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Trigonometrik fonksiyonlar

Belgede Chapter 1 G˙IR˙IS¸ (sayfa 37-47)

2.6. TR˙IGONOMETR˙IK FONKS˙IYONLAR 35 Tablo 1.1 Temel a¸cılar

2.6.2 Trigonometrik fonksiyonlar

A Resolução nº 223/2003 originalmente determinava que consumidores de todas as classes não mais seriam obrigados a arcar com despesas para sua ligação à rede elétrica, que passavam a ser de responsabilidade exclusiva das distribuidoras.

Até essa data, o atendimento ao consumidor que exigisse a execução de obras era realizado a partir do cálculo do limite de investimento de responsabilidade da distribuidora. A diferença entre tal limite e o custo total das obras necessárias ao atendimento, se positiva, deveria ser integralmente paga pelo interessado, conforme discutido no Capítulo 3.

Este regulamento determina o atendimento gratuito a novos pedidos de ligação que possam ser ligados por meio da extensão da rede secundária, mantendo a sistemática adotada pela Lei nº 10.438/2002 para o período até a sua regulamentação pela agência57. Assim, segundo a Aneel (2003a), o limite de expansão da rede secundária representa as áreas sobre as quais se refere o Art. 14, inciso I, da Lei nº 10.438/2002. Quando a solicitação do consumidor demandar investimentos na expansão da rede primária de distribuição, as distribuidoras cumprem os prazos previstos em seus respectivos planos de universalização. Assim, além das metas iniciais para 2003 (atendimento de extensão da rede secundária), a Aneel também estabelece o horizonte em que deverá ser atingida a universalização para cada distribuidora, de modo que o consumidor possa ter o conhecimento do ano a partir do qual será atendido gratuitamente, nesse caso de necessidade de obras de extensão da rede primária.

A resolução conceituava, originalmente58, a universalização como o atendimento a todos os pedidos de ligação ou de aumento de carga de consumidores nos prazos

57 A Lei nº 10.438/2002 determinava que, a partir de 31 de julho de 2002 e até que a Aneel regulamentasse a sistemática de atendimento por área, as distribuidoras deveriam atender, obrigatoriamente e sem qualquer ônus para o consumidor, ao pedido de ligação cujo fornecimento pudesse ser realizado mediante a extensão de rede em tensão secundária de distribuição, ainda que fosse necessário realizar reforço ou melhoramento na rede primária.

58

Com a alteração promovida pela Lei nº 10.762/2003, a Aneel revisou a abrangência da universalização, conforme será discutido no próximo item.

previstos nas Condições Gerais de Fornecimento.

Dessa forma, se for conveniente, o consumidor pode efetuar a antecipação da ligação, arcando inicialmente com os custos. Nesse caso, os interessados serão ressarcidos pela distribuidora a partir do ano previsto para a extensão do serviço àquele consumidor. Os valores antecipados deverão ser corrigidos com base no IGP- M, mais juros de 0,5% ao mês.

A estratégia empregada na regulamentação foi a de dividir as distribuidoras em 5 grupos com anos diferenciados para se atingir a universalização, calculados em função do índice de atendimento da distribuidora e da sua capacidade técnica e econômica, conforme Tabela 18 a seguir. Quanto maior o índice de atendimento - diferença entre o número de domicílios com energia e o total de domicílios estimados pelo Censo 2000 - menor será o prazo para a universalização.

Tabela 18 – Prazos Limites para a Universalização na Área de Concessão

Índice de Atendimento

da Concessionária Prazo Máximo para Universalização na Área de Concessão

Ia >99,50% 2006 98,00%< Ia < 99,50% 2008 96,00% < Ia < 98,00% 2010 80,00% < Ia < 96,00% 2013 Ia < 80,00% 2015 Fonte: Resolução nº 223/2003.

Além dessa meta para a distribuidora, a resolução da Aneel fixa também outras específicas para cada um dos municípios atendidos pelas empresas, em função do índice de atendimento da localidade. Quanto menor for o indicador, maior será o tempo para que a distribuidora possa universalizar o município, conforme exemplifica Tabela 19 a seguir.

Tabela 19 – Prazo para Universalização nos Municípios

Índice de Atendimento

Do Município (Ia) Prazo Máximo para Universalização no Município

Ia > 96,00% 2004 90,00% < Ia < 96,00% 2006 83,00% < Ia < 90,00% 2008 75,00% < Ia < 83,00% 2010 65,00% < Ia < 75,00% 2012 53,00% < Ia < 65,00% 2014 Ia< 53,00% 2015 Fonte: Resolução nº 223/2003.

