• ABFW – Teste de linguagem infantil: utilizado na etapa de pré-teste e pós-teste na
área da pragmática (ANDRADE et al, 2004). O ABFW é um teste inédito, direcionado
ao Português falado no Brasil, destinando-se a análise das áreas de fonologia, vocabulário,
fluência e pragmática. Esse teste é capaz de fornecer subsídios para obtenção de dados
objetivos, fundamentais para a precisão diagnóstica das desordens da linguagem; além
disso, contribui de maneira significativa para o planejamento de condutas terapêuticas.
Em cada etapa, os dados são analisados de maneira qualitativa e quantitativa, a
partir de parâmetros de desempenho de crianças em desenvolvimento normal de
linguagem nas faixas etárias que a verificação de cada item abrange.
Nesse estudo, avaliamos a Pragmática com o objetivo de analisar as
habilidades comunicativas dos participantes em ambiente de conversa espontânea,
verificando como utilizam a linguagem, durante os processos comunicativos. Assim, a
análise é realizada em relação ao número de atos comunicativos, emitidos durante a
situação interativa proposta (número total de atos: criança e adulto; número de atos
comunicativos somente da criança), além disso, consideramos as funções comunicativas
usadas para expressar os atos comunicativos.
O referido teste apresenta protocolos de registro, elaborados de maneira
ilustrativa, permitindo ao pesquisador registrar os dados relevantes, além de dados
complementares provenientes do processo de avaliação (Anexo A). A autoras desse teste
propõem a análise de uma situação interativa de 30 minutos. No entanto, por se tratar de
crianças anteriormente atendidas pela pesquisadora, o estudo aqui descrito analisou apenas
10 dos 30 minutos de interação. As atividades propostas nos dois momentos de avaliação,
pré e pós-teste, foram elaboradas de maneira que tivessem estratégias semelhantes.
Contudo, elas sofreram algumas variações uma vez que as situações se desenvolviam de
acordo com o contexto em que ocorria a avaliação.
• Ready, Set, Go – Talk to Me – Teste de Linguagem Receptiva e Expressiva
(HOSTMEYER; MACDONALDS, 1975) Constitui uma série de programas de
treinamento, que tem o objetivo de estabelecer habilidades pré-lingüísticas e a
comunicação verbal inicial em indivíduos que já tenham desenvolvido socialmente a
linguagem funcional. O programa foi desenvolvido e testado com mais de 200 pessoas
com atraso no desenvolvimento de um a trinta anos. As populações para as quais os
programas foram designados incluem indivíduos com Síndrome de Down, Deficiência
Intelectual de variadas etiologias, autismo e atraso na linguagem sem etiologia específica.
Apesar do programa de treinamento ter sido escrito para que os pais possam
utilizá-los, eles também podem ser planejados para programas de fala e linguagem e
educadores especiais. Assim, o objetivo desse programa é estabelecer todas as pessoas
significantes no ambiente da criança como treinadores diretos e consistentes da
linguagem. Por meio desse programa, realizamos a avaliação das habilidades
comunicativas, quanto aos aspectos verbais e não-verbais da comunicação da criança:
Seção Não-Verbal: nesta seção, são avaliados aspectos da linguagem
receptiva. Por meio de algumas atividades, como, por exemplo, oferecer um objeto para a
criança e observar qual seria sua reação, ou ainda,
solicitar que a criança repita alguns
movimentos que a examinadora fizer. Dessa forma, são avaliados: brinquedo/objeto
funcional; motor – imitação; identificação de Objetos; identificação de figuras; execução
de tarefas.
Seção Verbal: nessa segunda seção, avaliamos os aspectos da linguagem
expressiva. Também utilizando atividades pré-elaboradas, a examinadora solicita que a
criança imite alguns sons e palavras, além de responder perguntas sobre ações realizadas
pela examinadora. Os itens avaliados são: imitação de Sons; imitação de palavras simples;
produção de nomes; imitação de verbos; ação verbal; iniciando conversação; produção de
frases com duas palavras.
Para cada um dos sub-itens das sessões (não-verbal e verbal), o indivíduo
deverá obter acima de quatro acertos num total de seis situações previamente estruturadas
para que seja considerado apto naquele subitem avaliado (Anexo B).
A utilização de dois instrumentos na etapa de pré-teste fez-se necessária uma
vez que o Teste de Linguagem Infantil ABFW (2004), sub-teste Pragmática avalia uma
situação interacional livre, identificando todas as formas de comunicação utilizadas pela
criança. No Teste de Linguagem Receptiva e Expressiva, situações estruturadas são
propostas e a maneira como a criança recebe as informações do interlocutor e como ela
expressa desejos e sentimentos é medida dentro deste contexto. Dessa forma, algumas
situações que poderiam não ocorrer durante uma avaliação mais direcionada, como é o
caso do segundo teste citado, pode vir a ocorrer numa situação de atividade lúdica livre,
sendo muitas vezes esses aspectos o principal foco de mudança da comunicação da
criança após a introdução do sistema de comunicação.
• Folhas de registro:
Em cada folha, na parte superior, há um espaço no qual são anotados: o nome
do participante, o tipo da sessão (linha de base ou intervenção) e o número da sessão. A
seguir, a folha foi dividida em três colunas, as quais continham as seguintes informações:
“Nome da Figura”. No eixo X, foram numeradas as possibilidades de tentativas de
apresentação do objeto (1 a 20). No outro eixo, anotava-se o grau de independência por
parte da criança em executar cada tentativa (0 – sem êxito; 1 – auxílio físico; 2 – auxílio
verbal; 3 – independência). Ao final da atividade, em que se treinou determinada figura,
na célula “pontos”, era registrado o total de pontos obtidos (em grau de competência e
porcentagem) de acordo com o número de oportunidades oferecidas ao participante. No
quadro “Obs”, eram anotados aspectos da comunicação pertinentes ao treino. No final das
três tiras contidas na folha de registro, havia um espaço para anotar o total de pontos
obtidos naquele dia de treino, total de tentativas e totais de pontos expressos em
porcentagem (Anexo C).
Belgede
Tuğla dolgu duvarların genişletilmiş çelik levhalar ile güçlendirilmesi
(sayfa 80-101)