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TTB - UZMANLIK DERNEKLERİ EŞGÜDÜM KURULU’NUN KURULUŞU VE ÇALIŞMA

Entre as práticas estéticas e culturais encontramos diversas manifestações, algumas bastante difundidas e outras em fase de difusão. São elas: a) – Yoga; b) - música indiana; c) - roupas típicas; d) - elementos de decoração; e e) – incenso.

a) - Yoga29 – Nos últimos cem anos, o Yoga deixou seu país de origem e foi

adotado por milhões de pessoas fora do subcontinente indiano. É, sem dúvida, um

25 O estado da estagnação é comunicado por um dos adeptos do movimento. Segundo ele, há um certo

abandono por conta de atritos internos entre os adeptos.

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Até 2002 havia somente um mestre, Swami Nirmalananda no Brasil. Desde 2002 está presente um monge auxiliar, Sunirmalananda, para atender crescente número de adeptos no Brasil.

27 Website oficial: <http://www.bkumaris.org.br/indexs.htm> (c. 07.01.07). 28 Biografia em: <http://www.sathyasai.org.br/> (c. 07.01.07).

29 A prática do Yoga está resumida num livro escrito há cerca de 2.000 anos. Sobre seu autor – cujo nome

seria Patanjali – sabe-se muito pouco. Não nos estenderemos em uma definição do Yoga, que pode ser encontrada em trabalhos acadêmicos de fôlego, de autores como Eliade e Jung. A título de informação básica, vale observar que a prática nasceu há cerca de cinco mil anos e que visa promover a experiência da liberdade plena (moksha). Para isso, faz uso da respiração (pranayama), posturas (asanas) e cantos devocionais (mantras). A palavra “Yoga” deriva da raiz sânscrita yuj, que significa “união”.

produto de características transculturais: uma pesquisa por sites com a expressão Yoga indicou cerca de 5,2 milhões de endereços. Graças à mídia, mesmo pessoas que não praticam sabem identificar, com maior ou menor precisão, as características gerais dessa prática (APOLLONI, 2004). Atualmente, o Yoga tem sido uma das técnicas mais populares de relaxamento e bem-estar (BURGER, 2006).

No Brasil, a prática é popular principalmente junto à classe média. Não se sabe ao certo o número de praticantes, mas, segundo informação da Federação de Yoga do Estado do Paraná, estima-se que haja aproximadamente cinco milhões de adeptos.30 O Yoga também está nas empresas, sob a forma de “Yogaterapia”, e em centros de atendimento à terceira idade.31

Os primeiros asanas foram trazidos ao Brasil em 1953 pelo francês Léo Costet de Mascheville (Sêvananda), que, junto com a esposa, a “Mestra Sadhana”, fundou o primeiro grupo comunitário de prática em Resende (RJ). As atividades do “monastério Amo Pax” se desenrolaram entre os anos de 1953 e 1960. Caio Miranda iniciou o trabalho acadêmico do Yoga no Brasil escrevendo o primeiro livro sobre o assunto, fundou também academias em várias cidades e formou os primeiros instrutores do Yoga (DE ROSE, 1997).

No início da década de 1960, o Mestre De Rose introduziu o Yoga nas universidades e instituiu o primeiro projeto de lei para a regulamentação da profissão de instrutor de Yoga. De Rose também criou uma “linha” de Yoga, o chamado Swasthya Yoga. Outro pioneiro do início dos anos 60, José Hermógenes de Andrade, dedicou-se a relacionar o Yoga à saúde aproximando-se, por exemplo, do público da terceira idade. Em tempos recentes, Hermógenes estabeleceu uma relação de devoção com o místico Sai Baba.

Uma característica do Yoga no Brasil é a desvinculação religiosa e a valorização dos componentes corporais, o que transforma a prática em sistema de exercícios físicos poderoso e desafiador. Executar as posturas exige uma

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Federação de Yoga do Estado do Paraná. Carta enviada a deputados federais solicitando apoio parlamentar ao Projeto de Lei nº 4680/2001, que trata da proposta de regulamentação mínima das atividades profissionais de Yoga. Curitiba, agosto de 2001.

mobilização de músculos e articulações comparável à verificada em uma boa sessão de ginástica tradicional. Um instrutor do Yoga de São Paulo acrescenta: “Além disso, as posturas provocam um aumento na produção de alguns hormônios associados a sensações agradáveis que uma aula de alongamento, por exemplo, não consegue proporcionar.” (CÔRTES, 2004, p.39).

Ao mesmo tempo, o “Yoga à Brasileira” é instrumentalizado para atender às necessidades concretas da sociedade. Segundo Celina Cortes e Lia Bock: “A ioga (Yoga) é um fenômeno que atrai pessoas interessadas na filosofia, no efeito sobre a saúde ou simplesmente na conquista da boa forma” (Ibid. p. 40).

b) - Música Indiana - Depois de uma turnê do músico Ravi Shankar pelo

Brasil, em 1974, muitos músicos brasileiros se interessaram pela música clássica indiana; alguns, inclusive, se dirigiram à Índia para períodos de estudo. Percebe- se hoje uma grande preferência pela tabla – instrumento de percussão, essencial para a música indiana – e instrumentos de cordas, como o sitar e o saroj. Encontramos uma única cantora indiana, Meeta Ravindra, residindo em São Paulo; além de cantora, ela também toca instrumento sitar e tem produzido vários CDs da música indiana no Brasil. Atualmente, há diversos músicos brasileiros que ensinam e divulgam a música indiana em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba. O músico Tomaz Lima (também conhecido como “Homem de Bem”) gravou diversos CDs de mantras indianos que são muito populares nos centros de Yoga.32

c) – Roupas Típicas - A cada dia aumenta o número de lojas especializadas

em vestimentas indianas. Essa estatística reflete uma grande popularidade dessa moda no Brasil. É muito comum em encontros de terapias naturais ou em restaurantes vegetarianos a presença de mulheres trajando batas e saias indianas ou de inspiração indiana. Outros adereços, como pulseiras e xales, são bastante populares entre mulheres de todas as classes sociais.

d) – Decoração – Em muitas lojas de artigos indianos é possível encontrar,

32 De acordo o Consulado Geral da Índia em São Paulo, residem naquela cidade uma cantora indiana chamada

Ratnabali Adhikari e um instrumentalista do tabla chamado Sagar, filho da cantora Meeta Ravindra. Entre os músicos brasileiros encontramos Krucis e Alberto Marciano (sitar), Edgard Silva (tabla) e Marcus Santurys (Santoor). Inf. <http://www.indiaconsulate.org.br/comercial/a_india_no_brasil/contacts.htm> (c. 04.09.06).

além das roupas, elementos decorativos. As peças de decoração são vendidas, muitas vezes, em um mix que inclui peças de Bali (Indonésia) e de artesãos brasileiros de linha “ New Age. Entre as mais comuns estão estatuetas, em madeira ou bronze, de divindades como Shiva e Ganesha, “ panôs" decorados e baús marchetados.

e) – Incenso – A prática de acender varetas é comum no Brasil, a ponto de

termos marcas produzidas na Índia - na região de Bangalore, no sul do país - especialmente para o mercado local, com caixas escritas em português e um apelo local. Em muitas das marcas, os nomes indianos foram substituídos pela informação sobre o aroma do incenso (como rosa, sândalo e madeira do Oriente). Ainda que muitas pessoas utilizem o incenso como mero odorizador, observamos que, para muitos brasileiros, sua queima visa melhorar o ambiente.33