A distribuidora pode adotar um ano diferente do estabelecido no quadro anterior, desde que justifique técnica e economicamente e não ultrapasse o ano para vigência da universalização de sua área de concessão. Esta sistemática também é válida para o caso do município tiver um horizonte maior para atingir a universalização do que a empresa: o ano previsto para universalização da distribuidora prevalece.

O Plano de Universalização, elaborado pela distribuidora e aprovado pela Aneel, para o atendimento de todas as solicitações de novas ligações, no período de 1º de janeiro de 2004 até o término do ano previsto para o alcance da universalização é constituído por um conjunto de Programas Anuais de Expansão do Atendimento até o limite definido para a universalização.

Os Programas Anuais devem contemplar, para cada município, metas para a extensão de redes de distribuição primária e secundária e para a ligação de novas unidades consumidoras sem ônus de qualquer espécie.

Além das ligações decorrentes da extensão da rede secundária de distribuição, as empresas definem para cada município, ou conjunto de municípios, o número de consumidores que serão atendidos e respectivos percentuais demonstrando a evolução anual até o alcance da universalização.

Os Programas Anuais de Expansão do Atendimento contém, no mínimo, as seguintes informações, por município:

• metas de unidades a serem atendidas por município e separadas em atendimento por meio de reforço ou melhoramento e atendimento por meio de extensão de redes;

• custo médio por atendimento de unidade urbana e rural, via extensão de redes;

• formas de divulgação do plano de universalização para as populações a serem atingidas;

• padrões de qualidade de atendimento a vigorarem na expansão do atendimento.

O ano máximo para o alcance da universalização pode ser antecipado pela Aneel sempre que houver alocação de recursos a fundo perdido, oriundos de programas especiais implementados por órgão da Administração Pública Federal, do Distrito Federal, dos Estados ou dos Municípios, inclusive de administração indireta.

Por força do ato expedido pela Aneel, os Planos de Universalização estão sendo implementados desde janeiro de 2004. As distribuidoras apresentaram ao regulador, em setembro de 2004, suas metas para o período entre 2005 e 2008 e deverão enviar, até 31 de março de 2005, os Programas Anuais para o restante do período previsto de Universalização, que varia de acordo com a distribuidora.

Se a distribuidora não enviar os Programas Anuais, a obrigação de atendimento, sem qualquer tipo de ônus para o solicitante, passará a ser aplicada em toda a área concedida ou permitida, mecanismo idêntico ao previsto para o caso de não regulamentação da sistemática de área pela Aneel.

Visando acompanhar a evolução dos Planos de Universalização, a distribuidora deverá enviar anualmente, para cada município e para toda a sua área de atuação, à Aneel os seguintes indicadores relativos à universalização dos serviços de energia elétrica:

I – Nível Urbano de Universalização (NUU): 100 ) ( ) ( × = u TD u TUC NUU (%)

II – Nível Rural de Universalização (NRU):

100 ) ( ) ( × = r TD r TUC NRU (%)

III – Nível Global de Universalização (NGU), mediante a seguinte fórmula:

100 × = TD TUC NGU (%) Onde:

TUC(u) = Total de unidades consumidoras residenciais urbanas;

TD(u) = Total de domicílios urbanos, estimados a partir de dados do IBGE; TUC(r) = Total de unidades consumidoras residenciais localizadas na área rural e de unidades consumidoras da classe rural, subclasse agropecuária;

TD(r) = Total de domicílios rurais, estimados a partir de dados do IBGE; TUC = TUC(u) + TUC(r); e

TD = Total de domicílios urbanos e rurais, estimados a partir de dados do IBGE.

Estes indicadores que expressam, em percentual, a relação entre o número de unidades consumidoras eletrificadas e o total de domicílios, serão utilizados para verificar o cumprimento das metas anuais das empresas.

Complementando esta informação as distribuidoras deverão encaminhar relatório, por município, informando o número de unidades consumidoras atendidas pelo Plano

de Universalização e as atendidas com financiamento pelos consumidores e pelos órgãos públicos.

As empresas que não cumprirem as metas poderão ter seus níveis tarifários reduzidos durante as revisões periódicas. O valor da penalidade será obtido por meio da multiplicação de um coeficiente – que varia entre 0,90 e 0,97 de acordo com o total de municípios não-atendidos e constante da Tabela 20 pelos itens referentes aos custos gerenciáveis59. As reduções serão aplicadas durante período equivalente ao

número de anos em que as metas deixaram de ser cumpridas. Assim, se uma distribuidora não cumprir as metas por dois anos, a redução será efetivada pelo mesmo período.

