparigas, e que segundo Sallis, Prochaska & Taylor (2000); Armstrong & Welsman (2006); Craig et al., (2001), os rapazes são mais activos. Verificamos igualmente que são os alunos do 7º ano de escolaridade quem afirma cumprir em maior número de dias as recomendações diárias de actividade física, indo de encontro com os resultados de Escultas & Mota (2005), e contrário a diversos estudos que encontraram uma diminuição dos níveis de actividade física com o avançar da idade (Dehghan, Akhtar-Danesh & Merchant 2005; Hernandez

et al., 1999).

5.1.2. Actividade Física Organizada

Verificamos uma taxa de PDesp em contexto extra aula de EF de aproximadamente 48% (DE e DF), valores claramente superiores aos encontrados por Mota & Esculcas (2002), o que poderá ser explicado na nossa opinião pelas políticas regionais de promoção de AF, sendo elevada a oferta de actividades e de modo gratuito, e pelo surgimento de diversos clubes escolas. No entanto, existe um grupo que apenas possui como única actividade física organizada as aulas de EF (53,3%). Na nossa opinião, este aspecto é preocupante uma vez que esta é muitas vezes a única actividade física moderada a vigorosa que possuem (Wang et al. 2005). Outro aspecto que reforça esta preocupação é o facto de adolescentes sedentários possuirem um elevado risco de serem adultos sedentários, à semelhança de adolescentes activos possuirem fortes probalidades de serem activos em adultos (Vanreusel et al. 1997).

Foram encontradas diferenças no grupo de PDesp relativamente ao sexo, onde os rapazes apresentam maiores índices de participação em actividades extracurriculares (40,8%) comparativamente às raparigas (22,3%). Como anteriormente referido, os rapazes tendem a serem fisicamente mais activos do que as raparigas. Em estudos desenvolvidos na RAM com amostras representativas de zonas medianamente urbanas, constatamos que a quantidade de raparigas que possui como única actividade física as aulas de EF oscila entre 45 – 60% (Andrade, 2008; Fonseca, 2008; Silva, 2008; Batista, 2010). Na nossa opinião, tal aspecto está associado a factores socioculturais, pois na RAM a participação é mais relevante no sexo masculino. Segundo a última demografia federada (2008 – 2009) apresentada pelo IDRAM, a taxa de participação no DF dos elementos do sexo masculino é muito mais expressiva que nos elementos do sexo

feminino (72,9% vs 27,1%) A participação em clubes também é claramente superior para o sexo masculino, como é exemplo a modalidade de futebol que possui uma clara representatividade na demografia federada da RAM (IDRAM, 2010)

Contrariamente ao que esperávamos e ao referenciado na literatura (Esculcas, 1999; Telama et al., 1994; Andrade, 2008; Fonseca, 2008; Batista, 2010), não verificamos diferenças entre anos de escolaridade.

No que respeita à participação em actividades físicas extracurriculares nomeadamente em relação à frequência e duração semanal, não existem diferenças entre sexos. Contudo, existem diferenças significativas entre anos de escolaridade porque, segundo a nossa opinião, a metodologia de treino é distinta entre os diversos escalões etários e varia na duração e intensidade dos exercícios (Antunes, 2010).

Relativamente ao HistD, foram encontradas diferenças significativamente estatísticas para o AE. No entanto, como é de esperar, quanto mais velho é o sujeito, maior é a probabilidade de ter mais tempo de prática desportiva.

Ainda sobre o HistD, existem diferenças significativas entre sexos, sendo que as raparigas apresentam menor número de anos de prática desportiva. Este cenário pode ser confirmado pela demografia federada da RAM (IDRAM, 2010), em que se constata com o aumento do escalão etário há uma diminuição do número de sujeitos do sexo feminino a praticar uma actividade física regular em contexto federado. Isto sugere um contexto dramático no sexo feminino, em que associado a uma menor participação desportiva existe um abandono mais precoce nas raparigas.

5.2. Aptidão Aeróbia

Após uma análise normativa constatamos diferenças significativamente estatísticas nas variáveis sexo, AE e no efeito de interacção entre estas variáveis. Na nossa opinião, estas diferenças entre sexos e anos de escolaridade estão associadas a factores biológicos, nomeadamente ao surto pubertário (Malina, 1996; Bouchard, Malina & Pérusse 1997). Nesta fase, há um aumento da força, da velocidade e da potência (Malina, Bouchard & Bar-Or 2004).

A análise criterial realizada indica-nos que aproximadamente 60% da amostra se encontra abaixo da ZSAptF, sendo estes valores similares aos encontrados na RAM por diversos autores (Rodrigues, 2010; Medeiros, 2009; Batista, 2010; Andrade, 2008;

Silva, 2008; Fonseca, 2008). Na nossa opinião, tal ocorre essencialmente pela elevada taxa de excesso de peso e obesidade e de inactividade física. Recentes evidências da “Canadian Fitness and Lifestyle Research Institute” (2002) indicam que a maioria das crianças e jovens não são suficientemente activos ao ponto de atingirem os benefícios de saúde relacionados com a AptF.

Atendendo ao género, verificamos que existem diferenças, mas é no sexo feminino que encontramos uma maior taxa de sujeitos classificados dentro da Zona saudável, ao contrário do que ocorria na análise normativa. Tal facto, na nossa opinião, poderá estar associado ao facto do sexo masculino apresentar taxas de adiposidade mais elevadas com a %MG alta e muito alta (Masculino - 27,4% vs Feminino - 19,8%), condicionando deste modo o seu desempenho e não atingindo os valores de referência adequados ao seu género. Ou seja, como as raparigas apresentam menor %MG, contrariamente ao que era de esperar, faz com que apresentem melhores resultados no teste do vaivém, uma vez que todo o esforço é rentabilizado no teste e não no transporte do seu próprio peso (Cooper institute, 2010), sendo que a relação entre estes dois parâmetros está comprovada na literatura (Deforche et al., 2003).

Contrariamente ao referenciado na literatura, encontramos diferenças significativas entre anos de escolaridade, sendo maior o número de sujeitos do 7º ano classificados abaixo da zona saudável. Isso poderá ser explicado pelo facto da ocorrência do surto pubertário na população madeirense ocorrer mais tarde (Freitas et

al., 2003), comparativamente à população americana, que é referência para os valores de corte do FitnessGram.

5.2.1. Composição Corporal

Numa análise normativa, verificamos que relativamente à %MG, foram encontradas diferenças estatísticas entre sexos, o que na nossa opinião é justificado pelo facto das raparigas necessitarem de “gordura” para que possa ocorrer o normal desenvolvimento sexual (Malina, Bouchard & Bar-Or 2004).

Quanto à análise criterial, e à semelhança de outros estudos (Malina, Bouchard & Bar-Or 2004; Medeiros, 2009 e Antunes, 2010), verificamos diferenças entre sexos ao nível da %MG muito alta onde os rapazes apresentam taxas de prevalência superiores (27,4%), o que se contradiz com os maiores índices de participação desportiva destes alunos. Ainda assim, estes valores excessivos poderão ser explicados à luz de factores genéticos ou comportamentais, nomeadamente no que concerne aos

comportamentos alimentares. Neste contexto, Antunes (2010) verificou no seu estudo que os rapazes apresentaram valores superiores às raparigas no consumo de alimentos processados, que por sua vez foi significativamente associado positivamente com a %MG.

O facto de termos constatado que os participantes dos 5.º e 7.º ano não se diferenciarem em relação às taxas de peso, leva – nos a ponderar existir uma estabilização de taxas. Ainda assim, um em cada quatro sujeitos tem uma taxa de %MG muito alta.