Tabela 20 – Penalidade pelo não cumprimento das metas de universalização

Não-Atendimento Coeficiente Redutor

Em até 10% dos Municípios 0,97

Em até 20% dos Municípios 0,95

Em até 30% dos Municípios 0,94

Em até 40% dos Municípios 0,92

Em até 50% dos Municípios 0,91

Acima de 50% dos Municípios 0,90

Fonte: Resolução nº 223/2003.

O art. 15 da Lei nº 10.438/2002 prevê a possibilidade de licitações para a outorga de permissões, com a finalidade de alcançar a universalização nas áreas não concedidas ou concedidas em contratos que não contenham cláusula de exclusividade. Possibilita, para a permissionária originária deste processo, a utilização de sistema alternativo descentralizado e a prestação do serviço em associação ou pela contratação de agentes detentores de tecnologia ou de autorização para geração de energia elétrica com base em fontes solar, eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.

59 Custos gerenciáveis. Custos que dependem essencialmente da eficácia da gestão empresarial, como os gastos com pessoal, compra de materiais, pagamento de serviços de terceiros, outras despesas e remuneração. São indexados pela variação do IGPM para cálculo do reajuste tarifário anual previsto nos contratos de concessão.

A resolução prevê que na formação das tarifas da permissionária serão levados em consideração os eventuais incentivos existentes na legislação para a energia a ser gerada por ela própria ou adquirida de terceiros. Este mecanismo visa incentivos para pequenas centrais hidrelétricas (PCH´s) e a sub-rogação da CCC60.

A permissionária poderá realizar o fornecimento a qualquer unidade consumidora ligada ou não na área de permissão, independentemente da magnitude da carga e do nível de tensão e dos prazos fixados nos arts. 15 e 16 da Lei nº 9.074/95, que tratam da possibilidade dos consumidores optaram por outro fornecedor de energia elétrica. A regulamentação da Aneel determina a exclusão das condições de atendimento estabelecidas nesta resolução dos seguintes casos: ligações provisórias, iluminação pública, lotes urbanos em loteamentos e áreas em processo de regularização (cooperativas) segundo a Resolução nº 12/2002. Nos dois últimos casos a resolução previa a publicação de regulamentação específica posteriormente.

Dessa forma, a Resolução Normativa nº 82, de 13 de setembro de 2004, estabelece que a distribuidora não é responsável pelos investimentos necessários à construção das obras de infra-estrutura básica destinadas ao atendimento com energia elétrica nos lotes situados em loteamentos urbanos.

Porém, a concessionária ou permissionária de distribuição é responsável pela construção das redes e instalações de distribuição para o atendimento das unidades consumidoras situadas em parcelamentos de interesse social, em parcelamentos populares e em áreas objeto de desmembramento que atendam à legislação aplicável. A regulamentação determina que o atendimento a solicitações em loteamentos aprovados antes da publicação da Resolução nº 223/2003 seja de responsabilidade da concessionária.

Visando adotar um mecanismo para acompanhar o processo de universalização, essa regulamentação inclui na Resolução nº 456/2000 a obrigatoriedade de fornecer por

60Sub-rogação da CCC é o direcionamento desse benefício para os empreendimentos de geração, transmissão ou distribuição de energia elétrica em sistemas elétricos isolados que substituam a geração termelétrica à base de derivados de petróleo ou que atendam a novas cargas, devido à expansão do mercado, reduzindo o dispêndio atual ou futuro da CCC.

escrito o prazo previsto no Plano de Universalização para o atendimento sem ônus, e de manter cadastro específico para efeito de fiscalização.

Revoga também o inciso III do art. 7º do citado regulamento que permitia o atendimento de unidades rurais com carga instalada igual ou inferior a 75 kW em tensão primária de distribuição, impondo o custo do transformador de distribuição para os consumidores rurais, que à luz do novo marco legal não se justifica.

A resolução revoga a Portaria nº 5/90 considerando a extinção da participação financeira de qualquer consumidor pela redação original da Lei nº 10.438/002. No entanto, com a restrição feita pela Lei nº 10.762/2003 será necessária a regulamentação para os consumidores com carga instalada acima de 50 kW, não contemplados na nova definição de universalização.

Em resumo, nas áreas próximas da rede secundária de distribuição e para os consumidores contemplados no Plano de Universalização da distribuidora o atendimento é imediato. Para os demais consumidores, as ligações podem ser antecipadas, desde que com o aporte de recursos, dos eventuais interessados, que serão devolvidos a partir dos anos previstos para a universalização de cada localidade.

Belgede Chapter 1 G˙IR˙IS¸ (sayfa 37-47)

Benzer Belgeler